Como captar recursos para uma startup

Como captar recursos para uma startup

2 de maio de 2017

Com o objetivo de tornar Goiás um produtor de inovação na área de tecnologia da informação, o Instituto GynTec de Inovação e a aceleradora Acer promoveram em Goiânia a palestra “Como Atrair investimento para minha startup”, de Ricardo Politi, que apresentou a sua empresa Broota, uma plataforma de investimento coletivo, e deu dicas sobre captação de recursos para startups.

“Não está certo o fato de faltar investimento para empreendedores que estão em Goiânia ou Manaus, por exemplo. O nosso objetivo é justamente democratizar o acesso ao capital para que todos tenham acesso e oportunidades”, disse Politi. Ele apresentou o conceito de equity crowdfunding: oferta pública de valores que uma empresa disponibiliza para grupos de investidores. Quem investe recebe como contrapartida participação acionária ou título, que pode ser convertido em ações. No modelo tradicional quem investe recebe brindes ou o produto desenvolvido pela startup, o que nem sempre é vantajoso.

“Nos Estados Unidos um grupo de amigos desenvolveu óculos de realidade virtual e lançou um crowdfunding. Quem investiu US$ 1 mil ganhou o produto. A empresa foi vendida posteriormente por US$ 2 bilhões e o que esses investidores ganharam? Apenas o óculos. Se fosse um equity crowdfunding, o retorno deles seria de 1.000%”, afirma Politi.

Outra forma citada de investimento por Politi é o chamado investidor-anjo, pessoas com conhecimento e experiência que decidem apoiar financeiramente startups. Mais que o recurso, esse tipo de financiamento atrai novos investidores com a rede de contatos dos investidores-anjo, além de evitar erros que poderiam ser cometidos por quem ainda está no começo do negócio.

Mas conseguir um investidor-anjo não é tarefa fácil, ainda mais no Brasil, já que esse modelo de investimento não é tão difundido como nos Estados Unidos e Europa.

Por causa disso, Politi defende como mais adequado para as startups o equity crowfunding, que, além de promover retorno financeiro maior em caso de venda da empresa, também dá mais segurança ao investidor. “É um modelo que protege o investidor, pois dá retorno em caso de sucesso, mas não implica em responsabilização em caso de dívidas”, afirmou.

Uma startup de Goiânia foi um dos cases de sucesso citado por Politi. Captando R$ 500 mil pela Brootas, a Easy Crédito oferece um aplicativo para que pessoas interessadas em crédito procurem pelo celular empresas que oferecem o serviço. Outro exemplo foi a Easy Carros, de São Paulo, que oferece serviços de oficina automotiva pela internet. Ao todo, foram captados R$ 250 mil.

 

Auditório do Gyntec ficou lotado durante a palestra

Inovação

Presidente Gyntec, o empresário Reilly Rangel explicou que a palestra faz parte de um processo de “catequização” para que a sociedade perceba a importância do setor de tecnologia da inovação.  “Uma de nossas ações é justamente promover eventos de caráter educativo para que possamos conscientizar todos da importância deste trabalho”, explicou.

Segundo ele, o trabalho desenvolvido no Gyntec serve para impulsionar o desenvolvimento do setor tecnológico. “Ele é indutor do desenvolvimento de qualquer setor, inclusive do tripé de qualquer governo, saúde, educação e segurança”, afirmou.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Não será publicado.