Roberto Naves: “O novo distrito tem viés tecnológico e sustentável”

Mais empregos, tecnologia e inovação para a cidade. É o que pretende a prefeitura de Anápolis com o novo Distrito Industrial Municipal. O projeto caminha para sua fase final, após conclusão do ciclo de audiência públicas na semana passada. O local fica às margens da rodovia BR 153, atrás do Parque de Exposições Agropecuárias de Anápolis. Foi levado em conta a viabilidade do fornecimento de energia, o abastecimento de água e a proximidade de viaduto ou trincheira.

Mas, o fator principal é que se trata da região Norte da cidade, uma das áreas mais populosas, com mais de 50 mil moradores — que, em sua maioria, atravessam a cidade diariamente para trabalhar ou buscar oportunidades de emprego na porção sul, onde fica o Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia).

“Um novo ciclo de crescimento será inaugurado na cidade. Aliamos preservação ambiental e desenvolvimento socioeconômico, assim, as empresas do novo polo serão de base tecnológica, pois não produzem resíduos”, disse o prefeito Roberto Naves. “Estamos trabalhando por soluções permanentes e este distrito municipal é uma delas”, frisou. Outra frente em estudo é uma política municipal de incentivos fiscais para as empresas que ocuparão o novo distrito industrial.

O projeto de instalação do novo distrito industrial, explicou o prefeito, “vai beneficiar a população da região Norte de Anápolis com oportunidades de emprego e renda mais perto de suas casas”. Além disso, por estar próximo à Área de Proteção Ambiental (APA) do Piancó, “o distrito tem viés tecnológico e sustentável, capaz de irradiar uma cultura de uso sustentável dos recursos naturais”.

O prefeito pontuou os investimentos em infraestrutura na cidade, a exemplo das obras de drenagem, para resolver o problema crônico de escoamento de água na cidade, pavimentação das vias e a recuperação da erosão da Vila Formosa. Citou também o GraduAção, que estimula a formação de mão de obra ofertando 300 bolsas universitárias para estudantes de baixa renda, e as ações de desburocratização, implantadas desde o início da gestão, para incremento do ambiente de negócios.

Superintendente do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), Nelson Fraga citou iniciativas com as de cidades inteligentes e parques tecnológicos, como contribuições para uma visão mais prospectiva do desenvolvimento. Empresários anapolinos defendem uma política para promover maior agregação de valor aos produtos de Goiás.

Atualmente, o Estado é um grande fornecedor de matérias-primas, como grãos e minérios, para o mercado internacional de commodities. Com isso, os produtos nacionais são beneficiados em economias mais desenvolvidas, que ficam com a maior parte do valor agregado, resultando em perdas de emprego, renda e arrecadação para o Brasil. “Isso fez com que nós voltemos a um nível de industrialização dos anos 70”, apontou Fraga.


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