O ministro Paulo Guedes (Economia), palestrante ontem (10/10) no Fórum de Investimentos Brasil 2019, em São Paulo, destacou a reforma da Previdência, a redução dos juros e a retomada dos investimentos privados como os pilares da política econômica no País. “Crescimento sustentável é coordenado pelo setor privado, com crédito e fluxo privado. Não tem voo de galinha na economia brasileira, não é artificial”, enfatizou.

Guedes disse que é preciso transformar a economia e atacar o desequilíbrio fiscal e o gasto público. “O Brasil gastava muito e gastava mal. Quando olhávamos a composição do gasto a maior parte dele era com a Previdência”, disse. De acordo com o ministro, 94% das despesas eram obrigatórias e, por isso, é preciso “descarimbar” os recursos e fazer com que a classe política retome o controle sobre o orçamento público.

Os gastos para pagar juros da dívida foram apontados como outro problema da economia brasileira. “Essa era a nossa segunda maior despesa e chegamos a pagar R$ 100 bilhões por ano. Por isso, precisamos desmobilizar ativos, reequilibrar as contas públicas e retomar investimentos, que já foram de até 25% do PIB e caíram para quase 1% nos últimos cinco anos”, afirmou Guedes.

Reindustrialização da economia com uso de energia barata e simplificação de impostos ocasionarão mais empregos, segundo Guedes. “Para se ter uma ideia, os encargos sobre a mão de obra ocasionaram os quase 40 milhões de pessoas fora do trabalho formal. Por isso é preciso desonerar a folha”, defendeu.

Por fim, Guedes afirmou que assim que aprovada a reforma da Previdência pelo Congresso Nacional, entrarão o Pacto Federativo e a reforma tributária. “A reforma tributária é importantíssima, mas não podemos fazer com urgência e correr o risco de sair malfeita. Vamos dar o primeiro passo conciliatório em direção à proposta que já está na Câmara” afirmou o ministro.

Comércio internacional

O Secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, destacou a participação brasileira no comércio internacional e os recentes acordos bilaterais firmados pelo País. Investimentos privados, privatizações e reequilíbrio de ativos, além de acordos e aberturas de novos mercados, como Canadá e México, devem “fazer com que o passado brasileiro seja esquecido e o País volte a ficar no centro comercial do mundo “, afirmou.

O Secretário Especial também citou novos acordos com o Mercosul e com a União Europeia como exemplos da nova política internacional e integração de economias. “O Brasil é o país mais ambicioso quanto às reformas e à implantação de uma nova agenda. As reformas da Previdência e a Tributária, por exemplo, vêm para reorganizar a economia e trazer mais investimentos”, finalizou o secretário.

O fórum continua hoje (11/10) em São Paulo e reúne cerca de 2 mil participantes entre empresários e representantes de governos de mais de 45 países para discutirem temas como infraestrutura, energia, agronegócio, tecnologia, inovação e investimentos em setores estratégicos da economia brasileira.


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