Goiânia registrou o maior aumento nominal – de 4,04% – do preço médio do metro quadrado de apartamentos prontos para morar entre 50 grandes cidades pesquisadas pelo Índice FipeZap de Venda Residencial, nos últimos 12 meses. Foi a única Capital a superar a inflação registrada pelo IPCA no período (3,89%), embora o valor médio do metro quadrado continue sendo o segundo menor do País, de R$ 4.254,00, atrás apenas de Campo Grande – MS (R$ 4.065,00).

Roberto Elias: houve recuperação dos preços médios dos imóveis nos últimos 12 meses

O presidente da Associação das Empesas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), Roberto Elias Fernandes, confirma o reajuste médio de 4,04% dos preços do metro quadrado de apartamento e casas em condomínios fechados em Goiânia, mas lembra que desde janeiro de 2015 os preços médios estavam em baixa e nos últimos 12 meses ocorreu apenas uma recuperação do valor.

Ele justifica que os custos operacionais das empresas estão subindo acima da inflação e, por outro lado, há investimentos na melhoria da qualidade dos imóveis, beneficiando os compradores. “Estes dois fatores pesam na composição do preço final”, afirma Roberto Elias.

A diretoria da Ademi-GO aposta na recuperação do mercado imobiliário, salientando que os últimos lançamentos de empreendimentos foram sucessos de vendas, o que confirma a expectativa do setor de aumento de 30% nas vendas este ano, na comparação com igual período do ano passado.
O diretor da URBS Imobiliária, José Humberto Carvalho, que acumula 26 anos de atuação no mercado imobiliário de Goiás, tem a mesma opinião.

Para ele, a perspectiva de valorização imobiliária na capital deve ser ainda mais longínqua e mais intensa nos próximos meses. “O preço do metro quadrado em Goiânia é muito bom, favorece quem quer comprar e também quem é investidor. Aliás, acredito que o investidor pode, inclusive, ter um ganho com esse preço, que nós chamamos de preço de oportunidade, porque a médio prazo ele vai aumentar”, avalia.

FIQUE DE OLHO

Preço médio do m² de imóveis em Goiânia: R$ 4.254,00
Reajuste médio do preço do m² em fevereiro: 0,94%
Reajuste do preço do m² no acumulado do ano: 1,65%
Reajuste do preço do m² no acumulado de 12 meses: 4,04%
Fonte: FipeZap

 

MARISTA TEM O PREÇO MÉDIO MAIS ALTO

 
De acordo com levantamento da FipeZap, no ano passado, em Goiânia tinha uma população de 1,49 milhão de habitantes e um total de 513 mil domicílios, dos quais mil eram apartamentos. Em fevereiro último, o metro quadrado mais caro na Capital era no setor Marista, de R$ 5.756,00, seguido dos setores Sul (R$ 5.435,00), Santo Antônio (R$ 5.336,00), Jardim Goiás (R$ 5.172,00) e Bairro Feliz (R$ 5.071,00). Já o valor mais barato foi registrado no Setor Urias Magalhães: R$ 2.463,00.

A pesquisa apurou ainda que, em fevereiro, a cidade do Rio de Janeiro se manteve com o metro quadrado mais caro do País (R$ 9.481,00). Em segundo lugar está São Paulo (R$ 8.862,00), seguida de Brasília (R$ 7.367,00).

O Índice FipeZap de Vendas Residenciais, que acompanha o preço médio do metro quadrado de apartamentos prontos em 50 cidades brasileiras, mostrou que, no mês passado, o valor médio de venda de imóveis residenciais foi de R$ 7.189,00 o metro quadrado, registrando ligeira alta face ao mês anterior, com variação de +0,08%. Nos últimos 12 meses, o valor teve alta nominal de 0,07%, resultado que mantém os valores próximos da estabilidade no período.

No acumulado do ano, o preço médio de venda no Brasil cresceu 0,21%. Já em Goiânia chegou a 1,65%. Considerando a inflação acumulada no período (0,67%) pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE), houve uma queda real de 0,46% no preço médio do metro quadrado nas 50 grandes cidades pesquisadas.


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A inédita marca dos 100 mil pontos do Índice Bovespa foi atingida pela primeira vez nesta segunda-feira, 18, numa evidência de que o mercado brasileiro de ações segue antecipando a aprovação da reforma da Previdência no Congresso.  Durante a tarde, perdeu parte do fôlego e fechou aos 99.993 pontos, em novo recorde, com alta de 0,86%. Contribuiu para a marca histórica o cenário internacional positivo e um início de regresso de capital estrangeiro à Bolsa. No acumulado de março, o saldo estrangeiro é positivo em R$ 497,6 milhões.

O dólar fechou em queda de 0,76%, cotado em R$ 3,7914, o menor valor desde 1º de março. Profissionais de câmbio ressaltam que a moeda acompanhou aqui o enfraquecimento do dólar no mercado internacional nesta segunda-feira, 18, em meio às expectativas pela reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que começa nesta terça (19) e pode reduzir a previsão para as altas de juros nos Estados Unidos.

Nesta segunda-feira (dia 18) a superação dos 100 mil pontos ocorreu minutos após o ministro da Casa Civil afirmar não ter dúvidas de que a reforma será aprovada no primeiro semestre. Onyx admitiu dificuldades na articulação com parlamentares, mas disse ser preciso “ter paciência”. O ministro confirmou que a proposta de Previdência dos militares será enviada ao Congresso na quarta-feira, 20.

Nos Estados Unidos, o ministro da Economia também afirmou que o governo vai se apressar para levar a proposta dos militares até quarta-feira, 20. Guedes disse ainda que, se a economia com o novo sistema previdenciário for menor do que R$ 1 trilhão em dez anos, “o compromisso com as futuras gerações é (será) relativo, o que é lamentável”.

Do lado internacional, ajudou no avanço do Ibovespa as apostas de que o Federal Reserve (o banco central dos Estados Unidos) reduzirá na quarta-feira a projeção de altas de juros para o ano, aumentando a liquidez internacional. Diante disso, o dólar perdeu força e, no Brasil, fechou em queda de 0,76%, a R$ 3,79. Para Luketic, a tendência é que o Ibovespa continue subindo, conforme a agenda reformista seja implementada no País. “A grande dúvida é o tamanho da diluição (da reforma).”

A XP tem como cenário base a aprovação da reforma entre setembro e outubro, gerando uma economia para o governo de R$ 600 bilhões a R$ 700 bilhões em dez anos. Caso esse cenário se concretize, a estimativa é que o Ibovespa encerre 2019 na casa dos 125 mil pontos.


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Marcus Jorge Siekierski : “Queremos que a ‘pegada’ do empreendedorismo se multiplique e se fortaleça”

Fomentar a cultura empreendedora junto à juventude goianiense. Esta é a principal meta da Associação de Jovens Empreendedores e Empresários de Goiânia (AJE Goiânia). Tal estímulo vai ao encontro do levantamento realizado pelo Sebrae com 2.132 empreendedores no Brasil. O estudo concluiu que a ideia de se tornar um empreendedor já está presente bem cedo, tanto que um em cada três empresários já tinha algum tipo de pensamento neste sentido, antes de fazer 18 anos.

“Nossa luta é a de proporcionar um ambiente mais saudável e sustentável para os jovens empreenderem. Para tanto, vamos buscar novas parcerias com empresas, escolas e outras instituições, a fim de desenvolver projetos baseados na capacitação, representatividade e relacionamento”, contextualizou o recém-empossado presidente da AJE Goiânia, Marcus Jorge Siekierski, ao Empreender em Goiás.

A nova diretoria da AJE Goiânia, empossada na quinta-feira (12), durante solenidade na Câmara Municipal, almeja ser um espelho de excelência de gestão, transparência e resultados. “Queremos inspirar empreendedores em nossa capital. Temos alguns projetos a serem desenvolvidos nas regiões Oeste e Noroeste de Goiânia, como os programas de inserção e capacitação dos jovens que têm o desejo de empreender. A ideia é qualificar o pequeno, o médio e o grande empreendedor”, frisou .

Financiamento

A AJE Goiânia também pretende oferecer ao jovem empreendedor condições de planejar e realizar seus negócios. Para tanto, a entidade irá realizar ações no sentido de possibilitar aos interessados linhas de financiamento por meio do micro crédito, já que esta é a principal demanda do jovem localizado na periferia.

A entidade planeja inovar na parte operacional de gestão, atuando também em nichos específicos e em segmentos técnicos. “Queremos que a ‘pegada’ do empreendedorismo se multiplique e se fortaleça. Vamos focar cada vez mais no resultado”, explicou.

Também está nos planos da entidade a realização de parcerias com as escolas para a implantação de programas com pautas e disciplinas ligadas ao empreendedorismo jovem. “Esta sementinha, a de empreender, tem de ser plantada na educação, porque a maior parte dos empregos é gerada pelo micro e pequeno empreendedor”, destacou.

