“Somos uma escola para pessoas que querem fazer diferente, mudar a realidade e estão dispostas a inovar”, explica a sócia Luciana Padovez, que fundou a instituição ao lado de Altair Camargo

Primeira escola de cursos livres de empreendedorismo em Goiânia, a Sempreende completa um ano de vida neste mês de setembro mirando a expansão com oferta de cursos online e formações presenciais nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, além da criação de um canal no YouTube. “Somos uma escola para pessoas que querem fazer diferente, mudar a realidade e estão dispostas a inovar”, explica ao EMPREENDER EM GOIÁS a sócia Luciana Padovez, que fundou a instituição ao lado de Altair Camargo.

Eles se conheceram em 2014, no mestrado em Administração da Universidade Federal de Goiás (UFG). Hoje doutorandos – ela pela Universidade de Brasília (UnB) e ele pela Universidade de São Paulo (USP) – a dupla considera que a vivência na academia foi fundamental para a criação de um negócio inédito na cidade.

As formações também primam pela aplicação prática dos conteúdos apreendidos e na relação próxima entre alunos e professores. “Nossa ideia foi fazer algumas trilhas de aprendizagem para quem está abrindo uma empresa, precisa melhorar esse empreendimento ou quer se desenvolver como indivíduo”, detalha Luciana.

Em um ano, 672 pessoas participaram dos cursos – a maioria mulheres e profissionais liberais. Os cursos abordam temáticas que vão desde criatividade a gestão financeira passando por marketing em mídias sociais.

Início

Tudo começou a partir da produção de conteúdo para o Instagram, o @sempreende, em junho do ano passado. “Começamos com nada”, recorda Altair. “Ensinamos a pessoa a começar com o mínimo e foi o que a gente fez”, diz Luciana.

Com a repercussão das postagens e aumento rápido do número de seguidores, os sócios entenderam as demandas do público goianiense e iniciaram a captação da primeira turma. Ministrada em uma sala emprestada, a formação realizada em setembro passado marcou a abertura oficial da escola. O interesse do público animou a dupla, que em seguida investiu R$ 30 mil no escritório no Setor Bueno, onde a Sempreende funciona hoje.

Após os primeiros cursos, Luciana e Altair partiram para um processo de escuta dos possíveis alunos. Entrevistas e grupos focais ajudaram a nortear o trabalho da empresa, que ministra cursos de curta duração – com entre 4 e 12 horas – que aliam teoria, prática e intensa aproximação entre alunos e professores. As turmas reduzidas, de no máximo 15 alunos, facilitam a interação. “Tudo que a gente faz é testado”, ressalta Luciana.

Hoje a grade engloba 10 cursos e a escola também trabalha com professores convidados que têm “a mesma pegada” dos criadores – formação acadêmica sólida e proximidade com os alunos. “A gente faz todo o processo de curadoria e produzimos todo o material usado em sala de aula”, informa Luciana.

Altair e Luciana: a Sempreende é uma escola de empreendedorismo e inovação que, em um ano, já formou 672 pessoas que participaram dos cursos – a maioria mulheres e profissionais liberais

Expansão

Com um ano, a Sempreende já chegou a Palmas, no Tocantins, onde ministrou cursos neste mês, tem outras formações agendadas e deve apostar no mercado do Norte e do Nordeste brasileiro. “Estamos pesquisando outras cidades, sempre em caráter de teste. A ideia é ir fazendo os cursos em um lugar fixo até ver se dá para abrir uma unidade própria lá”, adianta. “Muita gente vê o Instagram e vem para Goiânia para fazer curso”, comenta Altair.

Os sócios querem expandir a presença online. Um canal no YouTube que está em fase de testes e deve entrar no ar em breve. “Nossa ideia é impactar o maior número de pessoas possível com conteúdo, mesmo que gratuito”, frisa ela.

Luciana e Altair ainda estudam o melhor modelo para a criação de cursos online que consiga manter o dinamismo das formações ministradas presencialmente e a proximidade com professores. “É um desafio, pois um curso online é diferente do presencial. Tem que pensar em material, assunto, o que funciona e o que não funciona”, lembra Altair, citando que o Instagram segue como aliado da empresa. “O teste começou com as lives (transmissões ao vivo) que a gente não fazia e começou a fazer para perceber a interação, o ritmo de fala”, exemplifica.

Teoria e prática

Antes da Sempreende, Luciana chegou a abrir um negócio na área de alimentação, mas resolveu perseguir o sonho de infância: se tornar professora. Para isso, em 2014, ingressou no mestrado em Administração da UFG, na linha de pesquisa em Empreendedorismo e Inovação. No curso, ela e Altair se conheceram e foram convidados para criar primeiro curso de extensão em empreendedorismo da universidade.

O desafio foi aceito e a ideia saiu do papel em 2015 como o UFG Empreende, que conta hoje com a coordenação pedagógica da dupla e é oferecido semestralmente. “Quisemos fazer algo diferente do que já tinha. Pesquisamos muito as metodologias ativas, os conteúdos mais modernos de design thinking, criatividade, startup, tudo que já estava muito alta fora do Brasil, em algumas cidades, mas que aqui em Goiânia não havia sido falado ainda”, recorda Luciana.

A trajetória acadêmica e atuação aliando teoria e prática atraiu os olhos do mercado de inovação goiano. “Começamos a ser chamados para ministrar cursos em incubadoras de universidades”, relembra. Ela salienta que o aprofundamento teórico trouxe resultados que se traduzem nas formações oferecidas hoje pela Sempreende. “Ficou muito claro, inclusive, que o empreendedorismo estava carente de uma teoria forte, validada, e que a teoria ajuda a prática a ser melhor”, pondera.


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Fabrício Modesto, Argemiro Mendonça e Ricardo Elias, diretores do Sicoob Engecred-GO, durante evento sobre o cooperativismo de crédito

O Sicoob Engecred-GO caminha para mais um ano de bons resultados para os cooperados. De janeiro a agosto deste ano, a instituição financeira cooperativa já acumulou resultado de R$ 18,5 milhões, enquanto a meta para 2018, estabelecida durante Assembleia Geral Ordinária (AGO), é de R$ 27 milhões. Os ativos totais alcançaram R$ 613 milhões, crescimento de 3,66% em relação a dezembro de 2017.

“É um bom crescimento, vez que o Brasil ainda não saiu completamente da recessão. Enfrentamos uma greve pesada dos caminhoneiros no meio do ano e estamos num momento de muita turbulência política. Sem falar que a estimativa de mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país, para este ano, não passa de 1,5%”, afirma o diretor geral do Sicoob Engecred-GO, Fabrício Modesto Cesar.

Além da expansão em ativos totais, a instituição financeira cooperativa também cresceu no patrimônio líquido ajustado, de R$ 164,7 milhões, em dezembro de 2017, para R$ 178,8 milhões, até agosto deste ano. Nos depósitos totais, de R$ 416,3 milhões, ao final do ano passado, para R$ 423,2 milhões, até agosto de 2018.

Painel

Com o objetivo de apresentar os benefícios de se fazer parte de uma instituição financeira cooperativa, o Sicoob Engecred-GO realiza, pelo segundo ano consecutivo, o Painel Cooperativismo Financeiro, em Goiânia, no próximo dia 27 de setembro. O tema é “Investir. Cooperar. Empreender.” Vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Sabin, Janete Vaz, falará sobre “Empreender no mundo globalizado”, e o diretor de Operações do Bancoob, Ênio Meinen, apresentará o “Cooperativismo de crédito como mecanismo de promoção de justiça financeira”.

Aproximadamente 300 cooperados e convidados conhecerão o case de sucesso do Laboratório Sabin, sob a ótica da sustentabilidade: pessoas, finanças e meio ambiente. O cooperativista Ênio Meinen, que contabiliza 34 anos de experiência no cooperativismo financeiro, trará uma abordagem atualizada sobre o avanço da economia compartilhada no Brasil. Desde maio de 2009, ele está à frente da diretoria do Bancoob. Também é professor e autor de vários livros e artigos sobre o cooperativismo financeiro.


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De janeiro a agosto deste ano, Goiás foi o quarto Estado que mais gerou empregos com carteira assinada (42.825), atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho nesta sexta-feira (21/9). Goiânia, com 7.045 novos postos de trabalho, e Cristalina com 5.772, foram os destaques neste período.

Em agosto, Goiás criou 4.721 vagas de trabalho. O resultado positivo indica o melhor resultado para o mês desde 2011. O setor de serviços foi o que mais o mais contribui para a geração de empregos no mês passado, com a criação de 2.088 novos postos de trabalho. O comércio foi o segundo que mais abriu vagas, 935 (488 no comércio varejista e 447 no atacadista), seguido da construção civil, com 759 empregos com carteira assinada.

Os municípios que tiveram maior variação formal de trabalho no último mês foram Goiânia, com 1.486 empregos. Em seguida, vêm Aparecida de Goiânia, com 1192, e Cristalina, 823. Já o salário médio pago em Goiás aumentou em agosto, chegando a R$ 1.326,61, 1,58% a mais do que era pago em julho.

Brasil

No país, foram gerados 110,4 mil novos empregos com carteira assinada no mês passado. O dado indica o melhor resultado para o mês desde 2013. Sete dos oito setores da economia contrataram novos trabalhadores, com liderança dos serviços, que geraram 66,2 mil postos de trabalho. Os novos contratos intermitentes seguem ganhando espaço gradualmente e quase 4 mil empregados foram contratados sob o novo regime no mês.

Todos os subsetores relacionados à prestação de serviços contrataram. No primeiro mês do segundo semestre do calendário escolar, o ensino foi responsável pela geração de 20,3 mil empregos. Em seguida, apareceram a administração de imóveis (18 mil) e os serviços de alojamento e alimentação (12,8 mil). Além dos serviços, comércio, com 17,8 mil empregos, e a indústria de transformação, com outros 15,7 mil postos, também tiveram participação importante na ampliação do emprego em agosto.

Intermitente

O relatório mensal do Caged também reforçou a percepção de que os novos contratos criados na reforma trabalhista ganham espaço gradualmente nas empresas. Em agosto, foram criados 3,9 mil empregos intermitentes ante 3,4 mil vagas de julho.

Nesse tipo de contrato, o empregado assina um contrato, mas só trabalha quando a empresa precisa da mão de obra. Entre as ocupações mais comuns nesse contrato, estão assistente de vendas (228 postos em agosto), cuidador em saúde (185) e servente de obras (181).

Os números do Caged também mostraram a abertura de outras 3,1 mil empregos pelo sistema de jornada parcial – quando o trabalho tem carga horária reduzida no dia. Nesse caso, faxineiro (206 empregos), professor de ensino superior (197) e operador de caixa (178) lideraram no mês passado.

