Qual relação você, empresário do ramo de alimentação, tem com a sua empresa? Partindo da minha experiência de anos enquanto consultora de Negócios de Alimentação, farei algumas analogias para te ajudar a identificar.

Mãe
Tem empresário que vê a empresa como mãe. Às vezes, as pessoas me perguntam: “O que dá dinheiro?”. O que (ou melhor, quem) dá dinheiro é mãe! Muitos gestores sugam tudo o que o negócio tem para “dar”. Ele só tira e não investe.

Primo
Outros veem a empresa como um primo distante, de segundo ou terceiro grau. O primo é aquela pessoa que você sabe que está lá, acha que está bem, mas você não sabe muito a respeito dele. Assim, você se mantém distante e não se envolve muito. Com a empresa, é a mesma coisa! Tem dono que a enxerga como esse primo e estabelece uma relação fria e distante.

Filho
Outro tradicional modelo de empreendedor é aquele que vê a empresa como um filho, para quem ele só dá dinheiro. Este empresário não tira nenhum lucro e tudo o que tem investe lá: renova todos os móveis e utensílios sempre, penhora casa, penhora até a vida, se preciso, e vai dando tudo para empresa. É como se fosse pai de filho único que, por ser único, o matricula na melhor escola, no inglês, no judô, na natação e faz tudo do bom e do melhor.

E aí, conseguiu se identificar?

Esses são os três modelos de empresários mais comuns. Contudo, existe um outro, que é o modelo ideal. O ideal é que sua empresa não seja seu parente, mas sim, sua sócia.

Como? Com comprometimento, profissionalismo e dedicação você tratará sua empresa como sua sócia. O que entra de dinheiro não pode ser exclusivamente da empresa e nem seu, deve ser dividido, como em uma relação de sociedade.

Suponhamos que você tenha uma empresa juntamente com um sócio, então todo e qualquer pró-labore que for retirado será feito em três partes: uma para você, uma para o seu sócio e a outra para a empresa. Mas a empresa gasta? É claro! Ela precisa de reforma, pode acontecer um imprevisto, pode acontecer de ela ter de indenizar alguém ou, até mesmo, investir em marketing, em capacitação, etc. Esse capital tem de ser mensal e retornável para a empresa.

Se você é um dos três empreendedores citados no início, existe uma solução: tomar consciência. No trabalho de consultoria, eu desenvolvo o trabalho de tornar o empreendedor consciente do que é ser um empresário. Acontece – e por muitas vezes! – do gestor de um Negócio de Alimentação não ser administrador, empresário ou empreendedor, e sim filho, pai, primo ou genro. É um processo intenso, mas necessário.

Só com consciência é possível desenvolver uma boa gestão. Sem isso, é praticamente impossível mudar, pois o empresário não vai ver as coisas como realmente são, mas como ele quer ver.


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