Evento realizado nesta terça-feira (17), na Fieg, discutiu a defesa da reutilização da água para prevenir a escassez desse recurso natural

Com a captação do Rio Meia Ponte para o setor produtivo reduzida pela metade desde o começo do mês por causa da baixa vazão registrada, empresas apostam no reuso da água para diminuir o impacto da medida. A defesa da reutilização desse recurso natural para prevenir sua escassez deu o tom das propostas apresentadas em estudo estratégico desenvolvido pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) e parceiros nesta terça-feira, 17. As propostas foram sintetizadas em uma cartilha lançada pela entidade durante encontro na Casa da Indústria que reuniu representantes de sindicatos do setor.

Coordenadora do trabalho, a assessora de Meio Ambiente da Fieg, Elaine Farinelli, informou ao EMPREENDER EM GOIÁS que a redução da captação atingiu quatro indústrias com outorga para captar água diretamente do Rio Meia Ponte, o que equivale a 6 mil empregos diretos. “Tivemos esse problema no ano passado. As empresas se adequaram e estão usando sistema de reuso, estão usando água de barramento, algumas diminuíram a produção deste ano já prevendo o que aconteceriam. É um impacto grande e sério não só para a indústria, mas também para o setor agropecuário”, descreve.

Elaine Farinelli: “A redução da captação atingiu quatro indústrias com outorga para captar água diretamente do Rio Meia Ponte, o que equivale a 6 mil empregos diretos”

O caso do empresário João Essado, da Centro Couro, de Inhumas, foi um dos que se adaptaram à necessidade de uso racional do recurso, captado diretamente do Meia Ponte. No empreendimento, que gera 100 empregos diretos, além do reciclo, “a utilização da água de cinco a seis vezes”, também é realizado o seu tratamento. “Nós devolvemos a água tratada para o rio Inhuminha acima do local de captação, ou seja, estamos dentro dos requisitos ambientais”, explica.

A economia na captação, informa Essado, é de cerca de 50%. “Temos outorga para captação de 13 litros por segundo, mas captamos entre 6 e 7 litros”, comemora, ressaltando a importância da conscientização de toda a sociedade para a questão da economia.

Medidas

O estudo estratégico da Fieg aponta ainda outras medidas a serem adotadas pela indústria, além do reuso e do tratamento da água. Entre elas, a opção por equipamentos disponíveis no mercado que reduzem em até 75% as perdas de água. A captação de água das chuvas também é citada como alternativa para o uso dos mananciais e da distribuída pelas concessionárias.

Boas práticas já estão sendo adotadas por diferentes setores da indústria. A química, por exemplo, diminuiu em 25% a captação de água entre 2006 e 2016, ano em que um manual de boas práticas para gestão de recursos hídricos foi lançado. Já a produção de cimento tem 99% de seu parque industrial empregando o processo de via seca e a água usada para resfriar os equipamentos é reaproveitada.

O trabalho traz ainda sugestões para o contexto urbano, de saneamento e agropecuário, além de ações a serem desenvolvidas em conjunto.  “Temos que pensar principalmente nos novos empreendimentos. O governo precisa incentivar de alguma forma, porque talvez fique mais caro fazer o reservatório ou o tratamento da água que pode ser usada em jardins ou banheiros. As empresas, as indústrias, a maioria já faz. Temos que difundir isso cada vez mais”, defende a assessora de Meio Ambiente da Fieg.

João Essado:  “Nós devolvemos a água tratada para o rio Inhuminha acima do local de captação, ou seja, estamos dentro dos requisitos ambientais”

Exemplo

Um exemplo de reuso da água – dessa vez da chuva – vem da própria Fieg, que implantou no Edifício Pedro Alves de Oliveira, maior área útil do Sistema Fieg, com 7.520 m², um reservatório de 47.200 litros. “A redução nos últimos quatro meses, comparados com o mesmo período do ano passado, foi de 38% no consumo da água tratada”, informou o presidente da entidade, Pedro Alves de Oliveira. “A economia de água, se feita no período de chuvas, vai solucionar muitos problemas na época da seca. São propostas simples, mas que se aplicadas trarão resultados altamente positivos”, relaciona.


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Roberto Viana: “Dos cerca de 4 mil quilos de café torrados e moídos mensalmente na década de 70, hoje processamos cerca de 400 toneladas por mês”

“Somos amantes de café desde 1979. Café é nosso sangue, nossa inspiração, nosso combustível”. Esta é a primeira mensagem para quem acessa o site da Dicasa Alimentos, que produz o Café Moinho Fino. Resultado desta história de paixão pelo negócio é que  a Moinho Fino está entre as cinco marcas de café  mais vendidas da Região Centro-Oeste e é líder de mercado na Região Metropolitana de Goiânia , conforme a empresa de pesquisas Nielsen.

Para alcançar este sucesso, está presente em mais de 9 mil pontos de  venda, entre supermercados, panificadoras e mercearias  de cem municípios goianos, localizados nas proximidades da capital e na Região Sul do Estado. Mas quer ir mais longe. Para 2019, conforme Carlos Roberto Viana, presidente da empresa,  a meta  da Dicasa Alimentos,  que também produz os cafés Carreiro e Dicasa,  é colocar os seus produtos no Distrito Federal e  implementar a participação no mercado de cápsulas e ampliar a de café expresso.

Para que as marcas de café da empresa cheguem ao consumidor, a empresa conta com  um parque industrial construído em uma área de 15 mil metros quadrados, no Polo Industrial de Aparecida de Goiânia, inaugurado em setembro de 2017,  no qual foram investidos aproximadamente R$ 30 milhões. Nele, estão instalados modernos equipamentos de torrefação, moagem e envasamento, todos automatizados, que proporcionam rigoroso controle de qualidade e mínimo de emissão de poluentes e resíduos industriais. Os padrões de torra, moagem e blend são definidos eletronicamente,  além de preocupação constante com a qualidade dos produtos.

Dos cerca de 4 mil quilos de  café torrados e moídos mensalmente na década de 70, hoje processa cerca de 400 toneladas  por mês. Emprega 150 pessoas, distribui seus produtos com  a utilização de frota própria, além de possuir um criterioso serviço de apresentação do produto – exposição, atendimento ao cliente, cafeteiras, degustação e pós-vendas.

Roberto Viana: “Além de reforçar nossa liderança na Região Metropolitana de Goiânia, vamos colocar nossos produtos no Distrito Federal”

Certificação

“Nós fazemos produtos saudáveis, com certificação de pureza emitida pela Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic)”, afirmou Carlos Roberto. De acordo com ele, a empresa utiliza boas práticas de fabricação e possui processos industriais bem determinados, além de preocupação com a qualidade, desde a matéria-prima até o produto final.

Os cuidados com ponto de torra e blendagem (combinação de grãos) também são constantes, tanto que a Dicasa Alimentos mantém laboratório de análise de qualidade coordenado por uma engenheira de alimentos. O café é adquirido em Minas Gerais e Espírito Santo.  “Nossa preocupação com a qualidade tem início na aquisição do café in natura e segue pelo processo de industrialização, distribuição e exposição dos nossos produtos nos pontos de venda”, afirma Roberto Viana.

A Moinho Fino é a marca principal da Dicasa Alimentos e possui os sabores tradicional, extraforte e Premium, além do solúvel, cappuccino e filtros.

Instalada no Polo Industrial de Aparecida de Goiânia, a Dicasa Alimentos distribui seus produtos com a utilização de frota própria

Desafios

“Ainda há muito que evoluir e nos preocupamos em criar uma cadeia de produção sustentável, que beneficie  todos os segmentos envolvidos, do produtor ao consumidor”, afirmou Roberto Viana, ao lembrar que tudo começou  em 1979, quando  comprou uma pequena indústria de torrefação em Pontalina, na Região Sul do Estado. O empresário aproveitou o gosto que nutria pelas vendas e os recursos provenientes da negociação de uma área às margens da GO-060 para adquirir parte do Café Dumario, que estava com as atividades paradas.

Um ano depois, as ações de Mário de Abreu foram adquiridas e nascia a Dicasa Alimentos.
A empresa, em seu processo de crescimento, deixou Pontalina e se instalou em Bela Vista, em 1982. Cinco anos mais tarde, transferiu-se para uma área no Jardim Nova Era, em Aparecida de Goiânia, onde ficou até a inauguração do atual parque industrial.  Roberto Viana também já está preparando as duas filhas, Carolina e Renata para a sucessão:  Carolina trabalha na área comercial, enquanto Renata, na administrativa.


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Não há dúvida de que a corrida tecnológica vem impactando fortemente as profissões em diversos países do mundo, criando, inclusive, novas atividades para atender a uma demanda crescente do mercado que busca se atualizar frente aos concorrentes. No Brasil, instituições como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), responsável pela formação profissional, confirmam a tendência dessa revolução.

Baseado neste cenário, estudo divulgado  pelo Senai mostrou que 30 novas profissões vão surgir ou ganhar mais relevância com a chamada indústria 4.0, conceito relacionado às chamadas fábricas inteligentes, da quarta revolução industrial, determinada pelas tecnologias digitais, como internet das coisas, big data e inteligência artificial.

As novas profissões foram identificadas em oito áreas que o estudo realizado pelo Senai considera com aquelas que serão mais impactadas pelas novas tecnologias relacionadas à indústria 4.0: setor automotivo; alimentos e bebidas; construção civil; têxtil e vestuário; tecnologias da informação e comunicação; máquinas e ferramentas; química e petroquímica; e petróleo e gás.

Entre essas profissões estão as de mecânico de veículos híbridos e mecânico de telemetria (automotivo); técnico em impressão de alimentos (alimentos e bebidas); técnico em automação predial (construção civil); engenheiro em fibras têxteis (têxtil e vestuário); engenheiro de cibersegurança especialista em big data (tecnologia da informação); projetista para tecnologias 3D (máquinas e ferramentas); técnico especialista no desenvolvimento de produtos poliméricos (química e petroquímica); e especialista para recuperação avançada de petróleo (petróleo e gás).

Setor automotivo

O trabalho do Senai destaca que o potencial transformador é maior em alguns setores, entre eles o automotivo. A explicação está no desenvolvimento de tecnologias como a dos carros híbridos e a evolução de ferramentas veiculares como os computadores de bordo, cada vez mais utilizados pelos fabricantes como um atrativo de vendas e comodismo para o motorista. A expectativa é que tecnologias como robótica colaborativa e comunicação entre máquinas por meio da internet das coisas impactem tanto as etapas de concepção quanto as de produção da área automotiva.

É o caso da mão de obra que será exigida para lidar com o computador de bordo, por exemplo. Este sensor responsável pelo monitoramento de dados dos carros, como aceleração, temperatura do motor e do ar, oferece aos motoristas instrumentos para regulagem e programação de velocidade e estimativas de tempo de viagem. É o mecânico especialista em telemetria que programa esses computadores, faz diagnóstico e reparos das redes eletrônicas. Ao ouvir representantes de empresas, de sindicatos de trabalhadores, de universidades que atuam ou estudam esse segmento, o Senai projetou que, nos próximos dez anos, 31% a 50% das empresas do segmento demandem profissionais com esta especialização.