No acumulado do ano até agosto, o mercado de trabalho acumulou a geração de 568,5 mil empregos com carteira em todo o País. Esse é o melhor desempenho para o período de oito meses desde 2014.

Apesar dessa melhora, a capacidade da economia de gerar novos postos de trabalho ainda é pequena em relação ao desemprego que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda castiga 12,9 milhões de brasileiros.


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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou estudo em que questiona a legalidade de sete taxas cobradas no Brasil em operações de importação e exportação. De acordo com o estudo “Desafios à Competitividade das Exportações Brasileiras”, os problemas vão desde a cobrança de valores desproporcionais ao custo dos serviços prestados pelo Estado brasileiro, a aplicação de taxas sobre produtos que nem mesmo precisam passar por controle, até o reajuste abusivo de encargos.

De acordo com a CNI, a cobrança “irregular” encarece a importação de filmes cinematográficos e de energia elétrica, por exemplo. O problema atinge ainda, segundo o estudo, a importação de veículos e máquinas motorizadas, como colheitadeiras, e produtos sujeitos a controle sanitário.

“Na prática, essas taxas são recolhidas pelos chamados órgãos anuentes, aqueles responsáveis por liberar as operações de importação e exportação. Sem alternativa, as empresas brasileiras precisam arcar com esse custo, que pode chegar a ser abusivo”, diz o texto da CNI. De acordo com a pesquisa, as tarifas cobradas pelos órgãos anuentes figuram como o segundo principal entrave aduaneiro identificado por empresas exportadoras.

“Em muitos casos, a cobrança dessas taxas pode se tornar ilegal e, além de gerar insegurança jurídica, causa custos indevidos para as empresas. Isso tudo num contexto de um Custo-Brasil já elevado”, afirma o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.

A CNI encaminhou os questionamentos sobre as diversas taxas aos órgãos anuentes e vai trabalhar junto ao governo, por meio do Fórum de Competitividade das Exportações e da Coalização Empresarial para Facilitação de Comércio e Barreiras, para alterar esses encargos. A CNI defende que a maioria das taxas seja eliminada ou que a forma de cobrança seja alterada. (Com agências e CNI)

O que é questionado

Condecine Remessa – alíquota de 11% sobre a remessa ao exterior de importâncias relativas a rendimentos decorrentes da exploração de obras cinematográficas e videofonográficas, ou por sua aquisição ou importação.

Taxa de Fiscalização dos Serviços de Energia Elétrica (TFSEE) – incidente sobre a importação de energia elétrica, calculada à alíquota de 0,4% sobre o valor do benefício econômico anual auferido pelo concessionário, sem teto.

Taxa de Licenciamento e Controle (TLC) – Cobrança de uma taxa para autorização para importação de materiais radioativos e nucleares calculada à alíquota de 0,5% sobre o valor de matérias-primas e minerais ou 1% sobre o valor de fontes radioativas, sem limite.

Taxa de emissão de Licença para Veículos, Motores ou Máquinas (LCVM) importados – emissão de autorização para importação de certos veículos e máquinas. A fórmula de cálculo inclui um custo extra relacionado ao número de veículos importados. Quanto maior o número de veículos importados, maior a taxa.

Taxa para emissão de autorização para importação de mercúrio metálico – a fórmula de cálculo inclui como uma de suas variáveis a quantidade de mercúrio metálico (medido em quilograma).

Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária (TFVS) – cobrada no ato da importação e em outros procedimentos relativos a produtos sujeitos a controle sanitário. A taxa é calculada em valores fixos, com descontos de 15%, 30%, 60%, 90% ou 95%, conforme o valor do faturamento anual das empresas.

Taxa de Utilização do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) – cobrada no ato de registro da Declaração de Importação no Siscomex.


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Luiz Fernando Figueiredo: “Os economistas ligados ao PT têm dificuldade em reconhecer que o País tem um problema”

A cada pesquisa eleitoral que é divulgada, aponta-se mais para um embate de extremos no segundo turno. De um lado, a direita de Jair Bolsonaro (PSL). De outro, a esquerda petista de Fernando Haddad. E o mercado dá sinais claros de que, se a disputa é essa, seu lado será o da direita.

Essa preferência é notada nos números do dólar e da Bolsa. Pesquisas mostrando a subida de Bolsonaro nas intenções de voto têm tido o pendão de fazer a Bolsa subir e o dólar cair.

Embora isso não queira dizer que o candidato do PSL represente o sonho do mercado financeiro, que sempre preferiu alguém mais de centro – como Geraldo Alckmin (PSDB). Mas o inimaginável, para esse setor, seria a volta da gestão petista.

Thaís Zara – “As sinalizações antidemocráticas de Bolsonaro pesam menos que a agenda econômica”

Questão fiscal

“No cenário que temos hoje, é impossível cravar qualquer resultado, mas os preços refletem as probabilidades”, diz Luiz Fernando Figueiredo, sócio da Mauá Capital e ex-diretor de Política Monetária do Banco Central. “E é sempre importante lembrar que não estamos falando de uma situação de tranquilidade na economia para o próximo presidente.”

A grande questão, diz, é que, de um lado há um candidato, do PT, que não está dizendo claramente que é preciso resolver a questão fiscal, de um partido que não assume que o País tem um grave problema. “De outro, os economistas de todos os outros candidatos admitem que há um problema. O mercado considera que um governo petista seria pior.”

Figueiredo avalia que os economistas ligados ao PT têm dificuldade em reconhecer que o País tem um problema. “Não é uma questão de apoiar uma proposta liberal. Depois, a gente pode e deve discutir as outras propostas dos candidatos, mas o principal agora é manter o País respirando.”

Para a economista-chefe da Rosenberg, Thais Zara, dadas as grandes diferenças entre os dois programas de governo – o de Bolsonaro com um tom mais liberal, falando em reformas e ajuste fiscal, e o do PT, que não toca em questões estruturais, como a reforma da Previdência -, o mercado acaba se sentindo mais próximo de Bolsonaro. “As sinalizações antidemocráticas de Bolsonaro pesam menos que a agenda econômica.”

André Perfeito – “O mercado vê com bons olhos o encaminhamento de reformas que um eventual governo Bolsonaro sugere”

Gestão

“O mercado vê com bons olhos o encaminhamento de reformas que um eventual governo Bolsonaro sugere e, principalmente, quer se afastar da forma de gestão dos governos do PT”, diz André Perfeito, economista-chefe da Spinelli.

Mas ele afirma, no entanto, que a agenda proposta por Paulo Guedes – que prevê, por exemplo, privatizações em massa – seria difícil de ser executada. “A proposta de privatizações massivas é de difícil execução. Em alguns setores, como o elétrico, é até viável. Mas nada no nível proposto por Guedes.” O economista de Bolsonaro calcula em cerca de R$ 1 trilhão os ativos a serem privatizados.

Um dos temores é que o passado de posições intervencionistas do deputado Bolsonaro se choque com a agenda de Guedes. “Ainda assim, mesmo parecendo que ele teria um mandato conturbado, o mercado deixa para discutir o dia seguinte à eleição depois”, diz Perfeito.

Apesar de o ex-prefeito de São Paulo ser tido como um candidato mais palatável do que Lula, como a candidatura Haddad tem feito um vínculo direto com o ex-presidente, a vitória petista em um primeiro momento é considerada mais preocupante que a da direita.

Alessandra Ribeiro -“Em um primeiro momento, o mercado comemoraria a vitória de Bolsonaro, pela agenda liberal”

Menos pior

“Em um primeiro momento, o mercado comemoraria a vitória de Bolsonaro, pela agenda liberal. Ao longo do governo, porém, poderia haver uma ressaca dessa empolgação. As dificuldades para implementar essa agenda apareceriam e o mercado ficaria novamente estressado”, avalia a economista da Tendências Alessandra Ribeiro.

Ela diz acreditar que o investidor não embarca tomado de otimismo na candidatura Bolsonaro, mas tenta medir qual opção é a “menos pior”.

Com Haddad no Planalto, diz Alessandra, o movimento seria inverso: o mercado reagiria mal no primeiro momento, mas poderia afastar parte dos temores, caso o PT implementasse uma política mais pragmática, com algum tipo de reforma da Previdência e um ajuste fiscal.(AE)


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A SuperAgos 2018, que terá 140 expositores, espera a presença de 15 mil visitantes até sexta-feira, no Centro de Convenções de Goiânia

Com a expectativa de negócios em torno de R$ 50 milhões, quase 70% a mais que o registrado na edição anterior, e a presença de 15 mil visitantes, começa nesta quarta-feira (19/09) a 17ª Convenção e Feira de Negócios para Supermercados e Panificadoras (SuperAgos), a se realizar até sexta-feira (21/09), no Centro de Convenções de Goiânia, numa promoção da Associação Goiana de Supermercados (AGOS).

O evento tem como tema central “A Conexão Certa para Grandes Negócios”. Estão programadas 18 palestras, 45 clínicas tecnológicas e cursos, além do lançamento de vários produtos. Serão cerca de 140 expositores distribuídos numa área de 4.375 m² do Centro de Convenções.

“Quem participa da SuperAgos faz uma aposta segura no aumento de vendas”, frisa o presidente da Agos, Nelson Antônio Alexandrino de Lima. O evento vai debater as últimas tendências e novidades do setor de autosserviço. “Com isso, pretendemos possibilitar que os varejistas e fornecedores se atualizem e, ao mesmo tempo, estreitem as relações comerciais. Podemos dizer que é a convergência de negócios, relacionamentos e conhecimento na busca do crescimento”, afirmou.

Tendências

Durante a SuperAgos 2018 serão discutidos temas como as novas tendências de consumo, a reforma trabalhista e seus avanços, os impactos e benefícios para as empresas na implantação do eSocial, a sucessão familiar, como a inteligência artificial pode revolucionar o varejo, a contabilidade estratégica como ferramenta de gestão e, também, as medidas que podem ser adotadas para prevenção e gestão de perdas no varejo, entre outras questões.

Também será realizado simultaneamente à SuperAgos 2018 o Encontro Estadual de Chefes de Cozinha (Enchefs). O objetivo é valorizar o setor de alimentos e bebidas. A Feira se propõe, ainda, atuar na capacitação de profissionais para o segmento supermercadista e de panificação por intermédio de cursos e oficinas técnicas.

Seguindo esta proposta, a exposição terá áreas especializadas por segmentos. É o caso do Espaço Padaria, Espaço Carnes & Gourmet e Espaço Alimentos, onde serão ministrados os cursos e as oficinas, que serão comandados por chefs, especialistas e instrutores.


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O 28º Workshop Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores), iniciou-se nesta segunda-feira (17/09), no Centro de Convenções de Goiânia, com discussões para a elaboração de um documento da entidade a ser entregue ao futuro presidente da República com propostas relacionados aos ambientes de inovação como plataforma de desenvolvimento e ao estímulo à cultura empreendedora focada na geração de startups de alto desempenho e impacto social.

