Eliane Martins e Sheila de Podestá se formaram em Arquitetura e Urbanismo pela UCG (hoje, PUC Goiás), e, em 1998, assumiram a franquia da CASACOR de Goiás e dois anos depois a de Brasília (Foto: Cristiano Borges)

Em 2018, as sócias Eliane Martins e Sheila de Podestá, responsáveis pela franquia da CASACOR Goiás e Brasília, chegam à marca de três décadas de parceria e de 22 anos à frente da mostra, considerada a maior das Américas. Ao EMPREENDER EM GOIÁS, elas creditam o êxito nos negócios à disposição para encarar novos desafios e à capacidade de adaptação às constantes mudanças do mercado de decoração, que viu surgir tendências e incorporou tecnologias ao longo dos últimos anos.

Em Goiânia, a mostra recebe o público até 13 de junho, no Órion Business & Health Complex, o maior prédio do Brasil localizado na Avenida Portugal com a Avenida Mutirão, no Setor Marista. A expectativa é receber cerca de 27 mil pessoas, superando em 35% o público de 20 mil visitantes do último ano.

Colegas de faculdade, Eliane e Sheila montaram um escritório assim que se formaram no curso de Arquitetura e Urbanismo da então Universidade Católica de Goiás (UCG), hoje PUC Goiás, em 1988. Três anos depois, abrem uma loja de decoração em Goiânia e na capital federal. Em 1994, participam da CASACOR Brasília como expositoras.

Em 1997, são convidadas pelas então fraqueadas a ajudarem na organização da edição de Goiânia. Já em 1998 assumem a franquia de Goiás. Dois anos depois, passam a comandar a de Brasília. “Conseguimos manter uma constância. O mercado foi crescendo junto (com a mostra) e tivemos um trabalho crescente também, pois soubemos nos adaptar às mudanças”, avalia Eliane Martins.

Em 2000, quando assumem a franquia da capital federal, as sócias decidem abrir mão da atuação na área de projetos e de decoração. “No início, deixamos o escritório, mas quando parava o evento, quando tínhamos um mês para descansar, ficávamos sobrecarregadas com a loja. Então, fizemos a opção para poder se dedicar à mostra”, recorda.

A disposição para encarar novos desafios foi fundamental para os primeiros passos e para a consolidação no mercado empreendedor. “Sempre que surgia uma oportunidade, fazíamos. Foi nessa sequência de sempre estar aberta ao novo que nos tornamos empreendedoras”, diz Eliane.

Sheila de Podestá e Eliane Martins: “Sempre que surgia uma oportunidade, fazíamos. Foi nessa sequência de sempre estar aberta ao novo que nos tornamos empreendedoras” (Foto: Cristiano Borges)

Vocação

Sheila de Podestá conta que quando retomou a graduação em Goiânia, após se casar e se tornar mãe de três filhos, esperava se tornar uma arquiteta nos moldes tradicionais da profissão. “Voltei a estudar e Eliane e eu ficamos na mesma turma. Na faculdade, pensava que seguiria esse caminho de fazer projetos, mas as coisas foram acontecendo”, recorda.

Antes, ela já havia iniciado a faculdade em Belo Horizonte e em Brasília. “Terminei em Goiânia, foram 14 anos entre entrar pela primeira vez e sair da faculdade. Acho que eu gostava mesmo. Tinha que ser”, brinca.

Sheila avalia a relação entre as sócias – outra arquiteta integra a franquia de Brasília – como um complemento à forma com que cada uma encara o mercado de decoração. “Somos três gerações completamente diferentes e essa soma de olhares tem dado certo”.

Dedicação

O trabalho da CASACOR em Goiás e em Brasília demanda atenção o ano todo. Eliane e Sheila explicam que, no caso de Goiânia, o cronograma de organização começa ainda em dezembro, com a procura do local. Em janeiro, é realizada a comercialização dos espaços, em março as obras e em maio a exposição.

Já em Brasília, o local é selecionado em março, os espaços comercializados em junho e a mostra é realizada em setembro. Após cada evento, a desmontagem leva um mês e meio. “Praticamente, só temos dezembro para respirar”, brinca Eliane.

(Foto: Cristiano Borges)

Renovar e surpreender

A atualização constante é um dos segredos, segundo Sheila, para manter a qualidade do evento. “É preciso estar por dentro das artes, da gastronomia e do próprio projeto de arquitetura, quais as tendências para que se possa ter uma curadoria. Não tem como montar uma casa sem tecnologia, mas, ao mesmo tempo, você volta para uma casa mais natural, mais humana, como o nosso tema desse ano (Casa Viva)”, exemplifica.

Na análise da empreendedora, o objetivo do trabalho é surpreender o público. Para isso, a troca de informações entre os franqueados tem papel importante. “Falamos sobre os sucessos, sobre os fracassos para saber como dar um passo à frente ou como não fazer. O grande lance do evento é como surpreender o público e encontrar as pessoas que vão nos ajudar a chegar nesse resultado”, conceitua.

Eliane Martins cita ainda a necessidade de renovação a cada nova edição da mostra. Se antes, exemplifica ela, o banheiro era bastante valorizado, atualmente o espaço gourmet caiu no gosto do público. “O empreender tem isso, estar aberto ao novo, se adaptar ao momento, às novas realidades. O evento soube incorporar novas tecnologias”, pondera.


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1 comment

  1. Juliana Machado de Mendonça Responder

    Acho linda essa amizade e parceria de vcs,sempre surpreendendo com transformações surpreendentes de decoração!!!