Ações

Atualmente, a AJE Goiânia desenvolve alguns projetos de incentivo ao empreendedorismo jovem. Um dos destaques é o ‘Feirão do Imposto’, que tem como objetivo alertar a população sobre o real tamanho da carga tributária brasileira, mostrando nas etiquetas as alíquotas dos tributos e quanto seriam os preços sem estes impostos. Este ano, o tema será “Menos é Mais”.

“Queremos alertar o jovem e difundir ideias como menos burocracia e mais produtividade, ou menos corrupção é mais eficiência”, pontuou Marcos. Outra ação da entidade é o Fórum Goiano de Empreendedorismo.


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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou nesta sexta-feira (15) que os custos da indústria brasileira subiram 8,8% em 2018. O porcentual, medido pelo Indicador de Custos Industriais, leva em conta a média de custos do ano passado ante a média do ano anterior. Este foi o maior avanço anual da série histórica, iniciada em 2006.

Entre os três componentes do indicador, o Índice de Custo com Produção apresentou alta de 10,9% em 2018, enquanto o Índice de Custo com Capital de Giro cedeu 15,5%. Já o Índice de Custo Tributário subiu 3,6% no ano passado.

De acordo com a CNI, o resultado do indicador geral foi puxado pelo custo com produtos intermediários e pelo custo com energia. Estes dois itens fazem parte do componente Índice de Custo com Produção. No ano passado, o custo com produtos intermediários subiu 13,4% e o custo com energia teve alta de 18,2%.

“Cabe ressaltar que o aumento nos custos industriais foi mais acentuado no segundo e terceiro trimestres do ano, com influência da greve dos caminhoneiros e da desvalorização do real, que impulsionaram os custos com produtos intermediários, além do aumento do custo com energia”, pontuou a CNI.

Lucratividade

Conforme a confederação, “a lucratividade da indústria diminuiu em 2018, em comparação com a média de 2017, pois o aumento no preço dos manufaturados domésticos foi inferior ao aumento nos custos industriais”.

Apesar disso, “a indústria ganhou competitividade ao longo de 2018, tanto no mercado doméstico como no mercado internacional, pois o aumento dos preços dos produtos manufaturados importados, em reais, e o aumento dos preços dos produtos manufaturados nos Estados Unidos, também em reais, foi superior ao aumento de custos da indústria brasileira “.

A CNI informou ainda que seu Indicador de Custos Industriais caiu 0,3% no quarto trimestre de 2018, em relação ao terceiro trimestre, na série com ajustes sazonais. Em relação ao quarto trimestre de 2017, houve alta de 9,6% no quatro trimestre do ano passado, na série sem ajustes.


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O aeroporto de Goiânia está entre os 22 terminais que irão à leilão em agosto de 2020. O edital de chamamento para a sexta rodada de concessão de aeroportos será apresentado pelo governo na segunda-feira (18). A próxima rodada também trará três blocos, com terminais das regiões Norte e Sul, e outro grupo, chamado de Eixo Central.

Na prática, o edital dá início aos estudos para a próxima rodada de leilões de aeroportos, definindo valores por bloco e expectativas de investimentos.

Serão colocados em leilão mais 22 terminais. O Bloco Sul, formado por nove aeroportos, inclui dois terminais em Curitiba, um em Foz do Iguaçu e um em Londrina, no Paraná; um em Navegantes e um em Joinville, em Santa Catarina; um em Pelotas, um em Uruguaiana e um Bagé, no Rio Grande do Sul.

O Bloco Norte engloba sete aeroportos: um em Manaus, um em Tabatinga e um em Tefé, no Amazonas; um em Porto Velho; um em Rio Branco e um em Cruzeiro do Sul, no Acre; e um em Boa Vista. No terceiro lote, o chamado Eixo Central, estão os terminais de Goiânia, Goiás; de São Luís e Imperatriz, no Maranhão; de Teresina, no Piauí; de Palmas, no Tocantins; e de Petrolina, em Pernambuco.

Já a sétima rodada de concessão de aeroportos, prevista para o primeiro semestre de 2022, incluirá os terminais de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro. “Congonhas e Santos Dumont ficam para a última rodada. Como são aeroportos muito importantes, eles vão ajudar a compor a sustentabilidade da Infraero. Por isso vamos aguardar os preços irem se sustentando no mercado”, afirmou na sexta-feira (15/03) o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

Sucesso

Na tarde de sexta-feira (15) foram leiloados 12 aeroportos, que teve a participação de nove grupos nos três blocos. No total, os lances pelos três blocos somaram R$ 2,377 bilhões, com ágio de quase 986%. A espanhola Aena, a suíça Zurich e as brasileiras Socicam Terminais Rodoviários e Sinart saíram vencedoras, e já disseram ter interesse na nova rodada de concessões que será anunciada segunda-feira pelo governo.

Os terminais concedidos estão localizados nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, e, juntos, recebem 19,6 milhões de passageiros por ano, o que equivale a 9,5% do mercado nacional de aviação. O investimento previsto para os três blocos é de R$ 3,5 bilhões, no período de 30 anos.

Atualização: o Ministério da Infraestrutura publicou na segunda-feira (18), no Diário Oficial da União, edital de chamamento público para interessados em realizar estudos técnicos para a concessão de 22 aeroportos em todo o país, dentre os quais o de Goiânia.  Os projetos serão estruturados em três blocos: Bloco Sul, composto pelos aeroportos de Curitiba, Foz do Iguaçu (PR), Navegantes (SC), Londrina (PR), Joinville (SC), Bacacheri (PR), Pelotas (RS), Uruguaiana (RS) e Bagé (RS); Bloco Nortes, composto pelos terminais de Manaus, Porto Velho (RO), Rio Branco, Cruzeiro do Sul (AC), Tabatinga (AM), Tefé (AM) e Boa Vista; e Bloco Central, composto pelos aeroportos de Goiânia, São Luís, Teresina, Palmas, Petrolina (PE) e Imperatriz (MA). “O presente edital tem por objetivo chamar pessoas físicas ou jurídicas de direito privado interessadas na apresentação de projetos, levantamentos, investigações e estudos (estudos técnicos) que subsidiem a modelagem da concessão para a expansão, exploração e manutenção dos aeroportos objeto deste chamamento público de estudos”, diz o texto.


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Os empresários podem pedir com mais facilidade o registro das empresas nas Juntas Comerciais. Publicada nesta quinta-feira (14) no Diário Oficial, a Medida Provisória 876 determina a emissão automática do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para após a etapa inicial de verificação de viabilidade de nome e de localização.

A medida vale para o Empresário Individual, para a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli) e Sociedades Limitadas (LTDA). Os documentos apresentados às juntas comerciais só serão analisados posteriormente. Se forem constatadas irregularidades, as juntas poderão pedir ao empresário que retifique os dados. Caso os problemas não sejam resolvidos, o CNPJ e a inscrição estadual serão cancelados.

Em nota, o Ministério da Economia informou que o registro automático dinamiza o ambiente de negócios. Segundo a pasta, a medida provisória beneficia 96% das empresas que pedem o registro nas juntas comerciais. Atualmente, cerca de 3% dos registros são liberados após a retificação de dados e menos de 1% dos pedidos de CNPJ é rejeitado.

A medida provisória também autoriza que advogados e contadores declarem a autenticidade de documentos, dispensando a autenticação em cartório ou o comparecimento do dono da empresa à junta comercial. O empresário não precisará mais recorrer a despachantes para obter o CNPJ. Há anos, os advogados podem declarar a autenticidade de documentos em processos judiciais. A MP estendeu a possibilidade a contadores. (Com agências)


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Alan de Alvarenga diz que o Plateau D´Or vai solucionar a vida dos seus moradores no que tange segurança, comodidade, qualidade de vida e centralidade

Goiânia ganhará mais um condomínio horizontal de alto padrão, em estilo inédito, na região Sudeste da capital, ao lado do condomínio Alphaville, numa área conhecida como Fazenda Gameleira. Numa área de 1,6 milhão de metros quadrados, o Grupo Toctao começou a construir as obras de infraestrutura do Plateau D´Or, que terá cerca de 600 lotes ancorados nos princípios de walkability e placemaking. Ou seja: espaço público fechado que vai abrigar um polo de negócios, lazer, educação e bem-estar para atender aos futuros moradores do Plateau, bem como da vizinhança, além de uma imensa área verde.

A empresa vai investir R$ 100 milhões nas obras de infraestrutura, nos próximos três anos, seguindo projeto desenvolvido, nos últimos sete anos, pela empresa inglesa Broadway Malyan, mundialmente premiada pelo desenvolvimento de projetos urbanísticos inovadores em mais de 43 países. A área onde será localizado o novo condomínio foi arrematada pela Toctao em leilão público da massa falida Encol, há 10 anos.]

O grupo Toctao ainda não definiu a metragem dos lotes nem mesmo o valor do metro quadrado que será vendido, mas já marcou o início da comercialização das áreas para o fim deste semestre. Mas o diretor da empresa, Alan de Alvarenga Menezes garante que o novo Plateau D´Or terá um projeto inédito no Brasil e que vai solucionar a vida dos seus moradores no que tange os aspectos segurança, comodidade, qualidade de vida e centralidade.

