Nove em cada dez brasileiros consideram os serviços ofertados pelas startups financeiras, as fintechs, iguais ou melhores do que os das instituições bancárias tradicionais. Para 47% dos consumidores, os serviços são superiores. Os dados são de pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e o Sebrae.

Segundo o levantamento, 64% dos internautas brasileiros residentes nas capitais recorreram a fintechs nos últimos 12 meses e, para 89% deles, a qualidade ficou dentro ou acima do esperado. O processo de contratação também foi positivo: 51% dos clientes disseram ter sido muito rápido.

“A concentração bancária no Brasil é muito grande, poucos bancos têm muitos clientes, e, por isso, eles acabam se tornando instituições mais lentas e burocráticas. Nas fintechs, as taxas e tarifas costumam ser bem menores, os processos para abrir conta ou pedir um cartão são mais rápidos e práticos”, afirma o gerente de projetos da CNDL, Daniel Sakamoto. Segundo ele, já existem mais de 500 fintechs no país.

De acordo com a pesquisa, 77% dos usuários de fintechs pertencem às classes C, D e E, enquanto 23% são das classes A e B. “Uma parcela considerável do Brasil ainda não é bancarizada, no geral, por causa da burocracia dos bancos. As fintechs ajudam na inclusão”, afirma Sakamoto. Segundo um levantamento do Banco Central, em 2017, 13,5% da população não possuía relacionamento bancário.

Serviços

Os serviços mais utilizados nesse período foram a conta bancária (45%), o cartão de crédito (40%), as transações financeiras por meio de criptomoedas (20%), os serviços de corretoras de valores ou investimentos (19%), os aplicativos de gestão financeira pessoal (19%), o empréstimo pessoal (19%) e a contratação de seguro (19%).

Apesar da relativa facilidade na obtenção de produtos e serviços deste segmento, 63% tentaram contratar algum outro serviço financeiro nas plataformas digitais nos últimos 12 meses e não conseguiram, sobretudo o cartão de crédito (38%), a conta bancária (20%) e o empréstimo e/ou financiamento em empresas (17%). Os principais motivos foram o nome sujo (37%), a renda inferior ao mínimo necessário (28%) e não ter conseguido comprovação da renda (23%).


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