À noite foi aberta a 28ª Conferência Anprotec, que tem como tema principal “Agro: negócio, tecnologia e inovação”, e reúne entidades, instituições de ensino, pesquisadores, representantes de incubadoras, aceleradoras, estudantes e pessoas interessadas no tema. A ideia é promover debates sobre as melhores práticas do empreendedorismo inovador aplicadas no agronegócio.

A programação, que vai até quinta-feira (20/09) conta com minicursos, palestra, visitas técnicas, workshops, fóruns e debates. Nestas atividades serão abordados temas variados, desde os aspectos legais do novo Marco Legal, tendências de investimento de impacto para os negócios no Brasil. Os participantes debaterão o papel dos ambientes de inovação no desenvolvimento regional e na promoção do ecossistema de inovação (futuro dos ecossistemas).

Jorge Audy falou do desafio dos participantes de elaborarem um documento com sugestões da Anprotec ao futuro presidente da República

Inovação

Na abertura do Workshop, o ex-presidente da Anprotec, e atual membro do Conselho Consultivo da entidade, professor Jorge Audy, da PUC-RS, destacou “a importância da visão de futuro e da liderança na área de inovação, bem como o papel transformador da sociedade e a importância de nos inspirarmos em modelos de sucesso, seja no país ou no exterior”. Já o presidente da Anprotec, José Alberto Sampaio Aranha, falou da expectativa sobre o que pode ser feito para que o país possa evoluir. “O momento é bom para isso”, disse.

“O papel dos ambientes de inovação no desenvolvimento regional nacional”, foi o primeiro painel do Workshop e contou com apresentações de casos da Coreia do Sul e de Israel. A superintendente executiva da Anprotec, Sheila Pires, destacou a forte presença do governo da Coreia do Sul como definidor, financiador e coordenador da implementação da estratégia de P,D&I tanto em termos nacionais, quanto regionais e locais. “Como lições para o Brasil, podemos tirar o planejamento – executável, avaliável e flexível – o forte estímulo em educação, e a cooperação”, disse .

Já o ex-presidente da Anprotec, professor Ary Plonski, da USP, ressaltou que Israel e a Coreia do Sul são as nações que mais investem em P&D no mundo, com 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. De acordo com ele, Israel possui oito mil startups, sendo que 10% delas são de Agritech.

Agronegócio

Ao participar do segundo painel do Workshop Anprotec “Políticas públicas para desenvolvimento de ecossistemas de inovação”, o secretário estadual de Desenvolvimento, Leandro Ribeiro, disse que o evento “chancela a força do agronegócio, como responsável pela retomada do crescimento do País, e atesta o êxito de Goiás nesse setor” .

A importância do agronegócio em Goiás, é percebida pela sua participação no PIB, que atingiu R$ 189,9 bilhões em 2017, crescendo 21,5%. Além disto, os produtos ligados a este setor sempre estiveram no topo do ranking das exportações realizadas pelo Estado, correspondendo a mais de 70% da cadeia produtiva.

Para ele estes resultados foram alcançados, em parte, graças às políticas públicas voltadas à ciência e tecnologia, citando como exemplo o Programa Inova Goiás, que tem como um dos principais pilares a integração entre governo, academia e setor produtivo.


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Sérgio Ávila e Marley Rocha, na sede da Goiarte, que está instalada em uma área de 113 mil m² no Distrito Agroindustrial de Aparecida de Goiânia

Uma das empresas pioneiras em Goiás na área de pré-fabricados em concreto, a Goiarte tem apostado no setor do agronegócio para ampliar sua base de clientes. Oferecendo soluções completas em galpões para misturadores de fertilizantes e outras aplicações da agroindústria, a Goiarte, com 57 anos de atividades, quer ampliar esse leque para a área de grãos e portos.

“Tivemos uma ótima experiência nesse setor de galpões para a agroindústria e com ela descobrimos outras possibilidades, como construir também para portos brasileiros. Estamos animados e devemos continuar abrindo mercados nessas áreas”, diz Marley Antonio Rocha, sócio-diretor da Goiarte, revelando negociações para erguer galpões nos portos de Itaqui (MA) e Paranaguá (PR).

Adquirida por quatro sócios em 1992, Marley Rocha hoje dirige a empresa ao lado de Sérgio Ávila, o outro remanescente da sociedade original. Instalada em uma área de 113 mil m² no Distrito Agroindustrial de Aparecida de Goiânia, a Goiarte tem um portfólio de produtos pré-fabricados de concreto (tubos, blocos, elementos vazados, aduelas e defensas), diferentes tipos de pisos (ladrilhos, paver, terratzo e patiograma) e, mais recentemente, estruturas de concreto para galpões. De uma cartela inicial de clientes em Goiás, a empresa se expandiu e hoje tem produtos e obras espalhados por mais de 10 Estados brasileiros.

“Apesar da crise, temos mantido uma média de produção de cerca de 60 mil m³ de concreto por ano. Só numa obra de galpão para misturador de fertilizantes em Catalão foram 12 mil m³”, comenta Sérgio Ávila, dando alguns dados da Goiarte, que tem hoje 128 funcionários, número que chega a triplicar com a execução de obras. “Com o baque econômico dos últimos anos, na área de blocos e pavers estamos operando só duas de quatro máquinas de blocos de concreto”, completa Marley Rocha.

Goiarte tem um portfólio de produtos pré-fabricados de concreto, diferentes tipos de pisos e estruturas de concreto para galpões

Tecnologia e diversificação

Mas como atua em várias frentes em pré-fabricados, a Goiarte tem driblado as dificuldades para se manter firme no mercado. Além de explorar diferentes produtos, a empresa investe em tecnologia para ganhar escala e garantir a qualidade de seus artefatos em concreto. A dupla de sócios não revela faturamento, mas para se ter uma ideia do giro no setor, uma unidade de fabricação de blocos de concreto com máquina de alta performance não sai por menos de US$ 4 milhões.

“Desde o início, resolvemos não deixar cair a peteca da qualidade. E para isso é necessário investir muito em tecnologia e aprimoramento de pessoal e de processos e, nesse capítulo, buscamos assessoria da ABCP há anos”, conta Marley Rocha sobre o zelo da Goiarte, o que a mantém entre as principais empresas brasileiras do ramo.

A ABCP é a Associação Brasileira de Cimento Portland, um centro de excelência em pesquisa e desenvolvimento de produtos e estruturas à base de cimento mantido pela indústria nacional do setor. Com o apoio da associação, a Goiarte tornou-se a única empresa goiana do setor que detém selo de qualidade para blocos e pavimento intertravado de concreto (pavers).

Sérgio com os ladrilhos fabricados pela Goiarte, sob encomenda de empresas e também de clientes que desejam instalar pisos diferenciados

História

O início de que fala Marley Rocha, engenheiro com passagens pelo serviço público estadual, começou em 1991, quando ele deixou o Estado em busca de ter o próprio negócio. Mas a Goiás Artefatos de Cimento (Goiarte) data de 1961, aberta pelo empresário paulista Nelson Geraldo Fernandes, já falecido.

Marley Rocha chamou Sérgio Ávila e mais dois sócios e montaram a CRM, pequena empresa de pré-fabricados de concreto. Na busca pelos primeiros equipamentos chegaram à Goiarte, que da compra de uma betoneira usada evoluiu para aquisição da empresa toda, já em dificuldades, pela então bagatela de US$ 56 mil, negociação concluída no ano seguinte (1992).

Com 128 funcionários, número que chega a triplicar com a execução de obras, a Goiarte tem produtos e obras espalhados por mais de 10 Estados brasileiros

A partir daí, montaram um plano de modernização da empresa. Mantiveram os funcionários mais experientes e foram atrás de clientes que haviam deixado a companhia. Com a injeção de US$ 900 mil em novos maquinários para blocos e tubos de concreto, a Goiarte deu um “up grade” na qualidade e atraiu novos clientes, expandindo horizontes além de Goiás. Dentre esses clientes ainda estão grandes construtoras, shoppings, supermercados, órgãos públicos, entre outros.

“Nosso setor é outro em que você tem que matar um leão por dia, a concorrência não é fácil porque a qualidade não é tão clara de perceber nessa área. Aí você perde para todo tipo de fazedor de bloco”, comentou Sérgio Ávila enquanto caminhava com a reportagem do EMPREENDER EM GOIÁS pelos amplos pátios da Goiarte.

Antes de mudar para o DAIAG de Aparecida, a fábrica da Goiarte ficou até o final dos anos 90 em seu local de origem, o Setor Fama, na capital goiana. Sete anos depois, com a mudança para a nova área em Aparecida, o showroom da Goiarte estava definitivamente instalado na Avenida T-1, no Setor Bueno, depois de uma temporada no Setor Aeroporto.

“Aí fechamos um ciclo e nos preparamos para a nova fase de crescimento que experimentamos na sequência”, relembra Marley Rocha. Eram meados dos anos 2005, a Goiarte estava pronta para dar novos voos no mercado, com ampliação da capacidade de produção, investimentos em novas tecnologias, incremento dos negócios e conquistas de novos mercados.


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A Receita Federal informou nesta segunda-feira (17) que foram notificadas 716.948 microempresas e empresas de pequeno porte que podem ser excluídas do Regime Especial Unificado de Arrecadação Tributos e Contribuições (Simples Nacional) por motivo de inadimplência. Ao todo, as dívidas somam R$ 19,5 bilhões.

O programa, em vigor desde 2007, permite que empresas com receita bruta anual de até R$ 4,8 milhões possam recolher um total de oito tributos municipais, estaduais e federais em uma única guia. O objetivo do Simples Nacional é desburocratizar o pagamento de impostos e incentivar os micro e pequenos empresários do país.

Segundo a Receita, entre os dias 10 e 12 de setembro foram disponibilizados, no Domicílio Tributário Eletrônico do Simples Nacional (DTE-SN), os Atos Declaratórios Executivos (ADE), que notificaram os optantes pelo Simples Nacional de seus débitos previdenciários e não previdenciários com a Secretaria da Receita Federal e com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

“A contar da data de ciência do ADE de exclusão, o contribuinte terá um prazo de 30 dias para a regularização da totalidade dos débitos à vista, em parcelas ou por compensação. O teor do ADE de exclusão pode ser acessado pelo Portal do Simples Nacional ou pelo Atendimento Virtual (e-CAC), no sítio da Receita Federal, mediante certificado digital ou código de acesso”, informou a Receita, em nota.

