Heineken reavalia fábrica em Itumbiara

Heineken reavalia fábrica em Itumbiara

21 de fevereiro de 2018

A Heineken Brasil não deve mais construir uma fábrica em Itumbiara, onde seriam investidos R$ 650 milhões, conforme anúncio feito no início de novembro de 2015. A cerveja holandesa será produzida na unidade da empresa localizada em Alexânia, onde irá investir R$ 300 milhões. O investimento em Itumbiara ficou praticamente inviabilizado depois que a Heineken comprou, por US$ 704 milhões, a Brasil Kirin, antiga Schincariol, em fevereiro do ano passado, que tem produção em Alexânia.

Embora a Heineken Brasil tenha comunicado em meados do ano passado ao governo de Goiás a decisão de não mais construir a fábrica em Itumbiara, a empresa prefere não entrar em detalhes. Em nota ao EMPREENDER EM GOIÁS, afirma que justamente por causa da aquisição da Brasil Kirin, “ está avaliando o melhor cenário para sua presença na região”. E complementa: “A Heineken reforça que o Estado de Goiás tem grande importância dentro da estratégia de negócios da companhia”.

Conforme apurado pelo EMPREENDER EM GOIÁS, a Heineken deverá investir cerca de R$ 300 milhões para instalar uma linha exclusiva de produção da Heineken e de outras cervejas na fábrica de Alexânia, inaugurada em setembro de 2003 para fabricação de produtos do antigo grupo Schincariol. A unidade fabril tem capacidade de produção de 1,5 milhão de hectolitros de cerveja e 500 mil hectolitros de refrigerante por ano.

A unidade de Itumbiara, que deveria começar a produzir em 2018, teria capacidade de produção de 3,5 milhões de hectolitros por ano, empregando 650 pessoas direta e indiretamente. De acordo com informações liberadas pela empresa quando do anúncio da construção da fábrica, o foco inicial de produção seriam as marcas Heineken, Kaiser, Kaiser Radler, Sol Premium, Bavaria e Desperados.

Saiba mais
A Heineken iniciou suas atividades no Brasil em maio de 2010, quando adquiriu a divisão de cervejas do Grupo FEMSA. Em 2017, após a aquisição da Brasil Kirin, a Heineken Brasil tornou-se o segundo player no mercado brasileiro de cervejas e passou a ter, em seu portfólio, bebidas não-alcoólicas.

Hoje, a empesa gera mais de 10 mil empregos e possui 15 fábricas: Alagoinhas (BA), Alexânia (GO), Araraquara (SP), Benevides (PA), Blumenau (SC), Campos de Jordão (SP), Caxias (MA), Igarassu (PE), Igrejinha (RS), Itu (SP), Jacareí (SP), Manaus (AM), Pacatuba (CE), Ponta Grossa (PR) e Recife (PE), com capacidade total produtiva de 38 milhões de hectolitros.

A empresa fabrica e comercializa no país as marcas Heineken, Desperados, Sol, Kaiser, Bavaria, Bavaria Premium, Bavaria 0,0%, Xingu, Amstel, Kirin Ichiban, Schin, No Grau, Devassa, Baden Baden, Eisenbahn, Cintra e Glacial, além de importar Dos Equis, do México, Birra Moretti, da Itália e Edelweiss, da Áustria. O portfólio não-alcoólico inclui refrigerantes, sucos, energético e água como Água Schin, Itubaína, K Energy Drink, Schin Tônica, Skinka, Viva Schin, Viva Schin Mini.

Com sede em São Paulo, a Heineken Brasil é subsidiária da Heineken NV, que é a 3ª maior cervejaria do mundo. Criada há 150 anos na Holanda, atualmente opera 165 cervejarias em mais de 70 países.

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