Óticas declaram guerra aos camelôs em Goiás

Óticas declaram guerra aos camelôs em Goiás

22 de junho de 2017

As quase 1,6 mil óticas em atuação em Goiás enfrentam, além da crise econômica brasileira, dois grandes fatores que ameaçam a sobrevivência do segmento a médio e longo prazos: a concorrência com as lojas que vendem pela internet e com os camelôs. Os empresários do setor resolveram declarar guerra com uma grande mobilização junto às autoridades públicas estaduais e municipais (que, afinal, também perdem na arrecadação de impostos) e com a opinião pública.

O setor inclui empresas que comercializam joias, relógios, cine-foto e bijuterias. São cerca de 8 mil no Estado, segundo dados do Sindióptica, e 60% atuam na Grande Goiânia.

Para combater a pirataria e o comércio informal, o Sindióptica-GO tem divulgado os riscos de produtos falsificados para a saúde humana. “Armações, lentes oftálmicas, lentes de contato e óculos de sol têm implicações diretas à saúde visual e, portanto, devem ser comercializadas e dispensadas dentro de normas estabelecidas”, diz o presidente da entidade, Leandro Fleury Rosa.

Leandro Rosa, do Sindióptica: “Armações, lentes oftálmicas e de contato e óculos de sol tem implicações para a saúde”

O empresário afirma que armações vendidas em shoppings populares podem conter níquel, um metal tóxico, e muitas são feitas de metais extraídos da reciclagem de baterias celulares, em desacordo com as normas da ABNT. “Se a pessoa usa um par de óculos de sol de baixa qualidade, sem o filtro adequado, corre mais risco se estivesse sem os óculos. Por causa do escurecimento que a lente proporciona, a pupila dilata. Sem o filtro adequado, a passagem de raios nocivos se torna maior”, diz.

O Sindióptica criou o selo “Rede Ótica Credenciada” para informar aos clientes as empresas que oferecem produtos e serviços de qualidade. “As empresas que desejarem obter essa certificação, que conta com o apoio do Sebrae, Fecomercio, Sindilojas, Procon e Vigilância Sanitária, devem ofertar também especialistas e processos que assegurem a saúde do consumidor”, frisa Leandro Rosa.

Comércio digital

Outra frente das óticas em Goiás é combater, ou ao menos inibir, as vendas pela internet. As entidades de setor têm ingressado com várias ações judiciais. Uma das exigências não cumpridas pelas lojas online é a presença em tempo integral de um responsável técnico óptico, profissional responsável por manipular e fabricar lentes de grau. Por se tratar de um produto para a saúde, há a obrigatoriedade até de autorização da Vigilância Sanitária para a abertura da empresa.

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One thought on “Óticas declaram guerra aos camelôs em Goiás”

  1. Avatar Janaina M.Santoro Giorgi disse:

    Ótimas medidas . Parabéns. GGOaAqui em SC .Essa fiscalização não existe. Lojas de confeções,bijuterias, tudo 10 vendem produtos piratas como replicas autenticas livremente .E nosso setor Óptico amarga prejuízos e desemprego .