O mercado de trabalho em Goiás criou 2.644 empregos com carteira assinada em julho, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia. Desse total, 1.167 vagas foram geradas pelo setor agropecuário, que liderou a geração de postos de trabalho. O setor indústria ficou em segundo lugar, com 1.056 novos empregos. No ano, foram criadas 31.005 novas vagas em Goiás, que se manteve na 6ª posição do ranking das unidades federativas.

De acordo com o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Carlos de Souza Lima Neto, apesar do setor agropecuário ser sazonal, ou seja, de acordo com períodos do ano ou safra, os números revelam que o segmento continua sendo um dos principais impulsionadores da economia do Estado. “O agro possibilita a criação de emprego e renda, contribuindo para movimentar a economia goiana, favorecendo até mesmo outras cadeias econômicas, como serviços, comércios e indústrias”, destaca.

Porém, na avaliação da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg, apesar do resultado positivo, tanto na análise mensal quanto no acumulado do ano, o resultado de 2019 ficou inferior aos de 2017 e 2018. “Situação que corrobora com a preocupação de que a recuperação da economia ficará para o próximo ano, enfatiza a entidade em nota.

Mesmo com a confiança dos consumidores melhorando gradativamente, conforme divulgado pela FGV, o comércio ainda enfrenta dificuldades com a demanda interna enfraquecida, uma vez que o mercado de trabalho ainda não retomou os níveis pré-crise.

Brasil
No País, foram criados 43.820 empregos formais no mês passado, conforme o Caged. O saldo de julho decorre de 1,331 milhão de admissões e 1,287 milhão de demissões. O resultado ficou abaixo do registrado em julho de 2018, quando houve abertura líquida de 47,319 vagas, na série sem ajustes.

No acumulado de janeiro a julho de 2019, o saldo do Caged foi positivo em 461.411 vagas, o melhor desempenho para o período desde 2014, quando a abertura de vagas chegou a 632.224 postos, na série com ajustes. Em 12 meses até julho, houve abertura de 521.542 postos de trabalho.

O resultado do mês foi puxado pelo setor de construção civil, que gerou 18.721 postos formais, seguido pelo setor de serviços, que abriu 8.948 vagas de trabalho. Também tiveram saldo positivo em julho a indústria de transformação (5.391 postos), comércio (4.887 postos), agropecuária (4.645 postos), extração mineral (1.049 postos) e serviços industriais de utilidade pública (494 postos). Já a administração pública registrou o fechamento líquido de 315 vagas no mês passado.


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1 comment

  1. araujocida1915@gmail.com Responder

    Meu sonho é trabalhar na agropecuária!

    Parabéns pra nossa indústria que gera tanto emprego