Brasil vai crescer 2,5% em 2020, prevê CNI

Brasil vai crescer 2,5% em 2020, prevê CNI

18 de dezembro de 2019

A economia brasileira crescerá 2,5% em 2020, impulsionada pela expansão de 2,8% do PIB industrial e pelo aumento do investimento, que deve aumentar 6,5% e se confirmar como fator a promover a recuperação da economia, no próximo ano. As previsões são de estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo a análise, a aceleração da segunda metade deste ano é sinal de que haverá crescimento mais sólido nos próximos 12 meses. Os dados mais recentes indicam aumento do consumo, consequência da queda da taxa de juros e da paulatina recuperação do mercado de trabalho.

“Estamos passando por um período de reformas estruturais, de cunho liberalizante. Essas reformas, em especial as que se destinam a modernizar os regimes trabalhista, previdenciário e tributário, estão sedimentando o terreno para o aumento do consumo, dos investimentos e da produção. Com isso, certamente teremos um crescimento maior e melhor em 2020.”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

A CNI, porém, defende que reformas adicionais precisam ser realizadas para conter, de forma definitiva, o crescimento do gasto público e promover um equilíbrio fiscal duradouro, sem o qual não se alcança o crescimento sustentado. Para a CNI, para que esse novo ciclo de crescimento se consolide, é “indispensável maior celeridade e ambição na agenda pró-competitividade, com foco na reforma tributária”. Esta reforma deve ser ampla e ter como foco a melhoria da competitividade do produto nacional. “Atrasos na mudança do sistema tributário brasileiro podem criar incertezas e inibir o investimento”, acrescenta.

As perspectivas também são positivas para outros indicadores da economia. A expectativa é de que a inflação – IPCA – encerre 2020 em 3,7%, abaixo da meta pelo quarto ano consecutivo. A taxa Selic deve permanecer patamar estabelecido na última reunião do Conselho de Política Monetária (Copom), em 4,5% ao ano ao longo de 2020. Em relação ao mercado de trabalho, a expectativa é de que a retomada da atividade econômica viabilizará o crescimento mais robusto de vagas formais e a geração de empregos de maior qualidade, que pagam melhores salários. Isso deve ter efeitos positivos no rendimento médio real da população e na massa salarial, no próximo ano, que devem crescer 1,6% e 3,4%, respectivamente. Em relação à taxa média de desemprego, a previsão é de que caia de 11,9% para 11,3% na média anual.

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