Ana Maria, com o designer de moda Salmo Silva: “Quando vou a um banco pedir empréstimo, como negra, meu tratamento é totalmente diferenciado”

A partir do dia 20 de novembro, afroempreendedores goianos passarão a contar com uma política de crédito com juros subsidiados pelo Governo de Goiás. A iniciativa é inédita no Brasil e deve beneficiar pequenos e microempreendedores. Ao EMPREENDER EM GOIÁS o presidente da GoiásFomento, Alexandre Tocantins, informa que o limite do empréstimo é de R$ 50 mil, com taxa de juros de 0,5% ao mês. O beneficiado também terá 12 meses de carência e até 60 meses para finalizar o pagamento. “É o primeiro Estado a oferecer esse crédito específico. Isso traz o afroempreendedor para o protagonismo desse processo de inclusão social e vai gerar renda, desenvolvimento econômico”, ressalta.

O lançamento oficial da linha ocorre no Dia da Consciência Negra, na sede da agência, no Centro de Goiânia, a partir das 8h30. De acordo com Alexandre Tocantins, a iniciativa atende à política de estadual de incentivo ao afroempreendedorismo, estabelecida em 2016. “Nosso perfil é chegar em pessoas em que as instituições bancárias não chegam, promovendo um fomento social. Vamos contemplar os afroempreendedores para que se sintam incluídos e participantes dessa cidadania”, reflete.

O presidente da GoiásFomento detalha que as propostas a serem subsidiadas serão encaminhadas pela Associação de Empresários e Empreendedores para o Fortalecimento do Afroempreendedorismo (Ascenda) para cadastro e verificação dos critérios para a participação da linha de crédito.

José Eduardo: “Além da linha de crédito com juros subsidiados para os afroempreendedores, Goiás também foi pioneiro ao criar o AfroCard”

A entidade participou da construção da política e comemora a novidade. Na avaliação do presidente da Ascenda, José Eduardo Silva, a política vai auxiliar na superação de um dos gargalos da atividade: a qualificação para acesso ao crédito. “Nenhum Estado do Brasil conseguiu criar uma política para negros empresários”, celebra, citando iniciativas pioneiras que também nasceram em solo goiano, como o AfroCard.

Desafios

Hoje, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 27 milhões de empreendedores em todo o Brasil. Deste total, 13 milhões são de pretos e pardos. Já Goiás contabiliza 453 mil afroempreendedores no Estado, representando mais de 1,2 milhão de empregos direitos na economia goiana. “É uma categoria forte”, frisa José Eduardo, que também preside o Coletivo de Empresários e Empreendedores Afro-Brasileiros (Ceabra).

Atuante no nicho de eventos há uma década, Ana Maria Carvalho Santos, 54 anos, aponta o acesso ao crédito como uma das dificuldades para negros avançarem em seus negócios. “Não há meritocracia quando se trata da questão étnico-racial. Eu posso ter talento, ter ideias. Quando vou a um banco pedir empréstimo, como negra, meu tratamento é totalmente diferenciado”, lamenta.

Alexandre Tocantins, presidente da GoiásFomento: “Isso traz o afroempreendedor para o protagonismo desse processo de inclusão social e vai gerar renda, desenvolvimento econômico”

Ela própria já foi alcançada pelos entraves. Com as portas fechadas para conseguir realizar uma feira de grande porte, Ana Maria passou a apostar na realização de eventos menores, além de atuar com curadoria e com assessoria para o segmento. A empreendedora costuma acrescentar à programação palestras e workshops para a capacitação dos participantes. “Muitos sabem só o básico e precisam entender o que é caixa, como calcular gastos”, exemplifica.

O presidente do Ceabra e da Ascenda, José Eduardo Silva, recorda o passado de luta de negros e negras e pontua que “a história do afroempreendedorismo é antiga”. “Temos um passado de muita luta, que nunca tirou, principalmente as mulheres negras, da condição de empreendedores. Basta lembrar das baianas, com a venda de acarajé, da cocada, e, com esse dinheiro, alforriavam seus companheiros e seus filhos”, ilustra.


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Chef Ian Baiocchi, que desde os cinco anos se interessa por culinária, comanda o Grupo Monino, que reúne quatro restaurantes e tem 175 funcionários diretos

Ele tinha 5 anos quando se interessou por culinária e começou a acompanhar a mãe e a avó na cozinha. Talvez o garoto não imaginasse que o amor às panelas daria origem a uma profissão renomada. Hoje, o chef goiano Ian Baiocchi, referência da gastronomia nacional, comanda o Grupo Monino, que reúne o Monino Buffet e os restaurantes Íz, 1929 Trattoria Moderna, Grá Bistrô e Rooftop e Chez Monino. Com os sócios Domingos Ávila Neto, João Gabriel Tomé e Victor Tomé, o grupo tem 175 funcionários diretos.

O talento gastronômico de Ian Baiocchi em pouco tempo se destacou no empreendedorismo em Goiás e no Brasil. Ao abrir seu quarto restaurante, o Chez Monino, ele une o que há de melhor e mais popular dos outros três restaurantes e do buffet.  “Englobamos fatores determinantes para o nosso sucesso: empreendedorismo e know-how, vontade e criatividade, e localização estratégica e privilegiada”, explica.

Os sócios dividem as responsabilidades. Ian Baiocchi cuida da parte técnica, da criação dos pratos e do operacional. Formado em engenharia civil, Domingos Ávila Neto se encarrega da parte administrativa, comercial e operacional, participa da degustação de novos pratos e faz o RH da equipe juntamente com Ian. “Gosto de cozinhar em casa e de servir os amigos e a família, mas não cozinho profissionalmente”, conta Domingos. Já os irmãos João Gabriel Tomé, engenheiro civil, e Victor Tomé, arquiteto, fazem parte do conselho diretivo do grupo.

O Íz Restaurante, que reúne cozinha que funde brasilidade e gastronomia contemporânea internacional, foi o primeiro restaurante aberto por Ian Baiocchi

Alta gastronomia 

Tão logo se encantou pela cozinha, Ian Baiocchi se aventurou em conhecer a alquimia da mistura de alimentos. “Em 2007, morávamos em São Paulo. Quando questionei à minha mãe se poderia cursar gastronomia e obtive uma resposta positiva. A felicidade irrompeu”, lembra Ian. Ele estudou no Centro Universitário Senac e logo passou por restaurantes como D.O.M, de Alex Atala, Eñe, dos espanhóis Sérgio e Javier Torres e, Maní, de Daniel Redondo e Helena Rizzo.

Inquieto e ávido por conhecimento, Ian se mudou para a Espanha, onde trabalhou ao lado dos melhores chefs do mundo, permanecendo uma temporada dividido entre dois dos melhores restaurantes: El Celler de Can Roca e Mugarit.

Mas Ian sentiu falta de suas raízes. Em 2012, retornou a Goiânia e chefiou a cozinha do Palácio das Esmeraldas, enquanto abria seu primeiro negócio, o Ian Baiocchi Buffet & Catering.

O Grá Bistrô, de cozinha brasileira com ingredientes regionais e inspiração nos bistrôs franceses, está instalado no Órion Business & Health Complex

A carreira começava a crescer quando, em junho de 2015, inaugurou o Íz Restaurante, com pratos autorais e cozinha que funde brasilidade e gastronomia contemporânea internacional. Instalado no Setor Marista, o Íz já foi avaliado como melhor restaurante de Goiânia por veículos de comunicação e gastronomia.

No 1929 Trattoria Moderna, inaugurado em 2017 também no Setor Marista, Ian remete às suas origens italianas e experimenta sabores em combinações com ingredientes de sua infância. Em ambiente fashionista, a casa passa pelos sabores do passado, indo para as características regionais e chegando à cozinha molecular.

O crescimento não parou. Em 2018, o grupo ganhou o Grá Bistrô, de cozinha brasileira com ingredientes regionais e inspiração nos bistrôs franceses. O restaurante está instalado no Órion Business & Health Complex. Pouco depois foi inaugurado em anexo o bar Grá Rooftop, com cardápio sofisticado. “Estamos no topo de um dos prédios mais altos do Brasil, com uma visão magnífica do pôr do sol em que se pode enxergar toda a cidade”, assinala Ian. O bar preza o aconchego. “A intenção é que este seja um ambiente mais descontraído e divertido”, frisa.

O Chez Monino, inaugurado em outubro de 2018, é o restaurante mais novo do Grupo e tem a opção de cardápio executivo que se renova semanalmente

Com ares intimistas, o filho mais novo, Chez Monino, inaugurado em outubro de 2018, tem a opção de cardápio executivo que se renova semanalmente. “Queria fazer de forma livre e despretensiosa o que mais gosto, que é criar.  É como se as pessoas fossem comer o que eu cozinharia para elas, caso fossem convidadas para comer na minha casa”, diz Ian. Ele traduz o Chez como “um restaurante 100% autoral, em que o compromisso é com a criatividade’’. Há influências das Américas e da Ásia. “Queremos quebrar a estética de um menu clássico de restaurante”, completa.

Na quarta casa do grupo, localizada no polo gastronômico do Jardim Goiás, a carta de drinks é um diferencial a mais, com criatividade de bartenders e ingredientes frescos. A adega conta com rótulos naturais e biodinâmicos.

Inaugurado em 2017, o 1929 Trattoria Moderna remete às origens italianas de Ian e experimenta sabores em combinações com ingredientes de sua infância

Memória afetiva 

As origens familiares de Ian estão em sua cozinha afetiva, como os pratos bem temperados e produzidos harmonicamente. As tradições italianas aparecem até nos nomes dos restaurantes. O 1929 Trattoria Moderna foi assim nomeado em homenagem à avó materna de Ian, Colombina Crispim Baiocchi, que nasceu em 1929.

O legado familiar também se faz presente no Chez Monino. Chez quer dizer “na casa de” e Monino era o apelido de Ian na infância. O restaurante era um antigo sonho de Ian. De estilo intimista, é uma autêntica casa de menino apaixonado por cozinhar. “A comida é um fator preponderante para se estabelecer vínculos, para despertar recordações de um tempo que não volta, mas que insiste em se constituir no presente instante”, define o chef. (Fotos de Kirah van der Lemon)


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A maioria dos pequenos negócios está insatisfeita com o sistema financeiro brasileiro, aponta pesquisa elaborada pelo Sebrae que mostra que 86% das micro e pequenas empresas evitam buscar novos empréstimos. Apesar da superação do pior momento da crise econômica e da redução dos juros pelo Banco Central, os pequenos negócios são cada vez mais excluídos do crédito bancário.