Tecnologia da informação

Outro setor que está no centro da quarta revolução industrial é o de tecnologias de informação e comunicação. A segurança no mundo digital tem recebido atenção especial em todo o mundo, principalmente, quando se trata de redes sociais e armazenamento de informações estratégicas em nuvem. Segundo o Senai, esta tem sido apontada como uma das maiores preocupações dos empresários. E isso acende uma luz nas formações como a de engenheiro de cibersegurança e analista de segurança e defesa digital.
As tendências profissionais do setor de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) transpassam setores econômicos e refletem em mudanças e necessidades de aperfeiçoamentos de profissionais que atuam neste segmento em qualquer área. Além de apontar profissões já presentes do mercado, como as de técnico em desenvolvimento de sistemas e técnico em redes de computadores, o levantamento destaca novas atividades como a de analista de internet das coisas (IoT), com uma tendência de aumento da demanda por esses profissionais em torno de 11% a 30% nos próximos dez anos. (Agência Brasil)

Novas profissões em oito áreas


Automotivo
– Mecânico de veículos híbridos
– Mecânico especialista em telemetria
– Programador de unidades de controles eletrônicos



Tecnologias da informação e comunicação
– Analista IoT (Internet das coisas)
– Engenheiro de cibersegurança
– Analista de segurança e defesa digital
– Especialista em big data
– Engenheiro de softwares



Alimentos e bebidas
– Técnico em impressão de alimentos
– Especialista em aplicações de TIC para rastreabilidade de alimentos
– Especialista em aplicações de embalagens para alimentos



Máquinas e ferramentas
– Projetista para tecnologias 3D
– Operador de High Speed Machine
– Programador de ferramentas  CAD/CAM/CAE/CAI
– Técnico em manutenção em automação



Construção civil
– Integrador de sistema de automação predial
– Técnico de construção seca
– Técnico em automação predial
– Gestor de logística de canteiro de obras
– Instalador de sistema de automação predial



Química e petroquímica
– Técnico em análises químicas com especialização em análises instrumentais automatizadas
– Técnico especialista no desenvolvimento de produtos poliméricos
– Técnico especialista em reciclagem de produtos poliméricos



Têxtil e vestuários
– Técnico de projetos de produtos de moda
– Engenheiro em fibras têxteis
– Designer de tecidos avançados


Petróleo e gás
– Especialista em técnicas de perfuração
– Especialistas em sismologia e geofísica de poços
– Especialistas para recuperação avançada de petróleo

Fonte: CNI


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Ainda não concluída, a Ferrovia Norte-Sul só deve entrar em operação em 2020

O estudo Grandes obras paradas: como enfrentar o problema?, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta que 2.796 obras estão paralisadas no Brasil, sendo que 517 (18,5%) são do setor de infraestrutura. A área de saneamento básico tem 447 empreendimentos interrompidos durante a fase de execução. Na sequência, aparecem obras de rodovias (30), aeroportos (16), mobilidade urbana (8), portos (6), ferrovias (5), dentre as quais a Norte-Sul e da Integração Oeste-Leste (FIOL), e hidrovias (5). A CNI informou que obteve os dados com o Ministério do Planejamento.

“Além de investir pouco em infraestrutura – apenas 2% do Produto Interno Bruto (PIB) –, o Brasil joga no ralo um volume significativo dos recursos aportados no setor, em razão do excesso de obras que são interrompidas antes da entrega. As paralisações consomem recursos sem gerar benefícios para a sociedade e são, em geral, consequência de falhas na forma como o setor público executa seus projetos”, diz a CNI.

Entre as principais razões para a interrupção de obras, figuram problemas técnicos, abandono pelas empresas e dificuldades orçamentárias e financeiras. O trabalho integra uma série de 43 documentos sobre temas estratégicos que a CNI entregou aos candidatos à Presidência da República.

Medidas

A CNI recomenda seis medidas para que o país evite paralisações e atrasos: melhorar o macroplanejamento, avaliar qual modalidade de execução é a mais adequada; realizar microplanejamento eficiente; aparelhar melhor as equipes; desenhar contratos mais equilibrados; e fortalecer o controle interno.

“É recorrente o problema da paralisação de obras. O país parece incapaz de aprender com todos os levantamentos, perdas e conflitos que esse processo gera”, afirmou, em nota, o diretor de Políticas e Estratégia da CNI, José Augusto Fernandes. “Por mais urgente que seja encontrar soluções para as obras paradas, também é preciso atenção com programas e metas direcionados à não repetição dos mesmos erros no futuro”.

Crise econômica

Segundo a CNI, a crise econômica no país gerou a necessidade de contenção de gastos e levou o governo federal a paralisar importantes projetos de infraestrutura. “Ainda que mais evidente no caso da União, esse processo de deterioração fiscal e contração de investimentos também afetou projetos de estados e municípios, que acabaram por cortar investimentos, também provocando a paralisação de obras de infraestrutura”, diz a confederação.

No entanto, segundo a CNI, a crise econômica e fiscal não foi o único motivo para tantas obras paradas e não é uma situação nova no país. “Um obstáculo importante ao desenvolvimento da infraestrutura nacional é a difícil interação entre os gestores públicos, responsáveis por fazer os projetos virarem realidade, e os órgãos de controle”, destaca o estudo. (Agência Brasil)


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Carlos Tahan: “Nosso plano é ganhar o Brasil. Queremos estar no maior número possível de pontos de vendas de lojas multimarcas no País”

Uma das mais tradicionais e longevas indústrias de confecção do Estado de Goiás, a Contraponto chega aos 35 anos investindo na expansão do mercado de representação de roupas e acessórios de moda exclusivamente masculina por meio de catálogo. Com uma trajetória marcada por altos e baixos, comum à grande maioria dos empreendimentos em cenários que alternam estabilidade e instabilidade econômica e política, os três sócios da marca querem recuperar um mercado em que já estiveram presentes nos 27 Estados.

Para tanto, a produção de peças para o público masculino aumentou bastante, mas ainda corresponde a apenas 30% da produção total da indústria, que é de 70 mil peças por ano, entre masculino, modinha feminina e infantil. “Nosso plano central é ganhar o Brasil. Queremos estar no maior número possível de pontos de vendas de lojas multimarcas no País”, revelou ao EMPREENDER EM GOIÁS Carlos Guilherme Marini Tahan, um dos três sócios da marca que nasceu em Goiânia em 1983. A intenção é que a proporção de peças masculinas alcance 50% da produção. Esse será o carro-chefe da empresa a curto e médio prazo, pelos próximos cinco anos.

Carlos Tahan diz que a Contraponto não está mais no varejo e descarta essa possibilidade, dizendo que não é a pretensão dos sócios. “Acredito que é conflitante com o atacado, por isso não queremos mais voltar a atuar no varejo tradicional”, justifica, avaliando que foi acertada a decisão dos sócios de fechar a loja da marca no principal shopping do Estado, o Flamboyant.

“Hoje somos bons naquilo que fazemos”, define. Atualmente, a Contraponto tem uma única loja, a sede própria no Setor Nova Suíça, em Goiânia, onde também funciona a indústria, que conta com estilista, modelista e costureiros, todos da “velha guarda”, como Tahan define os colaboradores que estão na empresa desde a época da fundação e seguramente são um dos segredos do sucesso do negócio, tamanho o envolvimento.

Carlos Tahan: “Vamos investir mais na produção de peças masculinas. Esse será o carro-chefe da empresa a curto e médio prazos, nos próximos cinco anos”

O caso mais emblemático é o de Antônio César Alcântara, que começou a trabalhar na Contraponto em 1996, como auxiliar de almoxarifado. Ele foi galgando degraus e hoje é diretor financeiro da empresa, um dos sócios que compraram a marca há sete anos, mais precisamente, em agosto de 2011. Completa a sociedade Bárbara Caiado.

A indústria, que chegou a ter mais de 900 colaboradores divididos em duas fábricas, hoje tem 20, que são fundamentais para o funcionamento do negócio. “Temos aqui basicamente modelagem, design e produção de peças piloto”, informa Carlos Tahan, explicando que as peças da marca são produzidas fora, no interior de Goiás e até em outros Estados, principalmente das regiões Sul e Nordeste, por meio da modalidade private label (as indústrias produzem com a marca e o padrão de qualidade da Contraponto). “Temos um gargalo na produção, que é a falta de qualificação no mercado”, relata, acrescentando que a maioria dos novos fornecedores é da Região Sul do Brasil.

Gestão

A Contraponto começou no início da década de 80, como uma confecção de roupas. O nome surgiu em 1983, juntamente com o símbolo, que se mantém o mesmo 35 anos depois e é um dos pontos fortes da marca, conforme comprovou um estudo realizado recentemente (o que a longevidade do empreendimento já indicava).”Foi um impacto muito grande e rapidamente a empresa cresceu e passou a vender no atacado para todo o Brasil”, conta Carlos Tahan. No empreendimento familiar – como em vários daquela época – não havia terceirização e toda a produção era concentrada nas duas unidades.

Nos anos 90, com a abertura da economia, surgiram as facções e as terceirizações. “As mudanças no mercado custaram caro. A antiga direção demorou muito para tomar as medidas de gestão necessárias. Era uma gestão à moda antiga, que trouxe perdas e o encolhimento do negócio, começando pelo número de funcionários”, relata. Em agosto de 2011, os novos sócios assumiram a Contraponto.

Carlos Tahan, que  é advogado e também dono de duas empresas de publicidade – Brasil Mídia Móvel e MultiMídia Exterior,  aponta três patrimônios como fundamentais para a recuperação da marca e para sua concretização como uma empresa sólida: seu capital humano, os colaboradores que estão há décadas na empresa; a força da marca Contraponto e a força dos clientes.

“Fizemos muito dever de casa e aprendemos a fazer uma gestão eficiente, tendo sempre em mente que não poderíamos abrir mão da qualidade das peças, que é nossa marca registrada. Então, nos concentramos nisso: em fazer melhor o que já fazíamos”, resume.


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Micro e pequenas empresas poderão ingressar no eSocial, a partir de novembro. Nesta quarta-feira (11), foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (11/7), a Resolução nº 4 do Comitê Diretivo do eSocial permitindo que micro e pequenas empresas – que são aquelas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões – e Microempreendedores Individuais (MEI) possam ingressar no programa que unifica as informações fiscais, previdenciárias e trabalhistas dos empreendedores em um banco de dados administrado pelo governo federal.

A Receita Federal lembra que somente os MEI que têm empregados precisarão prestar informações ao eSocial. Atualmente, são aproximadamente 155 empregadores.