Nos últimos dias foram iniciadas as obras de abertura de ruas. Assim que passar o período de chuvas na Capital, a empresa quer acelerar as obras de infraestrutura como de redes de água e esgoto, de energia elétrica e iluminação, com fiação interna subterrânea e produção de energia solar nas áreas comuns. Além disso, será feita a pavimentação das vias internas e dos acessos externos.

A proposta da Toctao é a realização do desenvolvimento urbano de toda a região, que é a nova tendência de condomínios em todo o mundo. Alan Alvarenga lembra que onde será feito o Plateau D`Or já existem muitos condomínios horizontais e tem um grande contingente de moradores. Contudo, as pessoas têm de se deslocar às vezes longas distâncias para levar os filhos até as escolas, para realizar suas compras e mesmo para desfrutar de lazer e trabalhar. “A centralidade no nosso condomínio vai solucionar essas dificuldades”, garante o empresário.

Outro diferencial do novo condomínio horizontal da Toctao, em Goiânia, é a quantidade de área verde por morador. Dos 1,65 milhão de metros quadrados da área apenas 600 mil serão destinados às construções de imóveis. Os outros quase 1 milhão de metros quadrados será distribuído em sete áreas verdes e praças o que vai resultar em aproximadamente 230 metros quadrados de massa verde por habitante.

O diretor de Urbanismo e Planejamento da Broadway Malyan, arquiteto James Rayner, disse que a tendência do urbanismo mundial é a centralidade nos condomínios horizontais porque foca na oferta de serviços essenciais aos cidadãos, como comércio, serviços públicos, lazer, saúde e educação, o que contribui para a solução das questões de mobilidade urbana.

Responsável pelo projeto do Plateau D´Or, do Grupo Toctao, James Rayner cita, com base em dados da Organização das Nações Unidas, que o mundo terá 11,2 bilhões de habitantes até o ano de 2050. O Brasil terá 240 milhões e Goiânia, 3,1 milhões de habitantes até 2035.


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Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, sessão para votação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 441/17, do Senado, que torna obrigatória a participação de pessoas físicas e jurídicas no chamado cadastro positivo (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O Senado aprovou nesta quarta-feira (13) projeto que prevê a inclusão obrigatória de todos os consumidores (pessoas físicas e empresas) no cadastro positivo, o cadastro de bons pagadores com informações sobre pagamentos em dia e empréstimos quitados. Hoje, a inserção do nome nessa lista precisa de autorização expressa e assinada do cliente.

O texto segue para sanção ou veto do presidente Jair Bolsonaro. Se o texto for sancionado pelo presidente, a inclusão no cadastro será automática, e o consumidor que quiser sair terá de solicitar a exclusão.

No Senado, o cadastro positivo – que já existe desde 2013 – foi aprovado por 66 votos a 5. A medida é defendida pelo Banco Central como uma forma de baratear o crédito para os consumidores que têm as contas em dia. Por meio dele, os consumidores que quitam seus financiamentos terão uma pontuação maior e, em tese, poderiam ter melhores condições na hora de fazer compras ou empréstimos porque o risco de calote é menor.

O banco de dados já existe desde 2011, com participação voluntária dos clientes. O serviço é prestado por empresas especializadas, que avaliam o risco de crédito de empresas e pessoas físicas baseadas em históricos financeiro e comercial. Atualmente, esse banco de dados reúne informações de aproximadamente 6 milhões de pessoas. A perspectiva dos parlamentares é que alcance 110 milhões de consumidores.

Prazo

A Câmara concluiu no dia 20 de fevereiro a votação dos destaques apresentados ao projeto de lei. Por ser do Senado, o texto teve de voltar à Casa, onde foi aprovado na terça-feira (12) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania sem alterações e depois pelo plenário. Após a sanção do presidente da República, o Banco Central deve editar uma regulamentação, em um prazo de até 90 dias. Depois disso, há ainda um prazo adicional, para que as empresas possam se adaptar.

O Banco Central se comprometeu a ir ao Senado em seis meses apresentar um relatório com os resultados concretos em relação aos juros e ao spread bancário. (Com agências)


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O Senado aprovou nesta quarta-feira (13) em regime de urgência, um projeto de lei que acrescenta à Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) uma multa às empresas que não pagarem salários iguais para homens e mulheres que desempenhem a mesma função e a mesma atividade. O projeto vai agora para o plenário da Câmara dos Deputados.

O texto prevê que os casos terão de ser apurados em processo judicial e que a funcionária deverá receber uma multa em valor correspondente ao dobro da diferença salarial verificada mês a mês. A punição também vale para discriminação por idade, cor ou situação familiar.

Para o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), autor do projeto de lei, a diferença salarial entre homem e mulher fere o princípio da isonomia previsto na Constituição Federal e na legislação vigente.

“Contudo, e apesar das inúmeras políticas de igualdade de gênero promovidas pelas mais diversas organizações, sejam públicas ou privadas, ainda se registram casos de discriminação contra a mulher no que se refere a remuneração”, diz o texto de autoria do senador.

Segundo o senador, a diferença salarial média entre homens e mulheres chega a 23% nas micro e pequenas empresas, saltando para 44,5% nas médias e grandes. Os dados integram o Anuário das Mulheres Empreendedoras e Trabalhadoras em Micro e Pequenas Empresas de 2014. (Com agências)


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O percentual de famílias com dívidas (em atraso ou não) no país atingiu 61,5% em fevereiro deste ano. Segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada hoje (13) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a taxa é superior aos 60,1% de janeiro deste ano e aos 61,2% de fevereiro do ano passado.

A parcela de inadimplentes, ou seja, aqueles que têm dívidas ou contas em atraso, subiu de 22,9% em janeiro para 23,1% em fevereiro deste ano. Apesar da alta mensal, o percentual ficou abaixo dos 24,9% observados em fevereiro de 2018.

Outro indicador que teve aumento de janeiro para fevereiro foi o percentual de famílias que não terão condições de pagar suas contas ou dívidas, o qual passou de 9,1% para 9,2%. Assim como a inadimplência, esse indicador ficou abaixo do registrado em fevereiro de 2018 (9,7%).

Entre as famílias com contas ou dívidas em atraso, o tempo médio de atraso foi de 64,9 dias em fevereiro de 2019, estável em relação aos 64,9 dias de fevereiro de 2018. O tempo médio de comprometimento com dívidas entre as famílias endividadas foi de 6,8 meses, sendo que 26,2% delas estão comprometidas com dívidas até três meses e 29,7%, por mais de um ano.

A parcela média da renda comprometida com dívidas das famílias endividadas diminuiu na comparação anual, passando de 29,4% em fevereiro de 2018 para 29,1% em fevereiro de 2019.
O cartão de crédito foi apontado em primeiro lugar como um dos principais tipos de dívida por 78,5% das famílias endividadas, seguido por carnês, para 13,9%, e, em terceiro, por financiamento de carro, para 9,8%. (Agência Brasil)


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De uma pequena fábrica de manteiga e queijo no interior de Goiás, com produção de 2 mil litros de leite por dia, para uma das maiores indústrias de derivados de laticínio do País, que processa diariamente 3,2 milhões de litros, comercializa 140 produtos, tem três fábricas e faturou no ano passado R$ 3 bilhões. É a história de pouco mais de três décadas da Laticínios Bela Vista, empresa goiana comandada pelos irmãos engenheiros Cesar Helou e Marcos Helou, que ainda muito jovens assumiram em 1985 o negócio, em dificuldades financeiras, iniciado pelo pai Saladi Helou em 1955.

O faturamento anual de R$ 3 bilhões coloca a empresa, dona das marcas Piracanjuba, Pirakids, Leitbon e Chocobon, entre as cinco maiores de alimento do Brasil. Atualmente, o grupo goiano tem cerca de 1,9 mil empregados nas suas três fábricas: Bela Vista (GO), Maravilha (SC) e Governador Valadares (MG). Uma quarta fábrica já foi adquirida na cidade de Doutor Maurício Cardoso (RS) e deve iniciar as operações até o fim deste ano. O negócio já faz parte dos planos de expansão da marca, que pretender voltar a investir na produção de queijo.

Um dos pontos importantes para o sucesso do grupo goiano é o investimento em tecnologia. “Nossa margem é de apenas 2% a 4%. Então, precisamos ter escala. Para isso, investimos em tecnologia. Temos equipamentos que processam 60 mil litros por hora, enquanto concorrentes usam máquinas que processam só 10 mil litros por hora”, afirma Cesar Helou.

A atual grave crise econômica reduziu o consumo de derivados de leite, mas a expectativa da Laticínios Bela Vista é pela retomada do mercado. “Acreditamos que o brasileiro vai voltar a comprar queijo. Isso aconteceu em outros países, quando o poder aquisitivo aumenta, o cidadão quer consumir mais proteína. Queijo é o primeiro da fila”, diz o empresário.

Em caso de sucesso na retomada da comercialização do queijo, fica mais próxima a meta da Piracanjuba se tornar ainda mais forte nacionalmente até 2020. Além disso, mesmo com mais de 30 anos no negócio, o desafio de crescer sempre ainda motiva o empresário.