O prazo para consultar o ADE é de 45 dias a contar da data de disponibilização na internet. Após a consulta, passa a contar o limite de até 30 dias para o pagamento ou parcelamento dos débitos. Quem regularizar a totalidade da dívida tributária dentro do prazo previsto terá a exclusão do Simples Nacional anulada. As empresas que não cumprirem os prazos serão excluídas do programa a partir do dia 1º de janeiro de 2019. (Agência Brasil)


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Gustavo Loyola: “Pode haver uma melhora dos preços quando e se o mercado tiver uma avaliação mais positiva do próximo presidente, principalmente sobre a questão fiscal”

A consolidação de um nome para a presidência da República nas urnas em outubro pode não ser suficiente para fazer ceder a pressão do dólar sobre o real. Especialistas afirmam que, a exemplo de 2002, o mercado pode continuar na defensiva após outubro e a moeda americana não voltaria de imediato a um patamar pré-volatilidade eleitoral, mais próximo dos R$ 3,50 que dos R$ 4,00.

Levantamento com dados da última eleição turbulenta para o mercado, em 2002, mostra que, mesmo com os esforços da chapa eleita naquela época para mostrar que seguiria uma política econômica aliada ao mercado, o dólar custou a ceder e só voltou ao patamar anterior no fim de abril de 2003.

No período eleitoral que culminou no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, o dólar saiu de R$ 2,3040 no fechamento do dia 2 de janeiro de 2002 para R$ 3,6280 em 2 de dezembro, uma alta de 57,4%. A aceleração se consolidou em maio e o câmbio saltou de patamar definitivamente – dos R$ 2 para os R$ 3 – no fim de julho. O dólar só voltou a fechar abaixo de R$ 3 novamente em 28 de abril de 2003, 117 dias após Lula assumir o Palácio do Planalto. Naquele dia, o dólar fechou cotado a R$ 2,9620.

Em 2018, o dólar rompeu a barreira dos R$ 4 em 21 de agosto, quando bateu em R$ 4,0414. E entrou setembro a R$ 4,1506, com perspectiva de alta diante do cenário eleitoral incerto


Na defensiva

Em 2018, o dólar rompeu a barreira dos R$ 4 (para o fechamento) em 21 de agosto, quando bateu em R$ 4,0414. E entrou setembro a R$ 4,1506, com perspectiva de alta diante do cenário eleitoral incerto. Para o ex-presidente do Banco Central e sócio da consultoria Tendências Gustavo Loyola, o mercado está “claramente na defensiva” e só vai começar a reverter essa tendência quando os agentes perceberem que o próximo presidente vai prosseguir com as reformas.

No momento, os investidores estão embutindo dois riscos: o de que o próximo presidente possa não ter governabilidade e o de que o ajuste fiscal não vai avançar. “Pode haver uma melhora dos preços quando e se o mercado tiver uma avaliação mais positiva do próximo presidente, principalmente sobre a questão fiscal”, diz Loyola.

A despeito de o País ter uma economia mais madura hoje que há 16 anos, o próximo governante terá que fazer uma série de reformas para garantir o reequilíbrio das contas públicas. Há um consenso entre os especialistas que a situação fiscal atual é frágil e pode se deteriorar ainda mais caso as medidas adequadas não sejam tomadas.

Carlos Eduardo de Freitas: “O próximo presidente terá que se esforçar para mostrar, ainda neste ano, a que veio. Sobretudo se o ganhador tiver um viés de esquerda”

Desafio

Os analistas da consultoria inglesa Capital Economics ressaltam que o tamanho do desafio que o Brasil tem pela frente para resolver seu problema fiscal é tão grande que mesmo a vitória de um candidato “amigável ao mercado” terá dificuldades para estabilizar o crescimento da dívida pública. O mercado quer garantir primeiro que o novo presidente terá governabilidade para votar medidas impopulares no Congresso.

O economista-chefe da Capital Economics para mercados emergentes, William Jackson, avalia que o dólar pode se valorizar ainda mais no mercado doméstico a ponto de chegar aos R$ 4,50 em 2019. “Parece que o mercado começou a precificar o risco político apenas nas últimas semanas”, ressalta. Para a casa, além das reformas, como a da Previdência, serem impopulares, dois dos nomes que despontam nas pesquisas – Jair Bolsonaro (PSL) e Ciro Gomes (PDT) – tendem a adotar políticas populistas, mais um fator para manter os preços dos ativos pressionados.

Ver para crer

O ex-diretor do Banco Central Carlos Eduardo de Freitas afirma que, diferentemente de 2002, quando estava certa a direção que as eleições tomariam, consolidando a vitória de Lula, neste ano o cenário é completamente incerto. Além de não haver definições mesmo a menos de um mês das eleições, a avaliação do economista é que os candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto para assumir a Presidência da República em 2019 ainda são, majoritariamente, incógnitas ao mercado em termos de direção para política econômica.

“Em situações como essas, o mercado prefere agir como São Tomé: é preciso ver para crer”, aponta Freitas, completando: “A mesma coisa se repetirá agora, com alguma diferença. Em 2002, a partir de julho ficou claro que Lula era ganhador. O medo era do Lula. Hoje, não tem ganhador certo. Ainda é difuso. O mercado fica em dúvida. Com exceção do Alckmin, os outros (no topo das pesquisas) são desconhecidos do mercado”.

“Hoje a situação está toda embolada”, ressalta o ex-diretor do Banco Central Luiz Fernando Figueiredo, sócio da Mauá Capital. Sem referências mais claras, os preços dos ativos embutem mais risco. Figueiredo é mais otimista e avalia que os preços dos ativos podem começar a ter certo alívio quando o quadro para o segundo turno ficar mais claro e se souber a linha dos dois candidatos.

Para Freitas, o próximo presidente terá que se esforçar para mostrar, ainda neste ano, a que veio. Sobretudo se o ganhador tiver um viés de esquerda.

Volatilidade

Em junho de 2002, o então candidato Lula publicou a “Carta ao Povo Brasileiro”, na tentativa de aliviar o estresse do mercado. Com o documento, o dólar chegou a ceder, indo dos R$ 2,8400 para R$ 2,7800, mas rapidamente recuperou o movimento de escalada.

A resistência do mercado naquela época foi evidenciada ainda em outro evento quando, em 22 de dezembro, já eleito, Lula anunciou Henrique Meirelles para o Banco Central. Apesar de começar a oscilar para baixo, o dólar só acelerou e consolidou a queda em abril do ano seguinte. Ainda assim, Freitas pondera que um movimento dos candidatos ou do próximo presidente tem, sim, potencial de acalmar o mercado e diminuir ao menos em parte a volatilidade.

Freitas deixa claro, no entanto, que ao contrário de 2002, a instabilidade cambial não representa uma crise propriamente no País e destaca que o BC tem meios adequados e suficientes para lidar com a volatilidade. Há 16 anos, a situação externa complicada do País, endividado em dólar e com baixo nível de reservas para conter o avanço do dólar, contribuiu para a disparada da divisa frente ao real.


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De uma pequena fábrica de manteiga e queijo no interior de Goiás, com produção de 2 mil litros de leite por dia, para uma das maiores indústrias de derivados de laticínio do País, que processa diariamente 3,2 milhões de litros, comercializa 140 produtos, tem três fábricas e faturou no ano passado R$ 3 bilhões. É a história de pouco mais de três décadas da Laticínios Bela Vista, empresa goiana comandada pelos irmãos engenheiros Cesar Helou e Marcos Helou, que ainda muito jovens assumiram em 1985 o negócio, em dificuldades financeiras, iniciado pelo pai Saladi Helou em 1955.

O faturamento anual de R$ 3 bilhões coloca a empresa, dona das marcas Piracanjuba, Pirakids, Leitbon e Chocobon, entre as cinco maiores de alimento do Brasil. Atualmente, o grupo goiano tem cerca de 1,9 mil empregados nas suas três fábricas: Bela Vista (GO), Maravilha (SC) e Governador Valadares (MG). Uma quarta fábrica já foi adquirida na cidade de Doutor Maurício Cardoso (RS) e deve iniciar as operações até o fim deste ano. O negócio já faz parte dos planos de expansão da marca, que pretender voltar a investir na produção de queijo.

Um dos pontos importantes para o sucesso do grupo goiano é o investimento em tecnologia. “Nossa margem é de apenas 2% a 4%. Então, precisamos ter escala. Para isso, investimos em tecnologia. Temos equipamentos que processam 60 mil litros por hora, enquanto concorrentes usam máquinas que processam só 10 mil litros por hora”, afirma Cesar Helou.

A atual grave crise econômica reduziu o consumo de derivados de leite, mas a expectativa da Laticínios Bela Vista é pela retomada do mercado. “Acreditamos que o brasileiro vai voltar a comprar queijo. Isso aconteceu em outros países, quando o poder aquisitivo aumenta, o cidadão quer consumir mais proteína. Queijo é o primeiro da fila”, diz o empresário.

Em caso de sucesso na retomada da comercialização do queijo, fica mais próxima a meta da Piracanjuba se tornar ainda mais forte nacionalmente até 2020. Além disso, mesmo com mais de 30 anos no negócio, o desafio de crescer sempre ainda motiva o empresário.

“Nunca imaginamos que chegaríamos aonde chegamos. Mas é como aquele ditado: pagamos caro para não entrar na briga, mas depois que entramos estamos pagando caro para não sair”, diz Cesar, referindo-se ao plano de crescimento da empresa para os próximos anos. “Esperamos crescer. Para os próximos cinco anos, temos um planejamento, que não posso divulgar, mas é de crescimento”, conta.

Marcos e Cesar Helou, da Laticínios Bela Vista (Piracanjuba): parceria de 30 anos e faturamento anual de R$ 3 bilhões

Trajetória

A história da Laticínios Bela Vista tem início em 1955, quando dois irmãos de uma família e dois de outra decidiram construir uma fábrica de manteiga em Piracanjuba. Um deles era Saladi, pai de Cesar e Marcos. Seis anos depois, uma das irmãs decide comprar a pequena fábrica com o marido e filhos. Saladi decide então se mudar com a família para São Paulo, onde comprou uma casa após muito trabalho como contador prático.

Mas, no início da década de 70, com a morte da irmã, decide trocar a residência pela fábrica no interior goiano. Em 1974 a família volta para Piracanjuba para administrar a empresa, que cresce sob a administração de Saladi.

Os filhos Cesar e Marcos não demonstram interesse pelo negócio e vão estudar engenharia em São Paulo. Depois de formados, Cesar começa a trabalhar no mercado financeiro e Marcos monta empresa na área de construção.

Tudo começou a mudar em 1985, quando o pai deles começa a passar por dificuldades. Marcos já tinha seu próprio negócio e Cesar, como era empregado, decidiu ajudar na fábrica. Dois meses depois, Saladi morre de ataque cardíaco e os irmãos assumem o negócio da família. “Eu já gostava do negócio de leite. Meu irmão gostava mais da engenharia e disse que me ajudaria a colocar tudo em ordem. Costumamos brincar que até hoje ainda não conseguiu”, conta, de forma bem humorada, Cesar Helou.