A obrigação de ingressar no eSocial para micro e pequenos empreendedores e para os MEI será somente em novembro, mas a norma publicada nesta quarta-feira (11) oferece a opção de ingresso já na próxima segunda-feira (16), juntamente com empresas privadas do país que têm faturamento anual inferior a R$ 78 milhões. No caso dessas empresas, o ingresso no eSocial é obrigatório a partir de segunda-feira.

Desde janeiro deste ano, o eSocial já está em operação para as grandes empresas – que possuem faturamento anual superior a R$ 78 milhões – e que formam, no âmbito do eSocial, as chamadas empresas do primeiro grupo. Atualmente, 97% delas já integram as bases do eSocial.

Quando totalmente implementado, o eSocial reunirá informações de mais de 44 milhões de trabalhadores do setor público e privado do país em um mesmo sistema e representará a substituição de até 15 prestações de informações ao governo – como GFIP, RAIS, Caged E DIRF – por apenas uma.

Fases de implantação

Assim como está acontecendo com as grandes empresas e como ocorrerá com os entes públicos, a implementação do eSocial para as empresas do segundo grupo – excluídas neste momento a obrigatoriedade de pequenas empresas e de MEI – se dará de forma escalonada, dividida em cinco fases, distribuídas de julho a janeiro de 2019. Dessa forma, os empregadores incluirão gradativamente suas informações no sistema.

A partir do dia 16 de julho até o dia 31 de agosto deste ano, os empregadores deverão enviar ao eSocial apenas informações de cadastro e tabelas das empresas. Em relação aos MEI que possuam empregados e que optem por já ingressar no eSocial, o Comitê Gestor do eSocial esclarece que, na prática, eles não terão nenhuma informação para prestar antes de setembro, já que os dados da 1ª fase (cadastro do empregador e tabelas) são de preenchimento automática pela plataforma simplificada que será disponibilizada para este público.

Apenas a partir de setembro, os empregadores do segundo grupo precisarão incluir na plataforma informações relativas a seus trabalhadores e seus vínculos com as empresas, como admissões, afastamentos e demissões, por exemplo. Finalmente, de novembro até o final de 2018, deverão ser incluídos dados referentes às remunerações dos trabalhadores e realizado o fechamento das folhas de pagamento no ambiente nacional.
Em relação às micro e pequenas empresas e aos MEI, como esses estarão obrigadas ao eSocial somente a partir de novembro – quando ingressarem no sistema eles deverão prestar as informações referentes às três fases iniciais do cronograma.

Em janeiro do ano que vem haverá, para o segundo grupo como um todo, a substituição da Guia de Informações à Previdência Social (GFIP) pelo eSocial e a inserção de dados de segurança e saúde do trabalhador no sistema.

Os empregadores pessoas físicas, contribuintes individuais – como produtor rural e os segurados especiais – somente deverão utilizar o eSocial a partir de janeiro de 2019.

Plataforma simplificada

Nos próximos dias, serão disponibilizados os novos portais do eSocial, onde os empregadores poderão inserir diretamente as informações, sem necessidade de sistemas para integração.

Também será disponibilizada, a partir do próximo dia 16, a plataforma simplificada destinada aos MEI. Nesse ambiente simplificado – semelhante ao eSocial do Empregador Doméstico  –  não será necessário o uso de certificado digital, podendo o empregador acessá-lo apenas por código de acesso. A plataforma simplificada permitirá ao microempreendedor realizar cálculos automáticos via sistema, como o que realiza o cálculo de rescisões e a ferramenta de férias, por exemplo.

Segundo a Receita, a maioria dos MEI – que não possuem empregados e por esta razão não estarão obrigados ao eSocial – continuará prestando contas normalmente ao governo por meio do Simei, o sistema de pagamento de tributos unificados em valores fixos mensais voltados para aos microempreendedores individuais e que lhes garante a isenção de impostos federais como o Imposto sobre Produtos Industrializados, por exemplo. Para este público, nada muda. (Agência Brasil)


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Plenário do Senado Federal, em Brasília  (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (10), por unanimidade, o projeto que permite a readmissão de microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte excluídos do Supersimples em 1º de janeiro por dívidas tributárias em atraso. A matéria vai à sanção presidencial.

De acordo com o relator da proposta, senador José Pimentel (PT-CE), em janeiro deste ano, a Receita Federal excluiu 470.916 empresas do Simples, por dívida com a Receita Federal. Atualmente, 215.321 empresas que aderiram ao Refis tiveram a dívida parcelada, mas não podem voltar ao Simples. A resolução editada pelo governo estabeleceu que essas empresas só podem retornar em janeiro de 2019.

“O que é que isso implica? Essas 215 mil empresas que fizeram o Refis terão que pagar, todo mês, a parcela do Refis mais os impostos daquele mês. E são pequenas empresas, empresas simples, de todas as regiões do Brasil, que terminarão ficando inadimplentes”, argumentou Pimentel.

O senador afirmou que o retorno delas não terá impacto aos cofres públicos neste ano. “Esse projeto de lei não tem nenhum impacto orçamentário. No Orçamento de 2018, quando o aprovamos em 2017, já havia a previsão do Simples para essas empresas. A sua exclusão, volto a dizer, aconteceu em janeiro de 2018”, disse.

Para retornar ao Simples Nacional, os interessados deverão aderir ao Programa Especial de Regularização Tributária das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pert-SN), que autoriza o refinanciamento das dívidas fiscais (Refis). A reinclusão deverá ser pedida, de forma extraordinária, no prazo de 30 dias contados da data de adesão ao Refis, com efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2018.

O Supersimples é um regime compartilhado de arrecadação, cobrança e fiscalização de tributos aplicável às microempresas e empresas de pequeno porte. (Agência Brasil)


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Tathiane Fogaça: Além de vender roupas de praia, a Sol e Energia passou a oferecer estilo modinha,  sandália, bolsas, sacolas e acessórios

Com quase três décadas de atuação no mercado, vestindo adultos e crianças dos sexos feminino e masculino com roupas de praia, a empresa goiana Sol e Energia adaptou seu negócio às novas tendências do mercado. Com a concorrência acirrada, a empresa ampliou o seu portfólio de produtos, modernizou as lojas, os catálogos de vendas e está ampliando, novamente, suas vendas no mercado externo.

Antes, fabricante e vendedora apenas de peças de banho, agora a empresa oferece roupas do estilo modinha, saídas de praia, sandálias, bolsas e sacolas, além de acessórios. Assim, a Sol e Energia segue a tendência das marcas de moda praia europeias e não se limita apenas a criar e a vender roupas de banho, mas também desenvolver os demais produtos que acompanham essas peças. Com isso, afirma Tathiane Fogaça, a empresa está marcando mais presença no mercado e aumentando suas vendas.

“A pessoa sai de casa para ir à praia e pode estender o programa até a noite, apenas mudando uma peça. Isso fez com que o nosso setor ganhasse maior abrangência de conceito e espaço comercial”, se gaba Tathiane Fogaça, diretora financeira da Sol e Energia.

A empresa nasceu pequena, como muitas outras, mas foi crescendo aos poucos de forma sustentável e hoje é uma das maiores do Brasil na fabricação de moda praia. O segmento movimenta, em todo o mundo, em torno de US$ 12 bilhões, segundo o Global Market Review of Swimwear and Beachwear. O Brasil lidera o ranking com vendas de US$ 1,5 bilhão por ano, com cerca de 274 milhões de peças produzidas por 2.300 empresas, entre elas a Sol e Energia, que chega a fabricar mais de 20 mil peças de moda praia por mês.

A Sol e Energia iniciou suas atividades em maio de 1989 em Goiânia, com uma pequena fábrica e loja, na até então movimentada Avenida 85, no Setor Marista, que era o principal polo da moda da capital. Com o advento das confecções, explodiu o preço do metro quadrado dos imóveis naquela avenida, que hoje ainda abriga algumas lojas de roupas e acessórios.

Pioneira no mercado moda praia, Sol e Energia modernizou suas lojas e ampliou seu portfólio de produtos e sua presença no mercado externo

Herança

A estilista Sueli Fogaça, nascida e criada no interior do Paraná, numa família de costureira, pegou gosto pelo negócio ao ver sua avó estilizar roupas de praia de suas amigas e fazer outras peças do vestuário. Ela e o marido, Antônio Nelson Fogaça, um bancário prestes a se aposentar, vislumbraram Goiânia como um mercado promissor e decidiram se mudar para cá, onde foram pioneiros no setor de confecções e conseguiram sobreviver a todas as crises enfrentadas pela economia brasileira.

Tathiane Fogaça, diretora financeira da empresa, relata a luta de seus pais Sueli e Antônio para conquistarem os mercados nacional e internacional. Ela lembra que eles sempre participaram, juntamente com outras confecções goianas, da antiga Feira Nacional da Moda (Fenit) em São Paulo e de outras pelo Brasil, muitas realizadas com o apoio do governo do Estado.

Ofertando produtos de qualidade e diferenciados, a empresa foi conquistando compradores e chegou um tempo em que as vendas para outros países eram até maiores do que as realizadas para o mercado nacional. A Sol e Energia chegou a vender para 18 países. Mas  a empresa focou mais no mercado interno e hoje apenas 30% da produção é destinada ao exterior e as outras 70% ao mercado nacional.

A empresa tem sete lojas em Goiânia, Brasília e Palmas, além de uma em Miami que faz a distribuição dos produtos para o território norte-americano, para lojas multimarcas, e para outros países como Espanha, Israel, Porto Rico, Bolívia, Argentina, Japão e outros, bem como uma forte atuação no mercado on-line. Toda a área comercial está nas mãos de Antônio Fogaça Júnior que está sempre em contato com os representantes da empresa em todo o País e no exterior, prospectando novos mercados.

A Sol e Energia tem sete lojas em Goiânia, Brasília e Palmas, além de uma em Miami que faz a distribuição para outros países

 

Distribuição

Com administração familiar, atualmente, a empresa conta com 150 trabalhadores diretos e outros mais de 250 indiretos. O pátio industrial, com maquinário de última geração, está localizado na Vila Mauá, em Goiânia. Toda a produção é feita internamente para garantir a excelência do padrão de qualidade das peças, sob as supervisões das estilistas Sueli e Juliane Fogaça. Antônio Nelson Fogaça é o responsável pela diretoria geral.

Tathiane Fogaça conta que a Sol e Energia está sempre presente em feiras nacionais e internacionais para, além de vender os produtos, prospectar novos clientes. Ela conta que, nestes eventos, é a oportunidade também de se descobrir as tendências de moda. “Para cada país há uma modelagem diferente das roupas de moda praia e por isso temos de estar sempre antenados”, conta.


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Termina nesta segunda-feira (9) o prazo para que pequenos e microempreendedores, que têm dívida ativa na União, solicitem refinanciamento do débito com a Receita Federal, pelo Programa Especial de Regularização Tributária das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. A adesão ao chamado Refis das MPPE permite que a dívida seja parcelada em até 180 vezes, com redução de juros e multas.

Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), mais de 320 mil empreendedores que estavam na dívida ativa da União já aderiram ao programa.

