Ricardo Amorim: “O Congresso é um dos principais culpados pela situação econômica do País” (foto de Cristiano Borges)

“A não aprovação da reforma da Previdência afundaria o País numa nova severa crise econômica”, afirmou o economista, apresentador e consultor Ricardo Amorim em entrevista exclusiva ao EMPREENDER EM GOIÁS, durante o Gran Health Conference, evento voltado para a comunidade médica, profissionais de saúde e empresários do setor imobiliário, realizado na quarta-feira (22) à noite em Anápolis. Amorim acredita que o projeto será aprovado pelo Congresso Nacional até o terceiro trimestre deste ano.

O economista, que integra o time de comentaristas do programa Manhattan Connection da Globonews, disse que o Brasil pode afundar de vez se o presidente Jair Bolsonaro e o Congresso Nacional não se acertarem. Para ele, o Congresso é um dos principais culpados pela situação econômica do País. “O setor privado cansou de sofrer com a crise e quer fazer a sua parte. Precisamos cobrar do governo e da classe política condições para que isso aconteça”, frisou. Confira os principais trechos desta entrevista exclusiva:

Há o risco de o Brasil entrar numa nova recessão caso a reforma da Previdência não seja aprovada pelo Congresso? 
Sem dúvida. A não aprovação da reforma da Previdência afundaria o País numa severa crise. O que iria reacender a ira da população, que sairia numa caça às bruxas, repercutindo negativamente no cenário político. Mas, acreditamos que até o terceiro trimestre deste ano, seja aprovada e colocará em ordem as contas públicas. Com isto, não teremos impeditivo para o crescimento. Já resolvemos os problemas da inflação e da balança externa. Precisamos resolver agora o fato de que o governo ainda gasta mais dinheiro do que é capaz de arrecadar.

Outra pauta importante é a reforma tributária, que também tramita no Congresso. Acredita que será aprovada logo?
A reforma tributária tem uma importância gigantesca para a nossa economia. Será por meio dela que iremos melhorar o ambiente de negócios no Brasil. Mas, na minha avaliação, acho que deve ser feita após a reforma da Previdência, pois o Brasil já tem impostos demais. Entre 156 países emergentes, somos o terceiro que mais cobra impostos. Se não fizermos a reforma da Previdência antes, o déficit continuará tomando recursos de outras áreas e gerando aumento de impostos para cobrir o rombo.

O que o presidente Jair Bolsonaro poderia fazer para tornar o governo viável, tendo em vista que recentemente ele próprio chegou a dizer que o País é “ingovernável”?
Apesar de o governo ter uma equipe técnica de qualidade em vários ministérios chaves, vemos uma péssima relação dele com o Congresso. É um grande problema. O presidente Bolsonaro foi eleito justamente pela proposta de mudar a relação com o Congresso. Após assumir, ele estabeleceu o fim do “toma lá dá cá”, mas faltou combinar com os congressistas. Eles, por sua vez, sabem que têm muito poder em relação ao governo. Se aprovam a reforma da Previdência, o Brasil irá crescer mais e isso aumenta as chances de reeleição do presidente. Se não for aprovada, a chance de reeleição cai a zero e talvez ele nem chegue ao final do seu mandato. Portanto, o presidente da República precisa do Congresso para o sucesso do seu governo. Bolsonaro não está querendo entrar na negociação com eles, mas de alguma forma terão que se acertar. Se isso não acontecer, o Brasil afunda e leva junto todos eles.

– O Congresso é também um dos culpados pela situação econômica brasileira?
O Congresso é um dos principais culpados pela situação econômica do País. Eu diria que, em geral, seria a classe política. Isso envolve o poder Executivo, mas também o Congresso que é cúmplice, no mínimo, se não for o principal culpado pela situação em que estamos. Vale lembrar que hoje temos inúmeros congressistas investigados por suspeitas de corrupção.

De que forma os investimentos privados no segmento de saúde são importantes no contexto atual?
O Brasil está vivendo um momento com significativo aumento da expectativa de vida da população. Esse fator gera alta na demanda por alguns serviços, principalmente dos segmentos de saúde e imobiliário. Projeto do tipo do Gran Life Medical Complex, em Anápolis, que agregará hospital, residencial, shopping e serviços, revela que a economia brasileira está entrando em recuperação. O crescimento, ainda que pequeno, vem se sustentando há oito trimestres. Por isso, o empresário continua acreditando, assim como eu. O setor privado cansou de sofrer com a crise e está querendo fazer sua parte. Precisamos cobrar do governo e da classe política condições para que isso aconteça. Quanto aos investimentos, existem setores que apresentam tendências de expansão e esse é o caso da saúde.


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O faturamento bruto anual do Laboratório Teuto, em Anápolis, está cada vez mais próximo de superar a casa de R$ 1 bilhão. Cresceu 3,7% no ano passado para R$ 916,5 milhões. Em 2017 tinha sido de R$ 884 milhões. Com este resultado, o lucro líquido do laboratório foi de R$ 12,2 milhões em 2018, 33% a mais que o obtido no ano anterior. O balanço foi divulgado recentemente pela empresa.

O Teuto espera uma melhora na expectativa para a retomada do crescimento econômico, “mesmo que lentamente”, do País neste e nos próximos anos. “Espera-se que esse viés possibilite menos sobressaltos econômicos e maior resiliência da economia brasileira”, declara no seu balanço. No segmento farmacêutico a variação cambial possui um peso relativo nos custos industriais, motivo pelo qual a empresa espera que esse ambiente mais comportado resulte num câmbio com menos sobressaltos.

O laboratório garante que concluiu no ano passado o reperfilamento de sua dívida junto aos bancos, em condições compatíveis com seu fluxo de caixa e perspectiva de crescimento nos próximos anos, sem afetar sua capacidade de reinvestimento. A empresa tem também intensificado ações para a redução de custos e perdas, melhoria da margem e do lucro.

Desde 2017, quando a família Mello recomprou o controle acionário da empresa, com aquisição de 40% que estavam com a multinacional Pfizer (leia mais sobre isto aqui), o Teuto busca um novo sócio. Em 2011, a Pfizer comprou 40% do Teuto por R$ 400 milhões. O contrato dava aos norte-americanos a opção de adquirir o restante das ações até 2016. Pois a Pfizer não só abriu mão do direito como entregou os 40%do laboratório aos seus controladores, para dar um fim aos constantes desentendimentos com a família Melo.

Depois disto, fundos de investimentos chegaram a avaliar o laboratório goiano, entre eles o fundo soberano de Cingapura, o GIC, e o brasileiro Principia, que veria a Teuto como uma forma de ampliar sua presença na área farmacêutica – o fundo já tem a Cellera entre os negócios de seu portfólio. O Teuto também já foi cortejado por laboratórios nacionais e internacionais, entre eles, a Eurofarma, controlada pelo empresário Maurizio Billi, e a suíça Novartis. Mas o elevado endividamento da empresa goiana era um obstáculo para as negociações avançarem.

Para superar este obstáculo, o Teuto começou um processo de reestruturação de seu passivo financeiro, alongando entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões em dívidas com os bancos Bradesco, Itaú e Santander. A expectativa da empresa, concluída essa reestruturação, é voltar a trabalhar para atrair um sócio para financiar os planos de expansão da companhia. Em março a empresa completou 72 anos de fundação.


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O tumultuado ambiente político em Brasília, a tramitação tortuosa da reforma da Previdência e a piora das expectativas para a economia azedaram as expectativas dos empresários industriais de Goiás. Em maio, o comportamento do Índice de Confiança do Empresário Industrial Goiano (ICEI) foi de 58,3 pontos, o que representa a quarta queda consecutiva no índice e o pior resultado desde novembro de 2018.

Na avaliação da área econômica da Fieg, em decorrência da falta de ações concretas visando a retomada da economia desde o início do novo governo, cresceu o receio de uma nova recessão entre os empresários industriais goianos, o que tem reduzido gradativamente a confiança na economia. Embora o índice tenha se mantido acima dos 50 pontos, o que de acordo com a metodologia da pesquisa sinaliza confiança em alta.

As empresas de médio porte foram as mais impactadas em maio, com uma queda de 2,8 pontos na comparação com abril, o que levou seu índice para 57,4, menor pontuação dos últimos sete meses. As empresas de grande porte se mantiveram com o maior índice dentre os portes pesquisados, 60,1 pontos, porém apresentou queda de 0,5 ponto na comparação com o mês anterior. Já as empresas de pequeno porte que haviam reduzido em 4 pontos seu ICEI em abril, revelou aumento em maio, 1,1 ponto, chegando a 55,7 pontos. Entretanto, o resultado atual ficou abaixo do observado em maio do ano passado, recuo de 0,8 ponto.

Negócios

A queda do ICEI vem sendo acompanhada pelos indicadores que o compõem. O Indicador de Condições, que mede as condições atuais comparadas com os últimos seis meses, acumula queda de 7 pontos nos cinco meses de 2019, e pelo terceiro mês consecutivo ficou abaixo da linha divisória dos 50 pontos. Resultado que demonstra piora nas condições correntes de negócio. Na comparação com maio de 2018, a queda é de 3,8 pontos. Atualmente, o indicador está em 46,9 pontos, pior resultado desde outubro do ano passado.

Com redução de 5,2 pontos nos últimos cinco meses, o Indicador de Expectativas também chegou ao seu pior resultado desde outubro de 2018. Esse indicador mede as perspectivas para os próximos seis meses, e mesmo que com menos ímpeto do que em meses anteriores, o resultado atual, 64,0 pontos, ainda caracteriza empresários confiantes com o futuro próximo. As expectativas com a própria empresa seguem acima daquelas com relação à economia brasileira. Nacionalmente, o cenário é o mesmo: queda na confiança pela quarta vez consecutiva, acumulando recuo de 8,2 pontos, nos quatro últimos meses. Entretanto, apesar das quedas o índice se mantém acima dos 50 pontos, e 2 pontos acima de sua média histórica, em 56,5 pontos.


