Com 16 estatais ao todo, Goiás tem a terceira maior concentração de empresas controladas pelo Estado no País. Perde apenas para São Paulo (20 estatais) e Minas Gerais (19). O levantamento foi realizado pelo Tesouro Nacional com base em dados de 2018. No Brasil, existem 258 estatais, sendo que a Região Nordeste apresenta a maior concentração (35,2% do total), seguida pelas regiões Sudeste (21,7%), Centro-Oeste (15,9%), Norte (13,9%) e Sul (13,1%). Os Estados com a menor quantidade de estatais são Tocantins, Roraima e Amapá.

Um outro dado importante deste levantamento é que, em termos relativos, 41% das estatais (106 das 258) são dependentes, ou seja, precisam de aportes financeiros do controlador (Estado) para pagamento de despesas com pessoal e com o custeio em geral. Neste quesito, o cenário em Goiás é positivo: das 16 empresas controladas pelo Estado, 11 não eram dependentes no ano passado de repasses do Tesouro estadual. Novamente, só perde neste quesito para São Paulo (14 das 20 estatais) e Minas Gerais (16 das 19 empresas públicas).

Em termos de dependência, Rio de Janeiro apresenta o maior número de empresas (11), seguido pelo Estado do Pará (8) e, empatados com um total de 7 empresas, os Estados de Pernambuco, Sergipe, Acre e Distrito Federal.

No ano passado, 43,4% das estatais no Brasil registraram prejuízo. Esse valor aumenta para 61,9% quando se leva em consideração apenas as estatais dependentes. Ou seja: em termos relativos, o porcentual de empresas dependentes com prejuízos financeiros é o dobro do total das não dependentes.

O setor que apresentou o maior lucro no ano passado foi o de Saneamento, com ganho total de aproximadamente R$ 5 bilhões, seguido pelo de energia elétrica, com resultado positivo de R$ 1,949 bilhão. A Saneago, maior estatal de Goiás, teve lucro de R$ 115,7 milhões em 2018. Já as estatais do setor de Transporte apresentaram o pior resultado com prejuízos no País, de aproximadamente R$ 1,420 bilhão no total.

O maior número de estatais está nos setores de Desenvolvimento (32 empresas), Saneamento (28) e Financeiro (22) são os mais representativos. Entre os setores com menor número de empresas destacam-se os da Saúde e Telecomunicações (1 cada), Mineração (4) e Pesquisa, Portos e Hidrovias (6 cada).

Em relação ao critério dependência, o setor Desenvolvimento possui o maior número de empresas dependentes (14), seguido pelo setor de Abastecimento (10) e pelos de Serviços Públicos / Assistência Técnica com 9 empresas. Por outro lado, o setor Financeiro caracteriza-se pelo maior quantitativo de empresas não dependentes (20), seguido de perto pelo de Saneamento (19), Desenvolvimento (15), Energia (12) e Distribuição de Gás (11).


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