“Nunca imaginamos que chegaríamos aonde chegamos. Mas é como aquele ditado: pagamos caro para não entrar na briga, mas depois que entramos estamos pagando caro para não sair”, diz Cesar, referindo-se ao plano de crescimento da empresa para os próximos anos. “Esperamos crescer. Para os próximos cinco anos, temos um planejamento, que não posso divulgar, mas é de crescimento”, conta.

Marcos e Cesar Helou, da Laticínios Bela Vista (Piracanjuba): parceria de 30 anos e faturamento anual de R$ 3 bilhões

Trajetória

A história da Laticínios Bela Vista tem início em 1955, quando dois irmãos de uma família e dois de outra decidiram construir uma fábrica de manteiga em Piracanjuba. Um deles era Saladi, pai de Cesar e Marcos. Seis anos depois, uma das irmãs decide comprar a pequena fábrica com o marido e filhos. Saladi decide então se mudar com a família para São Paulo, onde comprou uma casa após muito trabalho como contador prático.

Mas, no início da década de 70, com a morte da irmã, decide trocar a residência pela fábrica no interior goiano. Em 1974 a família volta para Piracanjuba para administrar a empresa, que cresce sob a administração de Saladi.

Os filhos Cesar e Marcos não demonstram interesse pelo negócio e vão estudar engenharia em São Paulo. Depois de formados, Cesar começa a trabalhar no mercado financeiro e Marcos monta empresa na área de construção.

Tudo começou a mudar em 1985, quando o pai deles começa a passar por dificuldades. Marcos já tinha seu próprio negócio e Cesar, como era empregado, decidiu ajudar na fábrica. Dois meses depois, Saladi morre de ataque cardíaco e os irmãos assumem o negócio da família. “Eu já gostava do negócio de leite. Meu irmão gostava mais da engenharia e disse que me ajudaria a colocar tudo em ordem. Costumamos brincar que até hoje ainda não conseguiu”, conta, de forma bem humorada, Cesar Helou.

Mudanças

Ao assumirem o negócio da família, que passava por dificuldades financeiras, uma das primeiras decisões foi promover forte enxugamento nos custos. A produção na época era de apenas 2 mil litros de leite por dia, com margens pequenas de lucro. Como os irmãos tinham grande facilidade com números e planilhas, se debruçaram nas contas da empresa. Logo viram que precisam promover mudanças e rápidas. Cesar demitiu o motorista da fábrica e assumiu a entrega por caminhão dos produtos aos clientes. “Queríamos enxugar a empresa e pagar as contas. Deu certo. Um ano depois já tínhamos duas fábricas”, frisa.

Em 1994 os irmãos tiveram de tomar uma nova decisão importante, que também consolidaria o crescimento da Piracanjuba. “Ganhamos uma boa quantia de dinheiro naquele ano e tínhamos três opções: investir na aquisição de fazenda, no mercado imobiliário ou investir em nossa empresa. Decidimos pela última e começamos a obra da fábrica em Bela Vista”, conta.

No primeiro momento a ideia não pareceu dar muito certo. Era a primeira vez que o grupo tinha uma fábrica que demandava refeitório, lavandeira e gastos com segurança. Além disso, a unidade tinha capacidade para processar 150 mil litros de leite por dia, mas só produzia 70 mil. Portanto, atuava com menos da metade da sua capacidade e com custos altos. “Começamos a entrar em decadência. Não havia mercado”, conta Cesar.

Na crise, porém, os irmãos descobrem uma nova oportunidade de negócio: produzir queijo e manteiga para redes de supermercado, como Carrefour e Pão de Açúcar, que tinham interesse de investir em marcas próprias e de qualidade para atrair mais clientela. A Piracanjuba conseguiu fechar rapidamente contratos para suprir a demanda de 15 grandes clientes, chegando a atingir quase a capacidade máxima de produção da fábrica e, claro, aumentar seu faturamento.

A segunda boa sacada dos irmãos empreendedores foi em 2001, quando começaram a produzir leite longa vida. Foi um novo fôlego financeiro para a empresa. “Isso nos deu um capital de giro enorme, pois era possível envasar o produto e vendê-lo no mesmo dia. O queijo, por outro lado, precisa de pelo menos 30 dias para maturar e ser entregue”, explica Cesar.

 

A partir de uma oferta de compra, o ano de 2007  foi decisivo para o crescimento da Laticínios Bela Vista. Como a economia nacional e mundial vivia momentos de forte crescimento, investidores (de olho no crescimento do grupo goiano e do mercado de derivados de leite) fizeram ofertas altas para comprar a empresa. Os irmãos recusaram todas e decidiram continuar no negócio. Não era ainda hora de aposentadoria. Aliás, até hoje ainda não fazem ideia de quando esta hora vai chegar.

Nesta época haviam também decidido não mais produzir marcas de terceiros para redes supermercadistas, mas investir no lançamento de suas próprias marcas. “Chegamos a ter 65% do faturamento com produtos de outras empresas, mas decidimos que era hora de mudar. Promovemos grande profissionalização na empresa, promovemos gerentes para cargos de diretor e a contratamos gerentes comerciais em São Paulo e no Nordeste para ampliar nosso mercado”, diz Cesar.


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Cotril Motors, há mais de dez anos na Avenida 85, se tornará uma revenda multimarcas

A rede de concessionárias de veículos está menor em Goiás. A Govesa Veículos, primeira revenda Volkswagen no Estado e também uma das pioneiras da montadora alemã no Brasil, e a Cotril Motors, que comercializava os produtos da marca Mitsubishi em Goiás, fecharam as portas, demitindo mais de 100 funcionários.

Por que? Não conseguiram suportar os efeitos da crise econômica, que atingiram em cheio o setor automotivo goiano com a queda das vendas em 2015 e 2016, que só melhoraram no ano passado, como antecipado (leia aqui) com exclusividade pelo EMPREENDER EM GOIÁS. Mas, tarde demais para os dois grupos que, de acordo com informações de analistas do setor, também enfrentaram problemas financeiros, de gestão e, nos últimos anos, falta de competitividade dos produtos das marcas que representavam.

Star Motors
A Mitsubishi Motors, representada pela HPE Automotores do Brasil (ex-MMC) e que tem fábrica em Catalão (GO), agiu rápido. Nomeou o Grupo Star Motors, novo concessionário das marcas Mitsubishi e Suzuki em Goiânia e Anápolis, além de Imperatriz e Balsas, no Maranhão. Nesta quarta-feira (dia 10), a Star Motors abre as portas com 40 carros da marca japonesa, na Avenida 85, onde funcionou por vários anos como concessionário Mercedes-Benz em Goiânia, cuja operação foi vendida em 2016 para o Grupo Tecar. Há mais de um ano, a Star Motors também adquiriu a Akar, revenda Kia Motors, e espera a carta de anuência para iniciar a venda de veículos da marca coreana, embora já dê assistência aos clientes na oficina.

A partir de 18 de janeiro, a Cotril Motors, que há 16 anos era concessionário Mitsubishi, completados em novembro do ano passado, vai se transformar em Cotril Multimarcas, na esquina da Avenida 85 com a Avenida Edmundo Pinheiro de Abreu. A empresa, que foi referência em vendas dos produtos da montadora japonesa em 2011 na Região Centro-Oeste, também tinha uma estrutura pesada e a situação se complicou com a inauguração em dezembro de 2011 de um novo concessionário da marca no Estado, a Azuka, do grupo Belcar Veículos. O grupo goiano Cotril, fundado em 1965, continua com a Cotril Máquinas, representante da New Holland, e a Cotril Agropecuária.

Concessionária pioneira em Goiás, sede da Govesa próxima a rodoviária de Goiânia vai se tornar um centro comercial popular

Grupo Govesa
Após um casamento de mais de 60 anos, a Govesa Veículos deve assinar nos próximos dias um acordo de separação amigável com a Volkswagen do Brasil. A filial da T-63 já se transformou em loja multimarcas e a revenda da Avenida Independência, com seus 12 mil metros quadrados, dará lugar a um shopping popular, no qual serão investidos R$ 70 milhões, conforme informações publicadas em dezembro pelo jornal O Popular.

Além de enfrentar os efeitos da crise econômica, a Govesa adquiriu uma concessionária Volkswagen em Brasília, o que elevou o endividamento da empresa num momento de agravamento da recessão, provocando queda nas vendas e, consequente, redução da receita da empresa. Além do segmento de veículos, o Grupo Govesa continua operando o Consórcio Govesa, bem como a Govesa Construtora, Govesa Locadora de Equipamentos e a Govesa Mineradora.

A história do Grupo Govesa começa em 1942, quando Ignacy Goldfeld fundou a Emig – Eletrônica Mecânica Importadora de Goiás Ltda, uma loja de rádios e materiais elétricos. Com o crescimento da indústria automobilística nacional, mudou seu nome para Emeve – Eletro Mecânica de Veículos Ltda, se tornando em 1957 a primeira concessionária Volkswagen em Goiás e uma das primeiras a se instalar no Brasil. Anos depois, recebeu o nome definitivo de Govesa Goiânia Veículos S/A.