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Geração de empregos e desenvolvimento econômico são os principais benefícios gerados pelos incentivos afirma a maioria dos goianos

A instalação de indústrias atraídas por incentivos fiscais é um fator positivo para a maioria da população em Goiás: 74,3% dos entrevistados acham positivo, contra apenas 12,9% que consideram negativo. O efeito positivo mais destacado disto é a geração de novos empregos, para 62,2% dos entrevistados, e 79% afirmam que a instalação de indústrias trouxe benefícios para o Estado. O principal deles, para 68,3%, é novamente a maior oferta de postos de trabalho. Mas são citados também outros benefícios importantes, como aumento da arrecadação e da renda, maior qualificação dos trabalhadores e mais desenvolvimento econômico e social em Goiás.

Por conta disto, 97,7% dos goianos são a favor da instalação de novas empresas em Goiás e aprovam a política de industrialização por meio de programas de incentivo fiscal. A pesquisa divulgada hoje pela Adial Goiás ouviu 800 pessoas no Estado, entre 20 e 29 de abril deste ano, com margem de erro de até 3%.

Para 74,3% dos goianos, segundo a pesquisa, a instalação de indústrias atraídas por incentivos fiscais foi positiva para os municípios que receberam os investimentos. Para 79% isto gerou benefícios para os municípios onde as indústrias se instalaram. Esta percepção que cresce na medida que são maiores a idade e a escolaridade dos entrevistados. Os principais motivos: gerou novos empregos e melhorou a renda dos trabalhadores (72,6% das respostas), aumentou a arrecadação (4,5%) e propiciou maior desenvolvimento para as cidades (4%).

Curiosamente, entre aqueles que consideram que a instalação de novas indústrias foi negativa, as maiores respostas foram porque suas cidades não receberam nenhum investimento industrial. De uma forma geral, 62% consideram que Goiás melhorou com a abertura de novas indústrias por meio de incentivos fiscais e apenas 6,9% consideram que o Estado piorou.

A maior parte dos goianos (61,4%) não tem conhecimento que o Estado mantém políticas de incentivos fiscais para a atração de indústrias e apenas 37,5% afirmaram ter conhecimento disto. Mas, diante da exposição da existência dessas políticas, 89,9% afirmam que são favoráveis à política de incentivos fiscais para estimular a abertura de mais empresas em Goiás. Apenas 7,6% dizem que são contra. Mais: 76,6% concordam totalmente que a política de incentivos deve continuar e outros 15,2% concordam parcialmente.

 

ARRECADAÇÃO

Outro dado importante da pesquisa da Adial Goiás é que 92,7% concordam (totalmente ou parcialmente) que é melhor o Governo estadual receber uma parte dos impostos das indústrias que investem atraídas pelos incentivos fiscais, gerando empregos e desenvolvimento em Goiás, do que perdê-las para outros Estados do País. Apenas 7,1% discordam disto. A maior parte dos goianos afirma que as indústrias beneficiadas com incentivos devem dar maiores contrapartidas ao Estado, além da geração de empregos, principalmente com investimentos em infraestrutura, saúde, escolas e creches.

O conhecimento sobre a política de incentivos à indústria é maior nas cidades mais industrializadas, mas há mesmo nelas algum grau de desconhecimento. Contudo, o apoio a esta política é predominante, tanto entre os que conhecem o tema quanto aqueles que não conhecem, mas são expostos à informação. As pessoas entendem que Goiás não possui grandes atrativos para as indústrias, por estar distante dos grandes centros consumidores, e que a carga tributária já é alta demais, então sem os incentivos as indústrias não investiriam aqui. Afirmam também que os benefícios (empregos, desenvolvimento, etc.) justificam o apoio às empresas.

Na pesquisa qualitativa encomendada pela Adial Goiás as pessoas se mostram atentas e preocupadas com as notícias de fechamento de indústrias em Goiás. Em Anápolis e Catalão, essa situação se sobressai, por causa dos boatos a respeito da Caoa e da Mitsubishi, respectivamente. Mas na cabeça das pessoas a possibilidade dessas empresas saírem está muito relacionada à crise nacional.
Estimulados a imaginar um cenário sem o processo de industrialização que Goiás viveu nas últimas décadas, os cidadãos afirmam que seria uma terra atrasada, com pouco desenvolvimento. As cidades seriam menores e mais pobres e as oportunidades de emprego e estudo seriam reduzidas.


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Otávio Lage Filho, presidente da Adial Goiás: geração de empregos e desenvolvimento são as principais contribuições das indústrias em Goiás

É quase uma unanimidade: a indústria é considerada por 98,3 % dos goianos como muito importante ou importante para o desenvolvimento econômico do Estado. Além de criar novos empregos formais, os goianos enxergam na industrialização da economia estadual uma grande oportunidade para gerar novos negócios nas cidades onde as empresas estão instadas ou são anunciados investimentos, aumenta a arrecadação de impostos, além de atrair mais escolas e universidades. Por conta disto, 97,7% dos goianos são a favor da instalação de novas indústrias em Goiás.

São algumas das principais constatações das pesquisas quantitativa e qualitativa divulgadas hoje pela Adial Goiás sobre a percepção dos goianos em relação à industrialização, geração de empregos, desenvolvimento econômico e incentivos fiscais no Estado. A pesquisa quantitativa ouviu 800 goianos entre 20 e 29 de abril deste ano em mais de 40 municípios goianos. A margem de erro, para mais ou menos, é de 3%. Já as pesquisas qualitativas foram realizadas no mesmo período em Goiânia, Anápolis, Rio Verde e Catalão, sempre com dois grupos em cada cidade.

Locomotiva
A indústria é considerada o setor econômico mais importante pelos goianos para o desenvolvimento do Estado, com 33% das respostas, seguido pelo comércio (21%) e agricultura/pecuária (15,7%). Nos municípios goianos com forte polo industrial, este porcentual cresce para 39,8% das respostas da pesquisa encomendada pela Adial Goiás. Quanto maior é a sua faixa etária, maior é a percepção dos goianos de que a indústria é o setor mais importante para o desenvolvimento econômico e social do Estado.

A importância da indústria se destaca nas respostas dos goianos que moram na Região Central (44,7% das respostas) e no Norte/Noroeste (45,7%). Só perdeu (para o comércio) em Goiânia (com apenas 21,7% das respostas, contra 23,3% para o comércio) e no Entorno e Nordeste (20,5% a 38,4%). Nas Regiões Sul, Sudoeste e Sudeste o setor industrial é visto como o mais importante para o desenvolvimento de Goiás, mas muito próximo está o da agricultura e pecuária.

Já na pesquisa qualitativa encomendada pela Adial Goiás as pessoas entendem que os serviços públicos têm de ser promovidos pelos governos, sejam eles municipal, estadual ou federal. Separam bem de quem é a atribuição e dizem que se está faltando algo, é por falta de competência ou probidade para gerir os recursos. Contudo, enxergam como um gesto positivo as iniciativas que partem do empresariado, pois entendem que eles também recebem contrapartidas do setor público. As ações mais defendidas são a construção de creches, investimentos na área social, cultura, esporte e qualificação profissional.


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A Piracanjuba é a 9ª marca mais escolhida pelos brasileiros, de acordo com a Kantar Worldpanel, que acaba de divulgar a terceira edição do ranking Brand Footprint das 50 marcas mais escolhidas pelos brasileiros. Este ano, ela conseguiu subir quatro posições ao ser escolhida nas prateleiras pelos compradores 229 milhões de vezes. A história da indústria goiana Laticínios Bela Vista, dona da marca Piracanjuba e de outras, você pode reler aqui.

Com 63 anos de mercado, o Laticínios Bela Vista, uma das quatro maiores indústrias de laticínios do Brasil, possui um portfólio com mais de 140 produtos, distribuídos nas marcas Piracanjuba, Pirakids, LeitBom, ChocoBom, Almond Breeze e Viva Bem. Os itens são comercializados em todas as regiões do Brasil.

A empresa reúne cinco Unidades Fabris, localizadas em Bela Vista de Goiás (GO), Dr. Maurício Cardoso (RS), Governador Valadares (MG), Maravilha (SC) e Sulina (PR). Juntas, as fábricas têm capacidade de processar mais de 5 milhões de litros de leite por dia, mobilizando 2,5 mil colaboradores diretos.

A Coca-Cola continua sendo – pelo 7º ano consecutivo – a marca de produto de massa mais escolhida pelos consumidores brasileiros (escolhida 489 milhões de vezes). Foi seguida por Ypê e Colgate, que também foram as mais escolhidas nas cestas de Cuidados com o Lar e Cuidados Pessoais, respectivamente.

Os rankings do Brand Footprint mensuram quantos domicílios compraram cada marca e quantas vezes a compraram em um ano. As marcas mais escolhidas nas prateleiras globalmente e em qualquer região ou país compõem os diferentes rankings incluídos no relatório.

Entre as 50 marcas mais escolhidas pelo brasileiro, foi possível identificar que 33 aumentaram em CRP quando comparado com o ano anterior, sendo as principais: Panco, Lisa, Marilan, Toddy, Limpol, Sazón, Tang, Rexona, Maratá e Camponesa. Já 38 registraram aumento em penetração nos lares, entre elas estão: Piracanjuba, Liza, Toddy, Limpol, Skol, Bombril, Miojo, Lacta, Marilan e Helman’s. Apenas 13 marcas tiveram aumento na frequência: Panco, Marilan, Tang, Sazón, Liza, Rexona, Colgate, Italac, Limpol e Maratá.

