O termo “bola da vez” é emprestado do jogo de sinuca. E é exatamente em uma “sinuca logística” que Goiás se encontra. Esta sinuca não é pelo fato de haver algum “entrave físico” para avançar, mas por existir enorme oportunidade de avanço econômico, industrial e estratégico que pode ser perdida ou não aproveitada como deveria e poderia ser.

Caso você coloque as palavras “Goiás” e “Logística” em um site de busca você encontrará, além de anúncios de vagas de emprego e de serviços, dois artigos que falam da Plataforma Logística Multimodal de Goiás em Anápolis (principal cidade industrial e centro logístico do Centro-Oeste brasileiro).

O texto cita Anápolis como o “Trevo do Brasil” pela facilidade natural de integração aos demais centros consumidores do País, à 55 km de Goiânia e 154 km de Brasília, e fácil acesso rodoviário. O Porto Seco Centro-Oeste, também denominado Estação Aduaneira Interior (criado em Setembro de 1999), dispõe também de ramal ferroviário da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA).

O artigo traz ainda informações de que, em um raio de pouco mais de 1.200 quilômetros, encontra quase 75% do mercado consumidor brasileiro com acessos privilegiados a cidades importantes, tais como: Goiânia, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba, Campo Grande, Cuiabá e Palmas; e que o local está situado a aproximadamente duas horas de voo para qualquer capital do País.

São inúmeras as vantagens desta plataforma estrategicamente localizada e de outras regiões de Goiás com oportunidades de se criar uma logística integrada trazendo um patamar de competitividade e produtividade comprovado por simples cálculos que demonstram que a mudança dos centros de serviços para a região se “pagam” em média em aproximadamente um ano. Caso as empresas abram os olhos e se debrucem nestes cálculos perceberão que o deslocamento da atividade industrial também oferece vantagens permitindo a integração da cadeia de suprimentos.

Acredito que a oportunidade esteja clara e visível. A sinuca está em encontrar gestores públicos que consigam tratar as questões políticas e viabilizar projetos como o aeroporto de cargas e a ferrovia. Já para os gestores de empresas o desafio é que tenham a visão estratégica assim como capacidade de planejamento e realização para tomar as decisões, realizar os movimentos que transformem teoria em prática e oportunidade em realidade.

O 1% de inspiração necessária para visualizar os projetos já se tornaram realidade.

Faltam agora os 99% de transpiração para que não seja somente um projeto de bola da vez, mas se torne “bola na caçapa”!


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