Mudanças

Ao assumirem o negócio da família, que passava por dificuldades financeiras, uma das primeiras decisões foi promover forte enxugamento nos custos. A produção na época era de apenas 2 mil litros de leite por dia, com margens pequenas de lucro. Como os irmãos tinham grande facilidade com números e planilhas, se debruçaram nas contas da empresa. Logo viram que precisam promover mudanças e rápidas. Cesar demitiu o motorista da fábrica e assumiu a entrega por caminhão dos produtos aos clientes. “Queríamos enxugar a empresa e pagar as contas. Deu certo. Um ano depois já tínhamos duas fábricas”, frisa.

Em 1994 os irmãos tiveram de tomar uma nova decisão importante, que também consolidaria o crescimento da Piracanjuba. “Ganhamos uma boa quantia de dinheiro naquele ano e tínhamos três opções: investir na aquisição de fazenda, no mercado imobiliário ou investir em nossa empresa. Decidimos pela última e começamos a obra da fábrica em Bela Vista”, conta.

No primeiro momento a ideia não pareceu dar muito certo. Era a primeira vez que o grupo tinha uma fábrica que demandava refeitório, lavandeira e gastos com segurança. Além disso, a unidade tinha capacidade para processar 150 mil litros de leite por dia, mas só produzia 70 mil. Portanto, atuava com menos da metade da sua capacidade e com custos altos. “Começamos a entrar em decadência. Não havia mercado”, conta Cesar.

Na crise, porém, os irmãos descobrem uma nova oportunidade de negócio: produzir queijo e manteiga para redes de supermercado, como Carrefour e Pão de Açúcar, que tinham interesse de investir em marcas próprias e de qualidade para atrair mais clientela. A Piracanjuba conseguiu fechar rapidamente contratos para suprir a demanda de 15 grandes clientes, chegando a atingir quase a capacidade máxima de produção da fábrica e, claro, aumentar seu faturamento.

A segunda boa sacada dos irmãos empreendedores foi em 2001, quando começaram a produzir leite longa vida. Foi um novo fôlego financeiro para a empresa. “Isso nos deu um capital de giro enorme, pois era possível envasar o produto e vendê-lo no mesmo dia. O queijo, por outro lado, precisa de pelo menos 30 dias para maturar e ser entregue”, explica Cesar.

 

A partir de uma oferta de compra, o ano de 2007  foi decisivo para o crescimento da Laticínios Bela Vista. Como a economia nacional e mundial vivia momentos de forte crescimento, investidores (de olho no crescimento do grupo goiano e do mercado de derivados de leite) fizeram ofertas altas para comprar a empresa. Os irmãos recusaram todas e decidiram continuar no negócio. Não era ainda hora de aposentadoria. Aliás, até hoje ainda não fazem ideia de quando esta hora vai chegar.

Nesta época haviam também decidido não mais produzir marcas de terceiros para redes supermercadistas, mas investir no lançamento de suas próprias marcas. “Chegamos a ter 65% do faturamento com produtos de outras empresas, mas decidimos que era hora de mudar. Promovemos grande profissionalização na empresa, promovemos gerentes para cargos de diretor e a contratamos gerentes comerciais em São Paulo e no Nordeste para ampliar nosso mercado”, diz Cesar.


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Cotril Motors, há mais de dez anos na Avenida 85, se tornará uma revenda multimarcas

A rede de concessionárias de veículos está menor em Goiás. A Govesa Veículos, primeira revenda Volkswagen no Estado e também uma das pioneiras da montadora alemã no Brasil, e a Cotril Motors, que comercializava os produtos da marca Mitsubishi em Goiás, fecharam as portas, demitindo mais de 100 funcionários.

Por que? Não conseguiram suportar os efeitos da crise econômica, que atingiram em cheio o setor automotivo goiano com a queda das vendas em 2015 e 2016, que só melhoraram no ano passado, como antecipado (leia aqui) com exclusividade pelo EMPREENDER EM GOIÁS. Mas, tarde demais para os dois grupos que, de acordo com informações de analistas do setor, também enfrentaram problemas financeiros, de gestão e, nos últimos anos, falta de competitividade dos produtos das marcas que representavam.

Star Motors
A Mitsubishi Motors, representada pela HPE Automotores do Brasil (ex-MMC) e que tem fábrica em Catalão (GO), agiu rápido. Nomeou o Grupo Star Motors, novo concessionário das marcas Mitsubishi e Suzuki em Goiânia e Anápolis, além de Imperatriz e Balsas, no Maranhão. Nesta quarta-feira (dia 10), a Star Motors abre as portas com 40 carros da marca japonesa, na Avenida 85, onde funcionou por vários anos como concessionário Mercedes-Benz em Goiânia, cuja operação foi vendida em 2016 para o Grupo Tecar. Há mais de um ano, a Star Motors também adquiriu a Akar, revenda Kia Motors, e espera a carta de anuência para iniciar a venda de veículos da marca coreana, embora já dê assistência aos clientes na oficina.

A partir de 18 de janeiro, a Cotril Motors, que há 16 anos era concessionário Mitsubishi, completados em novembro do ano passado, vai se transformar em Cotril Multimarcas, na esquina da Avenida 85 com a Avenida Edmundo Pinheiro de Abreu. A empresa, que foi referência em vendas dos produtos da montadora japonesa em 2011 na Região Centro-Oeste, também tinha uma estrutura pesada e a situação se complicou com a inauguração em dezembro de 2011 de um novo concessionário da marca no Estado, a Azuka, do grupo Belcar Veículos. O grupo goiano Cotril, fundado em 1965, continua com a Cotril Máquinas, representante da New Holland, e a Cotril Agropecuária.

Concessionária pioneira em Goiás, sede da Govesa próxima a rodoviária de Goiânia vai se tornar um centro comercial popular

Grupo Govesa
Após um casamento de mais de 60 anos, a Govesa Veículos deve assinar nos próximos dias um acordo de separação amigável com a Volkswagen do Brasil. A filial da T-63 já se transformou em loja multimarcas e a revenda da Avenida Independência, com seus 12 mil metros quadrados, dará lugar a um shopping popular, no qual serão investidos R$ 70 milhões, conforme informações publicadas em dezembro pelo jornal O Popular.

Além de enfrentar os efeitos da crise econômica, a Govesa adquiriu uma concessionária Volkswagen em Brasília, o que elevou o endividamento da empresa num momento de agravamento da recessão, provocando queda nas vendas e, consequente, redução da receita da empresa. Além do segmento de veículos, o Grupo Govesa continua operando o Consórcio Govesa, bem como a Govesa Construtora, Govesa Locadora de Equipamentos e a Govesa Mineradora.

A história do Grupo Govesa começa em 1942, quando Ignacy Goldfeld fundou a Emig – Eletrônica Mecânica Importadora de Goiás Ltda, uma loja de rádios e materiais elétricos. Com o crescimento da indústria automobilística nacional, mudou seu nome para Emeve – Eletro Mecânica de Veículos Ltda, se tornando em 1957 a primeira concessionária Volkswagen em Goiás e uma das primeiras a se instalar no Brasil. Anos depois, recebeu o nome definitivo de Govesa Goiânia Veículos S/A.


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O centro comercial da região da Rua 44, em Goiânia, vai ganhar mais um shopping destinado aos lojistas de moda que vendem seus produtos no atacado e se consolidar como o segundo maior polo atacadista de moda do País. Na próxima terça-feira (dia 3), um consórcio de investidores vai lançar o Mega Moda Park, com a inauguração do estande de vendas e uma forte campanha de mídia para divulgar o empreendimento.

O Grupo Mega Moda, formado pelo grupo Novo Mundo (50% das ações) e pelas famílias Hugo Goldfeld (25%) e Ian Goldfeld (25%), vai investir R$ 160 milhões na construção do novo shopping atacadista, que terá 800 lojas de 5 a 50 metros quadrados, quatro praças de alimentação, praça de eventos, mais de 1 mil vagas de estacionamento para carros e, como diferencial, oferecerá o primeiro subsolo de Goiânia com 80 vagas para ônibus.

O projeto prevê, ainda, torres comerciais com mais de 120 salas de escritórios, elevador panorâmico, boulevard externo e uma passarela sobre a futura avenida Leste-Oeste. Outro diferencial do empreendimento é a sustentabilidade. O Mega Moda Park será o primeiro shopping de Goiás a ter um telhado verde e fotovoltaico. A ideia é aproveitar a área de 10.600 metros quadrados e fazer uma grande horta com alimentos orgânicos para os lojistas e colaboradores.

O Mega Moda Park será construído na famosa região da 44, no Centro de Goiânia, nas confluências de quatro importantes avenidas: Contorno, Independência, Marginal Botafogo e a futura Leste-Oeste, o que facilitará o acesso dos clientes ao shopping.

No subsolo, haverá uma usina de lixo pra fazer a compostagem dos alimentos da praça de alimentação, que servirão como adubos para a horta. As placas fotovoltaicas garantirão o fornecimento de energia elétrica, tornando o shopping autossustentável e ajudando a preservar o meio ambiente.

Confiança
Presidente do Mega Moda, Carlos Luciano Ribeiro diz ao EMPREENDER EM GOIÁS que o shopping Mega Moda Park será construído em três anos. A primeira etapa está prevista para ser inaugurada em novembro próximo, a segunda em 2019 e a terceira em 2020. Quando estiver todo em operação, estima que serão gerados 8 mil empregos.

Há um ano, a empresa trabalha no projeto do shopping e com pesquisas de mercado para garantir a viabilidade do empreendimento. “Chegou a hora do lançamento comercial para os investidores. O cenário econômico é favorável, com a economia confirmando, a cada dia, uma reação consistente. Esta é a oportunidade dos lojistas montarem ou expandirem seus negócios dentro de um polo que já atrai compradores do Brasil e do exterior”, afirma Carlos Luciano.

Para tornar o complexo ainda mais atraente, o Mega Moda Park oferecerá transfer do Aeroporto Santa Genoveva para o shopping – serviço que passou a ser oferecido em fevereiro último por outro empreendimento do grupo, o Mega Moda Shopping, que foi inaugurado há sete anos, também na Região da 44.

MEGA MODA
O Mega Moda, do Grupo Novo Mundo, é formado pelos dois maiores shoppings atacadistas do país: o Mega Moda Shopping, inaugurado em 2011, e o Mega Moda Park, que será inaugurado em novembro deste ano, ambos na região da 44, em Goiânia. O Mega Moda Hotel, o maior hotel de Goiânia, com 270 apartamentos, o Mini Moda – espaço especializado em moda infanto-juvenil e o Clube de Costura também fazem parte do complexo, que oferece transfer exclusivo para os compradores que chegam pelo aeroporto Santa Genoveva. O Mega Moda Shopping possui área construída de 34 mil m2, com mais de 1.300 lojas e um amplo estacionamento.