Entre as 50 marcas mais escolhidas no país, Perdigão (nº 15) foi a que mais cresceu em CRP’s, (+19%), subindo 8 posições no ranking e ganhando +2,0 pontos de penetração apoiado por investimento em comunicação. Tixan (no 24) foi a que mais aumentou o número de compradores (+4,2 pontos de penetração), também subindo 8 posições graças a inovação, promoções originais e comunicação.


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A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 recuou pela 12ª semana consecutiva e passou de 1,45% para 1,24%, conforme Relatório de Mercado Focus, elaborado pelo Banco Central a partir de informações do mercado financeiro.

Há cinco semanas, a estimativa de crescimento era de 1,95%. Para 2020, a projeção foi mantida em 2,50%, assim como para 2021 e 2022.

Inflação

A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu de 4,04% para 4,07 este ano. Para 2020, a previsão segue em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração: 3,75%.

A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.

Selic

Para controlar a inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,50% ao ano até o fim de 2019.

Para o fim de 2020, a projeção passou de 7,50% para 7,25% ao ano. Para o fim de 2020, a previsão foi mantida em 8% ao ano e em 2021, a expectativa caiu de 8% para 7,50% ao ano.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

A manutenção da Selic este ano, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação. Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo.

Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar subiu de R$ 3,75 para R$ 3,80 no fim de 2019 e permanece em R$ 3,80 no fim de 2020. Na última sexta-feira (17), o dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 4,102, com alta de R$ 0,065 (+1,62%), chegando ao maior valor desde 19 de setembro (R$ 4,124). (Com agências)


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O faturamento do grupo goiano Caramuru Alimentos cresceu 12% no ano passado e superou a marca dos R$ 4 bilhões. Para ser mais exato: R$ 4,166 bilhões, frente ao faturamento bruto de R$ 3,713 bilhões em 2017. Os maiores faturamentos do grupo são com a comercialização de farelo de soja (R$ 1,975 bilhão, ou 47% do total) e bioesel (R$ 1,079 bilhão, 25,9% do total).

No ano passado a empresa teve também melhora em suas margens, uma vez que o seu custo com mercadorias e serviços cresceu 9%, para R$ 3,281 bilhões. As três maiores despesas da Caramuru Alimentos são com matéria-prima (R$ 2,4 bilhões em 2018), fretes (R$ 428,3 milhões) e folha salarial (R$ 194,8 milhões). O lucro bruto da indústria goiana aumentou 56%, para R$ 750,4 milhões. Após descontar despesas operacionais, tributárias e financeiras, o lucro líquido da holding foi de R$ 102,7 milhões em 2018, quase quatro vezes maior que o registrado em 2017.

Uma das maiores empresas de capital nacional no processamento de soja, milho, girassol e canola, a Caramuru Alimentos se dedica à industrialização de grãos, extração e refino de óleos, exportação de derivados e produção de biodiesel. Com instalações nos estados de Goiás, Paraná, Mato Grosso e São Paulo, o grupo goiano atua no mercado brasileiro por meio das marcas Sinhá e Vitae por meio de diversas linhas de produtos naturais à base de soja, milho, girassol e canola, atendendo consumidores de diversas regiões do Brasil, além de fornecer matéria prima para fabricantes de massas, biscoitos, snacks, corn flakes e outros segmentos, como cervejarias, mineradoras e a indústria de ração.

O grupo também se destaca pela logística de movimentação de produtos e grãos, com fortes investimentos no Porto de Santos e Tubarão, em ferrovias e na Hidrovia Tietê-Paraná, facilitando o uso de transportes intermodais, que resultam em custos operacionais diferenciados.

Pertencente à família Borges de Souza, o grupo empresarial não começou em Goiás. Foi fundado em 1964, em Maringá (PR), por Mucio de Souza Rezende que, nos anos 70, inaugurou uma planta de processamento de milho em Itumbiara (GO), para onde anos depois transferiu sua sede. Em 1986, a instalação de uma unidade de óleos vegetais, na cidade de Itumbiara, marca o início das atividades de processamento de soja.

Em 1992, inaugura o complexo industrial em Itumbiara com a abertura da refinaria de óleos vegetais, que tem avançados recursos tecnológicos e capacidade para envasar 400 latas e 600 garrafas plásticas por minuto. Em 1995 investiu US$ 27 milhões em uma fábrica de última geração para processamento de soja, em São Simão (GO), além de uma unidade armazenadora em Chapadão do Céu (GO).

Em 2006 passou a integrar o Programa Nacional de Produção e uso de Biodiesel (PNPB), investindo R$ 42,8 milhões na instalação de sua primeira unidade de produção de biodiesel, em São Simão (GO). Em 2008, mais R$ 12 milhões são destinados para a ampliação da fábrica, que hoje é capaz de produzir 225 milhões de litros anuais. Já em 2010, o Grupo investiu R$ 54 milhões na construção de sua segunda unidade de produção de biodiesel, em Ipameri, com capacidade de processar 225 milhões de litros anuais.

No ano passado a empresa realizou o total de R$ 68,3 milhões em investimentos para ampliar sua capacidade de armazenagem, modernizar e ampliar seu processo produtivo, gerar ganhos de escala e otimizar seus processos administrativos. Os principais investimentos realizados foram: ampliação da planta de biodiesel e planta de destilação de glicerina na unidade em Ipameri, produção de álcool e lecitina em Sorriso (MT), automação da planta de Itumbiara, projeto bacias de contenção da planta de Biodiesel na unidade de São Simão, produção de lecitina GMO em Itumbiara,

Esses investimentos contribuíram para que a Caramuru se consolidasse como uma das maiores do setor no País, com um crescimento médio de 20% ao ano.


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Galeno Cambéba: “Dos 150 mil litros de cachaça orgânica produzidos anualmente, 95% são exportados para países de todos os continentes”

A cachaça Cambéba, fabricada desde o século XIX no Ceará e há 26 anos em Goiás, é hoje o produto mais famoso e premiado made in Goiás e Brazil na Europa, Estados Unidos, Austrália, China, Argentina, Chile e em outros países da América do Sul. Dos 150 mil litros de cachaça orgânica produzidos anualmente, 95% são exportados, todos com selo de qualidade orgânica e de premiações recebidas em vários concursos mundiais.

Não é por acaso que, atualmente, o Alambique Cambéba tem escritório de vendas e distribuição dos produtos em Barcelona, na Espanha, que abastece todo o mercado europeu, e em Tampa, na Flórida, para atender os consumidores norte-americanos e outros. O mercado latino também é foco da empresa e é atendido diretamente pelo escritório de Goiás.

O Alambique Cambéba nasceu de uma empresa familiar. É gerida por Galeno Cambéba, o sétimo de oito gerações de produtores de cachaça orgânica. A fábrica está localizada no município de Alexânia, às margens da BR-060, e emprega 44 trabalhadores no período da safra da cana-de-açúcar, que dura seis meses do ano, de maio a outubro.

Galeno conta que a empresa foi criada focada no mercado externo, embora seus produtos estejam à venda em todos os Estados brasileiros. Em Goiânia, é possível encontrar a Cambéba na loja Vive Brasil, no Aeroporto, e no Bistrô Abasteria. Os planos de hoje e do futuro continuam voltados para a exportação da cachaça goiana. A indústria de Goiás foi instalada em 1993 e já em 1999 começou a vender seus produtos para o exterior.

O parque fabril do Alambique Cambéba está localizado no município de Alexânia, às margens da BR-060

Processo

O Alambique Cambéba tem um parque fabril moderno e equipado em Alexânia. Na linha de produção a levedura é feita no laboratório da empresa, tendo a temperatura da fermentação controlada por software próprio e, em sua destilação, aproveita-se somente a parte nobre. É desta forma que a empresa tem sido reconhecida como um dos produtores da melhor da cachaça do Brasil e do mundo.

Toda a produção é certificada como 100% orgânica e é acrescida de outras exigências para o mercado europeu e americano. O Carbamato de Étila é de em torno de 6% ppm (partes por milhão), percentual baixíssimo em se tratando de produto fermentado, quando a legislação brasileira limita em 150 ppm.

“Temos um produto orgânico que nos garante a qualidade de origem e também temos a única sala de fermentação informatizada do país”. Galeno conta que esse índice só foi alcançado e mantido pelo processo que envolve o preparo do solo, escolha das variedades da cana-de-açúcar, corte, transporte, moagem fermentação, destilação e envelhecimento.

A empresa tem uma adega que fica localizada a seis metros abaixo do solo para permitir o envelhecimento da cachaça, por até 14 anos, em barris de carvalho, que são importados. Galeno Cambéba disse que há 20 anos participa do Projeto de Desenvolvimento da Cachaça de Alambique do Estado de Goiás, desenvolvido pelo Sebrae e com apoio do governo do Estado. “O setor deve muito ao Sebrae e com apoio do Governo do Estado, pois sem ele ainda estaríamos vivendo a ‘idade da pedra’ com relação ao desenvolvimento. A instituição tem favorecido a melhoria da qualidade da cachaça do Estado, impulsionando a divulgação e levando os produtores para participar de feiras e eventos”, afirma Galeno.

História

A fabricação da cachaça Cambéba surgiu em 1.808, quando o então Sargento Mor (hoje Capitão) José Félix de Azevedo e Sá conheceu o processo de produção da cachaça na capital pernambucana. Na ocasião ele conduzia, para a Cadeia Pública de Recife, vários corsários franceses, aprisionados por ele em combate, na cidade de Pecém, costa cearense.

Após se apaixonar pelo produto e seu processo produtivo, ele o levou para seu sítio Cambéba, localizado na cidade de Soure, atual Caucaia, no Estado do Ceará. Após a desapropriação do Porto de Pecém, os descendentes de José Félix de Azevedo e Sá, migraram para a região Centro-Oeste, na cidade de Alexânia (GO), onde é produzida a cachaça Cambéba, conhecida nos principais países do mundo.


