A Cooperativa dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo) vai aumentar a sua capacidade de armazenagem de grãos dos atuais 1,5 milhão para 1,8 milhão de toneladas, com as inaugurações dos armazéns em Palmeiras, Indiara e Piranhas no próximo ano. Atualmente, a capacidade de secagem de grãos chega a 5.120 toneladas/hora. Os investimentos são da ordem de R$ 360 milhões para os próximos 12 meses e serão realizados, segundo o presidente da Comigo, Antônio Chavaglia, porque já estavam programados. Novos projetos, frisou ao EMPREENDER EM GOIÁS, estão suspensos em Goiás até uma definição mais clara sobre os incentivos fiscais concedidos pelo Estado.

São 11 plantas industriais e mais duas em construção, uma de ração em Rio Verde para produzir 240 toneladas/hora, dobrando a atual capacidade das duas fábricas que é de 120 toneladas/hora, e uma fábrica de sal mineral em Jatai para 30 toneladas/hora.

A Cooperativa tem uma moageira de soja com capacidade para 5.500 toneladas/dia, uma refinaria de óleo de soja que produz 250 toneladas/dia, além de fábricas de suplemento mineral (350 t/dia), uma misturadora de fertilizantes (240 t/hora), uma unidade de moagem de farelo de soja (80 t/hora), uma de beneficiamento de sementes (200 mil sacos/ano), além de áreas de florestas com 7 mil hectares, sendo 5 mil cultivados que garantem uma produção de 250 mil metros cúbicos de madeira por ano.

Do total da produção e industrialização de soja – 1,3 milhão de toneladas/ano – da Comigo, cerca de 25% são exportados para vários países.

A Comigo está presente em Rio Verde com sua sede administrativa, lojas, armazéns, indústrias de óleo e farelo de soja, misturador de fertilizantes, fábricas de rações para todos as raças de animais, de sabão, além de laboratórios, Instituto de Ciência e Tecnologia Comigo e áreas de reflorestamento. Também tem lojas e revendas de implementos agrícolas e armazéns em Acreúna, Caiapônia, Caçu, Indiara, Iporá, Jandaia, Jataí (fábrica de suplemento mineral), Montes Claros ( fábrica de suplemento mineral), Montividiu, Palmeiras de Goiás, Paraúna, Piranhas, Santa Helena e Serranópolis.

Chavaglia mostra-se preocupado com a inauguração do armazém de Palmeiras, onde estão sendo investidos R$ 55 milhões, devido a falta de energia elétrica para garantir o seu funcionamento. “Nos contatos com a concessionária Enel Goiás, ela nos garantiu o fornecimento de energia e, agora, prestes a ser inaugurada a unidade, a empresa diz não ter condições de atender a nossa demanda, o que significa um prejuízo enorme para a cooperativa”, reclama.

História
Em 1974, os produtores rurais de Rio Verde, no Sudoeste Goiano, tinham um costume de reunir-se no Posto Horizonte, às margens da BR-060, no km 421, local onde abasteciam seus veículos. Ao lado do restaurante do posto, havia um banco e, sentados ali, os agricultores conversavam e debatiam os problemas. Foi ali que a Cooperativa Mista dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano Ltda (Comigo), fundada oficialmente em 6 de julho de 1975, começou a ser rascunhada com o objetivo inicial de remover alguns obstáculos como a aquisição de sacaria, óleo lubrificante e secagem de arroz.

Na tentativa de superar estas barreiras e criar mecanismos de defesa dos produtores rurais, como fornecer insumos de qualidade, prestar serviços de comercialização, armazenagem e assistência técnica – a ideia da construção de uma cooperativa foi evoluindo. Liderado por Paulo Roberto Cunha, Antonio Chavaglia, John Lee Ferguson e Hadovaldo Vilela Horbilon, o movimento começou e hoje a Comigo é uma das cinco maiores cooperativas do Brasil.

Entre os principais eventos promovidos pela Comigo está a Feira Tecnoshow Comigo que na última edição, realizada em abril, promoveu vendas que somaram R$ 3,4 bilhões – o maior valor já contabilizado no Brasil até o momento – superior a Agrishow, realizada em Ribeirão Preto (SP), que vendeu R$ 2,9 bilhões.


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