Estão aptos ao refinanciamento os devedores do regime Simples Nacional e do Microempreendedor Individual que tem débitos vencidos até novembro do ano passado.

Levantamento da Receita Federal aponta que, até abril deste ano, em todo o país mais de 3,7 milhões de empresas de pequeno porte estavam inadimplentes, somando uma dívida de mais de R$ 32, 4 bilhões. As regiões Sudeste e Nordeste lideram em número de devedores do Simples Nacional e microempreendedores individuais.

Os que mantiverem a dívida em aberto e não regularizarem a situação junto à Receita, poderão ser impedidos de emitir Certidão Negativa de Débitos (CND) e excluídos do Simples Nacional. As empresas que já foram excluídas do Simples em janeiro por não quitarem débitos também podem ser beneficiadas pelo Refis.

Como funciona

A adesão ao refinanciamento é feita exclusivamente pela internet, no site do Simples Nacional ou na página do centro virtual de atendimento da Receita Federal. Ao aderir ao programa, outros tipos de parcelamento que estejam em aberto pelos contratantes são automaticamente cancelados.

Os beneficiados pelo programa devem pagar inicialmente 5% da dívida, sem descontos. A entrada pode ser parcelada em até cinco vezes. Os outros 95% da dívida podem ser pagos em uma única parcela ou em duas modalidades diferentes de parcelamentos, em até 145 ou 175 meses.

Caso o devedor pague o saldo devedor em única parcela, os juros de mora são reduzidos em 90%, as multas em 70% e os encargos legais, incluindo os honorários de advogados, em 100%. Se a escolha for pelo parcelamento em até 145 vezes, a redução é de 80% dos juros de mora, de 50% das multas de mora, de ofício ou isoladas. Para os contratos com parcelamento em até 175 prestações, o desconto dos juros de mora será de 50%, das multas 25% e 100% dos encargos legais.

As empresas que se enquadram no Microempreendedor Individual (MEI) pagarão parcela mínima de R$ 50,00. Para outros negócios de micro e pequeno portes optantes do Simples Nacional, a prestação mínima é de R$ 300,00. O prazo para quitar toda a dívida é de 15 anos.

O programa de refinanciamento das dívidas das microempresas foi regulamentado em abril deste ano (link), depois que o Congresso Nacional derrubou o veto da presidência ao projeto aprovado pelos parlamentares no fim do ano passado (link). A possibilidade de parcelamento das dívidas com desconto sofreu resistência da equipe econômica do governo. Mas, entidades representantes do setor argumentam que as medidas de simplificação tributária têm respaldo na Constituição, que prevê tratamento diferenciado para pequenos negócios. (Agência Brasil)


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Ricardo e Thiago, na Like a Boss do Setor Bueno, a primeira unidade da empresa, que conta com 12 cadeiras de barbeiro

A Like a Boss Barbearia quer aproveitar vaidade masculina em alta para ampliar os seus negócios. Do espaço de entretenimento e cuidados com a beleza, a empresa dará início até julho à venda de produtos masculinos com grife própria em mini lojas express, próprias ou microfranquias.  A gama de produtos envolverá camisetas, camisas, pulseiras, relógios, óculos de sol, bonés, carteiras  e produtos de beleza.

A empresa, que hoje realiza mais de 10 mil atendimentos ao mês, em suas cinco unidades das quais três delas franqueadas, começou a ser planejada em 2014. Thiago Pessoa, que era gerente de agência do Banco HSBC há mais de dez anos, foi buscar a filmagem e as fotografias do seu casamento feitas por Ricardo Oliveira, dono do Estúdio Bis. Os dois conversaram a respeito de utilizar o espaço de 150 metros quadrados e pé direito duplo, para instalar uma barbearia e ponto de entretenimento, com mesa de sinuca, espaço de videogame e bar. Foram seis meses de conversa e elaboração do projeto arquitetônico, até que o negócio começasse a funcionar.

As conversas dos dois sócios levaram à instalação de uma barbearia que serviu de modelo para outros empreendimentos. O espaço ficou bem organizado, inicialmente com três cadeiras de barbeiro  – hoje são 12  na unidade do Setor Bueno, a pioneira. Foram usados itens de decoração que remetem ao gênero masculino. Até a cabine de uma Kombi serviu de base para instalar o caixa e hoje se tornou um dos símbolos da marca.

A unidade do Setor Bueno tem detalhes que remetem à rusticidade, como a pintura na cor preta e a iluminação diferenciada

Negócio

A inspiração para o negócio veio de uma visita que Thiago Pessoa fez a uma barbearia em Belém (PA), sua terra natal. O projeto de design interior foi criado pelo sócio Ricardo.  Thiago chegou a fazer um curso de cabeleireiro para ter noção técnica da atividade. Mas o forte dele é o controle financeiro, principalmente em função da sua formação prática na área econômica. “Estamos crescendo e buscando variar nossa participação no mercado da beleza e vaidade masculinas. Em quatro anos de existência já servimos de modelo para outras empresas do ramo, por isso a nossa preocupação constante em variar e inovar, para não sermos engolidos pelo mercado”, disse.

Ricardo Oliveira aproveita o seu talento para desenvolver as atividades das áreas de marketing, design e arquitetura interna das lojas. “A nossa ideia foi aproveitar o espaço da loja, que tem pé direito duplo, para fazer uma decoração que traga sensação de conforto. Utilizamos detalhes que remetem à rusticidade. A pintura na cor preta e a iluminação diferenciada garantem o bem estar para quem nos procura”, afirma. Este modelo adotado ganhou reconhecimento nacional, com a conquista, em 2017, do primeiro lugar no RDI (Retail Design Institute Brasil) da Associação Brasileira de Franchising.

Ricardo e Thiago em frente a cabine de uma Kombi, que serviu de base para instalar o caixa e hoje se tornou um dos símbolos da marca

Crescimento

Da ideia inicial até a elaboração do projeto de expansão da marca, foram várias etapas. Thiago Pessoa lembra que nas conversas sobre o projeto da primeira loja, a proposta era investir em torno de R$ 40 mil. Mas, para montar o espaço foram gastos cerca de R$ 200 mil. Da abertura da barbearia até a necessidade de expansão foram apenas três meses. “Tivemos que ampliar o número de barbeiros para cinco neste curto espaço de tempo, pois a procura estava grande e não poderíamos ficar dispensando clientes”, afirma.

Após seis meses de atividades, o espaço ao lado da barbearia foi alugado para a primeira ampliação. Com 300 metros quadrados, foram instaladas 12 cadeiras de barbeiros. Em dois anos, foi aberta a segunda loja em Goiânia, com investimento de R$ 250 mil, em uma sala de 180 metros quadrados, no Jardim Goiás.

Já em meados de 2015, a empresa deu início ao processo de franquias da marca, o que possibilitou a sua presença em Anápolis, Belém e Palmas (Tocantins). Hoje a rede tem 32 barbeiros e 30 funcionários.  “Temos uma preocupação grande com o processo de licenciamento da franquia, tanto que contratamos uma consultoria especializada no segmento. Para crescermos nesta modalidade definimos padrões de qualidade no atendimento e nas instalações físicas. A nossa marca já ficou muito valiosa”, afirma Ricardo Oliveira.

Para se ter uma ideia da preocupação com qualidade, os dois sócios investiram cerca de R$ 100 mil na formatação de um aplicativo, que pode ser utilizado nos sistemas Androide ou IOS, para o cliente marcar horário e escolher o barbeiro. Nas barbearias, os clientes contam com, além dos cortes de cabelos e de barba, serviços de estética, como sobrancelha, limpeza de pele, manicure, selagem, pigmentação e coloração.


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De uma pequena fábrica de manteiga e queijo no interior de Goiás, com produção de 2 mil litros de leite por dia, para uma das maiores indústrias de derivados de laticínio do País, que processa diariamente 3,2 milhões de litros, comercializa 140 produtos, tem três fábricas e faturou no ano passado R$ 3 bilhões. É a história de pouco mais de três décadas da Laticínios Bela Vista, empresa goiana comandada pelos irmãos engenheiros Cesar Helou e Marcos Helou, que ainda muito jovens assumiram em 1985 o negócio, em dificuldades financeiras, iniciado pelo pai Saladi Helou em 1955.

O faturamento anual de R$ 3 bilhões coloca a empresa, dona das marcas Piracanjuba, Pirakids, Leitbon e Chocobon, entre as cinco maiores de alimento do Brasil. Atualmente, o grupo goiano tem cerca de 1,9 mil empregados nas suas três fábricas: Bela Vista (GO), Maravilha (SC) e Governador Valadares (MG). Uma quarta fábrica já foi adquirida na cidade de Doutor Maurício Cardoso (RS) e deve iniciar as operações até o fim deste ano. O negócio já faz parte dos planos de expansão da marca, que pretender voltar a investir na produção de queijo.

Um dos pontos importantes para o sucesso do grupo goiano é o investimento em tecnologia. “Nossa margem é de apenas 2% a 4%. Então, precisamos ter escala. Para isso, investimos em tecnologia. Temos equipamentos que processam 60 mil litros por hora, enquanto concorrentes usam máquinas que processam só 10 mil litros por hora”, afirma Cesar Helou.

A atual grave crise econômica reduziu o consumo de derivados de leite, mas a expectativa da Laticínios Bela Vista é pela retomada do mercado. “Acreditamos que o brasileiro vai voltar a comprar queijo. Isso aconteceu em outros países, quando o poder aquisitivo aumenta, o cidadão quer consumir mais proteína. Queijo é o primeiro da fila”, diz o empresário.

Em caso de sucesso na retomada da comercialização do queijo, fica mais próxima a meta da Piracanjuba se tornar ainda mais forte nacionalmente até 2020. Além disso, mesmo com mais de 30 anos no negócio, o desafio de crescer sempre ainda motiva o empresário.

“Nunca imaginamos que chegaríamos aonde chegamos. Mas é como aquele ditado: pagamos caro para não entrar na briga, mas depois que entramos estamos pagando caro para não sair”, diz Cesar, referindo-se ao plano de crescimento da empresa para os próximos anos. “Esperamos crescer. Para os próximos cinco anos, temos um planejamento, que não posso divulgar, mas é de crescimento”, conta.

Marcos e Cesar Helou, da Laticínios Bela Vista (Piracanjuba): parceria de 30 anos e faturamento anual de R$ 3 bilhões

Trajetória

A história da Laticínios Bela Vista tem início em 1955, quando dois irmãos de uma família e dois de outra decidiram construir uma fábrica de manteiga em Piracanjuba. Um deles era Saladi, pai de Cesar e Marcos. Seis anos depois, uma das irmãs decide comprar a pequena fábrica com o marido e filhos. Saladi decide então se mudar com a família para São Paulo, onde comprou uma casa após muito trabalho como contador prático.

Mas, no início da década de 70, com a morte da irmã, decide trocar a residência pela fábrica no interior goiano. Em 1974 a família volta para Piracanjuba para administrar a empresa, que cresce sob a administração de Saladi.

