Rebanho goiano ganha 1 milhão de cabeças em um ano

Rebanho goiano ganha 1 milhão de cabeças em um ano

14 de outubro de 2017

Rebanho bovino goiano é o terceiro maior do País com 22,8 milhões de cabeças

O rebanho bovino goiano atingiu uma marca histórica: 22,8 milhões de cabeças, o maior número registrado desde 1974, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM). Com um crescimento que representa três vezes a média nacional, Goiás manteve a terceira colocação no ranking brasileiro de bovinos. Os dados, de 2016, foram compilados pelo Instituto Mauro Borges (IMB).

De acordo com a pesquisa, o rebanho bovino goiano cresceu 4,5% no ano passado. A média brasileira foi de 1,4% no mesmo período. Em números absolutos, foram contabilizadas 22.879.411 cabeças, aumento de 991.691 unidades. Segundo a avaliação do IMB, esse salto ocorreu em um cenário de elevação dos preços dos insumos, como milho, sementes forrageiras e suplementação mineral, além da queda na cotação do dólar.

Os municípios goianos com os maiores rebanhos são: Nova Crixás, com 752.833 cabeças, o que coloca o município em 12º no ranking nacional; São Miguel do Araguaia (575.721), Caiapônia (448.000) e Porangatu (415.700). Outras atividades da pecuária goiana também tiveram bom desempenho em 2016. É o caso, por exemplo, da produção de galináceos, que teve alta de 7,1%. Consequentemente, a produção de ovos subiu 5,2%.

JBS
O portal EMPREENDER EM GOIÁS informou recentemente que a pecuária goiana começa a se recuperar da grave crise que passou no início deste ano causada pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, e pelo escândalo político em torno da JBS/Friboi. O preço da arroba e as exportações de carne, que despencaram no segundo trimestre deste ano, voltaram a recuperar os valores e patamares de antes da crise. Entretanto, pecuaristas goianos continuam a reclamar de dificuldades na comercialização, em que reclamam que são obrigados a vender abaixo do preço de custo. Motivo: controle do mercado pela JBS.

Em entrevista a web rádio Agromundi, o médico e prefeito de São Miguel do Araguaia, Nélio Pontes da Cunha (PSDB), disse que toda a região do Vale do Araguaia se tornou refém dos preços baixos por existir apenas uma opção de comprador, que é justamente um frigorífico da JBS em Mozarlândia. “Em média, é preciso gastar R$ 180,00 para produzir uma arroba de boi, mas a empresa nos obriga a vender por um valor que gira em torno de R$ 130,00, fazendo com que o mercado local de carne se torne insustentável. Eles tomaram conta de quase 100% do mercado regional de produção bovina, estamos vivendo uma situação muito preocupante”, afirmou.

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