A avaliação dos entrevistados em relação ao sistema bancário revela a piora dos indicadores: 61% dos seis mil empresários ouvidos acham o sistema ruim ou muito ruim, a pior avaliação desde 2013. Também é de 61% a proporção dos empreendedores que não obtiveram crédito junto aos bancos nos últimos cinco anos, sendo que, além das taxas de juros elevadas, outros motivos apontados para se afastarem dos bancos foram a falta de garantias e de avalistas.

“As altas taxas de juros, a burocracia o excesso de exigências para tomar um empréstimo são como espantalhos que afugentam as pequenas empresas e impedem que elas busquem os recursos necessários para alavancar o negócio. Na prática, os bancos só estão disponíveis para as médias e grandes empresas, que podem oferecer maiores garantias para os financiamentos”, afirmou o presidente do Sebrae, Guilherme Afif, ao comentar a pesquisa. 

Soluções
Conforme a pesquisa Financiamento dos Pequenos Negócios 2018, realizada entre os meses de junho e agosto, 54% dos entrevistados adotam a prática de negociar o prazo de pagamento de faturas diretamente com os seus fornecedores e 26% recorrem ao cheque pré-datado.

Essas são as principais práticas adotadas para solucionar os problemas de caixa mais imediatos, dado que o sistema financeiro não oferece condições adequadas. O principal fator continua o mesmo: a elevada taxa de juros, apontada por 47% dos empresários ouvidos na amostragem como motivo para não contrair empréstimos nos bancos. 

Parceria
Para enfrentar a situação e tornar o sistema financeiro acessível aos empresários de pequenos negócios, o Sebrae e o BNDES firmaram parceria com atuação em quatro  frentes. O principal desafio está em tornar o acesso a crédito um assunto de fácil gestão na rotina dessas empresas e simplificar as relações com os bancos para permitir acesso a financiamento, garantias de crédito e orientação empresarial.

O trabalho é direcionado para a concessão de crédito orientado; reconhecimento dos canais de distribuição, com apoio das fintechs; e capitalização das MPE.

O Sebrae disponibiliza o NaConta, um HUB totalmente gratuito que ajuda o empreendedor a escolher os melhores serviços financeiros para a empresa por meio da aproximação com os parceiros da instituição.


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A partir deste sábado (10), boletos vencidos poderão ser pagos em qualquer banco ou correspondente e não apenas na instituição financeira em que foram emitidos. Isso será possível com a conclusão da implementação da Nova Plataforma de Cobrança (NPC), sistema desenvolvido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em parceria com os bancos.

Na última fase do processo, passa a ser obrigatório o cadastramento de títulos referentes a faturas de cartão de crédito e doações no novo sistema. Segundo a Febraban, além da praticidade, a implementação da NPC torna o processo de pagamento via boleto mais seguro, sem risco de fraudes.

Outra mudança diz respeito ao comprovante de pagamento, que será mais completo, apresentando todos os detalhes do boleto, (juros, multa, desconto, etc) e as informações do beneficiário e pagador.

Mudança

O projeto da Nova Plataforma de Cobrança começou há quatro anos. Desde 2016 ele vem incorporando na sua base de dados os boletos de pagamentos já dentro das normas exigidas pelo Banco Central, ou seja, com informações do CPF (Cadastro de Pessoa Física) ou CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) do emissor, data de vencimento e valor, além do nome e número do CPF ou CNPJ do pagador.

A Febraban diz que essas informações são importantes para checar a veracidade dos documentos na hora de se fazer o pagamento. Caso os dados do boleto a ser pago não coincidam com aqueles registrados na base da Nova Plataforma, ele é recusado, pois o boleto pode ser falso.

Para fazer a migração do modelo antigo de processamento para o atual, os bancos optaram por incluir os boletos no novo sistema por etapas, de acordo com o valor a ser pago.

Esse processo começou em meados do ano passado para boletos acima de R$ 50 mil (os de menor volume) e termina no dia 10 de novembro, com a incorporação dos boletos de cartão de crédito e doações. A previsão inicial era que o processo fosse concluído em 22 de setembro. Entretanto, em junho deste ano, após dificuldades de clientes para pagar boletos, a Febraban alterou o cronograma.

Última fase

Com uma participação de cerca de 40% do total de títulos emitidos no país, os boletos de cartões de crédito e doações têm uma característica em comum: o valor a ser pago pelo consumidor pode não ser exatamente o que consta em cada boleto.

No caso dos cartões, porque há opções de pagamento, como valor mínimo, duas ou três parcelas. No caso das doações, ele também pode escolher um valor diferente do que está impresso no boleto.

Segundo a Febraban, da mesma forma que nas fases anteriores, se os boletos não estiverem cadastrados na base do novo sistema, os bancos irão recusá-los.

Se isso acontecer, o pagador deve procurar o beneficiário, que é o emissor do boleto, para quitar o débito ou solicitar o cadastramento do título. (Agência Brasil)


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Nayane Reis: “Resolvi empreender para ficar perto da minha filha, que tem dois anos. Quero seguir empreendendo e expandir as criações. Mesmo se conseguir um emprego fixo, não vou deixar de lado o negócio”

Mais do que o fechamento de um ciclo, o Natal e o Ano Novo – tradicionais datas comemorativas que mobilizam o comércio em geral – podem ser a oportunidade para o chamado empreendedorismo de ocasião. Nichos como alimentação, decoração, comércio e turismo são opções para aproveitar a demanda sazonal, driblar o desemprego ou conseguir uma folga no orçamento. “É uma boa época para não só para as pessoas terem um ganho extra, mas para experimentarem empreender. Testarem o mercado, mas também se verem como empreendedor”, define o coordenador do Grupo de Pesquisa em Empreendedorismo da Universidade Federal de Goiás (UFG), Cândido Vieira.

Há quatro meses, a empreendedora Nayane Reis, 29 anos, resolveu transformar as habilidades como artesã em um meio para incrementar os rendimentos. Mas uma reviravolta na vida profissional transformou o que seria o “plano B” em primeira opção de renda. Sem trabalho fixo, apostou na criatividade para confeccionar guirlandas, tradicional enfeite natalino, aromatizantes e sabonetes. “Por causa do período de festas de fim de ano, já registrei um volume médio de aumento das vendas de 40%”, informa ela, que aproveita a experiência de oito anos no mercado de crédito para acompanhar de perto os números do negócio.

Antenada, ela adaptou os ornamentos dos produtos com temas natalinos e viu na troca de presentes que costuma ocorrer no fim do ano – como nas brincadeiras de amigo oculto – um nicho a explorar. “Resolvi empreender para ficar perto da minha filha, que tem dois anos. Criei uma página do Instagram (@luzartedeco), divulgo em grupos e em listas de transmissão no WhatsApp e anuncio em site de vendas. Vem dando certo”, comemora.

Nayane Reis apostou na criatividade para confeccionar guirlandas, tradicional enfeite natalino, aromatizantes e sabonetes. No período de festas de fim de ano, o volume médio de vendas aumentou 40%

Oportunidades

Além do nicho de decoração, outras áreas também representam oportunidade para empreender no final do ano. No ramo de alimentação, pratos típicos, como o panetone, abrem possibilidades para atuação, bem como a organização de festas para grupos de amigos, empresas e famílias.  “É um período de férias, de viagem. Com quem deixar o gato ou o cachorro? Temos exemplos de empreendedores que usam a própria casa para receber esses animais”, ilustra Cândido Vieira, que também é professor e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Administração da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Ciências Econômicas (FACE) da UFG.

É importante, entretanto, escolher alguma área com a qual o empreendedor já tenha uma conexão. “É um investimento de ‘tiro curto’. Então, é necessário optar por algum setor que já tenha experiência. Não é só o saber fazer, mas algo com que já tenha alguma relação com fornecedores ou com as tecnologias necessárias”, aconselha.

Cândido Vieira: “É uma boa época para não só para as pessoas terem um ganho extra, mas para experimentarem empreender. Testarem o mercado, mas também se verem como empreendedor”

Futuro

Nayane pretende desenvolver o portfólio de produtos focados no universo materno.  Foi justamente por causa do nascimento da filha, há dois anos, que a empreendedora desenvolveu o gosto pelo artesanato. À época, a empreendedora criou todas as lembrancinhas e preparou o quarto da criança.  “Quero seguir empreendendo e expandir as criações. Mesmo se conseguir um emprego fixo, não vou deixar de lado (o negócio)”, adianta. Para o futuro, ela já colocou na agenda a meta de se qualificar – sobretudo para o desenvolvimento de ideias de produtos – sonha ainda com a abertura de uma loja física.

Histórias de quem “experimentou” empreender em um período festivo e se consolidou no mercado são comuns, como explica Cândido Vieira. O pesquisador, entretanto, indica cautela antes de acelerar o negócio. “É preciso olhar se, de fato, esse produto tem possibilidade de continuar sendo comercializado e crescendo, pois alguns são sazonais. Se o empreendedor conseguiu, de alguma forma, compreender a clientela e desenvolver produtos e serviços que atenderam determinado público, acho que o melhor é ir tateando o mercado”, ensina.


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A abertura de empresas no último mês de outubro em Goiás foi 21% maior do que o registrado no mesmo período de 2017. A Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg) registrou 1.719 novas inscrições, contra 1.420 no ano passado. O resultado é o melhor dos últimos cinco anos para o mês.

O saldo de mulheres à frente de novos negócios também apresentou crescimento: de cada 10 novas empresas que nasceram em solo goiano em outubro, 4 são chefiadas por mulheres (40%). A média mensal, geralmente, é de 30%.

No acumulado do ano (janeiro a outubro) já são 17.760 novos negócios. O presidente da Juceg, Leonardo Fortini, estima que o saldo de empresas abertas em 2018 fique acima do registrado em todo o ano de 2017 (20.018).

“Com aprimoramento das nossas ferramentas para facilitar o processo de abertura e avanço da economia, o número de aberturas vem crescendo mês a mês e o encerramento está estável. Possivelmente, encerramos 2018 com recorde”, avalia.

Dados

Goiânia registrou a maioria dos pedidos de abertura de empresas em novembro (665), seguida de Anápolis (102) e Aparecida (87). Rio Verde (59) e Luziânia (36) aparecem logo em seguida.
Foram registradas em Goiás 708 empresas do tipo individual de responsabilidade Ltda (com apenas um titular); 633 do tipo sociedade empresária limitada (com dois sócios, no mínimo); 367 empresários individuais (aqueles que exercem a atividade econômica em nome próprio e integralizam o seu patrimônio à exploração do negócio); 4 cooperativas; e 3 sociedades anônimas fechadas.