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A indústria goiana de medicamentos HalexIstar teve um crescimento de 11,2% em suas receitas líquidas no passado, somando R$ 360,2 milhões. Em 2017 tinha sido de R$ 324 milhões. Entretanto, o custo com os produtos vendidos pela empresa cresceu 15,1%, para R$ 155,6 milhões, e as despesas administrativas aumentaram 32,1%, para R$ 85,9 milhões. Com isto, o resultado final da indústria foi um lucro de R$ 97,7 milhões em 2018, com redução de 5,9% em relação ao ano anterior.

A HalexIstar está instalada em área de 47 mil m2, em Goiânia, conta com uma filial em São Paulo (SP) e uma unidade no em Fortaleza (CE), empresa Isofarma, e outra unidade no Sul, a empresa Medicone. A empresa é fruto de uma fusão, em 1970, de duas empresas de medicamentos: a indústria Istar (fundada em 1959) e o Laboratório Halex (fundado em 1967), sob a denominação de Laboratório Halex Istar Ltda. Após a fusão, deu-se início à construção da atual sede, às margens da BR-153, em Goiânia.

Em 2008 a HalexIstar adquiriu a Indústria Medicone, referência no mercado de produtos em silicone para uso hospitalar e, em 2016, recebeu aporte (os valores não foram revelados) e ganhou como sócio o fundo americano HIG Capital. Nessa nova etapa, foi viabilizada a aquisição da indústria farmacêutica Isofarma, líder no segmento de soluções parenterais de pequeno volume. A produção da HalexIstar é voltada a mais de 2 mil clientes no País, incluindo hospitais e laboratórios. Com atuação em um segmento essencial, a companhia ainda sofre menos os efeitos da crise econômica.


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De uma pequena fábrica de manteiga e queijo no interior de Goiás, com produção de 2 mil litros de leite por dia, para uma das maiores indústrias de derivados de laticínio do País, que processa diariamente 3,2 milhões de litros, comercializa 140 produtos, tem três fábricas e faturou no ano passado R$ 3 bilhões. É a história de pouco mais de três décadas da Laticínios Bela Vista, empresa goiana comandada pelos irmãos engenheiros Cesar Helou e Marcos Helou, que ainda muito jovens assumiram em 1985 o negócio, em dificuldades financeiras, iniciado pelo pai Saladi Helou em 1955.

O faturamento anual de R$ 3 bilhões coloca a empresa, dona das marcas Piracanjuba, Pirakids, Leitbon e Chocobon, entre as cinco maiores de alimento do Brasil. Atualmente, o grupo goiano tem cerca de 1,9 mil empregados nas suas três fábricas: Bela Vista (GO), Maravilha (SC) e Governador Valadares (MG). Uma quarta fábrica já foi adquirida na cidade de Doutor Maurício Cardoso (RS) e deve iniciar as operações até o fim deste ano. O negócio já faz parte dos planos de expansão da marca, que pretender voltar a investir na produção de queijo.

Um dos pontos importantes para o sucesso do grupo goiano é o investimento em tecnologia. “Nossa margem é de apenas 2% a 4%. Então, precisamos ter escala. Para isso, investimos em tecnologia. Temos equipamentos que processam 60 mil litros por hora, enquanto concorrentes usam máquinas que processam só 10 mil litros por hora”, afirma Cesar Helou.

A atual grave crise econômica reduziu o consumo de derivados de leite, mas a expectativa da Laticínios Bela Vista é pela retomada do mercado. “Acreditamos que o brasileiro vai voltar a comprar queijo. Isso aconteceu em outros países, quando o poder aquisitivo aumenta, o cidadão quer consumir mais proteína. Queijo é o primeiro da fila”, diz o empresário.

Em caso de sucesso na retomada da comercialização do queijo, fica mais próxima a meta da Piracanjuba se tornar ainda mais forte nacionalmente até 2020. Além disso, mesmo com mais de 30 anos no negócio, o desafio de crescer sempre ainda motiva o empresário.

“Nunca imaginamos que chegaríamos aonde chegamos. Mas é como aquele ditado: pagamos caro para não entrar na briga, mas depois que entramos estamos pagando caro para não sair”, diz Cesar, referindo-se ao plano de crescimento da empresa para os próximos anos. “Esperamos crescer. Para os próximos cinco anos, temos um planejamento, que não posso divulgar, mas é de crescimento”, conta.

Marcos e Cesar Helou, da Laticínios Bela Vista (Piracanjuba): parceria de 30 anos e faturamento anual de R$ 3 bilhões

Trajetória

A história da Laticínios Bela Vista tem início em 1955, quando dois irmãos de uma família e dois de outra decidiram construir uma fábrica de manteiga em Piracanjuba. Um deles era Saladi, pai de Cesar e Marcos. Seis anos depois, uma das irmãs decide comprar a pequena fábrica com o marido e filhos. Saladi decide então se mudar com a família para São Paulo, onde comprou uma casa após muito trabalho como contador prático.

Mas, no início da década de 70, com a morte da irmã, decide trocar a residência pela fábrica no interior goiano. Em 1974 a família volta para Piracanjuba para administrar a empresa, que cresce sob a administração de Saladi.

Os filhos Cesar e Marcos não demonstram interesse pelo negócio e vão estudar engenharia em São Paulo. Depois de formados, Cesar começa a trabalhar no mercado financeiro e Marcos monta empresa na área de construção.

Tudo começou a mudar em 1985, quando o pai deles começa a passar por dificuldades. Marcos já tinha seu próprio negócio e Cesar, como era empregado, decidiu ajudar na fábrica. Dois meses depois, Saladi morre de ataque cardíaco e os irmãos assumem o negócio da família. “Eu já gostava do negócio de leite. Meu irmão gostava mais da engenharia e disse que me ajudaria a colocar tudo em ordem. Costumamos brincar que até hoje ainda não conseguiu”, conta, de forma bem humorada, Cesar Helou.

Mudanças

Ao assumirem o negócio da família, que passava por dificuldades financeiras, uma das primeiras decisões foi promover forte enxugamento nos custos. A produção na época era de apenas 2 mil litros de leite por dia, com margens pequenas de lucro. Como os irmãos tinham grande facilidade com números e planilhas, se debruçaram nas contas da empresa. Logo viram que precisam promover mudanças e rápidas. Cesar demitiu o motorista da fábrica e assumiu a entrega por caminhão dos produtos aos clientes. “Queríamos enxugar a empresa e pagar as contas. Deu certo. Um ano depois já tínhamos duas fábricas”, frisa.

Em 1994 os irmãos tiveram de tomar uma nova decisão importante, que também consolidaria o crescimento da Piracanjuba. “Ganhamos uma boa quantia de dinheiro naquele ano e tínhamos três opções: investir na aquisição de fazenda, no mercado imobiliário ou investir em nossa empresa. Decidimos pela última e começamos a obra da fábrica em Bela Vista”, conta.

No primeiro momento a ideia não pareceu dar muito certo. Era a primeira vez que o grupo tinha uma fábrica que demandava refeitório, lavandeira e gastos com segurança. Além disso, a unidade tinha capacidade para processar 150 mil litros de leite por dia, mas só produzia 70 mil. Portanto, atuava com menos da metade da sua capacidade e com custos altos. “Começamos a entrar em decadência. Não havia mercado”, conta Cesar.

Na crise, porém, os irmãos descobrem uma nova oportunidade de negócio: produzir queijo e manteiga para redes de supermercado, como Carrefour e Pão de Açúcar, que tinham interesse de investir em marcas próprias e de qualidade para atrair mais clientela. A Piracanjuba conseguiu fechar rapidamente contratos para suprir a demanda de 15 grandes clientes, chegando a atingir quase a capacidade máxima de produção da fábrica e, claro, aumentar seu faturamento.

A segunda boa sacada dos irmãos empreendedores foi em 2001, quando começaram a produzir leite longa vida. Foi um novo fôlego financeiro para a empresa. “Isso nos deu um capital de giro enorme, pois era possível envasar o produto e vendê-lo no mesmo dia. O queijo, por outro lado, precisa de pelo menos 30 dias para maturar e ser entregue”, explica Cesar.

 

A partir de uma oferta de compra, o ano de 2007  foi decisivo para o crescimento da Laticínios Bela Vista. Como a economia nacional e mundial vivia momentos de forte crescimento, investidores (de olho no crescimento do grupo goiano e do mercado de derivados de leite) fizeram ofertas altas para comprar a empresa. Os irmãos recusaram todas e decidiram continuar no negócio. Não era ainda hora de aposentadoria. Aliás, até hoje ainda não fazem ideia de quando esta hora vai chegar.

Nesta época haviam também decidido não mais produzir marcas de terceiros para redes supermercadistas, mas investir no lançamento de suas próprias marcas. “Chegamos a ter 65% do faturamento com produtos de outras empresas, mas decidimos que era hora de mudar. Promovemos grande profissionalização na empresa, promovemos gerentes para cargos de diretor e a contratamos gerentes comerciais em São Paulo e no Nordeste para ampliar nosso mercado”, diz Cesar.


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Cotril Motors, há mais de dez anos na Avenida 85, se tornará uma revenda multimarcas

A rede de concessionárias de veículos está menor em Goiás. A Govesa Veículos, primeira revenda Volkswagen no Estado e também uma das pioneiras da montadora alemã no Brasil, e a Cotril Motors, que comercializava os produtos da marca Mitsubishi em Goiás, fecharam as portas, demitindo mais de 100 funcionários.

Por que? Não conseguiram suportar os efeitos da crise econômica, que atingiram em cheio o setor automotivo goiano com a queda das vendas em 2015 e 2016, que só melhoraram no ano passado, como antecipado (leia aqui) com exclusividade pelo EMPREENDER EM GOIÁS. Mas, tarde demais para os dois grupos que, de acordo com informações de analistas do setor, também enfrentaram problemas financeiros, de gestão e, nos últimos anos, falta de competitividade dos produtos das marcas que representavam.