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Filipe Peixoto aposta na inovação do tradicional espetinho para se tornar franqueador

Publicitário por formação e empreendedor por desejo, o jovem Filipe Peixoto sonhava em abrir seu próprio negócio, mas que fosse inovador na área de alimentação. Há um ano e meio abriu o Jantinha Fast: um drive trhu para a venda de espetinhos de carne e de queijo, além de acompanhamentos, como arroz e vinagrete. “Sempre quis abrir meu próprio negócio e um amigo disse que jantinha dava dinheiro. Queria algo inovador”, afirma Peixoto ao EMPREENDER EM GOIÁS na sede da sua empresa (Avenida D, em Goiânia).

Da ideia do negócio à inauguração da empresa, em abril de 2016, foram apenas dois meses. Com o apoio dos pais, Peixoto teve ajuda também de uma amiga que mostrou o local escolhido para montar o Jantinha Fast, de aproximadamente 40 metros quadrados, onde antes funcionou um drive thru de pães. Enquanto o local passava por reforma, o empresário foi em busca da cozinheira, churrasqueiro e demais pessoas para a sua equipe. O primeiro profissional responsável pelo churrasco foi um tio, que “era o churrasqueiro da família”. Ficou por dois meses colaborando na construção do projeto.

O Jantinha Fast começou com o drive thru, a ideia inicial. Um mês após inaugurado, Peixoto expandiu o atendimento para o modelo delivery. Um ano depois abriu o deck, espaço para atender os clientes interessados em comer no local. O quantitativo da equipe se mantém desde o início: cinco, entre cozinheira, atendentes, caixa e churrasqueiro. O atendente do drive thru também anota os pedidos dos clientes no deck. Não há garçom e a entrega é terceirizada.

No primeiro mês de atividade do Jantinha Fast, o negócio teve faturamento de R$ 40 mil. Hoje vende R$ 65 mil por mês e a expectativa para 2018 é passar de R$ 1 milhão ao ano – o que representaria mais de R$ 80 mil/mês. No início vendia de 80 a 90 ‘jantinhas’ por dia. Hoje saem entre 120 a 150 unidades. Das vendas realizadas, 60% são via drive thru, 20% delivery e 20% feitas no deck. A média de espera entre o pedido e entrega é de 7 minutos, garante Peixoto.

Demanda
Natural de Jaraguá, Filipe Peixoto tem 26 anos de idade e mora sozinho em Goiânia há oito anos. Diz que sempre teve dificuldade para encontrar comida fresca, caseira e com comodidade, “sem ter de sair do carro”. Foi nisto que viu a oportunidade de montar um negócio diferente para atender, pelo menos inicialmente, o público que tem perfil semelhante ao seu. Com o Jantinha Fast, Peixoto diz ser concorrente indiretamente de todo restaurante que está aberto no mesmo horário (de segunda-feira a sábado, das 17h30 às 23h30) que o empreendimento dele. Mas para drive trhu, frisa, a concorrência são grandes redes de fast-food e pizzarias.

“É o único ainda de jantinha. Concorrência sempre tem, mas quem trabalha direitinho tem sempre clientes também”, afirma. “Acho interessante essa vontade de empreender quando a gente passa por situação de crise. Foi de onde eu tive uma ideia”, conta o publicitário, responsável por todo o marketing da sua própria empresa, como redes sociais e o processo criativo dos pratos. Além disso trabalha como operador, no caixa e atendimento. Faz “de tudo um pouco”, menos o preparo da comida.

“Acredito muito no meu negócio. Isso faz com que eu tenha sempre ânimo para estar aqui, para criar, para atender meu cliente. Porque meu plano não é só para esse ano ou ano que vem. É para vida toda. Para crescer, virar uma rede grande. Sou muito otimista. Meu pai me ajudou a por meus pés no chão, falar para ir com calma. O retorno tanto financeiro como pessoal me dá mais vontade de continuar”, diz.

META É TRANSFORMAR EM FRANQUIA

A ideia de transformar o Jatinha Fast em franquia já nasceu quase junto com o próprio estabelecimento. O empresário Felipe Peixoto teve contato com um escritório de consultoria e, dois meses depois da inauguração do negócio, começou essa modelagem de franquia, que foi lançada e está disponível para franqueados desde julho passado. O investimento total previsto para o franqueado é de R$ 150 mil, que inclui a taxa de franquia de R$ 15 mil, além de prever gastos com estrutura, capital de giro e primeira compra. O retorno é calculado para ocorrer entre 16 a 24 meses.

O formato prevê que a franqueadora oferecerá os espetos, para manter o padrão de qualidade da carne, e as embalagens. “O restante fica por conta do franqueado. Porque facilita a negociação e a compra dele. É um modelo de negócio fácil de operar. Porque é pequeno, cardápio enxuto”, informa Peixoto. A ideia, frisa o empresário, é expandir em Goiânia, Anápolis, Brasília. “Mesmo com o pessoal estando com medo desta crise toda, a procura está grande”, diz Peixoto. Sua expectativa é, até o fim deste ano, fechar o primeiro contrato.

Opções
O menu tem 14 tipos de espetos, entre opções de cortes de bovinos e aves, além de queijos. A ‘jantinha’ tradicional é composta por arroz, feijão tropeiro, mandioca e vinagrete. Mandioca ao alho desidratado é uma opção de adicional. Há ainda a opção fitness (arroz integral ou mandioca e vinagrete) e a premium (carne angus e o entrecôte, corte que vem acompanhado de batata frita e molho de pequi, de alho ou de ervas). Os valores dos pratos completos variam entre R$ 18,90 a R$ 22,90, dependendo do tipo de espeto. Também há opção para comprar só os espetos, que custam entre R$ 9,50 a R$ 13,50.

Os espetos são feitos diariamente e de carne fresca. “Trabalhamos com açougues pequenos”, frisa o empresário. Os acompanhamentos são preparados todo dia em poucas porções e em panelas pequenas. “Aqui dentro não tem micro-ondas. É fogão mesmo. O espeto é na brasa, na churrasqueira”. Peixoto diz tomar esses cuidados para a comida estar sempre com “gosto caseiro e fresca”. O espeto vai embrulhado em papel alumínio e dentro de uma caixa de papelão para manter a temperatura. Os acompanhamentos vão numa embalagem de plástico, dividida em três compartimentos, e que pode ser levada ao congelador e ao micro-ondas.


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Claudionor e Shirley posam orgulhosos diante de foto que mostra as empresas do grupo

Quase todas as histórias de empreendedores de sucesso têm um momento em que decidem correr riscos para a realização de um sonho ou projeto. No caso de Claudionor Rodrigues e Shirley Leal, sócios do Grupo Belcar, beirou a irresponsabilidade. Resolveram vender todo o patrimônio que juntaram em quase 20 anos como empregados para comprarem metade de um negócio à beira da falência. Mais: sem terem o menor conhecimento do que iriam encontrar na empresa.

“Era uma vontade muito grande de ganhar dinheiro. Éramos até certo ponto irresponsáveis. Na faixa dos 30 e 40 anos de idade, você tem maior disposição ao risco. Hoje, tenho mais ponderação, não sei se teria essa mesma coragem”, afirma Claudionor, sobre a decisão de comprar a metade da Belcar sem nunca ter entrado na loja.

Era abril de 1993. Naquela época, a Belcar vendia apenas 15 veículos novos por mês, quase 10% das vendas registradas pela Govesa, onde Claudionor e Shirley trabalharam por muito anos antes de decidirem ter sua própria concessionária.

Mais de vinte anos depois, a Belcar é uma das principais concessionárias da Volkswagen no Brasil e teve no ano passado faturamento bruto de R$ 277 milhões. A empresa tem hoje 430 funcionários em concessionárias da Volkswagen e Mitsubishi, bem como em revendas da Yamaha.

Isto num segmento que sofreu queda média de 40% nas vendas nos últimos três anos, por conta da grave crise econômica no País.

Casamento perfeito
De origem humilde, característica que mantém até hoje, Shirley e Claudionor contam ao EMPREENDER EM GOIÁS como a experiência, talento e força de vontade ajudaram a ter sucesso no empreendimento. Ele sempre foi da área de vendas e comercial, enquanto o forte dela era finanças e cadastro. Ambos formam um casal (não são marido e mulher, convém frisar) quase imbatível no segmento de veículos em Goiás.

“Sempre fui muito ambiciosa. Meu pai foi tratorista, passava muito tempo longe de casa e minha mãe sofria muito. Eu sempre quis vencer na vida para não passar as dificuldades da minha mãe”, afirma Shirley, que trabalhou pela primeira vez aos 13 anos, quando um amigo da família a empregou numa papelaria no Bairro Feliz. “Ele era japonês e me ensinou tudo, desde a importância da disciplina até a abrir a loja e fechar um balancete”, conta.

Baiano de Guanambi, Claudionor mudou para Goiânia aos 17 anos de idade e conseguiu o primeiro emprego num banco e, depois, para fazer o cadastro de clientes de uma revenda (garagem) de veículos seminovos.

O destino levou Claudionor e Shirley a trabalharem na concessionária Govesa (Volkswagen), em Goiânia. Ele como vendedor, ela como telefonista e depois no crédito. Logo ganharam confiança dos donos da empresa e assumiram postos de gerentes e diretores das áreas comercial e financeira, respectivamente.

Em decorrência de mudanças na direção da Govesa, Claudionor e Shirley deixaram a empresa, na qual trabalharam por duas décadas. Cada um tinha planos diferentes para o futuro. Mas uma oportunidade surgiu: comprar a metade da Belcar que, mesmo quase falida, cobrava um preço alto para a dupla.

Chamados de loucos por parentes e familiares, os dois venderam tudo que tinham e juntaram o dinheiro para adquirirem 50% do negócio. A outra metade permaneceu nas mãos da família Bernardino.

“Tínhamos na época a opção de sermos donos de 100% de uma concessionária Fiat, mas o Claudionor sempre foi apaixonado pela Volkswagen e, por isso, decidimos fechar o negócio”, afirma Shirley. Apesar da “irresponsabilidade” de terem arriscado tudo, os empresários creditam o sucesso à experiência adquirida ao longo da trajetória como empregados.

Dupla de empresários trabalha com veículos da Volkswagen desde 1973

Superação
O início foi complicado. Os processos na Belcar eram tão arcaicos que uma das primeiras vendas nas mãos dos novos sócios demorou um dia para ser concretizada. Além disso, o Brasil vivia grave crise econômica que antecedeu o Plano Real, além da concorrência com as outras concessionárias, claro. Shirley e Claudionor viram que era preciso virar a Belcar de cabeça para baixo e exigiram que todas as decisões seriam dos dois, mostrando a confiança na experiência.

