Em Goiás, 78% dos 303.180 microempreendedores individuais formalizados, que representam cerca de 1 milhão de pessoas (236.480 famílias), dependem exclusivamente de um único membro que exerce a atividade de Microempreendedor Individual, o conhecido MEI, cuja renda média mensal é de R$ 4.254,00. É o que mostra a 6ª edição da pesquisa Perfil do MEI, realizada pelo Sebrae em todos os Estados brasileiros. No Brasil, pelo menos 1,7 milhão de famílias são sustentadas pelos ganhos da figura do microempreendedor individual.

O MEI já é uma realidade na economia brasileira há 10 anos. Em Goiás, 38% dos 303.180 microempreendedores individuais optaram por esta atividade devido à necessidade de se ter uma fonte de renda. A maioria entrou na estatística do desemprego e não conseguiu nova vaga de trabalho, e portanto, foi empreender. Outros 34% queriam ser independentes. No Brasil são 8,7 milhões de MEIs.

O levantamento do Sebrae mostra que 61% dos MEIs se formalizaram atraídos pelos benefícios do registro (ter uma empresa formal, possibilidade de emitir nota, poder fazer compras mais baratas) 25% por conta dos benefícios previdenciários e 14% por outros motivos diversos. E a maioria (45%) deles em Goiás, antes de optarem por ter uma microempresa, trabalhava com carteira assinada e outros 25% eram empreendedores informais há mais de 10 anos.

E aqueles que se formalizaram declararam aos pesquisadores do Sebrae que o seu negócio melhorou muito após ter se registrado como MEI e obter o CNPJ. A formalização permitiu ter acesso a vendas para os governos, prestar serviços até mesmo para a empresa onde trabalhavam, melhorias nas condições de compras junto aos fornecedores e ter acesso a financiamentos bancários.

O presidente do Sebrae nacional, Carlos Melle, concluiu, com a pesquisa, que o MEI retirou da informalidade mais de 2 milhões de empreendedores. “É um universo bastante significativo de donos de negócio que ganharam, com a formalização, acesso a crédito e a benefícios previdenciários. Mais do que isso, eles ganharam autoestima enquanto empresários e geradores de renda”, analisa. Ele entende que ainda há espaço para o MEI avançar, seja na universalização e inclusão de novas atividades, seja na ampliação do número de empregados”, ressalta.

Os jovens, na faixa etária de 18 a 29 anos de idade, lideram o ranking dos que procuram autonomia financeira como MEI (41%). Contudo, o percentual de microempreendedores cai à medida que o empreendedor envelhece. Entre 30 a 39 anos, (37%); dos 40 a 49 (32%) e os com mais de 50 anos registram 21%.

Sobre o quesito renda, é possível afirmar que o percentual daqueles que ingressaram na atividade por necessitarem de uma fonte de renda é acentuado nos MEI com mais de 50 anos (42%). Todavia, os índices caem expressivamente dentre aqueles que abriram um negócio porque queriam praticar seus conhecimentos profissionais, 9% entre os mais jovens e 8% na faixa entre 30 a 49 anos.

Mais de dois em cada cinco entrevistados (40%) têm a própria residência como local de trabalho, mas isso vem caindo nos últimos quatro anos (53% em 2015, 45% em 2017), o que demonstra um gradativo processo de profissionalização, principalmente em municípios com menor IDH, Índice de Desenvolvimento Humano.

A pesquisa do Sebrae entrevistou 10.339 microempreendedores individuais de todo o Brasil, entre 1º de abril e 28 de maio deste ano. Mas os dados só foram divulgados no dia 03 de setembro último.

Números da pesquisa Perfil do MEI


No Brasil, 76% dos MEI têm na atividade empresarial como MEI sua única fonte de renda.


Em Goiás este porcentual é de 78%


28% dos MEI têm na sua atividade a única fonte de renda de toda a família.


No Brasil, 1,7 milhão de famílias e 5,4 milhões de pessoas são sustentadas exclusivamente por um MEI.

Em Goiás, são 236.480 famílias e mais de 1 milhão de pessoas


A renda familiar média da família do MEI é de R$ 4,400,00 no Brasil e em Goiás é de R$ 4.254,00. No Centro-Oeste é de R$ 4.623,00


A renda per capita do MEI é de R$ 1.375,00 mensais. Em 2018, o rendimento domiciliar per capita (por pessoa) do Brasil ficou em R$ 1.373,00 segundo o IBGE.


33% dos entrevistados em todo o Brasil, estavam na informalidade antes de virarem MEI.

Em Goiás eram 25%


48% daqueles que saíram da informalidade atuaram sem CNPJ por 10 ou mais anos.


40% dos MEI trabalham em casa, na média nacional. Em Goiás são 39%.


Para 71%, dos brasileiros a formalização como MEI contribuiu para aumentar as vendas.

Em Goiás, o índice é maior: 76%

Fonte: Sebrae


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