Desempenho

ABERTURAS
2018: 1.719
2017: 1.420
2016: 1.260
2015: 1.400
2014: 1.567
2013: 1.741

Outubro de 2018

Abertura: 1.719
Extinção: 1.171
Saldo líquido: 548

Fonte: TI Juceg


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O Mitsubishi Eclipse Cross será produzido a partir do segundo semestre de 2019, na fábrica da montadora em Catalão

O Polo Automotivo de Goiás dará um novo salto com os anúncios de investimentos para ampliação do parque industrial e o lançamento de novos veículos pela Mitsubishi Motors, Suzuki Veículos e Caoa Chery , que têm unidades fabris no Estado. As empresas participam do Salão do Automóvel de São Paulo, na capital paulista, que será aberto ao público nesta quinta-feira (08/11) e vai até o próximo dia 18.

Na manhã desta quarta-feira (07/11), no Salão do Automóvel de São Paulo 2018, a Mitsubishi Motors anunciou que vai investir R$ 300 milhões para produzir o Eclipse Cross, a partir do segundo semestre de 2019, na fábrica de Catalão, no Sudeste de Goiás. Os recursos serão direcionados às áreas de infraestrutura, equipamentos e em outras etapas de montagem. Serão gerados 200 novos empregos com o investimento.

O presidente da Mitsubishi, Robert Rittcher, revelou também que estão adiantadas as negociações com a matriz da montadora japonesa para a montagem da Pajero Sport na unidade de Catalão, onde atualmente são produzidos modelos ASX, Lancer e a picape L200.

Embora não tenham especificado o montante dos investimentos, a Suzuki Veículos, com unidade também em Catalão, deverá produzir o Jimny Sierra até 2020. Inicialmente, o SUV será importado do Japão e conviverá com o atual modelo também montado na unidade em Catalão.

A Suzuki Veículos venderá o Jimny Sierra, importado do Japão, mas vai produzir o SUV compacto até 2020, em Catalão
As vendas do Tiggo 5X, que deve ter preços entre R$ 80 mil e R$ 90 mil, começarão em dezembro próximo

Em Anápolis, a Caoa Chery produzirá três SUVs: Tiggo 5X, que chega no mercado em dezembro próximo; o Tiggo 7, previsto para o início de 2019, e o Tiggo 8, com sete lugares, que também será lançado em 2019 para ser o topo de linha da montadora chinesa no Brasil.

O Tiggo 7 será lançado em janeiro de 2019 e os preços devem ficar na faixa entre R$ 100 mil e R$110 mil
O SUV Tiggo 8 também será produzido na unidade de Anápolis. O modelo terá sete lugares e será lançado em 2019

Polo

Goiás disputa com o Rio de Janeiro o quarto lugar em número de montadoras que se instalaram no Estado nos últimos 20 anos atraídas pelos incentivos oferecidos pelo governo estadual através dos programas Produzir e Fomentar, da Secretaria de Desenvolvimento (SED). Estão presentes no Estado as montadoras Mitsubishi Motors, Suzuki Motors e John Deere, em Catalão; a Caoa Hyundai e a Caoa Chery, em Anápolis, além da Jac Motors, que tem projetos para Itumbiara.

O secretário de Desenvolvimento, Leandro Ribeiro, lembra que essas empresas ajudaram a diversificar o parque industrial de Goiás e a interiorizar o desenvolvimento econômico e social, com a geração de milhares de empregos e contribuem fortemente para o incremento do Produto Interno Bruto goiano que este ano deverá superar a cifra de R$ 200 bilhões. “Esse é mais um dos legados dos governos Marconi Perillo e José Eliton para o povo goiano”, disse Leandro Ribeiro.

A primeira montadora a se instalar em Goiás foi a Mitsubishi Motors do Brasil, em Catalão, em 2003, que depois também levou para o seu parque industrial a Suzuki Veículos. Em 2007, foi a vez da Hyundai Caoa inaugurar suas instalações em Anápolis. Recentemente, a Caoa Chery iniciou suas operações em Anápolis. A norte-americana John Deere se instalou em Catalão em 1999 e produz colheitadeiras de cana e pulverizadores.


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Gustavo Carrer: “Os desafios para atender as potenciais demandas estão mais da porta para dentro do que da porta para fora das empresas brasileiras”

A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) tem incentivado a indústria goiana a apostar mais no comércio exterior, numa tentativa de alargar a base exportadora do Estado, ainda muito associada à venda externa de commodities, especialmente do agronegócio. Nesta quarta-feira (7/11), a Federação, em parceria com o Centro Internacional de Negócios (CIN) e o Conselho Temático de Comércio Exterior (CTComex), realizou a sexta edição do Encontro Internacional de Comércio Exterior (EICE).

“Temos feito um trabalho de formiguinha ao longo desses anos, promovendo missões ao exterior e incentivado nossos empresários a conhecer melhor o potencial do mercado externo. Sabemos das dificuldades, como a teia de impostos e burocracia que temos no Brasil, mas só conseguiremos ampliar nossa base exportadora se toparmos juntos esse desafio”, disse na abertura do evento o presidente da federação, Pedro Alves de Oliveira.

Empresário experiente em negócios externos, Emílio Bittar, presidente do Conselho Temático de Comércio Exterior da entidade, o CTComex, também chamou atenção para a importância da geração de riqueza que as empresas exportadoras geram tanto para o Estado, como também para os municípios. “Precisamos mostrar aos governantes de diferentes níveis – União, Estados e municípios – que a empresa exportadora gera riquezas em seu território, onde está a sua base produtiva”, observou.

Pedro Alves: ”Sabemos das dificuldades, como a teia de impostos e burocracia, mas só conseguiremos ampliar nossa base exportadora se toparmos juntos esse desafio”

Oportunidades e desafios

Na programação de palestras, a que mais chamou a atenção dos empresários foi o panorama dado pelo consultor paulista Gustavo Carrer. Com experiência de mais de 20 anos no comércio internacional pelo Sebrae de São Paulo, Carrer abordou no evento da Fieg as oportunidades, estratégias e desafios das empresas brasileiras no mercado externo. Com uma fala cheia de dados e dicas, o especialista sugeriu especialmente “vontade” e um “planejamento mínimo” a quem quer se aventurar nas vendas externas.

Segundo ele, o Brasil tem um longo caminho a percorrer nessa seara. O país conta com 13 milhões de empresas formalizadas, mas apenas 25 mil exportam, segundo dados de 2017 da Apex (Agencia Brasileira de Exportações). E Goiás aparece bem na fita, registra Carrer. O Estado conta com 336 empresas exportadoras.

“Proporcionalmente, é maior do que São Paulo, por exemplo. E acho que isso se deve à pauta variada de vocês. Aqui há empresas exportadoras de agro, indústria farmacêutica e metalurgia, enquanto em São Paulo são muitas empresas exportando em grande escala, mas em poucos segmentos”, comentou Gustavo Carrer já entrando nos gargalos e potenciais da exportação nacional.

Emílio Bittar: “Precisamos mostrar aos governantes de diferentes níveis que a empresa exportadora gera riquezas em seu território, onde está a sua base produtiva”

Motivos

O consultor elenca alguns motivos que levam o empresário brasileiro a não querer exportar. Primeiro, diz, o país tem um mercado interno grande e, em muitos casos, não totalmente explorado. “Aí o empresário diz ‘eu ainda não vendo em metade dos estados brasileiros, porque vou me arriscar a exportar?’”, lembrou para somar a barreira da língua, a má infraestrutura logística, burocracia e tudo o que envolve o chamado custo Brasil.

Mas segundo Carrer, os limites à cultura exportadora do brasileiro não param nesses aspectos mais macros. Há também os motivos internos das próprias empresas, como a falta de visão estratégica do negócio, baixa qualidade, produtividade/competitividade e falta de conhecimento do mercado internacional e sobre o próprio processo de exportação.

“Quem, no entanto, topar esse desafio, pode encontrar muitas e boas oportunidades de negócio lá fora”, disse o palestrante passando a listar alguns desses potenciais já levantados em estudos recentes de diversos organismos públicos e privados de fomento à exportação.

Numa primeira lista de oportunidades, Carrer citou produtos com características de brasilidade, como criatividade, biodiversidade e a alegria e bom humor típicos com que o brasileiro costuma ser visto lá fora. Nesse capítulo entrariam empresas dos ramos de cosmético, calçado, economia criativa, alimento e bebidas típicas, como a cachaça e outras iguarias só encontradas aqui.

Os públicos-alvo dessas oportunidades, apontou o consultor, estão na Europa, América do Norte (Estados Unidos e Canadá), Ásia e o chamado “mercado da saudade”, formado por brasileiros morando em diferentes lugares do mundo e ávidos para consumir algo que remeta ao país.

A segunda lista de oportunidades de mercado externo mostrada por Gustavo Carrer contempla empresas brasileiras das áreas de máquinas e equipamentos de pouco ou média complexidade, projetos e serviços, móveis, TI e produtos farmacêuticos. O públco-alvo nesses casos está nas Américas do Sul e Central, África e Oriente Médio.

Conforme o consultor, os desafios para atender a essas potenciais demandas estão mais “da porta pra dentro do que da porta pra fora das empresas brasileiras”. Para isso, sugere, é preciso aprender a identificar clientes e canais de comercialização, adequar produtos e embalagens para cada público e estar aberto a aprender com contratos e processos novos, coisas inusuais para a empresa até então. “É assim que se constrói a tão falada cultura exportadora. De fato é penoso, mas é altamente recompensador”, concluiu Carrer.

Rodada de negócios teve a participação de nove compradores internacionais interessados em produtos das áreas de alimentos e bebidas da indústria goiana

Rodada de negócios

O evento reuniu empresários, pesquisadores, estudantes e representantes governamentais, incluindo uma comitiva de embaixadores de sete países (Bélgica, Canadá, China,Coréia do Sul, Holanda, Israel e Vietnã), que vieram conhecer a base exportadora goiana, fundamentada no agronegócio, na indústria farmacêutica e no setor metal-mecânico. Além de palestras de especialistas, houve ainda uma rodada de negócios com nove compradores internacionais interessados em produtos das áreas de alimentos e bebidas da indústria goiana.

Segundo o Centro Internacional de Negócios (CIN), os compradores são representantes de distribuidoras atacadistas do Equador, Colômbia, Bolívia, Argentina, Chile, México e Moçambique. São negociantes que já compram de empresas brasileiras, mas que ainda não conheciam fornecedores de Goiás. O foco dessas negociações envolveram pequenas e médias empresas goianas desses dois segmentos (alimentos e bebidas).


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A primeira indústria do grupo Perlen Packaging na América Latina de embalagens farmacêuticas de PVC/PVDA, utilizadas em todos os laboratórios na fabricação de blister farmacêutico, começou a operar nesta segunda-feira (05/11) no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), em novas instalações. A empresa suíça Perlen Packaging adquiriu em janeiro a participação majoritária na Sekoya Indústria e Comércio e começou a produzir as embalagens, em instalações provisórias, até a inauguração da planta definitiva.

