O Movimento em Defesa do Desenvolvimento e dos Empregos – iniciativa inédita em Goiás que reúne entidades empresariais, sindicatos e centrais de trabalhadores e setor acadêmico – será um fórum permanente, conforme acordado em reunião na sede da Federação dos Trabalhadores na Indústria nos Estados de Goiás, Tocantins e Distrito Federal (FTIEG), em Goiânia (20/11).

O encontro também serviu para que representantes do setor produtivo e dos trabalhadores alinhassem os próximos passos e acertassem detalhes do seminário que deve ser realizado na primeira quinzena de dezembro, na Capital, para debater a importância da manutenção dos incentivos fiscais e de políticas voltadas à atração de novos investimentos e geração de empregos de qualidade em Goiás.

A possibilidade de dar continuidade às mobilizações em torno da importância dos incentivos fiscais em Goiás vinha sendo aventada nos últimos encontros regionais – caso de Aparecida de Goiânia e Catalão. Foi também uma das pautas levantadas pelos trabalhadores em audiência pública ontem na Assembleia Legislativa. Mas a divulgação dos índices de desemprego na última terça-feira (19) pelo IBGE corroborou a intenção de empresários e trabalhadores de intensificarem a luta pelo desenvolvimento econômico do Estado.

“Neste terceiro trimestre de 2019 temos, aqui no estado cerca de 88 mil desempregados a mais do que no mesmo período do ano passado. O quadro é preocupante”, disse o diretor-executivo da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), Edwal Portilho. “A taxa de desocupação em Goiás foi a que mais aumentou em comparação com os outros estados, 1,9%”, acrescentou.

Na reunião todos também reafirmaram a preocupação – “concreta”, disseram – com os índices de desemprego, uma vez que a revogação ou corte dos incentivos fiscais e o ambiente de insegurança jurídica já estão provocando demissões nas indústrias e grandes empresas por conta do aumento do custo de produção causado pela maior carga tributária.

E ainda voltaram a defender a importância do diálogo entre setor produtivo, governo do Estado e trabalhadores, sobretudo daqueles que estão em cidades goianas consideradas polos industrializados. “As oscilações da economia afetam a todos nós e temos que buscar um diálogo amplo e aberto para chegarmos às melhores soluções”, afirmou o reitor da Universidade Federal de Goiás, Edward Madureira.


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