Claudionor vendia sozinho 50 carros por mês quando trabalhava na antiga concessionária. Não via porque não conseguiria vender este mesmo volume na empresa que acabara de ser sócio. Lançou um plano para concorrer com os consórcios, batizado de Plano Belcar. “O crescimento nas vendas foi imediato. No primeiro mês, dobramos o volume mensal de 15 para 30 carros”, conta Claudionor.

A estratégia agressiva de vendas e a nova gestão financeira da empresa implantadas pelos empresários deram tão certo que, em 1996, a nova Belcar inaugurava sua sede própria no Alto da Glória. Aliás, uma das exigências da Volkswagen para os novos sócios da concessionária.

O Grupo Belcar, nas mãos de Claudionor e Shirley, não parou mais de crescer e se expandir em Goiânia. Entrou na área de motocicletas ao abrir duas revendas autorizadas da Yamaha e, em 2011, inaugurou a Asuka, concessionária de veículos Mitsubishi. No mesmo ano, a nova concessionária já conquistava prêmio da montadora japonesa.


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Conforme antecipado (confira aqui) pelo EMPREENDER EM GOIÁS, a Incorporadora Emoções, que tem entre seus sócios o rei Roberto Carlos, confirmou para o próximo dia 7 de março a apresentação do primeiro empreendimento de alto luxo da empresa em Goiânia, que será construído em parceria com a GMP Incorporação e GPL Incorporadora.

Caberão aos sócios Ubirajara Guimarães (Bira) e Jaime Sirena (Dody Siena, o outro sócio, não virá) a apresentação do empreendimento residencial que será construído no Parque Flamboyant, no Jardim Goiás, e terá o nome de uma das canções de Roberto, assim como são os de outros empreendimentos lançados pela empresa. O edifício será de alto padrão e contará com os mais modernos conceitos de arquitetura, tecnologia e sustentabilidade.

Em 2018, a Incorporadora Emoções também vai lançar mais dois prédios residenciais na cidade de São Paulo e um condomínio de casas em Indaiatuba (98 km da capital). Desde 2011, a empresa já entregou três prédios em São Paulo e um em Aracaju (SE).

Roberto Carlos tem um gosto especial pela arquitetura e, por isso, em 2011, decidiu entrar no mercado imobiliário criando a Incorporadora Emoções. O primeiro empreendimento da empresa foi lançado em 2011, na cidade de São Paulo, e recebeu o nome de Horizonte JK, uma junção do nome de uma das músicas de Roberto e o endereço em que o prédio é localizado, na Avenida Juscelino Kubitschek, no Itaim Bibi (zona oeste). O edifício foi entregue em 2014 e é uma mistura de comercial com residencial. São 80 unidades de escritório e quase 270 apartamentos.

Também foram entregues os prédios comerciais Horizonte Jardins, em Aracaju (Sergipe) e, em São Paulo, o Horizonte Vital Brasil, no Butantã (zona oeste), e o Coletânea Office Square, no Carrão (zona leste). Nesse último, não foi possível fazer a alteração do nome.

Palpite
Roberto Carlos dá palpites nos projetos e quando há uma brecha em sua agenda, ele faz visitas aos empreendimentos. Os edifícios tendem a seguir o gosto do cantor. “Os prédios puxam para o tom azul e remetem à personalidade de Roberto, mas não expõem a figura dele com fotos. É muito sutil. Ele tem participação ativa, gosta de ver os projetos e opinar”, afirma Jaime Sirena ao portal UOL.

Segundo ele, na mesma entrevista, a reputação de Roberto Carlos ajuda nos negócios. “É evidente que é difícil fazer a separação. O artista ajuda. Ele tem mais de 50 anos de carreira e nada que tire a credibilidade e segurança para quem quer adquirir um empreendimento. Aquele que vai fazer um investimento no início da obra tem que acreditar que o prédio vai ficar pronto. Dá credibilidade por ser dele”.


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José Garrote começou a empreender com 19 anos de idade em Itaberaí. Seu grupo hoje fatura mais de R$ 1 bilhão por ano

A indústria goiana São Salvador Alimentos (SSA), dona das marcas SuperFrango e Boua, abate 270 mil aves por dia para abastecer mercados de oito Estados brasileiros e do Distrito Federal, além de vender para 62 países. No ano passado, quando a economia brasileira retraiu 3,6%, o faturamento da SSA cresceu 21% e rompeu a barreira de R$ 1 bilhão. Para contar a história da empresa, o CEO do grupo, José Carlos Garrote de Souza recebeu a equipe do EMPREENDER EM GOIÁS na sede em Itaberaí (GO). De jeitão simples e cordial, pediu apenas mais 20 minutos de espera. É que naquele momento concluía parceria com representantes da terceira maior distribuidora de alimentos do Japão.

Com fábrica de rações, de recria, unidade de recria de aves matrizes, unidade de produção de ovos férteis, incubatório, armazéns graneleiros, sistema de integração de aves e um dos maiores e mais modernos abatedouros de aves do País, a empresa goiana emprega diretamente 3,6 mil trabalhadores e contrata outros 1,5 mil terceirizados. Em 2005, depois de participar de uma missão comercial chefiada pelo governador Marconi Perillo no mercado da Ásia, começou a fechar contratos de exportação. Em 2011, fez a primeira venda para a Europa e, há dois anos, entrou no maior mercado do mundo, na China. Hoje o grupo goiano exporta três mil toneladas por mês, que representa 22% do seu faturamento.

Com a expansão no mercado internacional, também aumentaram as exigências sobre a qualidade dos produtos e a vigilância sanitária sobre a empresa, que investe alto. Só no ano passado foram R$ 30 milhões em sistemas de tratamento e disposição de resíduos, serviços externos de gestão ambiental e em certificação externa dos sistemas de gestão. A SSA também construiu sua própria estação de tratamento de efluentes (ETE), onde a água captada para abastecer sua produção é depois tratada e devolvida mais pura ao Rio das Pedras, de Itaberaí.

Seu complexo industrial impressiona, não apenas pelo tamanho, mas também pela organização, limpeza e automação. O grupo investe apenas na área de tecnologia mais de R$ 500 mil por mês. A SSA continua a investir na expansão e, mais recentemente, na diversificação de seus produtos. Em 2014 lançou uma nova marca, a Boua, que produz e comercializa itens como vegetais congelados, defumados, batatas palitos e embutidos. Para os próximos dois anos prevê investir mais de R$ 200 milhões em novas unidades fabris e produtos, sem revelar detalhes.

Início da sociedade
A história de São Salvador Alimentos começa na década de 80. O produtor rural Carlos Vieira da Cunha tinha granja na região de Itaberaí com capacidade para 40 mil aves, uma das maiores no Estado. Era sogro de José Garrote que, com pouco apenas 21 anos, administrava as duas farmácias do seu pai na cidade e tinha aberto um novo negócio, de produção de sementes de arroz para vender em Goiânia. Mas, por causa de grave problema de saúde na família, Carlos Vieira teve de ausentar da administração da granja em 1981. Recorreu ao genro. “Além de assumir a responsabilidade, vendi todos meus negócios para investir na granja”, afirma Garrote.

O aporte de recursos permitiu o crescimento do empreendimento, agora uma sociedade entre sogro e genro. Durante os primeiros oito anos, Garrote teve de buscar pintinhos em Uberlândia. Isto cinco viagens por semana, com ajuda de um funcionário, numa Kombi. Neste período o jovem empresário conheceu Alfredo Rezende, da Granja Rezende, que foi praticamente seu mentor no segmento de avicultura.

Carlos Vieira e José Garrote decidiram dar novo salto em 1986: construir um abatedouro. A ideia era comprar equipamento para o abate de quatro mil aves por dia. Compraram um com capacidade seis vezes maior. “Disse para meu sogro que a empreitada ia ficar pesada demais. Ele retrucou que nunca tinha voltado de mãos vazias de um negócio”, frisa Garrote.

Foram cinco anos até inaugurarem o Abatedouro São Salvador, em 1991, com 73 funcionários. O investimento na época foi de US$ 2 milhões. “Vendi mais uma vez todo o meu patrimônio, inclusive a casa que morava, e peguei muito dinheiro emprestado. Meu sogro vendeu a metade do patrimônio dele. Apesar do elevado risco, sempre acreditamos no negócio”, afirma Garrote.

No início nada saiu como planejado. Para começar, por conta dos altos custos para construir e equipar o abatedouro, a empresa ficou sem capital de giro. Para piorar, surgiram vários problemas na linha de produção. “O primeiro frango saiu todo esgarçado porque as máquinas não estavam ajustadas”, lembra o empresário. Isto tudo exigiu adequações nas máquinas, redução de custos com a troca de fornecedores, aumento da produtividade e mudança na política comercial da empresa, passando a vender diretamente para os frigoríficos.

Quitadas as dívidas, realizados os ajustes na produção e remodelada a política comercial, a indústria goiana passou a crescer rápido na década de 90. Com o apoio de incentivos fiscais e financiamentos do FCO, ganhou fôlego financeiro para investir na expansão e estar hoje entre as maiores indústrias de aves do País, concorrendo com gigantes como Perdigão e Sadia. “Até parece que foi fácil, mas foram 30 anos de muito trabalho, sacrifícios pessoais e correndo riscos. Cheguei a vender tudo o que tinha três vezes na minha vida para investir no negócio. Nunca me arrependi”, enfatiza Garrote.

“Vendi tudo o que tinha três vezes na minha vida para investir no negócio. Nunca me arrependi”, afirma José Garrote


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Raridade: Itamar e Jerônimo são amigos e sócios desde a juventude

Poucos restaurantes goianos conseguem passar dos 50 anos no mesmo local, mantendo a tradição, oferecendo praticamente o mesmo cardápio e conservando e, ainda por cima, atraindo novos clientes. É o caso da Pizzaria Cento e Dez, a mais famosa e antiga pizzaria de Goiás, que completa 52 anos de atividade em 10 de março, dos quais 47 anos sob a direção dos mesmos donos, Jerônimo Antônio de Carvalho e Itamar Roberto, amigos e sócios desde a juventude. Aliás, outro fato muito raro no mundo dos negócios.

Desde que foi aberta em 1966, pelas mãos dos sócios Bose e Bonelli e depois repassada a um empresário português, a Cento e Dez está localizada em pleno coração de Goiânia, na Rua 3, entre a Avenida Tocantins e a Rua 9, e faz parte da história do Centro da capital. É possível atestar a tradicionalidade do restaurante através do documento do registro da empresa, em 28 de fevereiro de 1966, que está num quadro estampado na parede do restaurante.