Star Motors
A Mitsubishi Motors, representada pela HPE Automotores do Brasil (ex-MMC) e que tem fábrica em Catalão (GO), agiu rápido. Nomeou o Grupo Star Motors, novo concessionário das marcas Mitsubishi e Suzuki em Goiânia e Anápolis, além de Imperatriz e Balsas, no Maranhão. Nesta quarta-feira (dia 10), a Star Motors abre as portas com 40 carros da marca japonesa, na Avenida 85, onde funcionou por vários anos como concessionário Mercedes-Benz em Goiânia, cuja operação foi vendida em 2016 para o Grupo Tecar. Há mais de um ano, a Star Motors também adquiriu a Akar, revenda Kia Motors, e espera a carta de anuência para iniciar a venda de veículos da marca coreana, embora já dê assistência aos clientes na oficina.

A partir de 18 de janeiro, a Cotril Motors, que há 16 anos era concessionário Mitsubishi, completados em novembro do ano passado, vai se transformar em Cotril Multimarcas, na esquina da Avenida 85 com a Avenida Edmundo Pinheiro de Abreu. A empresa, que foi referência em vendas dos produtos da montadora japonesa em 2011 na Região Centro-Oeste, também tinha uma estrutura pesada e a situação se complicou com a inauguração em dezembro de 2011 de um novo concessionário da marca no Estado, a Azuka, do grupo Belcar Veículos. O grupo goiano Cotril, fundado em 1965, continua com a Cotril Máquinas, representante da New Holland, e a Cotril Agropecuária.

Concessionária pioneira em Goiás, sede da Govesa próxima a rodoviária de Goiânia vai se tornar um centro comercial popular

Grupo Govesa
Após um casamento de mais de 60 anos, a Govesa Veículos deve assinar nos próximos dias um acordo de separação amigável com a Volkswagen do Brasil. A filial da T-63 já se transformou em loja multimarcas e a revenda da Avenida Independência, com seus 12 mil metros quadrados, dará lugar a um shopping popular, no qual serão investidos R$ 70 milhões, conforme informações publicadas em dezembro pelo jornal O Popular.

Além de enfrentar os efeitos da crise econômica, a Govesa adquiriu uma concessionária Volkswagen em Brasília, o que elevou o endividamento da empresa num momento de agravamento da recessão, provocando queda nas vendas e, consequente, redução da receita da empresa. Além do segmento de veículos, o Grupo Govesa continua operando o Consórcio Govesa, bem como a Govesa Construtora, Govesa Locadora de Equipamentos e a Govesa Mineradora.

A história do Grupo Govesa começa em 1942, quando Ignacy Goldfeld fundou a Emig – Eletrônica Mecânica Importadora de Goiás Ltda, uma loja de rádios e materiais elétricos. Com o crescimento da indústria automobilística nacional, mudou seu nome para Emeve – Eletro Mecânica de Veículos Ltda, se tornando em 1957 a primeira concessionária Volkswagen em Goiás e uma das primeiras a se instalar no Brasil. Anos depois, recebeu o nome definitivo de Govesa Goiânia Veículos S/A.


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O centro comercial da região da Rua 44, em Goiânia, vai ganhar mais um shopping destinado aos lojistas de moda que vendem seus produtos no atacado e se consolidar como o segundo maior polo atacadista de moda do País. Na próxima terça-feira (dia 3), um consórcio de investidores vai lançar o Mega Moda Park, com a inauguração do estande de vendas e uma forte campanha de mídia para divulgar o empreendimento.

O Grupo Mega Moda, formado pelo grupo Novo Mundo (50% das ações) e pelas famílias Hugo Goldfeld (25%) e Ian Goldfeld (25%), vai investir R$ 160 milhões na construção do novo shopping atacadista, que terá 800 lojas de 5 a 50 metros quadrados, quatro praças de alimentação, praça de eventos, mais de 1 mil vagas de estacionamento para carros e, como diferencial, oferecerá o primeiro subsolo de Goiânia com 80 vagas para ônibus.

O projeto prevê, ainda, torres comerciais com mais de 120 salas de escritórios, elevador panorâmico, boulevard externo e uma passarela sobre a futura avenida Leste-Oeste. Outro diferencial do empreendimento é a sustentabilidade. O Mega Moda Park será o primeiro shopping de Goiás a ter um telhado verde e fotovoltaico. A ideia é aproveitar a área de 10.600 metros quadrados e fazer uma grande horta com alimentos orgânicos para os lojistas e colaboradores.

O Mega Moda Park será construído na famosa região da 44, no Centro de Goiânia, nas confluências de quatro importantes avenidas: Contorno, Independência, Marginal Botafogo e a futura Leste-Oeste, o que facilitará o acesso dos clientes ao shopping.

No subsolo, haverá uma usina de lixo pra fazer a compostagem dos alimentos da praça de alimentação, que servirão como adubos para a horta. As placas fotovoltaicas garantirão o fornecimento de energia elétrica, tornando o shopping autossustentável e ajudando a preservar o meio ambiente.

Confiança
Presidente do Mega Moda, Carlos Luciano Ribeiro diz ao EMPREENDER EM GOIÁS que o shopping Mega Moda Park será construído em três anos. A primeira etapa está prevista para ser inaugurada em novembro próximo, a segunda em 2019 e a terceira em 2020. Quando estiver todo em operação, estima que serão gerados 8 mil empregos.

Há um ano, a empresa trabalha no projeto do shopping e com pesquisas de mercado para garantir a viabilidade do empreendimento. “Chegou a hora do lançamento comercial para os investidores. O cenário econômico é favorável, com a economia confirmando, a cada dia, uma reação consistente. Esta é a oportunidade dos lojistas montarem ou expandirem seus negócios dentro de um polo que já atrai compradores do Brasil e do exterior”, afirma Carlos Luciano.

Para tornar o complexo ainda mais atraente, o Mega Moda Park oferecerá transfer do Aeroporto Santa Genoveva para o shopping – serviço que passou a ser oferecido em fevereiro último por outro empreendimento do grupo, o Mega Moda Shopping, que foi inaugurado há sete anos, também na Região da 44.

MEGA MODA
O Mega Moda, do Grupo Novo Mundo, é formado pelos dois maiores shoppings atacadistas do país: o Mega Moda Shopping, inaugurado em 2011, e o Mega Moda Park, que será inaugurado em novembro deste ano, ambos na região da 44, em Goiânia. O Mega Moda Hotel, o maior hotel de Goiânia, com 270 apartamentos, o Mini Moda – espaço especializado em moda infanto-juvenil e o Clube de Costura também fazem parte do complexo, que oferece transfer exclusivo para os compradores que chegam pelo aeroporto Santa Genoveva. O Mega Moda Shopping possui área construída de 34 mil m2, com mais de 1.300 lojas e um amplo estacionamento.


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Filipe Peixoto aposta na inovação do tradicional espetinho para se tornar franqueador

Publicitário por formação e empreendedor por desejo, o jovem Filipe Peixoto sonhava em abrir seu próprio negócio, mas que fosse inovador na área de alimentação. Há um ano e meio abriu o Jantinha Fast: um drive trhu para a venda de espetinhos de carne e de queijo, além de acompanhamentos, como arroz e vinagrete. “Sempre quis abrir meu próprio negócio e um amigo disse que jantinha dava dinheiro. Queria algo inovador”, afirma Peixoto ao EMPREENDER EM GOIÁS na sede da sua empresa (Avenida D, em Goiânia).

Da ideia do negócio à inauguração da empresa, em abril de 2016, foram apenas dois meses. Com o apoio dos pais, Peixoto teve ajuda também de uma amiga que mostrou o local escolhido para montar o Jantinha Fast, de aproximadamente 40 metros quadrados, onde antes funcionou um drive thru de pães. Enquanto o local passava por reforma, o empresário foi em busca da cozinheira, churrasqueiro e demais pessoas para a sua equipe. O primeiro profissional responsável pelo churrasco foi um tio, que “era o churrasqueiro da família”. Ficou por dois meses colaborando na construção do projeto.

O Jantinha Fast começou com o drive thru, a ideia inicial. Um mês após inaugurado, Peixoto expandiu o atendimento para o modelo delivery. Um ano depois abriu o deck, espaço para atender os clientes interessados em comer no local. O quantitativo da equipe se mantém desde o início: cinco, entre cozinheira, atendentes, caixa e churrasqueiro. O atendente do drive thru também anota os pedidos dos clientes no deck. Não há garçom e a entrega é terceirizada.

No primeiro mês de atividade do Jantinha Fast, o negócio teve faturamento de R$ 40 mil. Hoje vende R$ 65 mil por mês e a expectativa para 2018 é passar de R$ 1 milhão ao ano – o que representaria mais de R$ 80 mil/mês. No início vendia de 80 a 90 ‘jantinhas’ por dia. Hoje saem entre 120 a 150 unidades. Das vendas realizadas, 60% são via drive thru, 20% delivery e 20% feitas no deck. A média de espera entre o pedido e entrega é de 7 minutos, garante Peixoto.

Demanda
Natural de Jaraguá, Filipe Peixoto tem 26 anos de idade e mora sozinho em Goiânia há oito anos. Diz que sempre teve dificuldade para encontrar comida fresca, caseira e com comodidade, “sem ter de sair do carro”. Foi nisto que viu a oportunidade de montar um negócio diferente para atender, pelo menos inicialmente, o público que tem perfil semelhante ao seu. Com o Jantinha Fast, Peixoto diz ser concorrente indiretamente de todo restaurante que está aberto no mesmo horário (de segunda-feira a sábado, das 17h30 às 23h30) que o empreendimento dele. Mas para drive trhu, frisa, a concorrência são grandes redes de fast-food e pizzarias.