A empresa já começou a operar com 60% de sua capacidade instalada oferecendo 30 empregos diretos. O diretor geral da Perlen Packaging Brasil, Wellington Branquinho, prevê que em dois anos a indústria estará operando com 100% de sua capacidade, graças aos investimentos de mais R$ 70 milhões que serão aplicados na unidade neste período. Os empregos também saltarão de 30 para 300.

“Vamos atender todo o mercado do Brasil e América Latina, a partir de Goiás, com as embalagens de PVC/PVDA utilizadas em todos os laboratórios na fabricação de blister farmacêutico. Estamos produzindo em Anápolis desde janeiro, quando inauguramos uma primeira unidade no espaço da empresa Sekoya, no Daia. E hoje inauguramos a planta definitiva da Pharma Express, da Perlen Packaging Brasil”, comemorou o empresário Wellington Branquinho.

Até o momento, a empresa que conta com os incentivos do Programa Produzir, do Governo de Goiás, através da Secretaria de Desenvolvimento (SED), já investiu R$ 5 milhões em sua unidade em Anápolis. A atual produção de embalagens já atende as indústrias farmacêuticas do Brasil e de toda a América Latina.

Com a chegada em Goiás da Perlen Packaging, com 60 anos de atividade no mercado de embalagens farmacêuticas, a empresa passa a agora a marcar presença em quatro continentes do mundo, ocupando o mercado de produção embalagens de revestimento e laminação de filmes de barreira, utilizadas para revestir medicamentos.

A Perlen Packaging tem unidades industriais na Europa (Alemanha e Suíça), nos Estados Unidos (Nova Iorque) e na Ásia (China). Agora, com a inauguração dessa indústria em Anápolis, a primeira no Brasil, consolida a produção de 600 toneladas/ano e anuncia a presença do grupo austríaco Perlen Packaging na América Latina.

O superintendente executivo de Indústria e Comércio da Secretaria de Desenvolvimento de Goiás, Luiz Medeiros Pinto, que representou o secretário Leandro Ribeiro (SED) na solenidade de inauguração de unidade nacional da Perlen Packaging, comemorou a conquista da marca para o Polo Farmacêutico de Goiás. “Temos o privilégio da parceria com essa empresa de peso internacional no mercado farmacêutico, a graças às ótimas relações desenvolvidas entre Governo do Estado e empresariado goiano, que atraíram a Perlen Packaging Brasil para Goiás”, afirmou.

Ele pondera que uma “empresa desse porte dá referência de excelência, de qualidade, para o Polo Farmacêutico de Goiás e atrairá outras empresas do ramo para o Estado. Ela completa a cadeia produtiva da nossa indústria farmacêutica”, afirmou.


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Urbano Júnior, empresário, estilista e modelista, além de especialista em customização e modelagem, faz sucesso por inovar nas criações de roupas com jeans

O relatório de negócios promissores do Sebrae de 2018 aponta o setor de confecções de roupas personalizadas entre os de maior expansão em Goiás. Urbano Júnior é empresário goiano, estilista e modelista, além de especialista em customização e modelagem e sabe bem das oportunidades desse mercado. Apaixonado pela ideia do jeans, ele inovou. “Utilizamos o jeans nas criações de roupas sob medida para o público feminino com muito sucesso. Tudo isso em um universo totalmente industrializado”, disse.

Elisângela Mota de Melo é consultora e guia de vendas, além de empresária. Ela participa, desde setembro, de palestras e painéis do Sebrae Fashion Business, projeto do Sebrae que oferece ações de valorização do empreendedorismo voltado ao segmento da moda no Estado. Na palestra sobre ‘Vitrina’, ela expandiu suas ideias. “Vi novas formas de decorar e sair do habitual. Pretendo por em prática as dicas, com a decoração da vitrina para o Natal, e também nas fotos da vitrina que serão usadas em vendas online das peças da loja”, disse.

Moda Goiana

A Região da 44, que representa o segundo maior pólo confeccionista do Brasil, movimenta em torno de R$ 580 milhões por mês em vendas, e recebe média de 350 ônibus de compradores de todo o país mensalmente, com acréscimo nos períodos de alta temporada para o setor.

O faturamento anual de quase R$ 7 bilhões coloca a Região da 44 na quinta posição no ranking de Produto Interno Bruto (PIB) municipal do Estado. Os dados foram levantados pelo EMPREENDER EM GOIÁS e confirmados pela Associação Empresarial da Região da 44 (AER44). O montante só perde para o PIB de Goiânia (46,6 bilhões), Anápolis (R$ 13,3 bilhões), Aparecida de Goiânia (R$ 11,5 bilhões) e Rio Verde (R$ 8,0 bilhões), conforme dados do Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Sócio Econômicos, da Secretaria de Gestão e Planejamento (IMB/Segplan).

Elisângela Mota de Melo, consultora, guia de vendas e empresária, aproveitou o que aprendeu no Sebrae Fashion Business para melhorar a decoração da vitrina da loja

O Estado de Goiás ocupa a terceira posição de maior produtor de algodão do país, segundo dados de 2016 da Abrapa, além da sexta posição no ranking nacional dos maiores fabricantes s de vestuário, produzindo cerca de 60 milhões de peças mensais e atraindo compradores de todo o Brasil. Também é o segundo maior produtor de jeans do país, segundo dados do IEMI, de 2016. Os grandes polos industriais de confecção estão nas cidades de Catalão, Pontalina, Taquaral, Inhumas, Jaraguá, Goianira e Aparecida de Goiânia.

De acordo com Sinroupas, as confecções são a principal vocação econômica em mais de 20 municípios, num raio de mais 300 quilômetros de distância da capital goiana. E segundo o Sindicato das Indústrias do Vestuário do Estado de Goiás (Sinvest), Goiás conta com 2,5 mil confecções habilitadas. São cerca de 60 milhões de peças de vestuário produzidas por mês, sendo que mais de 70% são jeans. A produção de Goiás com o tecido abastece o mercado de todos Estados do Brasil, além dos Estados Unidos, Europa e países asiáticos.

Sebrae Fashion Business

A Regional Metropolitana Goiânia do Sebrae Goiás estruturou o Programa Sebrae Fashion Business (SFB), uma ação de empreendedorismo voltada ao segmento da moda que, ao longo do segundo semestre de 2018, realiza diversas atividades. O objetivo é “empacotar” diversos produtos e serviços que o Sebrae já possui em seu portfólio com a temática da moda.

Um grande evento marcou o início dessa programação, o ‘Lançamento do SBF e E a Moda Como Vai?’. A cada mês, foram realizadas programações especiais para dar sustentação ao cronograma de capacitações, que mesclam a atuação de credenciados locais com grandes nomes do empreendedorismo na moda do cenário nacional.


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De uma pequena fábrica de manteiga e queijo no interior de Goiás, com produção de 2 mil litros de leite por dia, para uma das maiores indústrias de derivados de laticínio do País, que processa diariamente 3,2 milhões de litros, comercializa 140 produtos, tem três fábricas e faturou no ano passado R$ 3 bilhões. É a história de pouco mais de três décadas da Laticínios Bela Vista, empresa goiana comandada pelos irmãos engenheiros Cesar Helou e Marcos Helou, que ainda muito jovens assumiram em 1985 o negócio, em dificuldades financeiras, iniciado pelo pai Saladi Helou em 1955.

O faturamento anual de R$ 3 bilhões coloca a empresa, dona das marcas Piracanjuba, Pirakids, Leitbon e Chocobon, entre as cinco maiores de alimento do Brasil. Atualmente, o grupo goiano tem cerca de 1,9 mil empregados nas suas três fábricas: Bela Vista (GO), Maravilha (SC) e Governador Valadares (MG). Uma quarta fábrica já foi adquirida na cidade de Doutor Maurício Cardoso (RS) e deve iniciar as operações até o fim deste ano. O negócio já faz parte dos planos de expansão da marca, que pretender voltar a investir na produção de queijo.

Um dos pontos importantes para o sucesso do grupo goiano é o investimento em tecnologia. “Nossa margem é de apenas 2% a 4%. Então, precisamos ter escala. Para isso, investimos em tecnologia. Temos equipamentos que processam 60 mil litros por hora, enquanto concorrentes usam máquinas que processam só 10 mil litros por hora”, afirma Cesar Helou.

A atual grave crise econômica reduziu o consumo de derivados de leite, mas a expectativa da Laticínios Bela Vista é pela retomada do mercado. “Acreditamos que o brasileiro vai voltar a comprar queijo. Isso aconteceu em outros países, quando o poder aquisitivo aumenta, o cidadão quer consumir mais proteína. Queijo é o primeiro da fila”, diz o empresário.

Em caso de sucesso na retomada da comercialização do queijo, fica mais próxima a meta da Piracanjuba se tornar ainda mais forte nacionalmente até 2020. Além disso, mesmo com mais de 30 anos no negócio, o desafio de crescer sempre ainda motiva o empresário.

“Nunca imaginamos que chegaríamos aonde chegamos. Mas é como aquele ditado: pagamos caro para não entrar na briga, mas depois que entramos estamos pagando caro para não sair”, diz Cesar, referindo-se ao plano de crescimento da empresa para os próximos anos. “Esperamos crescer. Para os próximos cinco anos, temos um planejamento, que não posso divulgar, mas é de crescimento”, conta.

Marcos e Cesar Helou, da Laticínios Bela Vista (Piracanjuba): parceria de 30 anos e faturamento anual de R$ 3 bilhões

Trajetória

A história da Laticínios Bela Vista tem início em 1955, quando dois irmãos de uma família e dois de outra decidiram construir uma fábrica de manteiga em Piracanjuba. Um deles era Saladi, pai de Cesar e Marcos. Seis anos depois, uma das irmãs decide comprar a pequena fábrica com o marido e filhos. Saladi decide então se mudar com a família para São Paulo, onde comprou uma casa após muito trabalho como contador prático.

Mas, no início da década de 70, com a morte da irmã, decide trocar a residência pela fábrica no interior goiano. Em 1974 a família volta para Piracanjuba para administrar a empresa, que cresce sob a administração de Saladi.

Os filhos Cesar e Marcos não demonstram interesse pelo negócio e vão estudar engenharia em São Paulo. Depois de formados, Cesar começa a trabalhar no mercado financeiro e Marcos monta empresa na área de construção.

Tudo começou a mudar em 1985, quando o pai deles começa a passar por dificuldades. Marcos já tinha seu próprio negócio e Cesar, como era empregado, decidiu ajudar na fábrica. Dois meses depois, Saladi morre de ataque cardíaco e os irmãos assumem o negócio da família. “Eu já gostava do negócio de leite. Meu irmão gostava mais da engenharia e disse que me ajudaria a colocar tudo em ordem. Costumamos brincar que até hoje ainda não conseguiu”, conta, de forma bem humorada, Cesar Helou.

