Grupo Herreira fatura mais de R$ 4 milhões com semijoias

Grupo Herreira fatura mais de R$ 4 milhões com semijoias

20 de junho de 2018

Renata, Joseneide, Patricia e Alexandre, na porta do Grupo Herreira, que fará 10 anos em agosto próximo

Uma marca que nasceu em Goiânia há dez anos com dois sócios e uma funcionária pode ser encontrada em todo o Brasil, nos Estados Unidos e na Europa. É também uma das mais conhecidas entre os atacadistas de semijoias de luxo e suas criações chamaram a atenção de figurinistas de novelas e programas da Rede Globo, Record, GNT e Multishow.

Estamos falando do Grupo Herreira, que vai comemorar 10 anos em agosto com duas marcas – Herreira e Aulore, 110 funcionários, faturamento de mais de R$ 4 milhões ao ano e vendas entre 10 mil e 15 mil peças ao mês. O sucesso, segundo Alexandre Caramaschi, diretor de Negócios Internacionais e de Marketing do grupo, vem da soma de três fatores: esforço empreendedor, talento na criação e inovação do produto.

Em 2008, ao ser fundada pelo casal de empresários goianos Patrícia dos Santos Pessoa Caramaschi e Alexandre Caramaschi, a empresa Herreira fazia apenas montagem. Em 2011, tornou-se fabricante. Uma das pequenas oficinas terceirizadas foi comprada pelos empresários que investiram mais de R$ 1 milhão na fábrica (em valores da época). Em 2013, o casal passou a contar com duas sócias, Joseneide Queiroz de Assunção Moreira, diretora administrativa-financeira, e Renata Cristina Balduino, diretora comercial.

As semijoias do Grupo Herreira são vendidas no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos

Sofisticação e luxo

O desejo por criações mais sofisticadas fez surgir em 2013 a segunda marca do grupo, a Aulore, de semijoias mais requintadas, luxuosas e com venda no varejo. “Esse produto bem mais sofisticado atende às necessidades de peças especiais para momentos como casamentos e formaturas. Não somos um estilo clássico nem atemporal. Somos ousados”, define Alexandre.

Uma loja piloto de varejo da Aulore foi inaugurada há um ano no Flamboyant Shopping Center, consumindo investimentos de R$ 500 mil, com projeto do arquiteto Leo Romano. Outra forma importante de vendas são os canais digitais, com atendimento virtual e entrega para qualquer país. Mas a venda por atacado é responsável por 95% do faturamento.

A novela Império, da Globo, cuja trama central era em uma fábrica de joias, foi a primeira com o maior número de peças Herreira em seu figurino. A atual campanha da Herreira é estrelada pela atriz Monique Alfradique. E a Aulore ganhou como embaixadora a empresária Ina Freitas, mulher do cantor Jorge, da dupla Jorge & Mateus. Ina também assina uma coleção da grife.

Com duas marcas – Herreira e Aulore -, o Grupo Herreira vende entre 10 mil e 15 mil peças por mês

Réplicas em Dubai

Não raro os sócios encontram no exterior peças que são réplicas de suas criações. “Até em Dubai, já vimos peças que são cópias do nosso design”, conta Alexandre. As cópias, no entanto, são logo identificadas pela ausência de um bom acabamento, de cristais finos e de cortes com precisão, marcas registradas da peças goianas. Com fábrica, loja e escritório em Goiânia, o grupo tem também um escritório em São Paulo.

No atacado, a empresa tem clientes em todos os Estados brasileiros e especialmente em Brasília e Mato Grosso. E também em países como Estados Unidos, Inglaterra, Panamá, França e Itália. A expansão internacional começou em Milão, onde o grupo se lançou com filial em 2014. “Mas, sabendo que o público europeu é mais tradicional e clássico, e nosso estilo não é esse, achamos mais interessante investir nos Estados Unidos”, conta o diretor. A importadora acaba de ser transferida para Miami, ficando uma representante em Milão. Os empresários estudaram a operação no exterior durante três anos.

“Temos possibilidade de crescimento, mas, temendo as instabilidades econômicas e políticas no Brasil, decidimos buscar parceiros internacionais”, informa Alexandre. Nos últimos cinco anos, eles fizeram mais de 30 viagens pelo mundo. Pesquisaram os mercados da China, Turquia, Itália, Alemanha, Inglaterra e Estados Unidos.

“A gente escolhe com quem quer trabalhar. Os produtores internacionais são um braço na produção das criações locais”, explica. Atualmente no Brasil, segundo ele, cerca de 80% das semijoias vêm do exterior, especialmente da China, Tailândia e Turquia. “E pensar que até 2015 Goiânia era um polo do segmento no País”, pondera. Antes de começar a parceria no exterior, os empresários ensinam e implantam seu processo produtivo, levando até pessoal. “O desenho já vai pronto. Eles produzem por lá e a peça é finalizada em Goiânia.”

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One thought on “Grupo Herreira fatura mais de R$ 4 milhões com semijoias”

  1. Avatar Cibele disse:

    Peças lindas e luxuosas. Parabéns a todos os envolvidos. Vocês criam estilo e geram desejo no seguimento de semijoias. Estados Unidos vai se encantar.