2018: ano de perspectivas alvissareiras

2018: ano de perspectivas alvissareiras

6 de outubro de 2017

Dias atrás tivemos oportunidade, em Goiânia, de ouvir, durante o 8º Encontro Goiano do Cooperativismo, dois reconhecidos economistas brasileiros, Roberto Padovani (Banco Votorantim), e posteriormente em outro evento privado, Ricardo Amorim (o “maior influenciador” do Brasil, segundo o Linkedin). Ambos destacaram que a partir de 2018, principalmente, entraremos em um ciclo econômico bastante favorável.

As boas perspectivas trazidas estão apoiadas pelas bases teóricas lançadas pelo economista Joseph Schumpeter, que notabilizou o estudo de ciclos econômicos relacionados aos fatos históricos. Considera-se ainda análises destes ciclos no cenário nacional através de estudos do cientista social Sergio Abranches, que percebe evidências claras com períodos de “bonanças econômicas” alcançadas no Brasil após outros períodos históricos de grandes efervescência política.

O período pós-Revolução de 1930, apresentou alguns avanços interessantes trazidos pela primeira era Vargas na sequência; após o seu fim encerrado com o suicídio do ícone, tivemos os anos dourados com JK e um pouco mais a frente o “milagre brasileiro” capitaneado por Delfim Neto. Finalizado o período da ditadura militar, tivemos um período de prosperidade com o primeiro Plano Cruzado; pós-deposição de Fernando Collor vem a estabilidade econômica trazida pelo Plano Real.

Encerrado o impeachment de Dilma Rousseff, que culmina com o maior período de recessão da nossa economia, nunca antes em nossa história havíamos vivenciado dois anos consecutivos de PIB negativo. Percebemos a inflação caminhando para patamares ao nível do que vivenciamos em 2006, na casa dos 3,0% ao ano. Contudo, naquela época a taxa básica de juros era de cerca de 15% ao ano, agora caminha para 7,0%; menos da metade do ano de 2006, onde houve ótimo desempenho da economia nacional.

Em termos de taxa de juros neste patamar que temos hoje, a mais próxima experimentada pela sociedade brasileira, desde a instituição da taxa Selic, foi a de outubro de 2012 a março de 2013 na casa dos 7,25%; entretanto nossa inflação ficou nos 5,8%; o que trazia um ganho real não tão expressivo.

A queda da Selic na ordem de 50% em período inferior a um ano, e a inflação medindo menos da metade desta própria taxa básica, sem que o Governo tenha que ter lançado âncoras com ações mirabolantes como “forçar” a redução do custo da energia com negociações ineficazes, ou ainda subsidiar o câmbio para assegurar o preço de combustíveis; mostram que os números atuais da economia nacional apresentam uma boa robustez em relação a nossa trajetória histórica. Aliado a isto, percebe-se que o volume de investimentos externos no Brasil do primeiro semestre do ano são os maiores já alcançados em nossos registros econômicos. Tudo isto ocorre sem maiores dependências dos valores percebidos pelas commodities brasileiras no mercado internacional.

Assim os fundamentos da economia no Brasil acenam com indicadores dentro de uma série consistente. O binário formado por inflação baixa e custo do dinheiro bem reduzido, se comparados a nossa base histórica, formam uma dobradinha ainda não experimentada no cenário nacional, mas indiscutivelmente uma alavanca poderosa de impulsionamento dos negócios.

As cooperativas de crédito que já atuam com spread inferior ao das demais instituições financeiras comerciais, com certeza são uma alternativa poderosa para poderem alavancar a economia nacional regional, destacadamente em Goiás onde o segmento esta bastante estruturado.

Argemiro A. F. Mendonça é vice-presidente do Conselho de Administração do Sicoob Engecred, engenheiro, empresário e professor universitário.

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One thought on “2018: ano de perspectivas alvissareiras”

  1. Avatar Arlete disse:

    Dejeso nuito susseço ao meu grande batalhador q é meu filhote Argemiro