Os filhos Cesar e Marcos não demonstram interesse pelo negócio e vão estudar engenharia em São Paulo. Depois de formados, Cesar começa a trabalhar no mercado financeiro e Marcos monta empresa na área de construção.

Tudo começou a mudar em 1985, quando o pai deles começa a passar por dificuldades. Marcos já tinha seu próprio negócio e Cesar, como era empregado, decidiu ajudar na fábrica. Dois meses depois, Saladi morre de ataque cardíaco e os irmãos assumem o negócio da família. “Eu já gostava do negócio de leite. Meu irmão gostava mais da engenharia e disse que me ajudaria a colocar tudo em ordem. Costumamos brincar que até hoje ainda não conseguiu”, conta, de forma bem humorada, Cesar Helou.

Mudanças

Ao assumirem o negócio da família, que passava por dificuldades financeiras, uma das primeiras decisões foi promover forte enxugamento nos custos. A produção na época era de apenas 2 mil litros de leite por dia, com margens pequenas de lucro. Como os irmãos tinham grande facilidade com números e planilhas, se debruçaram nas contas da empresa. Logo viram que precisam promover mudanças e rápidas. Cesar demitiu o motorista da fábrica e assumiu a entrega por caminhão dos produtos aos clientes. “Queríamos enxugar a empresa e pagar as contas. Deu certo. Um ano depois já tínhamos duas fábricas”, frisa.

Em 1994 os irmãos tiveram de tomar uma nova decisão importante, que também consolidaria o crescimento da Piracanjuba. “Ganhamos uma boa quantia de dinheiro naquele ano e tínhamos três opções: investir na aquisição de fazenda, no mercado imobiliário ou investir em nossa empresa. Decidimos pela última e começamos a obra da fábrica em Bela Vista”, conta.

No primeiro momento a ideia não pareceu dar muito certo. Era a primeira vez que o grupo tinha uma fábrica que demandava refeitório, lavandeira e gastos com segurança. Além disso, a unidade tinha capacidade para processar 150 mil litros de leite por dia, mas só produzia 70 mil. Portanto, atuava com menos da metade da sua capacidade e com custos altos. “Começamos a entrar em decadência. Não havia mercado”, conta Cesar.

Na crise, porém, os irmãos descobrem uma nova oportunidade de negócio: produzir queijo e manteiga para redes de supermercado, como Carrefour e Pão de Açúcar, que tinham interesse de investir em marcas próprias e de qualidade para atrair mais clientela. A Piracanjuba conseguiu fechar rapidamente contratos para suprir a demanda de 15 grandes clientes, chegando a atingir quase a capacidade máxima de produção da fábrica e, claro, aumentar seu faturamento.

A segunda boa sacada dos irmãos empreendedores foi em 2001, quando começaram a produzir leite longa vida. Foi um novo fôlego financeiro para a empresa. “Isso nos deu um capital de giro enorme, pois era possível envasar o produto e vendê-lo no mesmo dia. O queijo, por outro lado, precisa de pelo menos 30 dias para maturar e ser entregue”, explica Cesar.

 

A partir de uma oferta de compra, o ano de 2007  foi decisivo para o crescimento da Laticínios Bela Vista. Como a economia nacional e mundial vivia momentos de forte crescimento, investidores (de olho no crescimento do grupo goiano e do mercado de derivados de leite) fizeram ofertas altas para comprar a empresa. Os irmãos recusaram todas e decidiram continuar no negócio. Não era ainda hora de aposentadoria. Aliás, até hoje ainda não fazem ideia de quando esta hora vai chegar.

Nesta época haviam também decidido não mais produzir marcas de terceiros para redes supermercadistas, mas investir no lançamento de suas próprias marcas. “Chegamos a ter 65% do faturamento com produtos de outras empresas, mas decidimos que era hora de mudar. Promovemos grande profissionalização na empresa, promovemos gerentes para cargos de diretor e a contratamos gerentes comerciais em São Paulo e no Nordeste para ampliar nosso mercado”, diz Cesar.


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Filipe Peixoto aposta na inovação do tradicional espetinho para se tornar franqueador

Publicitário por formação e empreendedor por desejo, o jovem Filipe Peixoto sonhava em abrir seu próprio negócio, mas que fosse inovador na área de alimentação. Há um ano e meio abriu o Jantinha Fast: um drive trhu para a venda de espetinhos de carne e de queijo, além de acompanhamentos, como arroz e vinagrete. “Sempre quis abrir meu próprio negócio e um amigo disse que jantinha dava dinheiro. Queria algo inovador”, afirma Peixoto ao EMPREENDER EM GOIÁS na sede da sua empresa (Avenida D, em Goiânia).

Da ideia do negócio à inauguração da empresa, em abril de 2016, foram apenas dois meses. Com o apoio dos pais, Peixoto teve ajuda também de uma amiga que mostrou o local escolhido para montar o Jantinha Fast, de aproximadamente 40 metros quadrados, onde antes funcionou um drive thru de pães. Enquanto o local passava por reforma, o empresário foi em busca da cozinheira, churrasqueiro e demais pessoas para a sua equipe. O primeiro profissional responsável pelo churrasco foi um tio, que “era o churrasqueiro da família”. Ficou por dois meses colaborando na construção do projeto.

O Jantinha Fast começou com o drive thru, a ideia inicial. Um mês após inaugurado, Peixoto expandiu o atendimento para o modelo delivery. Um ano depois abriu o deck, espaço para atender os clientes interessados em comer no local. O quantitativo da equipe se mantém desde o início: cinco, entre cozinheira, atendentes, caixa e churrasqueiro. O atendente do drive thru também anota os pedidos dos clientes no deck. Não há garçom e a entrega é terceirizada.

No primeiro mês de atividade do Jantinha Fast, o negócio teve faturamento de R$ 40 mil. Hoje vende R$ 65 mil por mês e a expectativa para 2018 é passar de R$ 1 milhão ao ano – o que representaria mais de R$ 80 mil/mês. No início vendia de 80 a 90 ‘jantinhas’ por dia. Hoje saem entre 120 a 150 unidades. Das vendas realizadas, 60% são via drive thru, 20% delivery e 20% feitas no deck. A média de espera entre o pedido e entrega é de 7 minutos, garante Peixoto.

Demanda
Natural de Jaraguá, Filipe Peixoto tem 26 anos de idade e mora sozinho em Goiânia há oito anos. Diz que sempre teve dificuldade para encontrar comida fresca, caseira e com comodidade, “sem ter de sair do carro”. Foi nisto que viu a oportunidade de montar um negócio diferente para atender, pelo menos inicialmente, o público que tem perfil semelhante ao seu. Com o Jantinha Fast, Peixoto diz ser concorrente indiretamente de todo restaurante que está aberto no mesmo horário (de segunda-feira a sábado, das 17h30 às 23h30) que o empreendimento dele. Mas para drive trhu, frisa, a concorrência são grandes redes de fast-food e pizzarias.

“É o único ainda de jantinha. Concorrência sempre tem, mas quem trabalha direitinho tem sempre clientes também”, afirma. “Acho interessante essa vontade de empreender quando a gente passa por situação de crise. Foi de onde eu tive uma ideia”, conta o publicitário, responsável por todo o marketing da sua própria empresa, como redes sociais e o processo criativo dos pratos. Além disso trabalha como operador, no caixa e atendimento. Faz “de tudo um pouco”, menos o preparo da comida.

“Acredito muito no meu negócio. Isso faz com que eu tenha sempre ânimo para estar aqui, para criar, para atender meu cliente. Porque meu plano não é só para esse ano ou ano que vem. É para vida toda. Para crescer, virar uma rede grande. Sou muito otimista. Meu pai me ajudou a por meus pés no chão, falar para ir com calma. O retorno tanto financeiro como pessoal me dá mais vontade de continuar”, diz.

META É TRANSFORMAR EM FRANQUIA

A ideia de transformar o Jatinha Fast em franquia já nasceu quase junto com o próprio estabelecimento. O empresário Felipe Peixoto teve contato com um escritório de consultoria e, dois meses depois da inauguração do negócio, começou essa modelagem de franquia, que foi lançada e está disponível para franqueados desde julho passado. O investimento total previsto para o franqueado é de R$ 150 mil, que inclui a taxa de franquia de R$ 15 mil, além de prever gastos com estrutura, capital de giro e primeira compra. O retorno é calculado para ocorrer entre 16 a 24 meses.

O formato prevê que a franqueadora oferecerá os espetos, para manter o padrão de qualidade da carne, e as embalagens. “O restante fica por conta do franqueado. Porque facilita a negociação e a compra dele. É um modelo de negócio fácil de operar. Porque é pequeno, cardápio enxuto”, informa Peixoto. A ideia, frisa o empresário, é expandir em Goiânia, Anápolis, Brasília. “Mesmo com o pessoal estando com medo desta crise toda, a procura está grande”, diz Peixoto. Sua expectativa é, até o fim deste ano, fechar o primeiro contrato.

Opções
O menu tem 14 tipos de espetos, entre opções de cortes de bovinos e aves, além de queijos. A ‘jantinha’ tradicional é composta por arroz, feijão tropeiro, mandioca e vinagrete. Mandioca ao alho desidratado é uma opção de adicional. Há ainda a opção fitness (arroz integral ou mandioca e vinagrete) e a premium (carne angus e o entrecôte, corte que vem acompanhado de batata frita e molho de pequi, de alho ou de ervas). Os valores dos pratos completos variam entre R$ 18,90 a R$ 22,90, dependendo do tipo de espeto. Também há opção para comprar só os espetos, que custam entre R$ 9,50 a R$ 13,50.

Os espetos são feitos diariamente e de carne fresca. “Trabalhamos com açougues pequenos”, frisa o empresário. Os acompanhamentos são preparados todo dia em poucas porções e em panelas pequenas. “Aqui dentro não tem micro-ondas. É fogão mesmo. O espeto é na brasa, na churrasqueira”. Peixoto diz tomar esses cuidados para a comida estar sempre com “gosto caseiro e fresca”. O espeto vai embrulhado em papel alumínio e dentro de uma caixa de papelão para manter a temperatura. Os acompanhamentos vão numa embalagem de plástico, dividida em três compartimentos, e que pode ser levada ao congelador e ao micro-ondas.


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Cotril Motors, há mais de dez anos na Avenida 85, se tornará uma revenda multimarcas

A rede de concessionárias de veículos está menor em Goiás. A Govesa Veículos, primeira revenda Volkswagen no Estado e também uma das pioneiras da montadora alemã no Brasil, e a Cotril Motors, que comercializava os produtos da marca Mitsubishi em Goiás, fecharam as portas, demitindo mais de 100 funcionários.