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O centro comercial da região da Rua 44, em Goiânia, vai ganhar mais um shopping destinado aos lojistas de moda que vendem seus produtos no atacado e se consolidar como o segundo maior polo atacadista de moda do País. Na próxima terça-feira (dia 3), um consórcio de investidores vai lançar o Mega Moda Park, com a inauguração do estande de vendas e uma forte campanha de mídia para divulgar o empreendimento.

O Grupo Mega Moda, formado pelo grupo Novo Mundo (50% das ações) e pelas famílias Hugo Goldfeld (25%) e Ian Goldfeld (25%), vai investir R$ 160 milhões na construção do novo shopping atacadista, que terá 800 lojas de 5 a 50 metros quadrados, quatro praças de alimentação, praça de eventos, mais de 1 mil vagas de estacionamento para carros e, como diferencial, oferecerá o primeiro subsolo de Goiânia com 80 vagas para ônibus.

O projeto prevê, ainda, torres comerciais com mais de 120 salas de escritórios, elevador panorâmico, boulevard externo e uma passarela sobre a futura avenida Leste-Oeste. Outro diferencial do empreendimento é a sustentabilidade. O Mega Moda Park será o primeiro shopping de Goiás a ter um telhado verde e fotovoltaico. A ideia é aproveitar a área de 10.600 metros quadrados e fazer uma grande horta com alimentos orgânicos para os lojistas e colaboradores.

O Mega Moda Park será construído na famosa região da 44, no Centro de Goiânia, nas confluências de quatro importantes avenidas: Contorno, Independência, Marginal Botafogo e a futura Leste-Oeste, o que facilitará o acesso dos clientes ao shopping.

No subsolo, haverá uma usina de lixo pra fazer a compostagem dos alimentos da praça de alimentação, que servirão como adubos para a horta. As placas fotovoltaicas garantirão o fornecimento de energia elétrica, tornando o shopping autossustentável e ajudando a preservar o meio ambiente.

Confiança
Presidente do Mega Moda, Carlos Luciano Ribeiro diz ao EMPREENDER EM GOIÁS que o shopping Mega Moda Park será construído em três anos. A primeira etapa está prevista para ser inaugurada em novembro próximo, a segunda em 2019 e a terceira em 2020. Quando estiver todo em operação, estima que serão gerados 8 mil empregos.

Há um ano, a empresa trabalha no projeto do shopping e com pesquisas de mercado para garantir a viabilidade do empreendimento. “Chegou a hora do lançamento comercial para os investidores. O cenário econômico é favorável, com a economia confirmando, a cada dia, uma reação consistente. Esta é a oportunidade dos lojistas montarem ou expandirem seus negócios dentro de um polo que já atrai compradores do Brasil e do exterior”, afirma Carlos Luciano.

Para tornar o complexo ainda mais atraente, o Mega Moda Park oferecerá transfer do Aeroporto Santa Genoveva para o shopping – serviço que passou a ser oferecido em fevereiro último por outro empreendimento do grupo, o Mega Moda Shopping, que foi inaugurado há sete anos, também na Região da 44.

MEGA MODA
O Mega Moda, do Grupo Novo Mundo, é formado pelos dois maiores shoppings atacadistas do país: o Mega Moda Shopping, inaugurado em 2011, e o Mega Moda Park, que será inaugurado em novembro deste ano, ambos na região da 44, em Goiânia. O Mega Moda Hotel, o maior hotel de Goiânia, com 270 apartamentos, o Mini Moda – espaço especializado em moda infanto-juvenil e o Clube de Costura também fazem parte do complexo, que oferece transfer exclusivo para os compradores que chegam pelo aeroporto Santa Genoveva. O Mega Moda Shopping possui área construída de 34 mil m2, com mais de 1.300 lojas e um amplo estacionamento.


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Filipe Peixoto aposta na inovação do tradicional espetinho para se tornar franqueador

Publicitário por formação e empreendedor por desejo, o jovem Filipe Peixoto sonhava em abrir seu próprio negócio, mas que fosse inovador na área de alimentação. Há um ano e meio abriu o Jantinha Fast: um drive trhu para a venda de espetinhos de carne e de queijo, além de acompanhamentos, como arroz e vinagrete. “Sempre quis abrir meu próprio negócio e um amigo disse que jantinha dava dinheiro. Queria algo inovador”, afirma Peixoto ao EMPREENDER EM GOIÁS na sede da sua empresa (Avenida D, em Goiânia).

Da ideia do negócio à inauguração da empresa, em abril de 2016, foram apenas dois meses. Com o apoio dos pais, Peixoto teve ajuda também de uma amiga que mostrou o local escolhido para montar o Jantinha Fast, de aproximadamente 40 metros quadrados, onde antes funcionou um drive thru de pães. Enquanto o local passava por reforma, o empresário foi em busca da cozinheira, churrasqueiro e demais pessoas para a sua equipe. O primeiro profissional responsável pelo churrasco foi um tio, que “era o churrasqueiro da família”. Ficou por dois meses colaborando na construção do projeto.

O Jantinha Fast começou com o drive thru, a ideia inicial. Um mês após inaugurado, Peixoto expandiu o atendimento para o modelo delivery. Um ano depois abriu o deck, espaço para atender os clientes interessados em comer no local. O quantitativo da equipe se mantém desde o início: cinco, entre cozinheira, atendentes, caixa e churrasqueiro. O atendente do drive thru também anota os pedidos dos clientes no deck. Não há garçom e a entrega é terceirizada.

No primeiro mês de atividade do Jantinha Fast, o negócio teve faturamento de R$ 40 mil. Hoje vende R$ 65 mil por mês e a expectativa para 2018 é passar de R$ 1 milhão ao ano – o que representaria mais de R$ 80 mil/mês. No início vendia de 80 a 90 ‘jantinhas’ por dia. Hoje saem entre 120 a 150 unidades. Das vendas realizadas, 60% são via drive thru, 20% delivery e 20% feitas no deck. A média de espera entre o pedido e entrega é de 7 minutos, garante Peixoto.

Demanda
Natural de Jaraguá, Filipe Peixoto tem 26 anos de idade e mora sozinho em Goiânia há oito anos. Diz que sempre teve dificuldade para encontrar comida fresca, caseira e com comodidade, “sem ter de sair do carro”. Foi nisto que viu a oportunidade de montar um negócio diferente para atender, pelo menos inicialmente, o público que tem perfil semelhante ao seu. Com o Jantinha Fast, Peixoto diz ser concorrente indiretamente de todo restaurante que está aberto no mesmo horário (de segunda-feira a sábado, das 17h30 às 23h30) que o empreendimento dele. Mas para drive trhu, frisa, a concorrência são grandes redes de fast-food e pizzarias.

“É o único ainda de jantinha. Concorrência sempre tem, mas quem trabalha direitinho tem sempre clientes também”, afirma. “Acho interessante essa vontade de empreender quando a gente passa por situação de crise. Foi de onde eu tive uma ideia”, conta o publicitário, responsável por todo o marketing da sua própria empresa, como redes sociais e o processo criativo dos pratos. Além disso trabalha como operador, no caixa e atendimento. Faz “de tudo um pouco”, menos o preparo da comida.

“Acredito muito no meu negócio. Isso faz com que eu tenha sempre ânimo para estar aqui, para criar, para atender meu cliente. Porque meu plano não é só para esse ano ou ano que vem. É para vida toda. Para crescer, virar uma rede grande. Sou muito otimista. Meu pai me ajudou a por meus pés no chão, falar para ir com calma. O retorno tanto financeiro como pessoal me dá mais vontade de continuar”, diz.

META É TRANSFORMAR EM FRANQUIA

A ideia de transformar o Jatinha Fast em franquia já nasceu quase junto com o próprio estabelecimento. O empresário Felipe Peixoto teve contato com um escritório de consultoria e, dois meses depois da inauguração do negócio, começou essa modelagem de franquia, que foi lançada e está disponível para franqueados desde julho passado. O investimento total previsto para o franqueado é de R$ 150 mil, que inclui a taxa de franquia de R$ 15 mil, além de prever gastos com estrutura, capital de giro e primeira compra. O retorno é calculado para ocorrer entre 16 a 24 meses.

O formato prevê que a franqueadora oferecerá os espetos, para manter o padrão de qualidade da carne, e as embalagens. “O restante fica por conta do franqueado. Porque facilita a negociação e a compra dele. É um modelo de negócio fácil de operar. Porque é pequeno, cardápio enxuto”, informa Peixoto. A ideia, frisa o empresário, é expandir em Goiânia, Anápolis, Brasília. “Mesmo com o pessoal estando com medo desta crise toda, a procura está grande”, diz Peixoto. Sua expectativa é, até o fim deste ano, fechar o primeiro contrato.

