A empresa italiana Enel e a portuguesa EDP não confirmaram interesse numa negociação de venda de ativos e da concessão para operar o mercado de energia elétrica em Goiás, como sugeriu hoje (14/01) o governador Ronaldo Caiado (leia aqui). Em nota, a Enel informou que prevê investir R$ 1 bilhão neste ano na rede elétrica do Estado, quase cinco vezes a mais que a média anual da época da Celg D (comprada pela italiana em 2017).

A empresa afirma ainda que cumpriu todas as metas previstas para 2019 no plano de ações e investimentos acordado em agosto com o Ministério de Minas e Energia, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o governo de Goiás. A Enel acrescentou que os resultados já obtidos atestam o comprometimento da empresa com o Estado, “inclusive com a criação de novos empregos e capacitação de mão de obra local”.

Sem fazer menção às declarações do governador Caiado, a EDP informou que torce para que a operação da Enel se consolide em Goiás. “Relativamente às notícias veiculadas sobre a prestação de serviços de energia elétrica em Goiás, a companhia faz votos para que esta se consolide”, frisou a multinacional portuguesa em nota. Ao frisar os seus investimentos prioritários, não citou Goiás.

A EDP lembrou que opera duas distribuidoras no Brasil, em São Paulo e Espírito Santo, e que, recentemente, adquiriu uma participação na catarinense Celesc, da qual é hoje a maior investidora. A companhia ressaltou ainda que, em 2019, investiu mais de R$ 2,5 bilhões nos segmentos de distribuição e transmissão, “que constituem focos prioritários de investimento no Brasil”.


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