Carlos Luciano fala na Assembleia ao lado dos deputados Álvaro Guimarães e Humberto Aidar

A arrecadação de ICMS e a geração de empregos no grupo goiano Novo Mundo cresceram mais de quatro vezes nos últimos 17 anos, quando começou a receber incentivos fiscais do Estado para investimentos em expansão e novos negócios em Goiás. A informação é do presidente da empresa, Carlos Luciano Ribeiro, em depoimento nesta segunda-feira (09/09) para a CPI dos Incentivos Fiscais, na Assembleia Legislativa.

Em 2001, a rede Novo Mundo possuía 30 lojas e gerava 720 empregos diretos em Goiás. Sua arrecadação de ICMS naquele ano foi de R$ 7,3 milhões. Hoje são 140 lojas e 4,6 mil empregos, sendo 2,9 mil apenas em Goiás. A sua folha salarial anual é de quase R$ 85 milhões e, somente no ano passado, gerou R$ 31,4 milhões de arrecadação de ICMS para o Estado. O aumento em recolhimento de tributos, portanto, foi de 335% neste período.

Ao apresentar os dados à Assembleia, Carlos Luciano afirmou que todo o montante de incentivos fiscais recebido pela empresa é destinado para investimentos, com retorno real para o Estado e para a população. “Goiás só ganha com esta política”, enfatizou o empresário. “A lógica do incentivo fiscal é simples e os ganhos para o Estado são irrefutáveis. Com ele, o governo começou a receber parte de um ICMS, com o centro de distribuição que montamos em Goiás, que nunca receberia, além dos milhares de empregos que foram gerados. Antes dos incentivos, tínhamos apenas 30 lojas e 720 funcionários. Hoje temos 4 vezes mais que isto. Só nos últimos 4 anos investimentos R$ 304 milhões, sendo 87% deste montante apenas em Goiás”, disse.

O grupo se comprometeu a investir R$ 80 milhões em Goiás com o recebimento de créditos outorgados em 2012, mas comprovou ter realizado investimentos de R$ 132 milhões. No ano passado se comprometeu com mais R$ 270 milhões. “Somos a única empresa do segmento que tem a base de seu e-commerce em Goiás, vendendo produtos para consumidores de todo o Brasil e gerando mais impostos para o Estado e, claro, mais empregos. Atualmente 100% das mercadorias do Novo Mundo são adquiridas a partir de Goiás e, daqui, distribuídas para as nossas lojas nos Estados vizinhos e no Distrito Federal”, frisou Carlos Luciano.

“Nossos concorrentes já recebiam incentivos para o e-commerce. A nossa empresa, então, recebeu crédito outorgado de R$ 12 milhões para investir R$ 80 milhões, mas aplicamos 65% a mais do que isto. Depois, assinamos um segundo Tare de R$ 23 milhões para investir 12 vezes mais em Goiás, ou seja, R$ 270 milhões, sendo que já foram aplicados R$ 91 milhões. Deste segundo novo crédito outorgado, usamos apenas R$ 4 milhões”, afirmou o presidente do Novo Mundo.

“O nosso grupo está sempre entre os 50 maiores arrecadadores de ICMS em Goiás. Hoje, no e-commerce, recolhemos média de 5,1% do imposto estadual. Mas em Estados vizinhos, nossos concorrentes chegam a pagar zero de ICMS. A Casa Bahia tem seu e-commerce sediado no Rio de Janeiro com carga tributária de 1,5% e nas suas operações para o Norte, Nordeste e Centro-Oeste, têm crédito outorgado de 6%, o que anula a sua carga tributária”, disse Carlos Luciano.

“As contrapartidas do Novo Mundo aos incentivos fiscais recebidos não se resumem apenas a investimentos e geração de empregos. Temos realizado investimentos na área social, como em creches, e em política de inclusão, como ter 5% de seus funcionários lotados no centro de distribuição com trabalhadores com mais de 50 anos de idade. Nós temos 14%. Além da cota do primeiro emprego, de 5% para o total dos trabalhadores empregados. Nós temos 8%. Cumprimos todas as nossas contrapartidas”, afirmou o empresário.

Carlos Luciano enfatizou ainda que nunca usou o crédito outorgado recebido pelo Novo Mundo para investir em outros empreendimentos da empresa que não tenham a finalidade definida em contrato com o Estado. “Nunca usamos crédito outorgado para investimentos em outros Estados e muito menos para investir no mercado imobiliário ou no polo comercial da Região da Rua 44. Temos um contrato com o estado que define as regras e o uso dos incentivos que é auditado todos os anos pelo corpo técnico e jurídico do Estado”, frisou.

“Espero que esta Casa de Leis aproveite esta oportunidade para esclarecer à população goiana que o Estado tem uma boa política de incentivos à novos investimentos e geração de empregos. Goiás está longe dos principais estados produtores e dos centros consumidores. Então, é necessário haver estímulos para atrair novas empresas, que geram impostos, empregos e renda. Goiás é um Estado que atrai empresas e não que afugenta empresas. Incentivos precisam ser bom não apenas para as empresas, mas para o Estado e para os trabalhadores. Precisa gerar investimentos, empregos e arrecadação”, concluiu Carlos Luciano na sua apresentação aos deputados. Relator da CPI, o deputado estadual Humberto Aidar (MDB) reafirmou que a comissão na Assembleia tem caráter técnico.


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