Por que? Não conseguiram suportar os efeitos da crise econômica, que atingiram em cheio o setor automotivo goiano com a queda das vendas em 2015 e 2016, que só melhoraram no ano passado, como antecipado (leia aqui) com exclusividade pelo EMPREENDER EM GOIÁS. Mas, tarde demais para os dois grupos que, de acordo com informações de analistas do setor, também enfrentaram problemas financeiros, de gestão e, nos últimos anos, falta de competitividade dos produtos das marcas que representavam.

Star Motors
A Mitsubishi Motors, representada pela HPE Automotores do Brasil (ex-MMC) e que tem fábrica em Catalão (GO), agiu rápido. Nomeou o Grupo Star Motors, novo concessionário das marcas Mitsubishi e Suzuki em Goiânia e Anápolis, além de Imperatriz e Balsas, no Maranhão. Nesta quarta-feira (dia 10), a Star Motors abre as portas com 40 carros da marca japonesa, na Avenida 85, onde funcionou por vários anos como concessionário Mercedes-Benz em Goiânia, cuja operação foi vendida em 2016 para o Grupo Tecar. Há mais de um ano, a Star Motors também adquiriu a Akar, revenda Kia Motors, e espera a carta de anuência para iniciar a venda de veículos da marca coreana, embora já dê assistência aos clientes na oficina.

A partir de 18 de janeiro, a Cotril Motors, que há 16 anos era concessionário Mitsubishi, completados em novembro do ano passado, vai se transformar em Cotril Multimarcas, na esquina da Avenida 85 com a Avenida Edmundo Pinheiro de Abreu. A empresa, que foi referência em vendas dos produtos da montadora japonesa em 2011 na Região Centro-Oeste, também tinha uma estrutura pesada e a situação se complicou com a inauguração em dezembro de 2011 de um novo concessionário da marca no Estado, a Azuka, do grupo Belcar Veículos. O grupo goiano Cotril, fundado em 1965, continua com a Cotril Máquinas, representante da New Holland, e a Cotril Agropecuária.

Concessionária pioneira em Goiás, sede da Govesa próxima a rodoviária de Goiânia vai se tornar um centro comercial popular

Grupo Govesa
Após um casamento de mais de 60 anos, a Govesa Veículos deve assinar nos próximos dias um acordo de separação amigável com a Volkswagen do Brasil. A filial da T-63 já se transformou em loja multimarcas e a revenda da Avenida Independência, com seus 12 mil metros quadrados, dará lugar a um shopping popular, no qual serão investidos R$ 70 milhões, conforme informações publicadas em dezembro pelo jornal O Popular.

Além de enfrentar os efeitos da crise econômica, a Govesa adquiriu uma concessionária Volkswagen em Brasília, o que elevou o endividamento da empresa num momento de agravamento da recessão, provocando queda nas vendas e, consequente, redução da receita da empresa. Além do segmento de veículos, o Grupo Govesa continua operando o Consórcio Govesa, bem como a Govesa Construtora, Govesa Locadora de Equipamentos e a Govesa Mineradora.

A história do Grupo Govesa começa em 1942, quando Ignacy Goldfeld fundou a Emig – Eletrônica Mecânica Importadora de Goiás Ltda, uma loja de rádios e materiais elétricos. Com o crescimento da indústria automobilística nacional, mudou seu nome para Emeve – Eletro Mecânica de Veículos Ltda, se tornando em 1957 a primeira concessionária Volkswagen em Goiás e uma das primeiras a se instalar no Brasil. Anos depois, recebeu o nome definitivo de Govesa Goiânia Veículos S/A.


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O centro comercial da região da Rua 44, em Goiânia, vai ganhar mais um shopping destinado aos lojistas de moda que vendem seus produtos no atacado e se consolidar como o segundo maior polo atacadista de moda do País. Na próxima terça-feira (dia 3), um consórcio de investidores vai lançar o Mega Moda Park, com a inauguração do estande de vendas e uma forte campanha de mídia para divulgar o empreendimento.

O Grupo Mega Moda, formado pelo grupo Novo Mundo (50% das ações) e pelas famílias Hugo Goldfeld (25%) e Ian Goldfeld (25%), vai investir R$ 160 milhões na construção do novo shopping atacadista, que terá 800 lojas de 5 a 50 metros quadrados, quatro praças de alimentação, praça de eventos, mais de 1 mil vagas de estacionamento para carros e, como diferencial, oferecerá o primeiro subsolo de Goiânia com 80 vagas para ônibus.

O projeto prevê, ainda, torres comerciais com mais de 120 salas de escritórios, elevador panorâmico, boulevard externo e uma passarela sobre a futura avenida Leste-Oeste. Outro diferencial do empreendimento é a sustentabilidade. O Mega Moda Park será o primeiro shopping de Goiás a ter um telhado verde e fotovoltaico. A ideia é aproveitar a área de 10.600 metros quadrados e fazer uma grande horta com alimentos orgânicos para os lojistas e colaboradores.

O Mega Moda Park será construído na famosa região da 44, no Centro de Goiânia, nas confluências de quatro importantes avenidas: Contorno, Independência, Marginal Botafogo e a futura Leste-Oeste, o que facilitará o acesso dos clientes ao shopping.

No subsolo, haverá uma usina de lixo pra fazer a compostagem dos alimentos da praça de alimentação, que servirão como adubos para a horta. As placas fotovoltaicas garantirão o fornecimento de energia elétrica, tornando o shopping autossustentável e ajudando a preservar o meio ambiente.

Confiança
Presidente do Mega Moda, Carlos Luciano Ribeiro diz ao EMPREENDER EM GOIÁS que o shopping Mega Moda Park será construído em três anos. A primeira etapa está prevista para ser inaugurada em novembro próximo, a segunda em 2019 e a terceira em 2020. Quando estiver todo em operação, estima que serão gerados 8 mil empregos.

Há um ano, a empresa trabalha no projeto do shopping e com pesquisas de mercado para garantir a viabilidade do empreendimento. “Chegou a hora do lançamento comercial para os investidores. O cenário econômico é favorável, com a economia confirmando, a cada dia, uma reação consistente. Esta é a oportunidade dos lojistas montarem ou expandirem seus negócios dentro de um polo que já atrai compradores do Brasil e do exterior”, afirma Carlos Luciano.

Para tornar o complexo ainda mais atraente, o Mega Moda Park oferecerá transfer do Aeroporto Santa Genoveva para o shopping – serviço que passou a ser oferecido em fevereiro último por outro empreendimento do grupo, o Mega Moda Shopping, que foi inaugurado há sete anos, também na Região da 44.

MEGA MODA
O Mega Moda, do Grupo Novo Mundo, é formado pelos dois maiores shoppings atacadistas do país: o Mega Moda Shopping, inaugurado em 2011, e o Mega Moda Park, que será inaugurado em novembro deste ano, ambos na região da 44, em Goiânia. O Mega Moda Hotel, o maior hotel de Goiânia, com 270 apartamentos, o Mini Moda – espaço especializado em moda infanto-juvenil e o Clube de Costura também fazem parte do complexo, que oferece transfer exclusivo para os compradores que chegam pelo aeroporto Santa Genoveva. O Mega Moda Shopping possui área construída de 34 mil m2, com mais de 1.300 lojas e um amplo estacionamento.


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Conforme antecipado (confira aqui) pelo EMPREENDER EM GOIÁS, a Incorporadora Emoções, que tem entre seus sócios o rei Roberto Carlos, confirmou para o próximo dia 7 de março a apresentação do primeiro empreendimento de alto luxo da empresa em Goiânia, que será construído em parceria com a GMP Incorporação e GPL Incorporadora.

Caberão aos sócios Ubirajara Guimarães (Bira) e Jaime Sirena (Dody Siena, o outro sócio, não virá) a apresentação do empreendimento residencial que será construído no Parque Flamboyant, no Jardim Goiás, e terá o nome de uma das canções de Roberto, assim como são os de outros empreendimentos lançados pela empresa. O edifício será de alto padrão e contará com os mais modernos conceitos de arquitetura, tecnologia e sustentabilidade.

Em 2018, a Incorporadora Emoções também vai lançar mais dois prédios residenciais na cidade de São Paulo e um condomínio de casas em Indaiatuba (98 km da capital). Desde 2011, a empresa já entregou três prédios em São Paulo e um em Aracaju (SE).

Roberto Carlos tem um gosto especial pela arquitetura e, por isso, em 2011, decidiu entrar no mercado imobiliário criando a Incorporadora Emoções. O primeiro empreendimento da empresa foi lançado em 2011, na cidade de São Paulo, e recebeu o nome de Horizonte JK, uma junção do nome de uma das músicas de Roberto e o endereço em que o prédio é localizado, na Avenida Juscelino Kubitschek, no Itaim Bibi (zona oeste). O edifício foi entregue em 2014 e é uma mistura de comercial com residencial. São 80 unidades de escritório e quase 270 apartamentos.

Também foram entregues os prédios comerciais Horizonte Jardins, em Aracaju (Sergipe) e, em São Paulo, o Horizonte Vital Brasil, no Butantã (zona oeste), e o Coletânea Office Square, no Carrão (zona leste). Nesse último, não foi possível fazer a alteração do nome.

Palpite
Roberto Carlos dá palpites nos projetos e quando há uma brecha em sua agenda, ele faz visitas aos empreendimentos. Os edifícios tendem a seguir o gosto do cantor. “Os prédios puxam para o tom azul e remetem à personalidade de Roberto, mas não expõem a figura dele com fotos. É muito sutil. Ele tem participação ativa, gosta de ver os projetos e opinar”, afirma Jaime Sirena ao portal UOL.

Segundo ele, na mesma entrevista, a reputação de Roberto Carlos ajuda nos negócios. “É evidente que é difícil fazer a separação. O artista ajuda. Ele tem mais de 50 anos de carreira e nada que tire a credibilidade e segurança para quem quer adquirir um empreendimento. Aquele que vai fazer um investimento no início da obra tem que acreditar que o prédio vai ficar pronto. Dá credibilidade por ser dele”.


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Claudionor e Shirley posam orgulhosos diante de foto que mostra as empresas do grupo

Quase todas as histórias de empreendedores de sucesso têm um momento em que decidem correr riscos para a realização de um sonho ou projeto. No caso de Claudionor Rodrigues e Shirley Leal, sócios do Grupo Belcar, beirou a irresponsabilidade. Resolveram vender todo o patrimônio que juntaram em quase 20 anos como empregados para comprarem metade de um negócio à beira da falência. Mais: sem terem o menor conhecimento do que iriam encontrar na empresa.

“Era uma vontade muito grande de ganhar dinheiro. Éramos até certo ponto irresponsáveis. Na faixa dos 30 e 40 anos de idade, você tem maior disposição ao risco. Hoje, tenho mais ponderação, não sei se teria essa mesma coragem”, afirma Claudionor, sobre a decisão de comprar a metade da Belcar sem nunca ter entrado na loja.

Era abril de 1993. Naquela época, a Belcar vendia apenas 15 veículos novos por mês, quase 10% das vendas registradas pela Govesa, onde Claudionor e Shirley trabalharam por muito anos antes de decidirem ter sua própria concessionária.