“É o único ainda de jantinha. Concorrência sempre tem, mas quem trabalha direitinho tem sempre clientes também”, afirma. “Acho interessante essa vontade de empreender quando a gente passa por situação de crise. Foi de onde eu tive uma ideia”, conta o publicitário, responsável por todo o marketing da sua própria empresa, como redes sociais e o processo criativo dos pratos. Além disso trabalha como operador, no caixa e atendimento. Faz “de tudo um pouco”, menos o preparo da comida.

“Acredito muito no meu negócio. Isso faz com que eu tenha sempre ânimo para estar aqui, para criar, para atender meu cliente. Porque meu plano não é só para esse ano ou ano que vem. É para vida toda. Para crescer, virar uma rede grande. Sou muito otimista. Meu pai me ajudou a por meus pés no chão, falar para ir com calma. O retorno tanto financeiro como pessoal me dá mais vontade de continuar”, diz.

META É TRANSFORMAR EM FRANQUIA

A ideia de transformar o Jatinha Fast em franquia já nasceu quase junto com o próprio estabelecimento. O empresário Felipe Peixoto teve contato com um escritório de consultoria e, dois meses depois da inauguração do negócio, começou essa modelagem de franquia, que foi lançada e está disponível para franqueados desde julho passado. O investimento total previsto para o franqueado é de R$ 150 mil, que inclui a taxa de franquia de R$ 15 mil, além de prever gastos com estrutura, capital de giro e primeira compra. O retorno é calculado para ocorrer entre 16 a 24 meses.

O formato prevê que a franqueadora oferecerá os espetos, para manter o padrão de qualidade da carne, e as embalagens. “O restante fica por conta do franqueado. Porque facilita a negociação e a compra dele. É um modelo de negócio fácil de operar. Porque é pequeno, cardápio enxuto”, informa Peixoto. A ideia, frisa o empresário, é expandir em Goiânia, Anápolis, Brasília. “Mesmo com o pessoal estando com medo desta crise toda, a procura está grande”, diz Peixoto. Sua expectativa é, até o fim deste ano, fechar o primeiro contrato.

Opções
O menu tem 14 tipos de espetos, entre opções de cortes de bovinos e aves, além de queijos. A ‘jantinha’ tradicional é composta por arroz, feijão tropeiro, mandioca e vinagrete. Mandioca ao alho desidratado é uma opção de adicional. Há ainda a opção fitness (arroz integral ou mandioca e vinagrete) e a premium (carne angus e o entrecôte, corte que vem acompanhado de batata frita e molho de pequi, de alho ou de ervas). Os valores dos pratos completos variam entre R$ 18,90 a R$ 22,90, dependendo do tipo de espeto. Também há opção para comprar só os espetos, que custam entre R$ 9,50 a R$ 13,50.

Os espetos são feitos diariamente e de carne fresca. “Trabalhamos com açougues pequenos”, frisa o empresário. Os acompanhamentos são preparados todo dia em poucas porções e em panelas pequenas. “Aqui dentro não tem micro-ondas. É fogão mesmo. O espeto é na brasa, na churrasqueira”. Peixoto diz tomar esses cuidados para a comida estar sempre com “gosto caseiro e fresca”. O espeto vai embrulhado em papel alumínio e dentro de uma caixa de papelão para manter a temperatura. Os acompanhamentos vão numa embalagem de plástico, dividida em três compartimentos, e que pode ser levada ao congelador e ao micro-ondas.


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José Garrote começou a empreender com 19 anos de idade em Itaberaí. Seu grupo hoje fatura mais de R$ 1 bilhão por ano

A indústria goiana São Salvador Alimentos (SSA), dona das marcas SuperFrango e Boua, abate 270 mil aves por dia para abastecer mercados de oito Estados brasileiros e do Distrito Federal, além de vender para 62 países. No ano passado, quando a economia brasileira retraiu 3,6%, o faturamento da SSA cresceu 21% e rompeu a barreira de R$ 1 bilhão. Para contar a história da empresa, o CEO do grupo, José Carlos Garrote de Souza recebeu a equipe do EMPREENDER EM GOIÁS na sede em Itaberaí (GO). De jeitão simples e cordial, pediu apenas mais 20 minutos de espera. É que naquele momento concluía parceria com representantes da terceira maior distribuidora de alimentos do Japão.

Com fábrica de rações, de recria, unidade de recria de aves matrizes, unidade de produção de ovos férteis, incubatório, armazéns graneleiros, sistema de integração de aves e um dos maiores e mais modernos abatedouros de aves do País, a empresa goiana emprega diretamente 3,6 mil trabalhadores e contrata outros 1,5 mil terceirizados. Em 2005, depois de participar de uma missão comercial chefiada pelo governador Marconi Perillo no mercado da Ásia, começou a fechar contratos de exportação. Em 2011, fez a primeira venda para a Europa e, há dois anos, entrou no maior mercado do mundo, na China. Hoje o grupo goiano exporta três mil toneladas por mês, que representa 22% do seu faturamento.

Com a expansão no mercado internacional, também aumentaram as exigências sobre a qualidade dos produtos e a vigilância sanitária sobre a empresa, que investe alto. Só no ano passado foram R$ 30 milhões em sistemas de tratamento e disposição de resíduos, serviços externos de gestão ambiental e em certificação externa dos sistemas de gestão. A SSA também construiu sua própria estação de tratamento de efluentes (ETE), onde a água captada para abastecer sua produção é depois tratada e devolvida mais pura ao Rio das Pedras, de Itaberaí.

Seu complexo industrial impressiona, não apenas pelo tamanho, mas também pela organização, limpeza e automação. O grupo investe apenas na área de tecnologia mais de R$ 500 mil por mês. A SSA continua a investir na expansão e, mais recentemente, na diversificação de seus produtos. Em 2014 lançou uma nova marca, a Boua, que produz e comercializa itens como vegetais congelados, defumados, batatas palitos e embutidos. Para os próximos dois anos prevê investir mais de R$ 200 milhões em novas unidades fabris e produtos, sem revelar detalhes.

Início da sociedade
A história de São Salvador Alimentos começa na década de 80. O produtor rural Carlos Vieira da Cunha tinha granja na região de Itaberaí com capacidade para 40 mil aves, uma das maiores no Estado. Era sogro de José Garrote que, com pouco apenas 21 anos, administrava as duas farmácias do seu pai na cidade e tinha aberto um novo negócio, de produção de sementes de arroz para vender em Goiânia. Mas, por causa de grave problema de saúde na família, Carlos Vieira teve de ausentar da administração da granja em 1981. Recorreu ao genro. “Além de assumir a responsabilidade, vendi todos meus negócios para investir na granja”, afirma Garrote.

O aporte de recursos permitiu o crescimento do empreendimento, agora uma sociedade entre sogro e genro. Durante os primeiros oito anos, Garrote teve de buscar pintinhos em Uberlândia. Isto cinco viagens por semana, com ajuda de um funcionário, numa Kombi. Neste período o jovem empresário conheceu Alfredo Rezende, da Granja Rezende, que foi praticamente seu mentor no segmento de avicultura.

Carlos Vieira e José Garrote decidiram dar novo salto em 1986: construir um abatedouro. A ideia era comprar equipamento para o abate de quatro mil aves por dia. Compraram um com capacidade seis vezes maior. “Disse para meu sogro que a empreitada ia ficar pesada demais. Ele retrucou que nunca tinha voltado de mãos vazias de um negócio”, frisa Garrote.

Foram cinco anos até inaugurarem o Abatedouro São Salvador, em 1991, com 73 funcionários. O investimento na época foi de US$ 2 milhões. “Vendi mais uma vez todo o meu patrimônio, inclusive a casa que morava, e peguei muito dinheiro emprestado. Meu sogro vendeu a metade do patrimônio dele. Apesar do elevado risco, sempre acreditamos no negócio”, afirma Garrote.

No início nada saiu como planejado. Para começar, por conta dos altos custos para construir e equipar o abatedouro, a empresa ficou sem capital de giro. Para piorar, surgiram vários problemas na linha de produção. “O primeiro frango saiu todo esgarçado porque as máquinas não estavam ajustadas”, lembra o empresário. Isto tudo exigiu adequações nas máquinas, redução de custos com a troca de fornecedores, aumento da produtividade e mudança na política comercial da empresa, passando a vender diretamente para os frigoríficos.

Quitadas as dívidas, realizados os ajustes na produção e remodelada a política comercial, a indústria goiana passou a crescer rápido na década de 90. Com o apoio de incentivos fiscais e financiamentos do FCO, ganhou fôlego financeiro para investir na expansão e estar hoje entre as maiores indústrias de aves do País, concorrendo com gigantes como Perdigão e Sadia. “Até parece que foi fácil, mas foram 30 anos de muito trabalho, sacrifícios pessoais e correndo riscos. Cheguei a vender tudo o que tinha três vezes na minha vida para investir no negócio. Nunca me arrependi”, enfatiza Garrote.

“Vendi tudo o que tinha três vezes na minha vida para investir no negócio. Nunca me arrependi”, afirma José Garrote


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Claudionor e Shirley posam orgulhosos diante de foto que mostra as empresas do grupo

Quase todas as histórias de empreendedores de sucesso têm um momento em que decidem correr riscos para a realização de um sonho ou projeto. No caso de Claudionor Rodrigues e Shirley Leal, sócios do Grupo Belcar, beirou a irresponsabilidade. Resolveram vender todo o patrimônio que juntaram em quase 20 anos como empregados para comprarem metade de um negócio à beira da falência. Mais: sem terem o menor conhecimento do que iriam encontrar na empresa.