O ex-governador Otávio Lage tinha a sua mesa cativa na pizzaria. Já passaram por lá também outros ex-governadores e hoje é frequentada, ainda, por políticos, empresários, artistas, inclusive de outras cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, que visitam Goiânia. No local, as únicas adaptações realizadas foram as modernizações do banheiro e da cozinha, bem como a instalação de um elevador que leva ao segundo piso, para servir as pessoas que têm dificuldades em usar escadas.

Sociedade
Jerônimo e Itamar contam ao EMPREENDER EM GOIÁS que desde a juventude são amigos e sócios. Antes da Cento e Dez, eles comandavam a Panificadora Seleta, localizada na Avenida Goiás, quando o Setor Central era o auge do comércio e do lazer dos seus moradores. O segredo dessa união ter rendido e ainda estar durando negócios de sucesso e amizade está no respeito que um tem pelo outro. “Sempre colocamos os problemas na mesa e buscamos juntos as soluções”, diz Jerônimo.

No negócio, os dois sócios sempre se posicionaram em defesa da qualidade das matérias-primas para garantir a oferta de produtos de qualidade e a satisfação dos clientes. Outro ponto importante, em qualquer negócio, lembram, é o bom atendimento aos clientes. “O atendimento diferenciado faz a diferença”, afirma Itamar.

A Pizzeria Cento e Dez tem em seu cardápio 60 variedades de pizzas, além de saladas e massas, preparadas artesanalmente. O tipo de pizza mais pedido sempre foi e continua sendo a Moda da Casa. O dito popular que domingo é dia de pizza se confirma na Cento e Dez. Realmente, domingo é o dia que mais se vende pizzas, sendo que 40% são entregues pelo serviço delivery.

O nome Cento e Dez foi criado, em 1966, associando o nome da pizzaria ao número do imóvel que se localiza – 110. Contudo, alguns anos depois, a Prefeitura de Goiânia renumerou os imóveis e o prédio passou a ter o número 1.000. Mas o nome da pizzaria permanece o mesmo. Até as mesas e cadeiras da pizzaria são as mesmas, embora, passem por reformas constantes. Muitos dos 22 funcionários trabalham na casa há mais de 30 anos.

Os donos da Cento e Dez não tem planos de expansão do restaurante. Porém, alguns dos filhos abriram negócios dentro do ramo, mantendo a tradição dos pais.


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Confirmado e, conforme antecipado pelo EMPREENDER EM GOIÁS, o cantor e compositor Roberto Carlos participará da avant-première do empreendimento Horizonte Flamboyant, que acontecerá no próximo dia 17 de maio, às 19 horas, em Goiânia, dois dias antes do lançamento oficial do empreendimento. O residencial de alto padrão é o quinto que será construído pela Emoções Incorporadora, empresa criada em 2011, em São Paulo, pelo cantor e seus sócios Ubirajara Guimarães e os irmãos Dody e Jaime Sirena. Em Goiânia, são parceiros no projeto as empresas goianas GMP Incorporação e GPL Construtora e Incorporadora.

Na oportunidade, Roberto Carlos fará a abertura oficial dos apartamentos decorados. Dois dias depois, no dia 19 de maio, às 21 horas, conforme antecipou no dia 7 de março o EMPREENDER EM GOIÁS,  o cantor fará show especial no Goiânia Arena. A recepção será feita para um grupo petit comité formada por clientes do empreendimento e será realizada no próprio estande do Horizonte Flamboyant, localizado na Rua H, do Jardim Goiás, de frente para o Parque Flamboyant.

Cerca de R$ 140 milhões é o valor a ser investido no empreendimento Horizonte Flamboyant . O residencial será construído em terreno de 3,79 mil metros quadrados no Jardim Goiás, entre o Parque Flamboyant e a Praça das Artes, cujo proprietário, o empresário Lourival Louza, é um dos parceiros no empreendimento. O Horizonte Flamboyant terá 45 pavimentos, com 39 andares residenciais, 148 apartamentos, com metragens de 177 a 204 metros quadrados, e 4 penthouses, de 444 a 507,55 metros quadrados. O Horizonte Flamboyant terá torre única, com duas alas independentes. Os apartamentos serão de três ou de quatro quartos, além das quatro penthouses. Além da área de lazer no mezanino, será construída outra área de lazer e convivência, no 33º andar, o Sky Club, com vista panorâmica da cidade, dotada de academia, longe e bistrô, entre outros itens de comodidade. Outro diferencial é o oferecimento de serviços personalizados para os moradores.

As obras terão início a partir de maio e a entrega está programada para março de 2022. “Estamos aproveitando o bom momento econômico do País, com a volta da confiança dos consumidores e dos empresários na retomada do crescimento brasileiro”, afirmou Guilherme Pinheiro, da GPL Incorporadora.


Diferenciais

Segundo ele, será um produto diferenciado, com preço atrativo, concebido levando em consideração os conceitos de confiabilidade, qualidade e foco no cliente”, explicou. Entre os diferenciais do empreendimento está a arquitetura inovadora – o prédio foi concebido de forma a lembrar uma rosa e teve inspiração na prática do Rei Roberto Carlos de distribuir flores ao final de seus shows. Também foram levados em consideração a utilização de tecnologias avançadas e os conceitos de sustentabilidade.

Um dos sócios da Emoções Incorporadora, Ubirajara Guimarães, lembrou que Roberto Carlos, que sempre foi apaixonado pela arquitetura e pela construção, demonstrou muita satisfação com a parceria que está sendo celebrada com as empresas de Goiás. Segundo ele, Goiânia é uma das mais prósperas, produtivas e acolhedoras capitais brasileiras. A Emoções atua em São Paulo e Sergipe e está com plano de expansão para todo o País. “A capital de Goiás é a primeira do Centro-Oeste, onde estamos chegando. Estávamos procurando outras capitais para levarmos o nosso nome e conhecimento e houve um encantamento imediato pela área que nos foi apresentada e muita sinergia com o grupo de empreendedores local”, explicou.


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Os empresários e irmãos Patrick e Clayton Gonçalves. Segredo do sucesso é a qualidade e a quantidade dos pratos

Num mercado altamente competitivo e saturado em Goiânia – o de bar e restaurante -, os irmãos Clayton e Patrick Gonçalves, há dez anos, ainda muito jovens, com idade de 30 e 24 anos, conseguiram romper barreiras e ilustrar as estatísticas dos empreendedores que deixaram o emprego com carteira de trabalho assinada e partiram para montar o próprio negócio, o Carne de Sol 1008.

E a iniciativa deu certo. Tão certo que, após cinco anos, expandiram o negócio, abrindo uma nova unidade, que fica a menos de 200 metros de distância da matriz, na Avenida Leopoldo de Bulhões, no Setor Pedro Ludovico, em Goiânia. Recentemente, montaram também uma indústria, ao lado dos dois bares/restaurantes, para cuidar de toda a linha de produção dos petiscos e carnes servidos aos clientes, tudo sob a supervisão de nutricionistas que garantem a qualidade dos produtos.  

Eles anunciam ao EMPREENDER EM GOIÁS que, se a economia brasileira entrar nos trilhos, como preveem os analistas de mercado, vão abrir outra filial do Carne de Sol 1008 em Goiânia, partir para franquear a marca e também expandir a indústria, uma vez que a marca da empresa já está consolidada no mercado. “Temos clientes que vêm aqui no nosso restaurante há 10 anos, desde quando abrimos as portas e cada dia chega um novo”, se orgulham os irmãos Clayton e Patrick.

No topo

As duas unidades do Carne de Sol 1008 estão entre os cinco maiores bares/restaurantes de Goiás na venda de cervejas. São servidas, de mesa em mesa, por mês, 31.200 garrafas de 600 ml. de cervejas, ou seja 1.300 caixas,  outros 800 litros de chope, sem contar as cervejas long neck e em lata.  

Na indústria do 1008, onde trabalham oito pessoas, são processadas por mês 25 toneladas (25 mil quilos) de carnes, entre bovina, suína e de aves que são servidas no dia a dia das duas unidades e também atendendo aos pedidos dos clientes, via delivery. Os produtos caíram tanto no gosto dos consumidores que, pelo menos uma vez por semana, tem pessoas que vão ao bar/restaurante comprar paçoca de carne, manteiga de garrafa, também conhecida como manteiga do sertão, e até molho de pimenta, tudo de fabricação própria, para enviar para amigos e familiares que moram em outros países, como Inglaterra, Estados Unidos, França, Alemanha e outros.

 

Bar e Restaurante 1008: duas unidades com 200 mesas, 150 trabalhadores e sete maîtres

Determinação

Antes de serem empresários, Clayton e Patrick trabalharam como garçom e churrasqueiro. Partiram para abrir o próprio negócio apenas com a cara e a coragem para vencer obstáculos e com o CPF limpo. “Tudo foi muito difícil e ainda é devido à concorrência desleal que existe no mercado, a carga de impostos e a instabilidade da economia que provoca desequilíbrio nos preços das matérias-primas”, afirmam. Por isso mesmo, estão sempre cortando despesas para evitar repassar o aumento dos custos operacionais aos clientes. Mas uma coisa é certa: jamais se descuidam da qualidade dos produtos, da quantidade dos pratos servidos e da atenção ao cliente. “Acho que este é segredo do nosso sucesso”, revelam os irmãos empreendedores.

Várias vezes premiada pela Veja Goiânia, Sebrae e pela Associação Comercial e Industrial do Estado, a história do restaurante   Casa de Carne 1008 começou em 2007, num pequeno espaço na rua 1008, no Setor Pedro Ludovico, em Goiânia. No local, eram servidos apenas espetinhos com alguns acompanhamentos, tudo preparado pelos dois irmãos, pela mãe Odaisa Gonçalves que os ajudava na cozinha, pelo pai João Lopes, pelo primo José Braz e outro funcionário. Eles se revezavam na cozinha, no balcão, no caixa do bar e nos serviços das 11 mesas que comportavam 44 pessoas.

Atualmente, nas duas unidades do 1008 são 200 mesas e 150 trabalhadores e outros sete maîtres que chegam a atender até 1.600 clientes num único dia, nos finais de semana. Os dois salões ocupam uma área de quase 1,5 mil metros quadrados. A administração e a área de atendimento delivery ficam na parte superior do prédio localizado na rua 1008. As vendas delivery representam 30% do faturamento da empresa.

Os empresários lembram que o Carne de Sol 1008 foi o primeiro bar na região da rua 1008. Mas a iniciativa  deles atraiu outros negócios, como dois restaurantes de comida japonesa, duas lojas de açaí, uma pizzaria, outro bar/restaurante e sete estacionamentos. “Nosso pequeno negócio abriu oportunidades de renda para outras pessoas, agregou valor aos imóveis, gerou muitos empregos e melhorou a qualidade de vida de muitas pessoas”, comemoram Clayton e Patrick.


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