Mais de vinte anos depois, a Belcar é uma das principais concessionárias da Volkswagen no Brasil e teve no ano passado faturamento bruto de R$ 277 milhões. A empresa tem hoje 430 funcionários em concessionárias da Volkswagen e Mitsubishi, bem como em revendas da Yamaha.

Isto num segmento que sofreu queda média de 40% nas vendas nos últimos três anos, por conta da grave crise econômica no País.

Casamento perfeito
De origem humilde, característica que mantém até hoje, Shirley e Claudionor contam ao EMPREENDER EM GOIÁS como a experiência, talento e força de vontade ajudaram a ter sucesso no empreendimento. Ele sempre foi da área de vendas e comercial, enquanto o forte dela era finanças e cadastro. Ambos formam um casal (não são marido e mulher, convém frisar) quase imbatível no segmento de veículos em Goiás.

“Sempre fui muito ambiciosa. Meu pai foi tratorista, passava muito tempo longe de casa e minha mãe sofria muito. Eu sempre quis vencer na vida para não passar as dificuldades da minha mãe”, afirma Shirley, que trabalhou pela primeira vez aos 13 anos, quando um amigo da família a empregou numa papelaria no Bairro Feliz. “Ele era japonês e me ensinou tudo, desde a importância da disciplina até a abrir a loja e fechar um balancete”, conta.

Baiano de Guanambi, Claudionor mudou para Goiânia aos 17 anos de idade e conseguiu o primeiro emprego num banco e, depois, para fazer o cadastro de clientes de uma revenda (garagem) de veículos seminovos.

O destino levou Claudionor e Shirley a trabalharem na concessionária Govesa (Volkswagen), em Goiânia. Ele como vendedor, ela como telefonista e depois no crédito. Logo ganharam confiança dos donos da empresa e assumiram postos de gerentes e diretores das áreas comercial e financeira, respectivamente.

Em decorrência de mudanças na direção da Govesa, Claudionor e Shirley deixaram a empresa, na qual trabalharam por duas décadas. Cada um tinha planos diferentes para o futuro. Mas uma oportunidade surgiu: comprar a metade da Belcar que, mesmo quase falida, cobrava um preço alto para a dupla.

Chamados de loucos por parentes e familiares, os dois venderam tudo que tinham e juntaram o dinheiro para adquirirem 50% do negócio. A outra metade permaneceu nas mãos da família Bernardino.

“Tínhamos na época a opção de sermos donos de 100% de uma concessionária Fiat, mas o Claudionor sempre foi apaixonado pela Volkswagen e, por isso, decidimos fechar o negócio”, afirma Shirley. Apesar da “irresponsabilidade” de terem arriscado tudo, os empresários creditam o sucesso à experiência adquirida ao longo da trajetória como empregados.

Dupla de empresários trabalha com veículos da Volkswagen desde 1973

Superação
O início foi complicado. Os processos na Belcar eram tão arcaicos que uma das primeiras vendas nas mãos dos novos sócios demorou um dia para ser concretizada. Além disso, o Brasil vivia grave crise econômica que antecedeu o Plano Real, além da concorrência com as outras concessionárias, claro. Shirley e Claudionor viram que era preciso virar a Belcar de cabeça para baixo e exigiram que todas as decisões seriam dos dois, mostrando a confiança na experiência.

Claudionor vendia sozinho 50 carros por mês quando trabalhava na antiga concessionária. Não via porque não conseguiria vender este mesmo volume na empresa que acabara de ser sócio. Lançou um plano para concorrer com os consórcios, batizado de Plano Belcar. “O crescimento nas vendas foi imediato. No primeiro mês, dobramos o volume mensal de 15 para 30 carros”, conta Claudionor.

A estratégia agressiva de vendas e a nova gestão financeira da empresa implantadas pelos empresários deram tão certo que, em 1996, a nova Belcar inaugurava sua sede própria no Alto da Glória. Aliás, uma das exigências da Volkswagen para os novos sócios da concessionária.

O Grupo Belcar, nas mãos de Claudionor e Shirley, não parou mais de crescer e se expandir em Goiânia. Entrou na área de motocicletas ao abrir duas revendas autorizadas da Yamaha e, em 2011, inaugurou a Asuka, concessionária de veículos Mitsubishi. No mesmo ano, a nova concessionária já conquistava prêmio da montadora japonesa.


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Raridade: Itamar e Jerônimo são amigos e sócios desde a juventude

Poucos restaurantes goianos conseguem passar dos 50 anos no mesmo local, mantendo a tradição, oferecendo praticamente o mesmo cardápio e conservando e, ainda por cima, atraindo novos clientes. É o caso da Pizzaria Cento e Dez, a mais famosa e antiga pizzaria de Goiás, que completa 52 anos de atividade em 10 de março, dos quais 47 anos sob a direção dos mesmos donos, Jerônimo Antônio de Carvalho e Itamar Roberto, amigos e sócios desde a juventude. Aliás, outro fato muito raro no mundo dos negócios.

Desde que foi aberta em 1966, pelas mãos dos sócios Bose e Bonelli e depois repassada a um empresário português, a Cento e Dez está localizada em pleno coração de Goiânia, na Rua 3, entre a Avenida Tocantins e a Rua 9, e faz parte da história do Centro da capital. É possível atestar a tradicionalidade do restaurante através do documento do registro da empresa, em 28 de fevereiro de 1966, que está num quadro estampado na parede do restaurante.

O ex-governador Otávio Lage tinha a sua mesa cativa na pizzaria. Já passaram por lá também outros ex-governadores e hoje é frequentada, ainda, por políticos, empresários, artistas, inclusive de outras cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, que visitam Goiânia. No local, as únicas adaptações realizadas foram as modernizações do banheiro e da cozinha, bem como a instalação de um elevador que leva ao segundo piso, para servir as pessoas que têm dificuldades em usar escadas.

Sociedade
Jerônimo e Itamar contam ao EMPREENDER EM GOIÁS que desde a juventude são amigos e sócios. Antes da Cento e Dez, eles comandavam a Panificadora Seleta, localizada na Avenida Goiás, quando o Setor Central era o auge do comércio e do lazer dos seus moradores. O segredo dessa união ter rendido e ainda estar durando negócios de sucesso e amizade está no respeito que um tem pelo outro. “Sempre colocamos os problemas na mesa e buscamos juntos as soluções”, diz Jerônimo.

No negócio, os dois sócios sempre se posicionaram em defesa da qualidade das matérias-primas para garantir a oferta de produtos de qualidade e a satisfação dos clientes. Outro ponto importante, em qualquer negócio, lembram, é o bom atendimento aos clientes. “O atendimento diferenciado faz a diferença”, afirma Itamar.

A Pizzeria Cento e Dez tem em seu cardápio 60 variedades de pizzas, além de saladas e massas, preparadas artesanalmente. O tipo de pizza mais pedido sempre foi e continua sendo a Moda da Casa. O dito popular que domingo é dia de pizza se confirma na Cento e Dez. Realmente, domingo é o dia que mais se vende pizzas, sendo que 40% são entregues pelo serviço delivery.

O nome Cento e Dez foi criado, em 1966, associando o nome da pizzaria ao número do imóvel que se localiza – 110. Contudo, alguns anos depois, a Prefeitura de Goiânia renumerou os imóveis e o prédio passou a ter o número 1.000. Mas o nome da pizzaria permanece o mesmo. Até as mesas e cadeiras da pizzaria são as mesmas, embora, passem por reformas constantes. Muitos dos 22 funcionários trabalham na casa há mais de 30 anos.

Os donos da Cento e Dez não tem planos de expansão do restaurante. Porém, alguns dos filhos abriram negócios dentro do ramo, mantendo a tradição dos pais.


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José Garrote começou a empreender com 19 anos de idade em Itaberaí. Seu grupo hoje fatura mais de R$ 1 bilhão por ano

A indústria goiana São Salvador Alimentos (SSA), dona das marcas SuperFrango e Boua, abate 270 mil aves por dia para abastecer mercados de oito Estados brasileiros e do Distrito Federal, além de vender para 62 países. No ano passado, quando a economia brasileira retraiu 3,6%, o faturamento da SSA cresceu 21% e rompeu a barreira de R$ 1 bilhão. Para contar a história da empresa, o CEO do grupo, José Carlos Garrote de Souza recebeu a equipe do EMPREENDER EM GOIÁS na sede em Itaberaí (GO). De jeitão simples e cordial, pediu apenas mais 20 minutos de espera. É que naquele momento concluía parceria com representantes da terceira maior distribuidora de alimentos do Japão.

Com fábrica de rações, de recria, unidade de recria de aves matrizes, unidade de produção de ovos férteis, incubatório, armazéns graneleiros, sistema de integração de aves e um dos maiores e mais modernos abatedouros de aves do País, a empresa goiana emprega diretamente 3,6 mil trabalhadores e contrata outros 1,5 mil terceirizados. Em 2005, depois de participar de uma missão comercial chefiada pelo governador Marconi Perillo no mercado da Ásia, começou a fechar contratos de exportação. Em 2011, fez a primeira venda para a Europa e, há dois anos, entrou no maior mercado do mundo, na China. Hoje o grupo goiano exporta três mil toneladas por mês, que representa 22% do seu faturamento.

Com a expansão no mercado internacional, também aumentaram as exigências sobre a qualidade dos produtos e a vigilância sanitária sobre a empresa, que investe alto. Só no ano passado foram R$ 30 milhões em sistemas de tratamento e disposição de resíduos, serviços externos de gestão ambiental e em certificação externa dos sistemas de gestão. A SSA também construiu sua própria estação de tratamento de efluentes (ETE), onde a água captada para abastecer sua produção é depois tratada e devolvida mais pura ao Rio das Pedras, de Itaberaí.

Seu complexo industrial impressiona, não apenas pelo tamanho, mas também pela organização, limpeza e automação. O grupo investe apenas na área de tecnologia mais de R$ 500 mil por mês. A SSA continua a investir na expansão e, mais recentemente, na diversificação de seus produtos. Em 2014 lançou uma nova marca, a Boua, que produz e comercializa itens como vegetais congelados, defumados, batatas palitos e embutidos. Para os próximos dois anos prevê investir mais de R$ 200 milhões em novas unidades fabris e produtos, sem revelar detalhes.

Início da sociedade
A história de São Salvador Alimentos começa na década de 80. O produtor rural Carlos Vieira da Cunha tinha granja na região de Itaberaí com capacidade para 40 mil aves, uma das maiores no Estado. Era sogro de José Garrote que, com pouco apenas 21 anos, administrava as duas farmácias do seu pai na cidade e tinha aberto um novo negócio, de produção de sementes de arroz para vender em Goiânia. Mas, por causa de grave problema de saúde na família, Carlos Vieira teve de ausentar da administração da granja em 1981. Recorreu ao genro. “Além de assumir a responsabilidade, vendi todos meus negócios para investir na granja”, afirma Garrote.