Mudanças

Ao assumirem o negócio da família, que passava por dificuldades financeiras, uma das primeiras decisões foi promover forte enxugamento nos custos. A produção na época era de apenas 2 mil litros de leite por dia, com margens pequenas de lucro. Como os irmãos tinham grande facilidade com números e planilhas, se debruçaram nas contas da empresa. Logo viram que precisam promover mudanças e rápidas. Cesar demitiu o motorista da fábrica e assumiu a entrega por caminhão dos produtos aos clientes. “Queríamos enxugar a empresa e pagar as contas. Deu certo. Um ano depois já tínhamos duas fábricas”, frisa.

Em 1994 os irmãos tiveram de tomar uma nova decisão importante, que também consolidaria o crescimento da Piracanjuba. “Ganhamos uma boa quantia de dinheiro naquele ano e tínhamos três opções: investir na aquisição de fazenda, no mercado imobiliário ou investir em nossa empresa. Decidimos pela última e começamos a obra da fábrica em Bela Vista”, conta.

No primeiro momento a ideia não pareceu dar muito certo. Era a primeira vez que o grupo tinha uma fábrica que demandava refeitório, lavandeira e gastos com segurança. Além disso, a unidade tinha capacidade para processar 150 mil litros de leite por dia, mas só produzia 70 mil. Portanto, atuava com menos da metade da sua capacidade e com custos altos. “Começamos a entrar em decadência. Não havia mercado”, conta Cesar.

Na crise, porém, os irmãos descobrem uma nova oportunidade de negócio: produzir queijo e manteiga para redes de supermercado, como Carrefour e Pão de Açúcar, que tinham interesse de investir em marcas próprias e de qualidade para atrair mais clientela. A Piracanjuba conseguiu fechar rapidamente contratos para suprir a demanda de 15 grandes clientes, chegando a atingir quase a capacidade máxima de produção da fábrica e, claro, aumentar seu faturamento.

A segunda boa sacada dos irmãos empreendedores foi em 2001, quando começaram a produzir leite longa vida. Foi um novo fôlego financeiro para a empresa. “Isso nos deu um capital de giro enorme, pois era possível envasar o produto e vendê-lo no mesmo dia. O queijo, por outro lado, precisa de pelo menos 30 dias para maturar e ser entregue”, explica Cesar.

 

A partir de uma oferta de compra, o ano de 2007  foi decisivo para o crescimento da Laticínios Bela Vista. Como a economia nacional e mundial vivia momentos de forte crescimento, investidores (de olho no crescimento do grupo goiano e do mercado de derivados de leite) fizeram ofertas altas para comprar a empresa. Os irmãos recusaram todas e decidiram continuar no negócio. Não era ainda hora de aposentadoria. Aliás, até hoje ainda não fazem ideia de quando esta hora vai chegar.

Nesta época haviam também decidido não mais produzir marcas de terceiros para redes supermercadistas, mas investir no lançamento de suas próprias marcas. “Chegamos a ter 65% do faturamento com produtos de outras empresas, mas decidimos que era hora de mudar. Promovemos grande profissionalização na empresa, promovemos gerentes para cargos de diretor e a contratamos gerentes comerciais em São Paulo e no Nordeste para ampliar nosso mercado”, diz Cesar.


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O centro comercial da região da Rua 44, em Goiânia, vai ganhar mais um shopping destinado aos lojistas de moda que vendem seus produtos no atacado e se consolidar como o segundo maior polo atacadista de moda do País. Na próxima terça-feira (dia 3), um consórcio de investidores vai lançar o Mega Moda Park, com a inauguração do estande de vendas e uma forte campanha de mídia para divulgar o empreendimento.

O Grupo Mega Moda, formado pelo grupo Novo Mundo (50% das ações) e pelas famílias Hugo Goldfeld (25%) e Ian Goldfeld (25%), vai investir R$ 160 milhões na construção do novo shopping atacadista, que terá 800 lojas de 5 a 50 metros quadrados, quatro praças de alimentação, praça de eventos, mais de 1 mil vagas de estacionamento para carros e, como diferencial, oferecerá o primeiro subsolo de Goiânia com 80 vagas para ônibus.

O projeto prevê, ainda, torres comerciais com mais de 120 salas de escritórios, elevador panorâmico, boulevard externo e uma passarela sobre a futura avenida Leste-Oeste. Outro diferencial do empreendimento é a sustentabilidade. O Mega Moda Park será o primeiro shopping de Goiás a ter um telhado verde e fotovoltaico. A ideia é aproveitar a área de 10.600 metros quadrados e fazer uma grande horta com alimentos orgânicos para os lojistas e colaboradores.

O Mega Moda Park será construído na famosa região da 44, no Centro de Goiânia, nas confluências de quatro importantes avenidas: Contorno, Independência, Marginal Botafogo e a futura Leste-Oeste, o que facilitará o acesso dos clientes ao shopping.

No subsolo, haverá uma usina de lixo pra fazer a compostagem dos alimentos da praça de alimentação, que servirão como adubos para a horta. As placas fotovoltaicas garantirão o fornecimento de energia elétrica, tornando o shopping autossustentável e ajudando a preservar o meio ambiente.

Confiança
Presidente do Mega Moda, Carlos Luciano Ribeiro diz ao EMPREENDER EM GOIÁS que o shopping Mega Moda Park será construído em três anos. A primeira etapa está prevista para ser inaugurada em novembro próximo, a segunda em 2019 e a terceira em 2020. Quando estiver todo em operação, estima que serão gerados 8 mil empregos.

Há um ano, a empresa trabalha no projeto do shopping e com pesquisas de mercado para garantir a viabilidade do empreendimento. “Chegou a hora do lançamento comercial para os investidores. O cenário econômico é favorável, com a economia confirmando, a cada dia, uma reação consistente. Esta é a oportunidade dos lojistas montarem ou expandirem seus negócios dentro de um polo que já atrai compradores do Brasil e do exterior”, afirma Carlos Luciano.

Para tornar o complexo ainda mais atraente, o Mega Moda Park oferecerá transfer do Aeroporto Santa Genoveva para o shopping – serviço que passou a ser oferecido em fevereiro último por outro empreendimento do grupo, o Mega Moda Shopping, que foi inaugurado há sete anos, também na Região da 44.

MEGA MODA
O Mega Moda, do Grupo Novo Mundo, é formado pelos dois maiores shoppings atacadistas do país: o Mega Moda Shopping, inaugurado em 2011, e o Mega Moda Park, que será inaugurado em novembro deste ano, ambos na região da 44, em Goiânia. O Mega Moda Hotel, o maior hotel de Goiânia, com 270 apartamentos, o Mini Moda – espaço especializado em moda infanto-juvenil e o Clube de Costura também fazem parte do complexo, que oferece transfer exclusivo para os compradores que chegam pelo aeroporto Santa Genoveva. O Mega Moda Shopping possui área construída de 34 mil m2, com mais de 1.300 lojas e um amplo estacionamento.


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Cotril Motors, há mais de dez anos na Avenida 85, se tornará uma revenda multimarcas

A rede de concessionárias de veículos está menor em Goiás. A Govesa Veículos, primeira revenda Volkswagen no Estado e também uma das pioneiras da montadora alemã no Brasil, e a Cotril Motors, que comercializava os produtos da marca Mitsubishi em Goiás, fecharam as portas, demitindo mais de 100 funcionários.

Por que? Não conseguiram suportar os efeitos da crise econômica, que atingiram em cheio o setor automotivo goiano com a queda das vendas em 2015 e 2016, que só melhoraram no ano passado, como antecipado (leia aqui) com exclusividade pelo EMPREENDER EM GOIÁS. Mas, tarde demais para os dois grupos que, de acordo com informações de analistas do setor, também enfrentaram problemas financeiros, de gestão e, nos últimos anos, falta de competitividade dos produtos das marcas que representavam.

Star Motors
A Mitsubishi Motors, representada pela HPE Automotores do Brasil (ex-MMC) e que tem fábrica em Catalão (GO), agiu rápido. Nomeou o Grupo Star Motors, novo concessionário das marcas Mitsubishi e Suzuki em Goiânia e Anápolis, além de Imperatriz e Balsas, no Maranhão. Nesta quarta-feira (dia 10), a Star Motors abre as portas com 40 carros da marca japonesa, na Avenida 85, onde funcionou por vários anos como concessionário Mercedes-Benz em Goiânia, cuja operação foi vendida em 2016 para o Grupo Tecar. Há mais de um ano, a Star Motors também adquiriu a Akar, revenda Kia Motors, e espera a carta de anuência para iniciar a venda de veículos da marca coreana, embora já dê assistência aos clientes na oficina.

A partir de 18 de janeiro, a Cotril Motors, que há 16 anos era concessionário Mitsubishi, completados em novembro do ano passado, vai se transformar em Cotril Multimarcas, na esquina da Avenida 85 com a Avenida Edmundo Pinheiro de Abreu. A empresa, que foi referência em vendas dos produtos da montadora japonesa em 2011 na Região Centro-Oeste, também tinha uma estrutura pesada e a situação se complicou com a inauguração em dezembro de 2011 de um novo concessionário da marca no Estado, a Azuka, do grupo Belcar Veículos. O grupo goiano Cotril, fundado em 1965, continua com a Cotril Máquinas, representante da New Holland, e a Cotril Agropecuária.

Concessionária pioneira em Goiás, sede da Govesa próxima a rodoviária de Goiânia vai se tornar um centro comercial popular

Grupo Govesa
Após um casamento de mais de 60 anos, a Govesa Veículos deve assinar nos próximos dias um acordo de separação amigável com a Volkswagen do Brasil. A filial da T-63 já se transformou em loja multimarcas e a revenda da Avenida Independência, com seus 12 mil metros quadrados, dará lugar a um shopping popular, no qual serão investidos R$ 70 milhões, conforme informações publicadas em dezembro pelo jornal O Popular.

Além de enfrentar os efeitos da crise econômica, a Govesa adquiriu uma concessionária Volkswagen em Brasília, o que elevou o endividamento da empresa num momento de agravamento da recessão, provocando queda nas vendas e, consequente, redução da receita da empresa. Além do segmento de veículos, o Grupo Govesa continua operando o Consórcio Govesa, bem como a Govesa Construtora, Govesa Locadora de Equipamentos e a Govesa Mineradora.

A história do Grupo Govesa começa em 1942, quando Ignacy Goldfeld fundou a Emig – Eletrônica Mecânica Importadora de Goiás Ltda, uma loja de rádios e materiais elétricos. Com o crescimento da indústria automobilística nacional, mudou seu nome para Emeve – Eletro Mecânica de Veículos Ltda, se tornando em 1957 a primeira concessionária Volkswagen em Goiás e uma das primeiras a se instalar no Brasil. Anos depois, recebeu o nome definitivo de Govesa Goiânia Veículos S/A.