Opções
O menu tem 14 tipos de espetos, entre opções de cortes de bovinos e aves, além de queijos. A ‘jantinha’ tradicional é composta por arroz, feijão tropeiro, mandioca e vinagrete. Mandioca ao alho desidratado é uma opção de adicional. Há ainda a opção fitness (arroz integral ou mandioca e vinagrete) e a premium (carne angus e o entrecôte, corte que vem acompanhado de batata frita e molho de pequi, de alho ou de ervas). Os valores dos pratos completos variam entre R$ 18,90 a R$ 22,90, dependendo do tipo de espeto. Também há opção para comprar só os espetos, que custam entre R$ 9,50 a R$ 13,50.

Os espetos são feitos diariamente e de carne fresca. “Trabalhamos com açougues pequenos”, frisa o empresário. Os acompanhamentos são preparados todo dia em poucas porções e em panelas pequenas. “Aqui dentro não tem micro-ondas. É fogão mesmo. O espeto é na brasa, na churrasqueira”. Peixoto diz tomar esses cuidados para a comida estar sempre com “gosto caseiro e fresca”. O espeto vai embrulhado em papel alumínio e dentro de uma caixa de papelão para manter a temperatura. Os acompanhamentos vão numa embalagem de plástico, dividida em três compartimentos, e que pode ser levada ao congelador e ao micro-ondas.


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José Garrote começou a empreender com 19 anos de idade em Itaberaí. Seu grupo hoje fatura mais de R$ 1 bilhão por ano

A indústria goiana São Salvador Alimentos (SSA), dona das marcas SuperFrango e Boua, abate 270 mil aves por dia para abastecer mercados de oito Estados brasileiros e do Distrito Federal, além de vender para 62 países. No ano passado, quando a economia brasileira retraiu 3,6%, o faturamento da SSA cresceu 21% e rompeu a barreira de R$ 1 bilhão. Para contar a história da empresa, o CEO do grupo, José Carlos Garrote de Souza recebeu a equipe do EMPREENDER EM GOIÁS na sede em Itaberaí (GO). De jeitão simples e cordial, pediu apenas mais 20 minutos de espera. É que naquele momento concluía parceria com representantes da terceira maior distribuidora de alimentos do Japão.

Com fábrica de rações, de recria, unidade de recria de aves matrizes, unidade de produção de ovos férteis, incubatório, armazéns graneleiros, sistema de integração de aves e um dos maiores e mais modernos abatedouros de aves do País, a empresa goiana emprega diretamente 3,6 mil trabalhadores e contrata outros 1,5 mil terceirizados. Em 2005, depois de participar de uma missão comercial chefiada pelo governador Marconi Perillo no mercado da Ásia, começou a fechar contratos de exportação. Em 2011, fez a primeira venda para a Europa e, há dois anos, entrou no maior mercado do mundo, na China. Hoje o grupo goiano exporta três mil toneladas por mês, que representa 22% do seu faturamento.

Com a expansão no mercado internacional, também aumentaram as exigências sobre a qualidade dos produtos e a vigilância sanitária sobre a empresa, que investe alto. Só no ano passado foram R$ 30 milhões em sistemas de tratamento e disposição de resíduos, serviços externos de gestão ambiental e em certificação externa dos sistemas de gestão. A SSA também construiu sua própria estação de tratamento de efluentes (ETE), onde a água captada para abastecer sua produção é depois tratada e devolvida mais pura ao Rio das Pedras, de Itaberaí.

Seu complexo industrial impressiona, não apenas pelo tamanho, mas também pela organização, limpeza e automação. O grupo investe apenas na área de tecnologia mais de R$ 500 mil por mês. A SSA continua a investir na expansão e, mais recentemente, na diversificação de seus produtos. Em 2014 lançou uma nova marca, a Boua, que produz e comercializa itens como vegetais congelados, defumados, batatas palitos e embutidos. Para os próximos dois anos prevê investir mais de R$ 200 milhões em novas unidades fabris e produtos, sem revelar detalhes.

Início da sociedade
A história de São Salvador Alimentos começa na década de 80. O produtor rural Carlos Vieira da Cunha tinha granja na região de Itaberaí com capacidade para 40 mil aves, uma das maiores no Estado. Era sogro de José Garrote que, com pouco apenas 21 anos, administrava as duas farmácias do seu pai na cidade e tinha aberto um novo negócio, de produção de sementes de arroz para vender em Goiânia. Mas, por causa de grave problema de saúde na família, Carlos Vieira teve de ausentar da administração da granja em 1981. Recorreu ao genro. “Além de assumir a responsabilidade, vendi todos meus negócios para investir na granja”, afirma Garrote.

O aporte de recursos permitiu o crescimento do empreendimento, agora uma sociedade entre sogro e genro. Durante os primeiros oito anos, Garrote teve de buscar pintinhos em Uberlândia. Isto cinco viagens por semana, com ajuda de um funcionário, numa Kombi. Neste período o jovem empresário conheceu Alfredo Rezende, da Granja Rezende, que foi praticamente seu mentor no segmento de avicultura.

Carlos Vieira e José Garrote decidiram dar novo salto em 1986: construir um abatedouro. A ideia era comprar equipamento para o abate de quatro mil aves por dia. Compraram um com capacidade seis vezes maior. “Disse para meu sogro que a empreitada ia ficar pesada demais. Ele retrucou que nunca tinha voltado de mãos vazias de um negócio”, frisa Garrote.

Foram cinco anos até inaugurarem o Abatedouro São Salvador, em 1991, com 73 funcionários. O investimento na época foi de US$ 2 milhões. “Vendi mais uma vez todo o meu patrimônio, inclusive a casa que morava, e peguei muito dinheiro emprestado. Meu sogro vendeu a metade do patrimônio dele. Apesar do elevado risco, sempre acreditamos no negócio”, afirma Garrote.

No início nada saiu como planejado. Para começar, por conta dos altos custos para construir e equipar o abatedouro, a empresa ficou sem capital de giro. Para piorar, surgiram vários problemas na linha de produção. “O primeiro frango saiu todo esgarçado porque as máquinas não estavam ajustadas”, lembra o empresário. Isto tudo exigiu adequações nas máquinas, redução de custos com a troca de fornecedores, aumento da produtividade e mudança na política comercial da empresa, passando a vender diretamente para os frigoríficos.

Quitadas as dívidas, realizados os ajustes na produção e remodelada a política comercial, a indústria goiana passou a crescer rápido na década de 90. Com o apoio de incentivos fiscais e financiamentos do FCO, ganhou fôlego financeiro para investir na expansão e estar hoje entre as maiores indústrias de aves do País, concorrendo com gigantes como Perdigão e Sadia. “Até parece que foi fácil, mas foram 30 anos de muito trabalho, sacrifícios pessoais e correndo riscos. Cheguei a vender tudo o que tinha três vezes na minha vida para investir no negócio. Nunca me arrependi”, enfatiza Garrote.

“Vendi tudo o que tinha três vezes na minha vida para investir no negócio. Nunca me arrependi”, afirma José Garrote


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Claudionor e Shirley posam orgulhosos diante de foto que mostra as empresas do grupo

Quase todas as histórias de empreendedores de sucesso têm um momento em que decidem correr riscos para a realização de um sonho ou projeto. No caso de Claudionor Rodrigues e Shirley Leal, sócios do Grupo Belcar, beirou a irresponsabilidade. Resolveram vender todo o patrimônio que juntaram em quase 20 anos como empregados para comprarem metade de um negócio à beira da falência. Mais: sem terem o menor conhecimento do que iriam encontrar na empresa.

“Era uma vontade muito grande de ganhar dinheiro. Éramos até certo ponto irresponsáveis. Na faixa dos 30 e 40 anos de idade, você tem maior disposição ao risco. Hoje, tenho mais ponderação, não sei se teria essa mesma coragem”, afirma Claudionor, sobre a decisão de comprar a metade da Belcar sem nunca ter entrado na loja.

Era abril de 1993. Naquela época, a Belcar vendia apenas 15 veículos novos por mês, quase 10% das vendas registradas pela Govesa, onde Claudionor e Shirley trabalharam por muito anos antes de decidirem ter sua própria concessionária.

Mais de vinte anos depois, a Belcar é uma das principais concessionárias da Volkswagen no Brasil e teve no ano passado faturamento bruto de R$ 277 milhões. A empresa tem hoje 430 funcionários em concessionárias da Volkswagen e Mitsubishi, bem como em revendas da Yamaha.

Isto num segmento que sofreu queda média de 40% nas vendas nos últimos três anos, por conta da grave crise econômica no País.

Casamento perfeito
De origem humilde, característica que mantém até hoje, Shirley e Claudionor contam ao EMPREENDER EM GOIÁS como a experiência, talento e força de vontade ajudaram a ter sucesso no empreendimento. Ele sempre foi da área de vendas e comercial, enquanto o forte dela era finanças e cadastro. Ambos formam um casal (não são marido e mulher, convém frisar) quase imbatível no segmento de veículos em Goiás.