“Era uma vontade muito grande de ganhar dinheiro. Éramos até certo ponto irresponsáveis. Na faixa dos 30 e 40 anos de idade, você tem maior disposição ao risco. Hoje, tenho mais ponderação, não sei se teria essa mesma coragem”, afirma Claudionor, sobre a decisão de comprar a metade da Belcar sem nunca ter entrado na loja.

Era abril de 1993. Naquela época, a Belcar vendia apenas 15 veículos novos por mês, quase 10% das vendas registradas pela Govesa, onde Claudionor e Shirley trabalharam por muito anos antes de decidirem ter sua própria concessionária.

Mais de vinte anos depois, a Belcar é uma das principais concessionárias da Volkswagen no Brasil e teve no ano passado faturamento bruto de R$ 277 milhões. A empresa tem hoje 430 funcionários em concessionárias da Volkswagen e Mitsubishi, bem como em revendas da Yamaha.

Isto num segmento que sofreu queda média de 40% nas vendas nos últimos três anos, por conta da grave crise econômica no País.

Casamento perfeito
De origem humilde, característica que mantém até hoje, Shirley e Claudionor contam ao EMPREENDER EM GOIÁS como a experiência, talento e força de vontade ajudaram a ter sucesso no empreendimento. Ele sempre foi da área de vendas e comercial, enquanto o forte dela era finanças e cadastro. Ambos formam um casal (não são marido e mulher, convém frisar) quase imbatível no segmento de veículos em Goiás.

“Sempre fui muito ambiciosa. Meu pai foi tratorista, passava muito tempo longe de casa e minha mãe sofria muito. Eu sempre quis vencer na vida para não passar as dificuldades da minha mãe”, afirma Shirley, que trabalhou pela primeira vez aos 13 anos, quando um amigo da família a empregou numa papelaria no Bairro Feliz. “Ele era japonês e me ensinou tudo, desde a importância da disciplina até a abrir a loja e fechar um balancete”, conta.

Baiano de Guanambi, Claudionor mudou para Goiânia aos 17 anos de idade e conseguiu o primeiro emprego num banco e, depois, para fazer o cadastro de clientes de uma revenda (garagem) de veículos seminovos.

O destino levou Claudionor e Shirley a trabalharem na concessionária Govesa (Volkswagen), em Goiânia. Ele como vendedor, ela como telefonista e depois no crédito. Logo ganharam confiança dos donos da empresa e assumiram postos de gerentes e diretores das áreas comercial e financeira, respectivamente.

Em decorrência de mudanças na direção da Govesa, Claudionor e Shirley deixaram a empresa, na qual trabalharam por duas décadas. Cada um tinha planos diferentes para o futuro. Mas uma oportunidade surgiu: comprar a metade da Belcar que, mesmo quase falida, cobrava um preço alto para a dupla.

Chamados de loucos por parentes e familiares, os dois venderam tudo que tinham e juntaram o dinheiro para adquirirem 50% do negócio. A outra metade permaneceu nas mãos da família Bernardino.

“Tínhamos na época a opção de sermos donos de 100% de uma concessionária Fiat, mas o Claudionor sempre foi apaixonado pela Volkswagen e, por isso, decidimos fechar o negócio”, afirma Shirley. Apesar da “irresponsabilidade” de terem arriscado tudo, os empresários creditam o sucesso à experiência adquirida ao longo da trajetória como empregados.

Dupla de empresários trabalha com veículos da Volkswagen desde 1973

Superação
O início foi complicado. Os processos na Belcar eram tão arcaicos que uma das primeiras vendas nas mãos dos novos sócios demorou um dia para ser concretizada. Além disso, o Brasil vivia grave crise econômica que antecedeu o Plano Real, além da concorrência com as outras concessionárias, claro. Shirley e Claudionor viram que era preciso virar a Belcar de cabeça para baixo e exigiram que todas as decisões seriam dos dois, mostrando a confiança na experiência.

Claudionor vendia sozinho 50 carros por mês quando trabalhava na antiga concessionária. Não via porque não conseguiria vender este mesmo volume na empresa que acabara de ser sócio. Lançou um plano para concorrer com os consórcios, batizado de Plano Belcar. “O crescimento nas vendas foi imediato. No primeiro mês, dobramos o volume mensal de 15 para 30 carros”, conta Claudionor.

A estratégia agressiva de vendas e a nova gestão financeira da empresa implantadas pelos empresários deram tão certo que, em 1996, a nova Belcar inaugurava sua sede própria no Alto da Glória. Aliás, uma das exigências da Volkswagen para os novos sócios da concessionária.

O Grupo Belcar, nas mãos de Claudionor e Shirley, não parou mais de crescer e se expandir em Goiânia. Entrou na área de motocicletas ao abrir duas revendas autorizadas da Yamaha e, em 2011, inaugurou a Asuka, concessionária de veículos Mitsubishi. No mesmo ano, a nova concessionária já conquistava prêmio da montadora japonesa.


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Quando Mariana Perdomo se formou em Gastronomia, em 2015, ela só queria ser independente e continuar vivendo em Goiânia. Deu o primeiro passo importante: fez 220 unidades de bolo de pote e levou para a feira do Centro Cultural Oscar Niemeyer. Vendeu todos em poucas horas. Um ano depois, montou uma confeitaria no Setor Bueno. Agora, dois anos após abrir sua loja, ela se muda para uma confeitaria com 300 metros quadrados. Para a abertura, que vai acontecer nesta segunda-feira (19), e com o crescimento na produção, a empresária vai ampliar de 30 para 40 o quadro de funcionários.

O gosto pela gastronomia veio das raízes. A caçula Mariana nasceu em Iporá, onde seus pais têm espaço de festas e fazem eventos. Ela se mudou para Goiânia para estudar Gastronomia. “Meus pais pensavam que depois eu voltaria para trabalhar com eles. Mas nunca foi desejo do meu coração”, revela. E foi em Iporá que nasceram os primeiros potes de bolo, durante uma viagem de férias. “Os iporaenses foram os primeiros a acreditar em mim”, lembra.

Sucesso

Aos 19 anos, terminando a faculdade e com dificuldade para revelar seus planos aos pais, a jovem fez bolos e ovos de Páscoa para vender aos colegas e trabalhou em um restaurante para se sustentar. A boa aceitação dos produtos e a certeza de que queria permanecer na capital a levaram a se estabelecer na feira, utilizando o lucro que teve em Iporá para a primeira produção em maior escala.

No dia seguinte à estreia bem sucedida na feira, saiu do apartamento que dividia com parentes e alugou um para morar sozinha. Logo chegou a uma média de 600 potes vendidos ao dia. “Foi a melhor coisa que me aconteceu. Sou muito decidida. Quando quero, eu faço acontecer. Enfiei a cara e fui com uma certeza grande que daria certo”, justifica.

Mariana decidiu investir o que ganhou na feira com a produção dos bolos. “Deus foi abrindo portas”, diz. Produzindo em casa, sua vontade era ter uma cozinha confortável e vender todos os dias. Para isso alugou um pequeno ponto no Edifício Absolut, na Avenida T-4, “Eu fabricava em casa e na loja só tinha geladeira”, recorda. As redes sociais foram grandes aliadas na divulgação, assim como o “boca-a-boca”. Os pais, mesmo assustados, apoiaram a filha, alertando sobre os custos de ser empresária.

Com algumas reformas, Mariana inaugurou a confeitaria em setembro de 2016, onde passou a produzir e vender. Em pouco tempo, a loja se tornou um dos points mais atrativos de Goiânia. Foi preciso contratar funcionários e trazer uma das irmãs para trabalhar com ela. “Passei a ser o orgulho da família e meu sonho agora é trazer meus pais e minha outra irmã”, conta a confeiteira.

Aos 24 anos, Mariana Perdomo ampliou o cardápio da confeitaria e trabalha entre 10 e 12 horas diárias. “Hoje, já consigo parar nos fins de semana”, frisa. As datas comemorativas como Páscoa e Natal são as de maior movimento, com mais encomendas. “Tenho um consumidor fiel, desde os tempos da feira”, comemora.

Para Mariana, o sucesso vem não só de sua dedicação, mas da qualidade do que produz. “Só faz sentido estar onde estou se eu estiver feliz e se meu produto tiver qualidade. Fui contratando pessoas para me ajudar, mas sempre me mantive na produção”. Por isso, ela não pretende abrir franquias. Pretende ter novas lojas, mas todas próprias e apenas quando se sentir segura. “Quero ter qualidade de vida, ser feliz e ter controle da qualidade no meu produto”, afirma.

Superação

Apesar do rápido sucesso, a trajetória não foi tão doce o tempo todo. “Os desafios são diários. Se você faz contas demais, não abre empresa. Eu não entendia nada de fechamento de caixa, de RH. O primeiro ano foi muito difícil. Sofri, não sabia lidar com o financeiro nem com fornecedores. Fui roubada. Pensei em voltar a produzir no apartamento, mas fui aprendendo. Primeiro, entraram só pessoas erradas na minha vida, depois vieram as pessoas boas. Minha equipe é unida e faz parte do meu sucesso”, destaca.

A diversidade que já vinha sendo aplicada na produção, está ainda maior na nova loja. O cardápio inclui bolo gelado, cone trufado, palha italiana, bala de coco e tortas. Mas o bolo de pote ainda é a marca da jovem empreendedora Mariana Perdomo, que também conquistou espaço como fornecedora de doces para eventos, outra responsabilidade.

“Tento nunca ficar estagnada, mas sempre procurar coisas novas. Sobre o sucesso, faço de conta que ainda sou a Mariana da feira. Lógico, com mais experiência e muita gratidão a Deus. Minha essência é a mesma. Sinto até um calafrio quando vejo como cresci. A responsabilidade assusta, mas aprendi a lidar com ela. Deus me colocou nesse mundo para fazer doce. Essa é minha maior alegria, é minha vida”, afirma.