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Filipe Peixoto aposta na inovação do tradicional espetinho para se tornar franqueador

Publicitário por formação e empreendedor por desejo, o jovem Filipe Peixoto sonhava em abrir seu próprio negócio, mas que fosse inovador na área de alimentação. Há um ano e meio abriu o Jantinha Fast: um drive trhu para a venda de espetinhos de carne e de queijo, além de acompanhamentos, como arroz e vinagrete. “Sempre quis abrir meu próprio negócio e um amigo disse que jantinha dava dinheiro. Queria algo inovador”, afirma Peixoto ao EMPREENDER EM GOIÁS na sede da sua empresa (Avenida D, em Goiânia).

Da ideia do negócio à inauguração da empresa, em abril de 2016, foram apenas dois meses. Com o apoio dos pais, Peixoto teve ajuda também de uma amiga que mostrou o local escolhido para montar o Jantinha Fast, de aproximadamente 40 metros quadrados, onde antes funcionou um drive thru de pães. Enquanto o local passava por reforma, o empresário foi em busca da cozinheira, churrasqueiro e demais pessoas para a sua equipe. O primeiro profissional responsável pelo churrasco foi um tio, que “era o churrasqueiro da família”. Ficou por dois meses colaborando na construção do projeto.

O Jantinha Fast começou com o drive thru, a ideia inicial. Um mês após inaugurado, Peixoto expandiu o atendimento para o modelo delivery. Um ano depois abriu o deck, espaço para atender os clientes interessados em comer no local. O quantitativo da equipe se mantém desde o início: cinco, entre cozinheira, atendentes, caixa e churrasqueiro. O atendente do drive thru também anota os pedidos dos clientes no deck. Não há garçom e a entrega é terceirizada.

No primeiro mês de atividade do Jantinha Fast, o negócio teve faturamento de R$ 40 mil. Hoje vende R$ 65 mil por mês e a expectativa para 2018 é passar de R$ 1 milhão ao ano – o que representaria mais de R$ 80 mil/mês. No início vendia de 80 a 90 ‘jantinhas’ por dia. Hoje saem entre 120 a 150 unidades. Das vendas realizadas, 60% são via drive thru, 20% delivery e 20% feitas no deck. A média de espera entre o pedido e entrega é de 7 minutos, garante Peixoto.

Demanda
Natural de Jaraguá, Filipe Peixoto tem 26 anos de idade e mora sozinho em Goiânia há oito anos. Diz que sempre teve dificuldade para encontrar comida fresca, caseira e com comodidade, “sem ter de sair do carro”. Foi nisto que viu a oportunidade de montar um negócio diferente para atender, pelo menos inicialmente, o público que tem perfil semelhante ao seu. Com o Jantinha Fast, Peixoto diz ser concorrente indiretamente de todo restaurante que está aberto no mesmo horário (de segunda-feira a sábado, das 17h30 às 23h30) que o empreendimento dele. Mas para drive trhu, frisa, a concorrência são grandes redes de fast-food e pizzarias.

“É o único ainda de jantinha. Concorrência sempre tem, mas quem trabalha direitinho tem sempre clientes também”, afirma. “Acho interessante essa vontade de empreender quando a gente passa por situação de crise. Foi de onde eu tive uma ideia”, conta o publicitário, responsável por todo o marketing da sua própria empresa, como redes sociais e o processo criativo dos pratos. Além disso trabalha como operador, no caixa e atendimento. Faz “de tudo um pouco”, menos o preparo da comida.

“Acredito muito no meu negócio. Isso faz com que eu tenha sempre ânimo para estar aqui, para criar, para atender meu cliente. Porque meu plano não é só para esse ano ou ano que vem. É para vida toda. Para crescer, virar uma rede grande. Sou muito otimista. Meu pai me ajudou a por meus pés no chão, falar para ir com calma. O retorno tanto financeiro como pessoal me dá mais vontade de continuar”, diz.

META É TRANSFORMAR EM FRANQUIA

A ideia de transformar o Jatinha Fast em franquia já nasceu quase junto com o próprio estabelecimento. O empresário Felipe Peixoto teve contato com um escritório de consultoria e, dois meses depois da inauguração do negócio, começou essa modelagem de franquia, que foi lançada e está disponível para franqueados desde julho passado. O investimento total previsto para o franqueado é de R$ 150 mil, que inclui a taxa de franquia de R$ 15 mil, além de prever gastos com estrutura, capital de giro e primeira compra. O retorno é calculado para ocorrer entre 16 a 24 meses.

O formato prevê que a franqueadora oferecerá os espetos, para manter o padrão de qualidade da carne, e as embalagens. “O restante fica por conta do franqueado. Porque facilita a negociação e a compra dele. É um modelo de negócio fácil de operar. Porque é pequeno, cardápio enxuto”, informa Peixoto. A ideia, frisa o empresário, é expandir em Goiânia, Anápolis, Brasília. “Mesmo com o pessoal estando com medo desta crise toda, a procura está grande”, diz Peixoto. Sua expectativa é, até o fim deste ano, fechar o primeiro contrato.

Opções
O menu tem 14 tipos de espetos, entre opções de cortes de bovinos e aves, além de queijos. A ‘jantinha’ tradicional é composta por arroz, feijão tropeiro, mandioca e vinagrete. Mandioca ao alho desidratado é uma opção de adicional. Há ainda a opção fitness (arroz integral ou mandioca e vinagrete) e a premium (carne angus e o entrecôte, corte que vem acompanhado de batata frita e molho de pequi, de alho ou de ervas). Os valores dos pratos completos variam entre R$ 18,90 a R$ 22,90, dependendo do tipo de espeto. Também há opção para comprar só os espetos, que custam entre R$ 9,50 a R$ 13,50.

Os espetos são feitos diariamente e de carne fresca. “Trabalhamos com açougues pequenos”, frisa o empresário. Os acompanhamentos são preparados todo dia em poucas porções e em panelas pequenas. “Aqui dentro não tem micro-ondas. É fogão mesmo. O espeto é na brasa, na churrasqueira”. Peixoto diz tomar esses cuidados para a comida estar sempre com “gosto caseiro e fresca”. O espeto vai embrulhado em papel alumínio e dentro de uma caixa de papelão para manter a temperatura. Os acompanhamentos vão numa embalagem de plástico, dividida em três compartimentos, e que pode ser levada ao congelador e ao micro-ondas.


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Claudionor e Shirley posam orgulhosos diante de foto que mostra as empresas do grupo

Quase todas as histórias de empreendedores de sucesso têm um momento em que decidem correr riscos para a realização de um sonho ou projeto. No caso de Claudionor Rodrigues e Shirley Leal, sócios do Grupo Belcar, beirou a irresponsabilidade. Resolveram vender todo o patrimônio que juntaram em quase 20 anos como empregados para comprarem metade de um negócio à beira da falência. Mais: sem terem o menor conhecimento do que iriam encontrar na empresa.

“Era uma vontade muito grande de ganhar dinheiro. Éramos até certo ponto irresponsáveis. Na faixa dos 30 e 40 anos de idade, você tem maior disposição ao risco. Hoje, tenho mais ponderação, não sei se teria essa mesma coragem”, afirma Claudionor, sobre a decisão de comprar a metade da Belcar sem nunca ter entrado na loja.

Era abril de 1993. Naquela época, a Belcar vendia apenas 15 veículos novos por mês, quase 10% das vendas registradas pela Govesa, onde Claudionor e Shirley trabalharam por muito anos antes de decidirem ter sua própria concessionária.

Mais de vinte anos depois, a Belcar é uma das principais concessionárias da Volkswagen no Brasil e teve no ano passado faturamento bruto de R$ 277 milhões. A empresa tem hoje 430 funcionários em concessionárias da Volkswagen e Mitsubishi, bem como em revendas da Yamaha.

Isto num segmento que sofreu queda média de 40% nas vendas nos últimos três anos, por conta da grave crise econômica no País.

Casamento perfeito
De origem humilde, característica que mantém até hoje, Shirley e Claudionor contam ao EMPREENDER EM GOIÁS como a experiência, talento e força de vontade ajudaram a ter sucesso no empreendimento. Ele sempre foi da área de vendas e comercial, enquanto o forte dela era finanças e cadastro. Ambos formam um casal (não são marido e mulher, convém frisar) quase imbatível no segmento de veículos em Goiás.

“Sempre fui muito ambiciosa. Meu pai foi tratorista, passava muito tempo longe de casa e minha mãe sofria muito. Eu sempre quis vencer na vida para não passar as dificuldades da minha mãe”, afirma Shirley, que trabalhou pela primeira vez aos 13 anos, quando um amigo da família a empregou numa papelaria no Bairro Feliz. “Ele era japonês e me ensinou tudo, desde a importância da disciplina até a abrir a loja e fechar um balancete”, conta.

Baiano de Guanambi, Claudionor mudou para Goiânia aos 17 anos de idade e conseguiu o primeiro emprego num banco e, depois, para fazer o cadastro de clientes de uma revenda (garagem) de veículos seminovos.

O destino levou Claudionor e Shirley a trabalharem na concessionária Govesa (Volkswagen), em Goiânia. Ele como vendedor, ela como telefonista e depois no crédito. Logo ganharam confiança dos donos da empresa e assumiram postos de gerentes e diretores das áreas comercial e financeira, respectivamente.

Em decorrência de mudanças na direção da Govesa, Claudionor e Shirley deixaram a empresa, na qual trabalharam por duas décadas. Cada um tinha planos diferentes para o futuro. Mas uma oportunidade surgiu: comprar a metade da Belcar que, mesmo quase falida, cobrava um preço alto para a dupla.

Chamados de loucos por parentes e familiares, os dois venderam tudo que tinham e juntaram o dinheiro para adquirirem 50% do negócio. A outra metade permaneceu nas mãos da família Bernardino.

“Tínhamos na época a opção de sermos donos de 100% de uma concessionária Fiat, mas o Claudionor sempre foi apaixonado pela Volkswagen e, por isso, decidimos fechar o negócio”, afirma Shirley. Apesar da “irresponsabilidade” de terem arriscado tudo, os empresários creditam o sucesso à experiência adquirida ao longo da trajetória como empregados.

Dupla de empresários trabalha com veículos da Volkswagen desde 1973

Superação
O início foi complicado. Os processos na Belcar eram tão arcaicos que uma das primeiras vendas nas mãos dos novos sócios demorou um dia para ser concretizada. Além disso, o Brasil vivia grave crise econômica que antecedeu o Plano Real, além da concorrência com as outras concessionárias, claro. Shirley e Claudionor viram que era preciso virar a Belcar de cabeça para baixo e exigiram que todas as decisões seriam dos dois, mostrando a confiança na experiência.

