Caged: Goiás cria menos empregos do que 2017 e 2018

Caged: Goiás cria menos empregos do que 2017 e 2018

24 de janeiro de 2020

No ano passado foram criados 21.550 empregos com carteira assinada em Goiás, de acordo com dados consolidados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta sexta-feira (24/01) pelo Ministério da Economia. O número de vagas criadas foi menor que o registrado em 2018, quando foram gerados 26.256 postos de trabalho, e também menor que o de 2017, cujo resultado foi de 25.370 novas vagas, dois anos ainda de forte recessão na economia brasileira.

O setor de serviços foi o mais criou empregos no ano passado em Goiás, com 12 mil novas vagas. Na sequência, o comércio abriu 5.347 novos postos de trabalho; indústria da transformação, 2.013; agronegócio, 1.173; e construção civil, 1.130. As maiores demissões ocorreram nos segmentos de extrativa mineral, administração pública e serviço industriais de utilidade pública.

Em 2019, Goiás ficou em 7º lugar no ranking nacional e 2º no Centro-Oeste, perdendo para Mato Grosso, que gerou 23.060 novas vagas. Goiânia liderou a criação de empregos no Estado, com 3.75 vagas, seguida por Rio Verde (2.561), Formosa (1.293), Aparecida de Goiânia (1.239) e Anápolis (1.142).

Já no Brasil
O mercado de trabalho brasileiro criou 644.079 empregos no ano passado, conforme o Caged. Esse é a maior abertura de vagas formais no País desde 2013. O saldo de 2019 foi resultado de 16.197.094 admissões e 15.553 015 demissões ao longo do ano. Em 2018, o saldo havia sido positivo em 529.554 postos de trabalho, na série já com ajustes (que inclui declarações fora do prazo).

A abertura de 644.079 empregos com carteira assinada em 2019 foi puxada pelos setores de serviços e comércio, mas o Caged registrou resultado positivo em todos os setores da economia no ano passado.

O saldo de serviços no ano foi positivo em 382.525 vagas, seguido pelo comércio, com a abertura de 145.475 postos de trabalho no ano. A construção civil abriu 71.115 vagas em 2019, seguida pela indústria da transformação (18.341 vagas), Agropecuária (14.366 vagas), serviços industriais de utilidade pública (6.430 vagas), extração mineral (5.005 vagas) e administração pública (822 vagas).

Contrato Intermitente
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram a criação líquida de 85.716 empregos com contrato intermitente em 2019. Segundo a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, 11.021 empresas contratam pela modalidade. Um total de 4.328 empregados celebrou mais de um contrato intermitente.

Houve ainda abertura de 20.360 postos de trabalho em regime parcial, envolvendo 22.326 empresas. Um total de 982 empregados celebrou mais de um contrato parcial. Essas modalidades foram criadas pela reforma trabalhista, que vigora desde novembro de 2017. (Com agências)

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