Poderia se pensar que as novas tecnologias, que tanto facilitam nosso dia a dia, nos daria mais tempo. Bom, de fato elas deram, mas esse tempo que ganhamos passamos a investir em outras inúmeras atividades e demandas.

Especialistas e coaches em desenvolvimento humano costumam detestar a expressão “perder tempo”. Aliás, eles levam ao pé da letra a máxima de que “tempo é dinheiro” e tal como o capital, o tempo não se perde, se investe, e da melhor maneira possível. Saber onde aplicar esse bem precioso é um dos grandes desafios da vida moderna.

As novas gerações já percebem isso e buscam investir seu tempo no que elas consideram prioridade, diversão, estudo, família, relacionamentos, lazer. Essa mudança de comportamento traz com força o conceito de compartilhar de bens e serviços em detrimento da acumulação ou da posse. A indústria automotiva, por exemplo, está tendo que se reinventar, afinal antes de adquirir um carro, o consumidor moderno agora coloca na balança não só o custo de aquisição, mas também os gastos com manutenção, impostos e a depreciação do bem. Entra também nessa conta, de se vale a pena ter ou não ter um veículo, o tempo que se gasta hoje para estacionar, o tempo que se perde parado no trânsito ou para levar o carro para manutenção ou para limpá-lo, e depois revender. Por que todo esse trabalho se com um clique no seu celular um carro com motorista para em sua porta e te leva onde for preciso?

O compartilhamento também chegou ao mercado imobiliário. No segmento de imóveis de lazer ou turismo, já são comuns e recentemente foram regulamentados no País, os produtos fracionados. Já não é preciso investir tempo, dinheiro na aquisição de um imóvel e nem ter dores de cabeça com manutenção, IPTU, segurança, gastos com concessionárias de energia e água para um imóvel quem você irá usar no máximo duas ou três vezes ao ano. Ao invés disso invista sim tempo na experiência das próprias férias e do lazer. É no rastro dessas profundas mudanças de hábitos é que estão alicerçadas, por exemplo, empresas como: Uber e Airbnb, cujas marcas em pouquíssimo tempo calcularam valores astronômicos.

Ainda nessa área imobiliária, setor que conheço bem, sabemos que a segurança do imóvel é algo cultural em nosso País, mas esse não é o único caminho para se fazer renda e criar um patrimônio. Não é também a única e infalível fórmula para se investir no futuro. Temos então um outro produto que mais uma vez reforça novos hábitos de consumo, onde o “ter” perde espaço para o “compartilhar”.

Mas a aquisição de imóveis como investimento não é o único caminho para fazer renda, não significa que a pessoa não está investindo em seu futuro, pelo contrário, isso pode ser feito deixando o seu patrimônio ou capital ser gerenciado por especialistas. Temos para isso, a opção dos fundos imobiliários, que além de configurar um patrimônio rentável, se enquadra também nos novos hábitos de consumo, onde o “ter” perde espaço para o “compartilhar”. Se há algo que precisamos ter nos dias de hoje, porque afinal vale muito, é tempo. Para que? Para investi-lo no que realmente importa.


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