Claudionor vendia sozinho 50 carros por mês quando trabalhava na antiga concessionária. Não via porque não conseguiria vender este mesmo volume na empresa que acabara de ser sócio. Lançou um plano para concorrer com os consórcios, batizado de Plano Belcar. “O crescimento nas vendas foi imediato. No primeiro mês, dobramos o volume mensal de 15 para 30 carros”, conta Claudionor.

A estratégia agressiva de vendas e a nova gestão financeira da empresa implantadas pelos empresários deram tão certo que, em 1996, a nova Belcar inaugurava sua sede própria no Alto da Glória. Aliás, uma das exigências da Volkswagen para os novos sócios da concessionária.

O Grupo Belcar, nas mãos de Claudionor e Shirley, não parou mais de crescer e se expandir em Goiânia. Entrou na área de motocicletas ao abrir duas revendas autorizadas da Yamaha e, em 2011, inaugurou a Asuka, concessionária de veículos Mitsubishi. No mesmo ano, a nova concessionária já conquistava prêmio da montadora japonesa.


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Conforme antecipado (confira aqui) pelo EMPREENDER EM GOIÁS, a Incorporadora Emoções, que tem entre seus sócios o rei Roberto Carlos, confirmou para o próximo dia 7 de março a apresentação do primeiro empreendimento de alto luxo da empresa em Goiânia, que será construído em parceria com a GMP Incorporação e GPL Incorporadora.

Caberão aos sócios Ubirajara Guimarães (Bira) e Jaime Sirena (Dody Siena, o outro sócio, não virá) a apresentação do empreendimento residencial que será construído no Parque Flamboyant, no Jardim Goiás, e terá o nome de uma das canções de Roberto, assim como são os de outros empreendimentos lançados pela empresa. O edifício será de alto padrão e contará com os mais modernos conceitos de arquitetura, tecnologia e sustentabilidade.

Em 2018, a Incorporadora Emoções também vai lançar mais dois prédios residenciais na cidade de São Paulo e um condomínio de casas em Indaiatuba (98 km da capital). Desde 2011, a empresa já entregou três prédios em São Paulo e um em Aracaju (SE).

Roberto Carlos tem um gosto especial pela arquitetura e, por isso, em 2011, decidiu entrar no mercado imobiliário criando a Incorporadora Emoções. O primeiro empreendimento da empresa foi lançado em 2011, na cidade de São Paulo, e recebeu o nome de Horizonte JK, uma junção do nome de uma das músicas de Roberto e o endereço em que o prédio é localizado, na Avenida Juscelino Kubitschek, no Itaim Bibi (zona oeste). O edifício foi entregue em 2014 e é uma mistura de comercial com residencial. São 80 unidades de escritório e quase 270 apartamentos.

Também foram entregues os prédios comerciais Horizonte Jardins, em Aracaju (Sergipe) e, em São Paulo, o Horizonte Vital Brasil, no Butantã (zona oeste), e o Coletânea Office Square, no Carrão (zona leste). Nesse último, não foi possível fazer a alteração do nome.

Palpite
Roberto Carlos dá palpites nos projetos e quando há uma brecha em sua agenda, ele faz visitas aos empreendimentos. Os edifícios tendem a seguir o gosto do cantor. “Os prédios puxam para o tom azul e remetem à personalidade de Roberto, mas não expõem a figura dele com fotos. É muito sutil. Ele tem participação ativa, gosta de ver os projetos e opinar”, afirma Jaime Sirena ao portal UOL.

Segundo ele, na mesma entrevista, a reputação de Roberto Carlos ajuda nos negócios. “É evidente que é difícil fazer a separação. O artista ajuda. Ele tem mais de 50 anos de carreira e nada que tire a credibilidade e segurança para quem quer adquirir um empreendimento. Aquele que vai fazer um investimento no início da obra tem que acreditar que o prédio vai ficar pronto. Dá credibilidade por ser dele”.


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José Garrote começou a empreender com 19 anos de idade em Itaberaí. Seu grupo hoje fatura mais de R$ 1 bilhão por ano

A indústria goiana São Salvador Alimentos (SSA), dona das marcas SuperFrango e Boua, abate 270 mil aves por dia para abastecer mercados de oito Estados brasileiros e do Distrito Federal, além de vender para 62 países. No ano passado, quando a economia brasileira retraiu 3,6%, o faturamento da SSA cresceu 21% e rompeu a barreira de R$ 1 bilhão. Para contar a história da empresa, o CEO do grupo, José Carlos Garrote de Souza recebeu a equipe do EMPREENDER EM GOIÁS na sede em Itaberaí (GO). De jeitão simples e cordial, pediu apenas mais 20 minutos de espera. É que naquele momento concluía parceria com representantes da terceira maior distribuidora de alimentos do Japão.

Com fábrica de rações, de recria, unidade de recria de aves matrizes, unidade de produção de ovos férteis, incubatório, armazéns graneleiros, sistema de integração de aves e um dos maiores e mais modernos abatedouros de aves do País, a empresa goiana emprega diretamente 3,6 mil trabalhadores e contrata outros 1,5 mil terceirizados. Em 2005, depois de participar de uma missão comercial chefiada pelo governador Marconi Perillo no mercado da Ásia, começou a fechar contratos de exportação. Em 2011, fez a primeira venda para a Europa e, há dois anos, entrou no maior mercado do mundo, na China. Hoje o grupo goiano exporta três mil toneladas por mês, que representa 22% do seu faturamento.

Com a expansão no mercado internacional, também aumentaram as exigências sobre a qualidade dos produtos e a vigilância sanitária sobre a empresa, que investe alto. Só no ano passado foram R$ 30 milhões em sistemas de tratamento e disposição de resíduos, serviços externos de gestão ambiental e em certificação externa dos sistemas de gestão. A SSA também construiu sua própria estação de tratamento de efluentes (ETE), onde a água captada para abastecer sua produção é depois tratada e devolvida mais pura ao Rio das Pedras, de Itaberaí.

Seu complexo industrial impressiona, não apenas pelo tamanho, mas também pela organização, limpeza e automação. O grupo investe apenas na área de tecnologia mais de R$ 500 mil por mês. A SSA continua a investir na expansão e, mais recentemente, na diversificação de seus produtos. Em 2014 lançou uma nova marca, a Boua, que produz e comercializa itens como vegetais congelados, defumados, batatas palitos e embutidos. Para os próximos dois anos prevê investir mais de R$ 200 milhões em novas unidades fabris e produtos, sem revelar detalhes.

Início da sociedade
A história de São Salvador Alimentos começa na década de 80. O produtor rural Carlos Vieira da Cunha tinha granja na região de Itaberaí com capacidade para 40 mil aves, uma das maiores no Estado. Era sogro de José Garrote que, com pouco apenas 21 anos, administrava as duas farmácias do seu pai na cidade e tinha aberto um novo negócio, de produção de sementes de arroz para vender em Goiânia. Mas, por causa de grave problema de saúde na família, Carlos Vieira teve de ausentar da administração da granja em 1981. Recorreu ao genro. “Além de assumir a responsabilidade, vendi todos meus negócios para investir na granja”, afirma Garrote.

O aporte de recursos permitiu o crescimento do empreendimento, agora uma sociedade entre sogro e genro. Durante os primeiros oito anos, Garrote teve de buscar pintinhos em Uberlândia. Isto cinco viagens por semana, com ajuda de um funcionário, numa Kombi. Neste período o jovem empresário conheceu Alfredo Rezende, da Granja Rezende, que foi praticamente seu mentor no segmento de avicultura.

Carlos Vieira e José Garrote decidiram dar novo salto em 1986: construir um abatedouro. A ideia era comprar equipamento para o abate de quatro mil aves por dia. Compraram um com capacidade seis vezes maior. “Disse para meu sogro que a empreitada ia ficar pesada demais. Ele retrucou que nunca tinha voltado de mãos vazias de um negócio”, frisa Garrote.

Foram cinco anos até inaugurarem o Abatedouro São Salvador, em 1991, com 73 funcionários. O investimento na época foi de US$ 2 milhões. “Vendi mais uma vez todo o meu patrimônio, inclusive a casa que morava, e peguei muito dinheiro emprestado. Meu sogro vendeu a metade do patrimônio dele. Apesar do elevado risco, sempre acreditamos no negócio”, afirma Garrote.

No início nada saiu como planejado. Para começar, por conta dos altos custos para construir e equipar o abatedouro, a empresa ficou sem capital de giro. Para piorar, surgiram vários problemas na linha de produção. “O primeiro frango saiu todo esgarçado porque as máquinas não estavam ajustadas”, lembra o empresário. Isto tudo exigiu adequações nas máquinas, redução de custos com a troca de fornecedores, aumento da produtividade e mudança na política comercial da empresa, passando a vender diretamente para os frigoríficos.

Quitadas as dívidas, realizados os ajustes na produção e remodelada a política comercial, a indústria goiana passou a crescer rápido na década de 90. Com o apoio de incentivos fiscais e financiamentos do FCO, ganhou fôlego financeiro para investir na expansão e estar hoje entre as maiores indústrias de aves do País, concorrendo com gigantes como Perdigão e Sadia. “Até parece que foi fácil, mas foram 30 anos de muito trabalho, sacrifícios pessoais e correndo riscos. Cheguei a vender tudo o que tinha três vezes na minha vida para investir no negócio. Nunca me arrependi”, enfatiza Garrote.

“Vendi tudo o que tinha três vezes na minha vida para investir no negócio. Nunca me arrependi”, afirma José Garrote


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Raridade: Itamar e Jerônimo são amigos e sócios desde a juventude

Poucos restaurantes goianos conseguem passar dos 50 anos no mesmo local, mantendo a tradição, oferecendo praticamente o mesmo cardápio e conservando e, ainda por cima, atraindo novos clientes. É o caso da Pizzaria Cento e Dez, a mais famosa e antiga pizzaria de Goiás, que completa 52 anos de atividade em 10 de março, dos quais 47 anos sob a direção dos mesmos donos, Jerônimo Antônio de Carvalho e Itamar Roberto, amigos e sócios desde a juventude. Aliás, outro fato muito raro no mundo dos negócios.

Desde que foi aberta em 1966, pelas mãos dos sócios Bose e Bonelli e depois repassada a um empresário português, a Cento e Dez está localizada em pleno coração de Goiânia, na Rua 3, entre a Avenida Tocantins e a Rua 9, e faz parte da história do Centro da capital. É possível atestar a tradicionalidade do restaurante através do documento do registro da empresa, em 28 de fevereiro de 1966, que está num quadro estampado na parede do restaurante.