“Sempre fui muito ambiciosa. Meu pai foi tratorista, passava muito tempo longe de casa e minha mãe sofria muito. Eu sempre quis vencer na vida para não passar as dificuldades da minha mãe”, afirma Shirley, que trabalhou pela primeira vez aos 13 anos, quando um amigo da família a empregou numa papelaria no Bairro Feliz. “Ele era japonês e me ensinou tudo, desde a importância da disciplina até a abrir a loja e fechar um balancete”, conta.

Baiano de Guanambi, Claudionor mudou para Goiânia aos 17 anos de idade e conseguiu o primeiro emprego num banco e, depois, para fazer o cadastro de clientes de uma revenda (garagem) de veículos seminovos.

O destino levou Claudionor e Shirley a trabalharem na concessionária Govesa (Volkswagen), em Goiânia. Ele como vendedor, ela como telefonista e depois no crédito. Logo ganharam confiança dos donos da empresa e assumiram postos de gerentes e diretores das áreas comercial e financeira, respectivamente.

Em decorrência de mudanças na direção da Govesa, Claudionor e Shirley deixaram a empresa, na qual trabalharam por duas décadas. Cada um tinha planos diferentes para o futuro. Mas uma oportunidade surgiu: comprar a metade da Belcar que, mesmo quase falida, cobrava um preço alto para a dupla.

Chamados de loucos por parentes e familiares, os dois venderam tudo que tinham e juntaram o dinheiro para adquirirem 50% do negócio. A outra metade permaneceu nas mãos da família Bernardino.

“Tínhamos na época a opção de sermos donos de 100% de uma concessionária Fiat, mas o Claudionor sempre foi apaixonado pela Volkswagen e, por isso, decidimos fechar o negócio”, afirma Shirley. Apesar da “irresponsabilidade” de terem arriscado tudo, os empresários creditam o sucesso à experiência adquirida ao longo da trajetória como empregados.

Dupla de empresários trabalha com veículos da Volkswagen desde 1973

Superação
O início foi complicado. Os processos na Belcar eram tão arcaicos que uma das primeiras vendas nas mãos dos novos sócios demorou um dia para ser concretizada. Além disso, o Brasil vivia grave crise econômica que antecedeu o Plano Real, além da concorrência com as outras concessionárias, claro. Shirley e Claudionor viram que era preciso virar a Belcar de cabeça para baixo e exigiram que todas as decisões seriam dos dois, mostrando a confiança na experiência.

Claudionor vendia sozinho 50 carros por mês quando trabalhava na antiga concessionária. Não via porque não conseguiria vender este mesmo volume na empresa que acabara de ser sócio. Lançou um plano para concorrer com os consórcios, batizado de Plano Belcar. “O crescimento nas vendas foi imediato. No primeiro mês, dobramos o volume mensal de 15 para 30 carros”, conta Claudionor.

A estratégia agressiva de vendas e a nova gestão financeira da empresa implantadas pelos empresários deram tão certo que, em 1996, a nova Belcar inaugurava sua sede própria no Alto da Glória. Aliás, uma das exigências da Volkswagen para os novos sócios da concessionária.

O Grupo Belcar, nas mãos de Claudionor e Shirley, não parou mais de crescer e se expandir em Goiânia. Entrou na área de motocicletas ao abrir duas revendas autorizadas da Yamaha e, em 2011, inaugurou a Asuka, concessionária de veículos Mitsubishi. No mesmo ano, a nova concessionária já conquistava prêmio da montadora japonesa.


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Conforme antecipado (confira aqui) pelo EMPREENDER EM GOIÁS, a Incorporadora Emoções, que tem entre seus sócios o rei Roberto Carlos, confirmou para o próximo dia 7 de março a apresentação do primeiro empreendimento de alto luxo da empresa em Goiânia, que será construído em parceria com a GMP Incorporação e GPL Incorporadora.

Caberão aos sócios Ubirajara Guimarães (Bira) e Jaime Sirena (Dody Siena, o outro sócio, não virá) a apresentação do empreendimento residencial que será construído no Parque Flamboyant, no Jardim Goiás, e terá o nome de uma das canções de Roberto, assim como são os de outros empreendimentos lançados pela empresa. O edifício será de alto padrão e contará com os mais modernos conceitos de arquitetura, tecnologia e sustentabilidade.

Em 2018, a Incorporadora Emoções também vai lançar mais dois prédios residenciais na cidade de São Paulo e um condomínio de casas em Indaiatuba (98 km da capital). Desde 2011, a empresa já entregou três prédios em São Paulo e um em Aracaju (SE).

Roberto Carlos tem um gosto especial pela arquitetura e, por isso, em 2011, decidiu entrar no mercado imobiliário criando a Incorporadora Emoções. O primeiro empreendimento da empresa foi lançado em 2011, na cidade de São Paulo, e recebeu o nome de Horizonte JK, uma junção do nome de uma das músicas de Roberto e o endereço em que o prédio é localizado, na Avenida Juscelino Kubitschek, no Itaim Bibi (zona oeste). O edifício foi entregue em 2014 e é uma mistura de comercial com residencial. São 80 unidades de escritório e quase 270 apartamentos.

Também foram entregues os prédios comerciais Horizonte Jardins, em Aracaju (Sergipe) e, em São Paulo, o Horizonte Vital Brasil, no Butantã (zona oeste), e o Coletânea Office Square, no Carrão (zona leste). Nesse último, não foi possível fazer a alteração do nome.

Palpite
Roberto Carlos dá palpites nos projetos e quando há uma brecha em sua agenda, ele faz visitas aos empreendimentos. Os edifícios tendem a seguir o gosto do cantor. “Os prédios puxam para o tom azul e remetem à personalidade de Roberto, mas não expõem a figura dele com fotos. É muito sutil. Ele tem participação ativa, gosta de ver os projetos e opinar”, afirma Jaime Sirena ao portal UOL.

Segundo ele, na mesma entrevista, a reputação de Roberto Carlos ajuda nos negócios. “É evidente que é difícil fazer a separação. O artista ajuda. Ele tem mais de 50 anos de carreira e nada que tire a credibilidade e segurança para quem quer adquirir um empreendimento. Aquele que vai fazer um investimento no início da obra tem que acreditar que o prédio vai ficar pronto. Dá credibilidade por ser dele”.


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Quando Mariana Perdomo se formou em Gastronomia, em 2015, ela só queria ser independente e continuar vivendo em Goiânia. Deu o primeiro passo importante: fez 220 unidades de bolo de pote e levou para a feira do Centro Cultural Oscar Niemeyer. Vendeu todos em poucas horas. Um ano depois, montou uma confeitaria no Setor Bueno. Agora, dois anos após abrir sua loja, ela se muda para uma confeitaria com 300 metros quadrados. Para a abertura, que vai acontecer nesta segunda-feira (19), e com o crescimento na produção, a empresária vai ampliar de 30 para 40 o quadro de funcionários.

O gosto pela gastronomia veio das raízes. A caçula Mariana nasceu em Iporá, onde seus pais têm espaço de festas e fazem eventos. Ela se mudou para Goiânia para estudar Gastronomia. “Meus pais pensavam que depois eu voltaria para trabalhar com eles. Mas nunca foi desejo do meu coração”, revela. E foi em Iporá que nasceram os primeiros potes de bolo, durante uma viagem de férias. “Os iporaenses foram os primeiros a acreditar em mim”, lembra.

Sucesso

Aos 19 anos, terminando a faculdade e com dificuldade para revelar seus planos aos pais, a jovem fez bolos e ovos de Páscoa para vender aos colegas e trabalhou em um restaurante para se sustentar. A boa aceitação dos produtos e a certeza de que queria permanecer na capital a levaram a se estabelecer na feira, utilizando o lucro que teve em Iporá para a primeira produção em maior escala.

No dia seguinte à estreia bem sucedida na feira, saiu do apartamento que dividia com parentes e alugou um para morar sozinha. Logo chegou a uma média de 600 potes vendidos ao dia. “Foi a melhor coisa que me aconteceu. Sou muito decidida. Quando quero, eu faço acontecer. Enfiei a cara e fui com uma certeza grande que daria certo”, justifica.

Mariana decidiu investir o que ganhou na feira com a produção dos bolos. “Deus foi abrindo portas”, diz. Produzindo em casa, sua vontade era ter uma cozinha confortável e vender todos os dias. Para isso alugou um pequeno ponto no Edifício Absolut, na Avenida T-4, “Eu fabricava em casa e na loja só tinha geladeira”, recorda. As redes sociais foram grandes aliadas na divulgação, assim como o “boca-a-boca”. Os pais, mesmo assustados, apoiaram a filha, alertando sobre os custos de ser empresária.

Com algumas reformas, Mariana inaugurou a confeitaria em setembro de 2016, onde passou a produzir e vender. Em pouco tempo, a loja se tornou um dos points mais atrativos de Goiânia. Foi preciso contratar funcionários e trazer uma das irmãs para trabalhar com ela. “Passei a ser o orgulho da família e meu sonho agora é trazer meus pais e minha outra irmã”, conta a confeiteira.

Aos 24 anos, Mariana Perdomo ampliou o cardápio da confeitaria e trabalha entre 10 e 12 horas diárias. “Hoje, já consigo parar nos fins de semana”, frisa. As datas comemorativas como Páscoa e Natal são as de maior movimento, com mais encomendas. “Tenho um consumidor fiel, desde os tempos da feira”, comemora.