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Conforme antecipado (confira aqui) pelo EMPREENDER EM GOIÁS, a Incorporadora Emoções, que tem entre seus sócios o rei Roberto Carlos, confirmou para o próximo dia 7 de março a apresentação do primeiro empreendimento de alto luxo da empresa em Goiânia, que será construído em parceria com a GMP Incorporação e GPL Incorporadora.

Caberão aos sócios Ubirajara Guimarães (Bira) e Jaime Sirena (Dody Siena, o outro sócio, não virá) a apresentação do empreendimento residencial que será construído no Parque Flamboyant, no Jardim Goiás, e terá o nome de uma das canções de Roberto, assim como são os de outros empreendimentos lançados pela empresa. O edifício será de alto padrão e contará com os mais modernos conceitos de arquitetura, tecnologia e sustentabilidade.

Em 2018, a Incorporadora Emoções também vai lançar mais dois prédios residenciais na cidade de São Paulo e um condomínio de casas em Indaiatuba (98 km da capital). Desde 2011, a empresa já entregou três prédios em São Paulo e um em Aracaju (SE).

Roberto Carlos tem um gosto especial pela arquitetura e, por isso, em 2011, decidiu entrar no mercado imobiliário criando a Incorporadora Emoções. O primeiro empreendimento da empresa foi lançado em 2011, na cidade de São Paulo, e recebeu o nome de Horizonte JK, uma junção do nome de uma das músicas de Roberto e o endereço em que o prédio é localizado, na Avenida Juscelino Kubitschek, no Itaim Bibi (zona oeste). O edifício foi entregue em 2014 e é uma mistura de comercial com residencial. São 80 unidades de escritório e quase 270 apartamentos.

Também foram entregues os prédios comerciais Horizonte Jardins, em Aracaju (Sergipe) e, em São Paulo, o Horizonte Vital Brasil, no Butantã (zona oeste), e o Coletânea Office Square, no Carrão (zona leste). Nesse último, não foi possível fazer a alteração do nome.

Palpite
Roberto Carlos dá palpites nos projetos e quando há uma brecha em sua agenda, ele faz visitas aos empreendimentos. Os edifícios tendem a seguir o gosto do cantor. “Os prédios puxam para o tom azul e remetem à personalidade de Roberto, mas não expõem a figura dele com fotos. É muito sutil. Ele tem participação ativa, gosta de ver os projetos e opinar”, afirma Jaime Sirena ao portal UOL.

Segundo ele, na mesma entrevista, a reputação de Roberto Carlos ajuda nos negócios. “É evidente que é difícil fazer a separação. O artista ajuda. Ele tem mais de 50 anos de carreira e nada que tire a credibilidade e segurança para quem quer adquirir um empreendimento. Aquele que vai fazer um investimento no início da obra tem que acreditar que o prédio vai ficar pronto. Dá credibilidade por ser dele”.


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Raridade: Itamar e Jerônimo são amigos e sócios desde a juventude

Poucos restaurantes goianos conseguem passar dos 50 anos no mesmo local, mantendo a tradição, oferecendo praticamente o mesmo cardápio e conservando e, ainda por cima, atraindo novos clientes. É o caso da Pizzaria Cento e Dez, a mais famosa e antiga pizzaria de Goiás, que completa 52 anos de atividade em 10 de março, dos quais 47 anos sob a direção dos mesmos donos, Jerônimo Antônio de Carvalho e Itamar Roberto, amigos e sócios desde a juventude. Aliás, outro fato muito raro no mundo dos negócios.

Desde que foi aberta em 1966, pelas mãos dos sócios Bose e Bonelli e depois repassada a um empresário português, a Cento e Dez está localizada em pleno coração de Goiânia, na Rua 3, entre a Avenida Tocantins e a Rua 9, e faz parte da história do Centro da capital. É possível atestar a tradicionalidade do restaurante através do documento do registro da empresa, em 28 de fevereiro de 1966, que está num quadro estampado na parede do restaurante.

O ex-governador Otávio Lage tinha a sua mesa cativa na pizzaria. Já passaram por lá também outros ex-governadores e hoje é frequentada, ainda, por políticos, empresários, artistas, inclusive de outras cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, que visitam Goiânia. No local, as únicas adaptações realizadas foram as modernizações do banheiro e da cozinha, bem como a instalação de um elevador que leva ao segundo piso, para servir as pessoas que têm dificuldades em usar escadas.

Sociedade
Jerônimo e Itamar contam ao EMPREENDER EM GOIÁS que desde a juventude são amigos e sócios. Antes da Cento e Dez, eles comandavam a Panificadora Seleta, localizada na Avenida Goiás, quando o Setor Central era o auge do comércio e do lazer dos seus moradores. O segredo dessa união ter rendido e ainda estar durando negócios de sucesso e amizade está no respeito que um tem pelo outro. “Sempre colocamos os problemas na mesa e buscamos juntos as soluções”, diz Jerônimo.

No negócio, os dois sócios sempre se posicionaram em defesa da qualidade das matérias-primas para garantir a oferta de produtos de qualidade e a satisfação dos clientes. Outro ponto importante, em qualquer negócio, lembram, é o bom atendimento aos clientes. “O atendimento diferenciado faz a diferença”, afirma Itamar.

A Pizzeria Cento e Dez tem em seu cardápio 60 variedades de pizzas, além de saladas e massas, preparadas artesanalmente. O tipo de pizza mais pedido sempre foi e continua sendo a Moda da Casa. O dito popular que domingo é dia de pizza se confirma na Cento e Dez. Realmente, domingo é o dia que mais se vende pizzas, sendo que 40% são entregues pelo serviço delivery.

O nome Cento e Dez foi criado, em 1966, associando o nome da pizzaria ao número do imóvel que se localiza – 110. Contudo, alguns anos depois, a Prefeitura de Goiânia renumerou os imóveis e o prédio passou a ter o número 1.000. Mas o nome da pizzaria permanece o mesmo. Até as mesas e cadeiras da pizzaria são as mesmas, embora, passem por reformas constantes. Muitos dos 22 funcionários trabalham na casa há mais de 30 anos.

Os donos da Cento e Dez não tem planos de expansão do restaurante. Porém, alguns dos filhos abriram negócios dentro do ramo, mantendo a tradição dos pais.


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Confirmado e, conforme antecipado pelo EMPREENDER EM GOIÁS, o cantor e compositor Roberto Carlos participará da avant-première do empreendimento Horizonte Flamboyant, que acontecerá no próximo dia 17 de maio, às 19 horas, em Goiânia, dois dias antes do lançamento oficial do empreendimento. O residencial de alto padrão é o quinto que será construído pela Emoções Incorporadora, empresa criada em 2011, em São Paulo, pelo cantor e seus sócios Ubirajara Guimarães e os irmãos Dody e Jaime Sirena. Em Goiânia, são parceiros no projeto as empresas goianas GMP Incorporação e GPL Construtora e Incorporadora.

Na oportunidade, Roberto Carlos fará a abertura oficial dos apartamentos decorados. Dois dias depois, no dia 19 de maio, às 21 horas, conforme antecipou no dia 7 de março o EMPREENDER EM GOIÁS,  o cantor fará show especial no Goiânia Arena. A recepção será feita para um grupo petit comité formada por clientes do empreendimento e será realizada no próprio estande do Horizonte Flamboyant, localizado na Rua H, do Jardim Goiás, de frente para o Parque Flamboyant.

Cerca de R$ 140 milhões é o valor a ser investido no empreendimento Horizonte Flamboyant . O residencial será construído em terreno de 3,79 mil metros quadrados no Jardim Goiás, entre o Parque Flamboyant e a Praça das Artes, cujo proprietário, o empresário Lourival Louza, é um dos parceiros no empreendimento. O Horizonte Flamboyant terá 45 pavimentos, com 39 andares residenciais, 148 apartamentos, com metragens de 177 a 204 metros quadrados, e 4 penthouses, de 444 a 507,55 metros quadrados. O Horizonte Flamboyant terá torre única, com duas alas independentes. Os apartamentos serão de três ou de quatro quartos, além das quatro penthouses. Além da área de lazer no mezanino, será construída outra área de lazer e convivência, no 33º andar, o Sky Club, com vista panorâmica da cidade, dotada de academia, longe e bistrô, entre outros itens de comodidade. Outro diferencial é o oferecimento de serviços personalizados para os moradores.

As obras terão início a partir de maio e a entrega está programada para março de 2022. “Estamos aproveitando o bom momento econômico do País, com a volta da confiança dos consumidores e dos empresários na retomada do crescimento brasileiro”, afirmou Guilherme Pinheiro, da GPL Incorporadora.


Diferenciais

Segundo ele, será um produto diferenciado, com preço atrativo, concebido levando em consideração os conceitos de confiabilidade, qualidade e foco no cliente”, explicou. Entre os diferenciais do empreendimento está a arquitetura inovadora – o prédio foi concebido de forma a lembrar uma rosa e teve inspiração na prática do Rei Roberto Carlos de distribuir flores ao final de seus shows. Também foram levados em consideração a utilização de tecnologias avançadas e os conceitos de sustentabilidade.

Um dos sócios da Emoções Incorporadora, Ubirajara Guimarães, lembrou que Roberto Carlos, que sempre foi apaixonado pela arquitetura e pela construção, demonstrou muita satisfação com a parceria que está sendo celebrada com as empresas de Goiás. Segundo ele, Goiânia é uma das mais prósperas, produtivas e acolhedoras capitais brasileiras. A Emoções atua em São Paulo e Sergipe e está com plano de expansão para todo o País. “A capital de Goiás é a primeira do Centro-Oeste, onde estamos chegando. Estávamos procurando outras capitais para levarmos o nosso nome e conhecimento e houve um encantamento imediato pela área que nos foi apresentada e muita sinergia com o grupo de empreendedores local”, explicou.


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