O ex-governador Otávio Lage tinha a sua mesa cativa na pizzaria. Já passaram por lá também outros ex-governadores e hoje é frequentada, ainda, por políticos, empresários, artistas, inclusive de outras cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, que visitam Goiânia. No local, as únicas adaptações realizadas foram as modernizações do banheiro e da cozinha, bem como a instalação de um elevador que leva ao segundo piso, para servir as pessoas que têm dificuldades em usar escadas.

Sociedade
Jerônimo e Itamar contam ao EMPREENDER EM GOIÁS que desde a juventude são amigos e sócios. Antes da Cento e Dez, eles comandavam a Panificadora Seleta, localizada na Avenida Goiás, quando o Setor Central era o auge do comércio e do lazer dos seus moradores. O segredo dessa união ter rendido e ainda estar durando negócios de sucesso e amizade está no respeito que um tem pelo outro. “Sempre colocamos os problemas na mesa e buscamos juntos as soluções”, diz Jerônimo.

No negócio, os dois sócios sempre se posicionaram em defesa da qualidade das matérias-primas para garantir a oferta de produtos de qualidade e a satisfação dos clientes. Outro ponto importante, em qualquer negócio, lembram, é o bom atendimento aos clientes. “O atendimento diferenciado faz a diferença”, afirma Itamar.

A Pizzeria Cento e Dez tem em seu cardápio 60 variedades de pizzas, além de saladas e massas, preparadas artesanalmente. O tipo de pizza mais pedido sempre foi e continua sendo a Moda da Casa. O dito popular que domingo é dia de pizza se confirma na Cento e Dez. Realmente, domingo é o dia que mais se vende pizzas, sendo que 40% são entregues pelo serviço delivery.

O nome Cento e Dez foi criado, em 1966, associando o nome da pizzaria ao número do imóvel que se localiza – 110. Contudo, alguns anos depois, a Prefeitura de Goiânia renumerou os imóveis e o prédio passou a ter o número 1.000. Mas o nome da pizzaria permanece o mesmo. Até as mesas e cadeiras da pizzaria são as mesmas, embora, passem por reformas constantes. Muitos dos 22 funcionários trabalham na casa há mais de 30 anos.

Os donos da Cento e Dez não tem planos de expansão do restaurante. Porém, alguns dos filhos abriram negócios dentro do ramo, mantendo a tradição dos pais.


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Confirmado e, conforme antecipado pelo EMPREENDER EM GOIÁS, o cantor e compositor Roberto Carlos participará da avant-première do empreendimento Horizonte Flamboyant, que acontecerá no próximo dia 17 de maio, às 19 horas, em Goiânia, dois dias antes do lançamento oficial do empreendimento. O residencial de alto padrão é o quinto que será construído pela Emoções Incorporadora, empresa criada em 2011, em São Paulo, pelo cantor e seus sócios Ubirajara Guimarães e os irmãos Dody e Jaime Sirena. Em Goiânia, são parceiros no projeto as empresas goianas GMP Incorporação e GPL Construtora e Incorporadora.

Na oportunidade, Roberto Carlos fará a abertura oficial dos apartamentos decorados. Dois dias depois, no dia 19 de maio, às 21 horas, conforme antecipou no dia 7 de março o EMPREENDER EM GOIÁS,  o cantor fará show especial no Goiânia Arena. A recepção será feita para um grupo petit comité formada por clientes do empreendimento e será realizada no próprio estande do Horizonte Flamboyant, localizado na Rua H, do Jardim Goiás, de frente para o Parque Flamboyant.

Cerca de R$ 140 milhões é o valor a ser investido no empreendimento Horizonte Flamboyant . O residencial será construído em terreno de 3,79 mil metros quadrados no Jardim Goiás, entre o Parque Flamboyant e a Praça das Artes, cujo proprietário, o empresário Lourival Louza, é um dos parceiros no empreendimento. O Horizonte Flamboyant terá 45 pavimentos, com 39 andares residenciais, 148 apartamentos, com metragens de 177 a 204 metros quadrados, e 4 penthouses, de 444 a 507,55 metros quadrados. O Horizonte Flamboyant terá torre única, com duas alas independentes. Os apartamentos serão de três ou de quatro quartos, além das quatro penthouses. Além da área de lazer no mezanino, será construída outra área de lazer e convivência, no 33º andar, o Sky Club, com vista panorâmica da cidade, dotada de academia, longe e bistrô, entre outros itens de comodidade. Outro diferencial é o oferecimento de serviços personalizados para os moradores.

As obras terão início a partir de maio e a entrega está programada para março de 2022. “Estamos aproveitando o bom momento econômico do País, com a volta da confiança dos consumidores e dos empresários na retomada do crescimento brasileiro”, afirmou Guilherme Pinheiro, da GPL Incorporadora.


Diferenciais

Segundo ele, será um produto diferenciado, com preço atrativo, concebido levando em consideração os conceitos de confiabilidade, qualidade e foco no cliente”, explicou. Entre os diferenciais do empreendimento está a arquitetura inovadora – o prédio foi concebido de forma a lembrar uma rosa e teve inspiração na prática do Rei Roberto Carlos de distribuir flores ao final de seus shows. Também foram levados em consideração a utilização de tecnologias avançadas e os conceitos de sustentabilidade.

Um dos sócios da Emoções Incorporadora, Ubirajara Guimarães, lembrou que Roberto Carlos, que sempre foi apaixonado pela arquitetura e pela construção, demonstrou muita satisfação com a parceria que está sendo celebrada com as empresas de Goiás. Segundo ele, Goiânia é uma das mais prósperas, produtivas e acolhedoras capitais brasileiras. A Emoções atua em São Paulo e Sergipe e está com plano de expansão para todo o País. “A capital de Goiás é a primeira do Centro-Oeste, onde estamos chegando. Estávamos procurando outras capitais para levarmos o nosso nome e conhecimento e houve um encantamento imediato pela área que nos foi apresentada e muita sinergia com o grupo de empreendedores local”, explicou.


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Quando Mariana Perdomo se formou em Gastronomia, em 2015, ela só queria ser independente e continuar vivendo em Goiânia. Deu o primeiro passo importante: fez 220 unidades de bolo de pote e levou para a feira do Centro Cultural Oscar Niemeyer. Vendeu todos em poucas horas. Um ano depois, montou uma confeitaria no Setor Bueno. Agora, dois anos após abrir sua loja, ela se muda para uma confeitaria com 300 metros quadrados. Para a abertura, que vai acontecer nesta segunda-feira (19), e com o crescimento na produção, a empresária vai ampliar de 30 para 40 o quadro de funcionários.

O gosto pela gastronomia veio das raízes. A caçula Mariana nasceu em Iporá, onde seus pais têm espaço de festas e fazem eventos. Ela se mudou para Goiânia para estudar Gastronomia. “Meus pais pensavam que depois eu voltaria para trabalhar com eles. Mas nunca foi desejo do meu coração”, revela. E foi em Iporá que nasceram os primeiros potes de bolo, durante uma viagem de férias. “Os iporaenses foram os primeiros a acreditar em mim”, lembra.

Sucesso

Aos 19 anos, terminando a faculdade e com dificuldade para revelar seus planos aos pais, a jovem fez bolos e ovos de Páscoa para vender aos colegas e trabalhou em um restaurante para se sustentar. A boa aceitação dos produtos e a certeza de que queria permanecer na capital a levaram a se estabelecer na feira, utilizando o lucro que teve em Iporá para a primeira produção em maior escala.

No dia seguinte à estreia bem sucedida na feira, saiu do apartamento que dividia com parentes e alugou um para morar sozinha. Logo chegou a uma média de 600 potes vendidos ao dia. “Foi a melhor coisa que me aconteceu. Sou muito decidida. Quando quero, eu faço acontecer. Enfiei a cara e fui com uma certeza grande que daria certo”, justifica.

Mariana decidiu investir o que ganhou na feira com a produção dos bolos. “Deus foi abrindo portas”, diz. Produzindo em casa, sua vontade era ter uma cozinha confortável e vender todos os dias. Para isso alugou um pequeno ponto no Edifício Absolut, na Avenida T-4, “Eu fabricava em casa e na loja só tinha geladeira”, recorda. As redes sociais foram grandes aliadas na divulgação, assim como o “boca-a-boca”. Os pais, mesmo assustados, apoiaram a filha, alertando sobre os custos de ser empresária.

Com algumas reformas, Mariana inaugurou a confeitaria em setembro de 2016, onde passou a produzir e vender. Em pouco tempo, a loja se tornou um dos points mais atrativos de Goiânia. Foi preciso contratar funcionários e trazer uma das irmãs para trabalhar com ela. “Passei a ser o orgulho da família e meu sonho agora é trazer meus pais e minha outra irmã”, conta a confeiteira.

Aos 24 anos, Mariana Perdomo ampliou o cardápio da confeitaria e trabalha entre 10 e 12 horas diárias. “Hoje, já consigo parar nos fins de semana”, frisa. As datas comemorativas como Páscoa e Natal são as de maior movimento, com mais encomendas. “Tenho um consumidor fiel, desde os tempos da feira”, comemora.

Para Mariana, o sucesso vem não só de sua dedicação, mas da qualidade do que produz. “Só faz sentido estar onde estou se eu estiver feliz e se meu produto tiver qualidade. Fui contratando pessoas para me ajudar, mas sempre me mantive na produção”. Por isso, ela não pretende abrir franquias. Pretende ter novas lojas, mas todas próprias e apenas quando se sentir segura. “Quero ter qualidade de vida, ser feliz e ter controle da qualidade no meu produto”, afirma.

Superação

Apesar do rápido sucesso, a trajetória não foi tão doce o tempo todo. “Os desafios são diários. Se você faz contas demais, não abre empresa. Eu não entendia nada de fechamento de caixa, de RH. O primeiro ano foi muito difícil. Sofri, não sabia lidar com o financeiro nem com fornecedores. Fui roubada. Pensei em voltar a produzir no apartamento, mas fui aprendendo. Primeiro, entraram só pessoas erradas na minha vida, depois vieram as pessoas boas. Minha equipe é unida e faz parte do meu sucesso”, destaca.

A diversidade que já vinha sendo aplicada na produção, está ainda maior na nova loja. O cardápio inclui bolo gelado, cone trufado, palha italiana, bala de coco e tortas. Mas o bolo de pote ainda é a marca da jovem empreendedora Mariana Perdomo, que também conquistou espaço como fornecedora de doces para eventos, outra responsabilidade.

“Tento nunca ficar estagnada, mas sempre procurar coisas novas. Sobre o sucesso, faço de conta que ainda sou a Mariana da feira. Lógico, com mais experiência e muita gratidão a Deus. Minha essência é a mesma. Sinto até um calafrio quando vejo como cresci. A responsabilidade assusta, mas aprendi a lidar com ela. Deus me colocou nesse mundo para fazer doce. Essa é minha maior alegria, é minha vida”, afirma.


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