Para Mariana, o sucesso vem não só de sua dedicação, mas da qualidade do que produz. “Só faz sentido estar onde estou se eu estiver feliz e se meu produto tiver qualidade. Fui contratando pessoas para me ajudar, mas sempre me mantive na produção”. Por isso, ela não pretende abrir franquias. Pretende ter novas lojas, mas todas próprias e apenas quando se sentir segura. “Quero ter qualidade de vida, ser feliz e ter controle da qualidade no meu produto”, afirma.

Superação

Apesar do rápido sucesso, a trajetória não foi tão doce o tempo todo. “Os desafios são diários. Se você faz contas demais, não abre empresa. Eu não entendia nada de fechamento de caixa, de RH. O primeiro ano foi muito difícil. Sofri, não sabia lidar com o financeiro nem com fornecedores. Fui roubada. Pensei em voltar a produzir no apartamento, mas fui aprendendo. Primeiro, entraram só pessoas erradas na minha vida, depois vieram as pessoas boas. Minha equipe é unida e faz parte do meu sucesso”, destaca.

A diversidade que já vinha sendo aplicada na produção, está ainda maior na nova loja. O cardápio inclui bolo gelado, cone trufado, palha italiana, bala de coco e tortas. Mas o bolo de pote ainda é a marca da jovem empreendedora Mariana Perdomo, que também conquistou espaço como fornecedora de doces para eventos, outra responsabilidade.

“Tento nunca ficar estagnada, mas sempre procurar coisas novas. Sobre o sucesso, faço de conta que ainda sou a Mariana da feira. Lógico, com mais experiência e muita gratidão a Deus. Minha essência é a mesma. Sinto até um calafrio quando vejo como cresci. A responsabilidade assusta, mas aprendi a lidar com ela. Deus me colocou nesse mundo para fazer doce. Essa é minha maior alegria, é minha vida”, afirma.


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Raridade: Itamar e Jerônimo são amigos e sócios desde a juventude

Poucos restaurantes goianos conseguem passar dos 50 anos no mesmo local, mantendo a tradição, oferecendo praticamente o mesmo cardápio e conservando e, ainda por cima, atraindo novos clientes. É o caso da Pizzaria Cento e Dez, a mais famosa e antiga pizzaria de Goiás, que completa 52 anos de atividade em 10 de março, dos quais 47 anos sob a direção dos mesmos donos, Jerônimo Antônio de Carvalho e Itamar Roberto, amigos e sócios desde a juventude. Aliás, outro fato muito raro no mundo dos negócios.

Desde que foi aberta em 1966, pelas mãos dos sócios Bose e Bonelli e depois repassada a um empresário português, a Cento e Dez está localizada em pleno coração de Goiânia, na Rua 3, entre a Avenida Tocantins e a Rua 9, e faz parte da história do Centro da capital. É possível atestar a tradicionalidade do restaurante através do documento do registro da empresa, em 28 de fevereiro de 1966, que está num quadro estampado na parede do restaurante.

O ex-governador Otávio Lage tinha a sua mesa cativa na pizzaria. Já passaram por lá também outros ex-governadores e hoje é frequentada, ainda, por políticos, empresários, artistas, inclusive de outras cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, que visitam Goiânia. No local, as únicas adaptações realizadas foram as modernizações do banheiro e da cozinha, bem como a instalação de um elevador que leva ao segundo piso, para servir as pessoas que têm dificuldades em usar escadas.

Sociedade
Jerônimo e Itamar contam ao EMPREENDER EM GOIÁS que desde a juventude são amigos e sócios. Antes da Cento e Dez, eles comandavam a Panificadora Seleta, localizada na Avenida Goiás, quando o Setor Central era o auge do comércio e do lazer dos seus moradores. O segredo dessa união ter rendido e ainda estar durando negócios de sucesso e amizade está no respeito que um tem pelo outro. “Sempre colocamos os problemas na mesa e buscamos juntos as soluções”, diz Jerônimo.

No negócio, os dois sócios sempre se posicionaram em defesa da qualidade das matérias-primas para garantir a oferta de produtos de qualidade e a satisfação dos clientes. Outro ponto importante, em qualquer negócio, lembram, é o bom atendimento aos clientes. “O atendimento diferenciado faz a diferença”, afirma Itamar.

A Pizzeria Cento e Dez tem em seu cardápio 60 variedades de pizzas, além de saladas e massas, preparadas artesanalmente. O tipo de pizza mais pedido sempre foi e continua sendo a Moda da Casa. O dito popular que domingo é dia de pizza se confirma na Cento e Dez. Realmente, domingo é o dia que mais se vende pizzas, sendo que 40% são entregues pelo serviço delivery.

O nome Cento e Dez foi criado, em 1966, associando o nome da pizzaria ao número do imóvel que se localiza – 110. Contudo, alguns anos depois, a Prefeitura de Goiânia renumerou os imóveis e o prédio passou a ter o número 1.000. Mas o nome da pizzaria permanece o mesmo. Até as mesas e cadeiras da pizzaria são as mesmas, embora, passem por reformas constantes. Muitos dos 22 funcionários trabalham na casa há mais de 30 anos.

Os donos da Cento e Dez não tem planos de expansão do restaurante. Porém, alguns dos filhos abriram negócios dentro do ramo, mantendo a tradição dos pais.


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Confirmado e, conforme antecipado pelo EMPREENDER EM GOIÁS, o cantor e compositor Roberto Carlos participará da avant-première do empreendimento Horizonte Flamboyant, que acontecerá no próximo dia 17 de maio, às 19 horas, em Goiânia, dois dias antes do lançamento oficial do empreendimento. O residencial de alto padrão é o quinto que será construído pela Emoções Incorporadora, empresa criada em 2011, em São Paulo, pelo cantor e seus sócios Ubirajara Guimarães e os irmãos Dody e Jaime Sirena. Em Goiânia, são parceiros no projeto as empresas goianas GMP Incorporação e GPL Construtora e Incorporadora.

Na oportunidade, Roberto Carlos fará a abertura oficial dos apartamentos decorados. Dois dias depois, no dia 19 de maio, às 21 horas, conforme antecipou no dia 7 de março o EMPREENDER EM GOIÁS,  o cantor fará show especial no Goiânia Arena. A recepção será feita para um grupo petit comité formada por clientes do empreendimento e será realizada no próprio estande do Horizonte Flamboyant, localizado na Rua H, do Jardim Goiás, de frente para o Parque Flamboyant.

Cerca de R$ 140 milhões é o valor a ser investido no empreendimento Horizonte Flamboyant . O residencial será construído em terreno de 3,79 mil metros quadrados no Jardim Goiás, entre o Parque Flamboyant e a Praça das Artes, cujo proprietário, o empresário Lourival Louza, é um dos parceiros no empreendimento. O Horizonte Flamboyant terá 45 pavimentos, com 39 andares residenciais, 148 apartamentos, com metragens de 177 a 204 metros quadrados, e 4 penthouses, de 444 a 507,55 metros quadrados. O Horizonte Flamboyant terá torre única, com duas alas independentes. Os apartamentos serão de três ou de quatro quartos, além das quatro penthouses. Além da área de lazer no mezanino, será construída outra área de lazer e convivência, no 33º andar, o Sky Club, com vista panorâmica da cidade, dotada de academia, longe e bistrô, entre outros itens de comodidade. Outro diferencial é o oferecimento de serviços personalizados para os moradores.

As obras terão início a partir de maio e a entrega está programada para março de 2022. “Estamos aproveitando o bom momento econômico do País, com a volta da confiança dos consumidores e dos empresários na retomada do crescimento brasileiro”, afirmou Guilherme Pinheiro, da GPL Incorporadora.


Diferenciais

Segundo ele, será um produto diferenciado, com preço atrativo, concebido levando em consideração os conceitos de confiabilidade, qualidade e foco no cliente”, explicou. Entre os diferenciais do empreendimento está a arquitetura inovadora – o prédio foi concebido de forma a lembrar uma rosa e teve inspiração na prática do Rei Roberto Carlos de distribuir flores ao final de seus shows. Também foram levados em consideração a utilização de tecnologias avançadas e os conceitos de sustentabilidade.

Um dos sócios da Emoções Incorporadora, Ubirajara Guimarães, lembrou que Roberto Carlos, que sempre foi apaixonado pela arquitetura e pela construção, demonstrou muita satisfação com a parceria que está sendo celebrada com as empresas de Goiás. Segundo ele, Goiânia é uma das mais prósperas, produtivas e acolhedoras capitais brasileiras. A Emoções atua em São Paulo e Sergipe e está com plano de expansão para todo o País. “A capital de Goiás é a primeira do Centro-Oeste, onde estamos chegando. Estávamos procurando outras capitais para levarmos o nosso nome e conhecimento e houve um encantamento imediato pela área que nos foi apresentada e muita sinergia com o grupo de empreendedores local”, explicou.


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