Mais de 30 entidades de empresários, dos trabalhadores e dos meios acadêmico e cultural lançaram movimento pró-desenvolvimento de Goiás

O Fórum Empresarial Goiano, sindicatos, federações e centrais de trabalhadores da indústria, do comércio e da agricultura, além da academia e representantes do setor cultural, lançaram na última sexta-feira (dia 20) o Movimento em Defesa do Desenvolvimento e dos Empregos. A solenidade contou com a presença maciça de suas lideranças e representantes das categorias, que lotaram a sede da Federação dos Trabalhadores Assalariados Empregados Rurais do Estado Goiás (Fetaer-GO).

Os líderes ressaltaram a importância da criação do grupo – que conta com 26 entidades e deve receber mais adesões – e do cronograma de ações previsto, com promoção de seminários em municípios que são polos econômicos do Estado para fazer um diagnóstico profundo dos desafios para o desenvolvimento econômico sustentado, atração e realização de investimentos privados e geração de novos empregos em Goiás, além de propor políticas de médio e longo prazos para o garantir a competitividade econômica do Estado.

Presidente da Fecomércio, Marcelo Baiocchi enfatizou a união entre os empresários e os trabalhadores para criação de um melhor ambiente de negócios: “É algo histórico, quando o Fórum Empresarial e o Fórum dos Trabalhadores juntam-se para defender uma única coisa: o ambiente de trabalho, o ambiente empresarial em Goiás, fortalecer os relacionamentos e as atividades. Isso vai gerar mais empregos”, pontuou.

“Esse movimento é importante para que nós possamos avançar com propostas para ajudar Goiás nesse momento de dificuldades econômicas. Surgiu com a ideia de fazermos, junto com os trabalhadores, reuniões para que a gente pudesse ter melhores propostas, ideias, levar ao governo estas ideias e, aí sim, formatar algo que pudesse ajudar no plano de desenvolvimento”, pontuou Otávio Lage Filho, presidente Adial Goiás.

André Luiz Rocha, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), disse que o movimento é a favor do Estado de Goiás e do Brasil. “Queremos e precisamos construir juntos políticas públicas para dar competitividade a nossas empresas. Para que elas posam gerar mais empregos e desenvolvimento socioeconômico”, disse. “Já estou há bastante tempo neste movimento e eu nunca vi tanta gente importante de Goiás, juntos, pelo mesmo objetivo”, ressaltou José Maria de Lima, presidente da Fetaer-GO, sobre a necessidade comum de apontar alternativas em reação a crise, que traz, por exemplo, preocupação com a manutenção de empregos e criação de novas vagas.

Já Sandro Jadir, presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), assinala que o projeto visa a atração de empregos e renda de qualidade nos municípios goianos. “Vemos uma oportunidade de somar forças para mostrar, inclusive, o potencial do estado de Goiás, qualificação do nosso pessoal e de participar discussão de políticas governamentais que tem este intento”, pontuou. Reitor da UFG, Edward Madureira disse que a universidade pode oferecer apoio nas pesquisas, na formação profissional e na inovação, atuando na concepção das políticas públicas.

O cronograma do Movimento prevê realização de seminários, a partir do dia 30 de setembro em Rio Verde, seguindo de Anápolis (07/10), Catalão (14/10), Itumbiara (21/10), Goianésia (24/10) e Goiânia (04/11). Serão abordados temas como inovação e tecnologia, meio ambiente, desburocratização, infraestrutura, crédito, incentivos fiscais, mercado de trabalho e qualificação profissional, entre outros. Após isso, propostas serão elaboradas, com as contribuições recebidas.


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