Fintechs são iguais ou melhores que bancos para 90% dos brasileiros

Fintechs são iguais ou melhores que bancos para 90% dos brasileiros

24 de dezembro de 2019

Nove em cada dez brasileiros consideram os serviços ofertados pelas startups financeiras, as fintechs, iguais ou melhores do que os das instituições bancárias tradicionais. Para 47% dos consumidores, os serviços são superiores. Os dados são de pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e o Sebrae.

Segundo o levantamento, 64% dos internautas brasileiros residentes nas capitais recorreram a fintechs nos últimos 12 meses e, para 89% deles, a qualidade ficou dentro ou acima do esperado. O processo de contratação também foi positivo: 51% dos clientes disseram ter sido muito rápido.

“A concentração bancária no Brasil é muito grande, poucos bancos têm muitos clientes, e, por isso, eles acabam se tornando instituições mais lentas e burocráticas. Nas fintechs, as taxas e tarifas costumam ser bem menores, os processos para abrir conta ou pedir um cartão são mais rápidos e práticos”, afirma o gerente de projetos da CNDL, Daniel Sakamoto. Segundo ele, já existem mais de 500 fintechs no país.

De acordo com a pesquisa, 77% dos usuários de fintechs pertencem às classes C, D e E, enquanto 23% são das classes A e B. “Uma parcela considerável do Brasil ainda não é bancarizada, no geral, por causa da burocracia dos bancos. As fintechs ajudam na inclusão”, afirma Sakamoto. Segundo um levantamento do Banco Central, em 2017, 13,5% da população não possuía relacionamento bancário.

Serviços

Os serviços mais utilizados nesse período foram a conta bancária (45%), o cartão de crédito (40%), as transações financeiras por meio de criptomoedas (20%), os serviços de corretoras de valores ou investimentos (19%), os aplicativos de gestão financeira pessoal (19%), o empréstimo pessoal (19%) e a contratação de seguro (19%).

Apesar da relativa facilidade na obtenção de produtos e serviços deste segmento, 63% tentaram contratar algum outro serviço financeiro nas plataformas digitais nos últimos 12 meses e não conseguiram, sobretudo o cartão de crédito (38%), a conta bancária (20%) e o empréstimo e/ou financiamento em empresas (17%). Os principais motivos foram o nome sujo (37%), a renda inferior ao mínimo necessário (28%) e não ter conseguido comprovação da renda (23%).

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