O aporte de recursos permitiu o crescimento do empreendimento, agora uma sociedade entre sogro e genro. Durante os primeiros oito anos, Garrote teve de buscar pintinhos em Uberlândia. Isto cinco viagens por semana, com ajuda de um funcionário, numa Kombi. Neste período o jovem empresário conheceu Alfredo Rezende, da Granja Rezende, que foi praticamente seu mentor no segmento de avicultura.

Carlos Vieira e José Garrote decidiram dar novo salto em 1986: construir um abatedouro. A ideia era comprar equipamento para o abate de quatro mil aves por dia. Compraram um com capacidade seis vezes maior. “Disse para meu sogro que a empreitada ia ficar pesada demais. Ele retrucou que nunca tinha voltado de mãos vazias de um negócio”, frisa Garrote.

Foram cinco anos até inaugurarem o Abatedouro São Salvador, em 1991, com 73 funcionários. O investimento na época foi de US$ 2 milhões. “Vendi mais uma vez todo o meu patrimônio, inclusive a casa que morava, e peguei muito dinheiro emprestado. Meu sogro vendeu a metade do patrimônio dele. Apesar do elevado risco, sempre acreditamos no negócio”, afirma Garrote.

No início nada saiu como planejado. Para começar, por conta dos altos custos para construir e equipar o abatedouro, a empresa ficou sem capital de giro. Para piorar, surgiram vários problemas na linha de produção. “O primeiro frango saiu todo esgarçado porque as máquinas não estavam ajustadas”, lembra o empresário. Isto tudo exigiu adequações nas máquinas, redução de custos com a troca de fornecedores, aumento da produtividade e mudança na política comercial da empresa, passando a vender diretamente para os frigoríficos.

Quitadas as dívidas, realizados os ajustes na produção e remodelada a política comercial, a indústria goiana passou a crescer rápido na década de 90. Com o apoio de incentivos fiscais e financiamentos do FCO, ganhou fôlego financeiro para investir na expansão e estar hoje entre as maiores indústrias de aves do País, concorrendo com gigantes como Perdigão e Sadia. “Até parece que foi fácil, mas foram 30 anos de muito trabalho, sacrifícios pessoais e correndo riscos. Cheguei a vender tudo o que tinha três vezes na minha vida para investir no negócio. Nunca me arrependi”, enfatiza Garrote.

“Vendi tudo o que tinha três vezes na minha vida para investir no negócio. Nunca me arrependi”, afirma José Garrote


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Confirmado e, conforme antecipado pelo EMPREENDER EM GOIÁS, o cantor e compositor Roberto Carlos participará da avant-première do empreendimento Horizonte Flamboyant, que acontecerá no próximo dia 17 de maio, às 19 horas, em Goiânia, dois dias antes do lançamento oficial do empreendimento. O residencial de alto padrão é o quinto que será construído pela Emoções Incorporadora, empresa criada em 2011, em São Paulo, pelo cantor e seus sócios Ubirajara Guimarães e os irmãos Dody e Jaime Sirena. Em Goiânia, são parceiros no projeto as empresas goianas GMP Incorporação e GPL Construtora e Incorporadora.

Na oportunidade, Roberto Carlos fará a abertura oficial dos apartamentos decorados. Dois dias depois, no dia 19 de maio, às 21 horas, conforme antecipou no dia 7 de março o EMPREENDER EM GOIÁS,  o cantor fará show especial no Goiânia Arena. A recepção será feita para um grupo petit comité formada por clientes do empreendimento e será realizada no próprio estande do Horizonte Flamboyant, localizado na Rua H, do Jardim Goiás, de frente para o Parque Flamboyant.

Cerca de R$ 140 milhões é o valor a ser investido no empreendimento Horizonte Flamboyant . O residencial será construído em terreno de 3,79 mil metros quadrados no Jardim Goiás, entre o Parque Flamboyant e a Praça das Artes, cujo proprietário, o empresário Lourival Louza, é um dos parceiros no empreendimento. O Horizonte Flamboyant terá 45 pavimentos, com 39 andares residenciais, 148 apartamentos, com metragens de 177 a 204 metros quadrados, e 4 penthouses, de 444 a 507,55 metros quadrados. O Horizonte Flamboyant terá torre única, com duas alas independentes. Os apartamentos serão de três ou de quatro quartos, além das quatro penthouses. Além da área de lazer no mezanino, será construída outra área de lazer e convivência, no 33º andar, o Sky Club, com vista panorâmica da cidade, dotada de academia, longe e bistrô, entre outros itens de comodidade. Outro diferencial é o oferecimento de serviços personalizados para os moradores.

As obras terão início a partir de maio e a entrega está programada para março de 2022. “Estamos aproveitando o bom momento econômico do País, com a volta da confiança dos consumidores e dos empresários na retomada do crescimento brasileiro”, afirmou Guilherme Pinheiro, da GPL Incorporadora.


Diferenciais

Segundo ele, será um produto diferenciado, com preço atrativo, concebido levando em consideração os conceitos de confiabilidade, qualidade e foco no cliente”, explicou. Entre os diferenciais do empreendimento está a arquitetura inovadora – o prédio foi concebido de forma a lembrar uma rosa e teve inspiração na prática do Rei Roberto Carlos de distribuir flores ao final de seus shows. Também foram levados em consideração a utilização de tecnologias avançadas e os conceitos de sustentabilidade.

Um dos sócios da Emoções Incorporadora, Ubirajara Guimarães, lembrou que Roberto Carlos, que sempre foi apaixonado pela arquitetura e pela construção, demonstrou muita satisfação com a parceria que está sendo celebrada com as empresas de Goiás. Segundo ele, Goiânia é uma das mais prósperas, produtivas e acolhedoras capitais brasileiras. A Emoções atua em São Paulo e Sergipe e está com plano de expansão para todo o País. “A capital de Goiás é a primeira do Centro-Oeste, onde estamos chegando. Estávamos procurando outras capitais para levarmos o nosso nome e conhecimento e houve um encantamento imediato pela área que nos foi apresentada e muita sinergia com o grupo de empreendedores local”, explicou.


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Os empresários e irmãos Patrick e Clayton Gonçalves. Segredo do sucesso é a qualidade e a quantidade dos pratos

Num mercado altamente competitivo e saturado em Goiânia – o de bar e restaurante -, os irmãos Clayton e Patrick Gonçalves, há dez anos, ainda muito jovens, com idade de 30 e 24 anos, conseguiram romper barreiras e ilustrar as estatísticas dos empreendedores que deixaram o emprego com carteira de trabalho assinada e partiram para montar o próprio negócio, o Carne de Sol 1008.

E a iniciativa deu certo. Tão certo que, após cinco anos, expandiram o negócio, abrindo uma nova unidade, que fica a menos de 200 metros de distância da matriz, na Avenida Leopoldo de Bulhões, no Setor Pedro Ludovico, em Goiânia. Recentemente, montaram também uma indústria, ao lado dos dois bares/restaurantes, para cuidar de toda a linha de produção dos petiscos e carnes servidos aos clientes, tudo sob a supervisão de nutricionistas que garantem a qualidade dos produtos.  

Eles anunciam ao EMPREENDER EM GOIÁS que, se a economia brasileira entrar nos trilhos, como preveem os analistas de mercado, vão abrir outra filial do Carne de Sol 1008 em Goiânia, partir para franquear a marca e também expandir a indústria, uma vez que a marca da empresa já está consolidada no mercado. “Temos clientes que vêm aqui no nosso restaurante há 10 anos, desde quando abrimos as portas e cada dia chega um novo”, se orgulham os irmãos Clayton e Patrick.

No topo

As duas unidades do Carne de Sol 1008 estão entre os cinco maiores bares/restaurantes de Goiás na venda de cervejas. São servidas, de mesa em mesa, por mês, 31.200 garrafas de 600 ml. de cervejas, ou seja 1.300 caixas,  outros 800 litros de chope, sem contar as cervejas long neck e em lata.  

Na indústria do 1008, onde trabalham oito pessoas, são processadas por mês 25 toneladas (25 mil quilos) de carnes, entre bovina, suína e de aves que são servidas no dia a dia das duas unidades e também atendendo aos pedidos dos clientes, via delivery. Os produtos caíram tanto no gosto dos consumidores que, pelo menos uma vez por semana, tem pessoas que vão ao bar/restaurante comprar paçoca de carne, manteiga de garrafa, também conhecida como manteiga do sertão, e até molho de pimenta, tudo de fabricação própria, para enviar para amigos e familiares que moram em outros países, como Inglaterra, Estados Unidos, França, Alemanha e outros.

 

Bar e Restaurante 1008: duas unidades com 200 mesas, 150 trabalhadores e sete maîtres

Determinação

Antes de serem empresários, Clayton e Patrick trabalharam como garçom e churrasqueiro. Partiram para abrir o próprio negócio apenas com a cara e a coragem para vencer obstáculos e com o CPF limpo. “Tudo foi muito difícil e ainda é devido à concorrência desleal que existe no mercado, a carga de impostos e a instabilidade da economia que provoca desequilíbrio nos preços das matérias-primas”, afirmam. Por isso mesmo, estão sempre cortando despesas para evitar repassar o aumento dos custos operacionais aos clientes. Mas uma coisa é certa: jamais se descuidam da qualidade dos produtos, da quantidade dos pratos servidos e da atenção ao cliente. “Acho que este é segredo do nosso sucesso”, revelam os irmãos empreendedores.

Várias vezes premiada pela Veja Goiânia, Sebrae e pela Associação Comercial e Industrial do Estado, a história do restaurante   Casa de Carne 1008 começou em 2007, num pequeno espaço na rua 1008, no Setor Pedro Ludovico, em Goiânia. No local, eram servidos apenas espetinhos com alguns acompanhamentos, tudo preparado pelos dois irmãos, pela mãe Odaisa Gonçalves que os ajudava na cozinha, pelo pai João Lopes, pelo primo José Braz e outro funcionário. Eles se revezavam na cozinha, no balcão, no caixa do bar e nos serviços das 11 mesas que comportavam 44 pessoas.

Atualmente, nas duas unidades do 1008 são 200 mesas e 150 trabalhadores e outros sete maîtres que chegam a atender até 1.600 clientes num único dia, nos finais de semana. Os dois salões ocupam uma área de quase 1,5 mil metros quadrados. A administração e a área de atendimento delivery ficam na parte superior do prédio localizado na rua 1008. As vendas delivery representam 30% do faturamento da empresa.

Os empresários lembram que o Carne de Sol 1008 foi o primeiro bar na região da rua 1008. Mas a iniciativa  deles atraiu outros negócios, como dois restaurantes de comida japonesa, duas lojas de açaí, uma pizzaria, outro bar/restaurante e sete estacionamentos. “Nosso pequeno negócio abriu oportunidades de renda para outras pessoas, agregou valor aos imóveis, gerou muitos empregos e melhorou a qualidade de vida de muitas pessoas”, comemoram Clayton e Patrick.


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