Rua 44 caminha para ser o maior polo de moda do País

Rua 44 caminha para ser o maior polo de moda do País

2 de maio de 2017

Com um faturamento estimado em R$ 500 milhões por mês, o polo atacadista de roupas da Rua 44, no Centro de Goiânia, cresceu rapidamente e atualmente é o segundo maior do Brasil. Apesar da falta de estrutura, dos problemas com a violência e da concorrência desleal com os camelôs, a região tem uma meta ambiciosa para os próximos anos: ultrapassar a Região do Brás, em São Paulo, e se tornar o maior polo de moda do País.

“O crescimento tem sido muito rápido por causa da qualidade do produto, do preço baixo e da vontade dos lojistas que, mesmo sem estrutura, conseguiram transformar esta região de Goiânia no segundo maior polo do País”, afirma o presidente da Associação Empresarial da Região da 44 (AER44), Jairo Gomes.

A região da 44 foi alavancada pela transferência da Feira Hippie para a Praça do Trabalhador, ocorrida em 1995. Cinco anos depois, começaram a surgir as primeiras lojas na rua, dando continuidade à vocação da feira para o comércio de confecções.

Atrás de melhor estrutura, os donos de banca começaram a migrar para as lojas da rua. Em pouco tempo, outros comerciantes seguiram o mesmo caminho e fortaleceram o comércio de rua nesta região da capital goiana.

Problemas

O perfil do lojista da Rua 44 é, geralmente, pequeno ou microempreendedor que possui confecção. Para aumentar suas vendas, o empresário investe na abertura de lojas na região.

É o caso da empresária goiana Vanessa Márcia de Assis, proprietária da Santorine, que produz roupas para homens com facções em Itapuranga, Goiânia e Nova Veneza. “Começamos na Feira Hippie há 13 anos e estamos aqui há dez”, conta ao EMPREENDER EM GOIÁS.

Sua empresa gera 40 empregos e vender de 8 a 10 mil peças por mês. A rotina de trabalho da empreendedora, porém, é pesada. As lojas na Região da 44 abrem de segunda à sábado, das 8 às 18 horas, e, aos domingos, das 8 às 12 horas. “Só assim para dar conta do movimento”, afirma Vanessa, que tem clientes em todo o Brasil.

Vanessa Márcia tem loja na Rua 44 há dez anos e comemora o bom momento da região

Apesar de satisfeita com o bom desempenho da loja, os empresários da Rua 44 têm de ligar com a falta de estrutura e apoio do poder público. “O trânsito é caótico, faltam vagas para estacionamento e existem gangues que praticam assaltos na região”, reclama Vanessa.

Outro problema é o aumento considerável da valorização por um ponto comercial na região, a carga tributária elevada e a concorrência desleal com camelôs.  O forte na Rua 44 são as galerias que chegam a ter 1.500 lojas. Com o boom econômico na região, os preços dos aluguéis dispararam, com o metro quadrado de R$ 300 a R$ 1.500 por mês, dependendo do tamanho e da localização da loja.

A Santorine paga mensalmente R$ 10 mil reais pelo aluguel de uma loja mais condomínio e outros R$ 11 mil em impostos. “É injusto pagar tudo isso e disputar o mercado com os ambulantes que, por não pagarem nada de tributos, conseguem vender por preços menores”, afirma a empresária. Há um ano o empresário Edimar Ribeiro é dono da galeria Íntima Center, com 60 pontos comerciais. Sem revelar faturamento, afirma que a concorrência entre as galerias da 44 é acirrada, embora admita que o negócio dê retorno financeiro.

As principais reivindicações dos empresários da Rua 44 são melhorias no trânsito, como a conclusão da Avenida Leste-Oeste, além de maior fiscalização do comércio informal e reforço na segurança. No final de abril os empresários realizaram encontro com o prefeito Iris Rezende e secretários municipais, que prometerem maior atenção à este importante polo empresarial de Goiânia e de Goiás.

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One thought on “Rua 44 caminha para ser o maior polo de moda do País”

  1. Avatar Mirlene Ferreira de Souza disse:

    Para fazer compras de atacado, precisa de guia ou posso ir de carro