Reduzir os juros é crucial ao Brasil

Reduzir os juros é crucial ao Brasil

8 de maio de 2017

Qual das reformas é a mais importante para o Brasil? Há quase dois anos, o Instituto Democrativa tem defendido que a reforma monetária é a mais importante e a mais urgente delas. Até mesmo mais que a reforma da Previdência. Neste sentido, tem combatido a política de juros altos praticada pelo governo federal, defendendo a redução da taxa básica de juros, a Selic, para patamares de 3% a 1% ao ano, desindexada da taxa da inflação, como o caminho mais seguro para a retomada da economia brasileira.

Por que? O presidente do Instituto Democrativa e da Adial Brasil, José Alves Filho, tem a resposta na ponta da língua. ”Vivemos a pior recessão imposta pelas políticas econômica e monetária equivocadas, que levaram o Produto Interno Bruto (PIB) a registrar queda de 7,2% no biênio 2015/2016. Mas, sem dúvida alguma, a insistente política de juros altos, capitaneada pelo Banco Central que, ao ministrar este remédio amargo na dose errada para combater a inflação, deixou economia brasileira em coma ao elevar a taxa básica de juros (Selic) para 14,25% ao ano (até outubro de 2016), reduzida para os ainda estratosféricos e mal explicados 11,25%”, enfatiza.

Como consequência, lembra José Alves, o consumidor não compra, o comércio e a indústria não vendem, o que resultou no fechamento de milhares de empresas e no triste recorde de 14,3 milhões de desempregados no País. Consequentemente, os governos federal, estaduais e municipais perdem arrecadação em decorrência da queda nas transações e, para compensar, elevam ou criam impostos. Assim, complementa, argumentos não faltam para o presidente Michel Temer tomar uma decisão corajosa.

José Alves Filho: juros altos do BC, remédio amargo e na dose errada para combater a inflação, deixou economia brasileira em coma

Mas há também outro fator fundamental: a dívida pública. Nos últimos três anos, o Brasil gastou quase R$ 1 trilhão somente com pagamento de juros da dívida pública. Este é o eixo principal da derrocada econômica do País, pois todos os demais componentes se agravam a partir da dívida pública líquida.

Economia
Estudos do Departamento de Economia da UniAlfa confirmam que, enquanto a reforma da Previdência possibilitará economia anual de R$ 67,650 bilhões, a reforma Monetária trará economia de R$ 398,650 bilhões por ano com o pagamento de juros, sendo R$ 312 bilhões para o governo federal e R$ 86,662 bilhões para os Estados. Somente a economia dos Estados já é maior que a da Previdência.

Os estudos concluem que, acrescentando a redução de custos anuais para consumidores, empresas e municípios, chega-se ao astronômico valor de R$ 700 bilhões de redução/economia de custos com juros.

Isto prova que juros altos obrigam o povo e as empresas a pagarem elevadas somas de impostos, mantendo um país rico se arrastando na pobreza por gastos errados com juros. Exemplo disto são os juros astronômicos de 445% cobrados dos consumidores nas compras com cartão de crédito e de 306% ao ano no cheque especial. Assim, a redução de gastos com juros também é uma conquista dos contribuintes, que deixarão de ter que pagar cada vez mais impostos que são destinados a custear juros errados.

Decisão política

“Passa da hora de nós empresários não sermos seduzidos pelo canto da sereia dos juros subsidiados do BNDES e de outros programas de financiamento federal, quando deveríamos lutar por uma reforma monetária que trouxesse a Selic para patamares de 3% a 1%. Selic é decisão política de plano de governo. Não é decisão unicamente técnica. Mas exige uma reforma da política monetária, pois simplesmente baixar os juros sem o posicionamento monetário do País, haverá o risco dos juros subirem no futuro por falta de uma clara e explícita política monetária”, defende o presidente do Democrativa.

“Diante desta bomba-relógio, ou o presidente Michel Temer muda a política monetária com maior velocidade, seguindo o exemplo de 85 países, entre eles todos do G8 e responsáveis por mais de 50% do PIB mundial, que cobram taxa de juros próxima de zero, ou de nada adiantarão os esforços para aprovar as reformas pretendidas”, enfatiza José Alves.

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