Startups, micro e pequenas empresas de base tecnológica interessadas em solução de desafios propostos por grandes indústrias podem contar com três chamadas do Edital de Inovação para a Indústria categoria C. O valor total do apoio é de R$ 13 milhões para o desenvolvimento de projetos em áreas como sustentabilidade, bem-estar social, inteligência operacional e eficiência.

O lançamento das chamadas vai ocorrer em três Estados. No dia 21 de janeiro será na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan); no dia 23 de janeiro, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e no dia 25 de janeiro, na Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).

O Edital de Inovação para a Indústria categoria C é uma parceria de grandes empresas com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Na análise de Marcelo Prim, gerente-executivo de Inovação e Tecnologia do SENAI, as novas chamadas se destacam pelo maior aporte financeiro que as empresas estão colocando nos projetos.

“O aumento da quantia investida pelas empresas mostra que elas estão vendo maior valor agregado nos editais de inovação”, afirma. “O edital não só conecta a demanda de grandes empresas com startups, como é uma oportunidade de compartilhar riscos tecnológicos e de negócios e de ter acesso ao quadro de pesquisadores que o SENAI coloca à disposição”, complementa.

Oportunidade

Gerente de Inovação do Sebrae, Célio Cabral acredita que o Edital de Inovação para a Indústria é uma excelente oportunidade para promover a aproximação entre os pequenos negócios e as médias e grandes empresas. O SEBRAE aposta muito nesta relação ganha-ganha entre empresas, com a parceria, as grandes empresas ganham agilidade ao agregar pequenas empresas capazes de desenvolver soluções para os seus problemas. Além do apoio financeiro, as pequenas ganham a possibilidade de desenvolver seu produto alinhado às necessidades de um grande cliente e contam com o suporte técnico e de logística das grandes indústrias. “Esta relação vai muito além do desenvolvimento tecnologia, o SEBRAE busca assim apoiar as pequenas empresas em diversas etapas do processo, como a preparação da pequena empresa para se relacionar com grandes, ações de melhoria de gestão, qualidade do produto e acesso à mercados.

Empresas parceiras

Uma das chamadas é da Enel Green Power, um dos principais players de energia do país. As inscrições terão início no dia 23 de janeiro e se encerram no dia 29 de março de 2019. A empresa propõe três desafios. Um deles pede soluções para levar água potável a populações sem acesso a serviços de água tratada e esgoto. O outro diz respeito à diminuição de poeira em residências próximas a construções de usinas fotovoltaicas e eólicas. O terceiro pretende resolver a gestão de resíduos sólidos e promoção do melhor aproveitamento do lixo no Nordeste brasileiro.

A outra chamada é da Engie Energia. Neste caso, as inscrições iniciam-se no dia 21 e seguem até 31 de março de 2019. Serão selecionadas até seis startups que apresentem soluções aplicáveis e funcionais. Dos três desafios propostos, dois estão centrados no desenvolvimento de plataformas digitais (como formato de nuvem e big data) que permitam otimizar o consumo de energia, por meio de análise de perfil de consumo, inteligência operacional e diminuição de desperdícios. O terceiro pede um sistema para gestão da saúde e segurança do trabalho para reduzir a incidência de acidentes.

A terceira chamada é da Ternium, empresa especializada na produção e processamento de produtos em aço. Neste caso, as inscrições iniciam-se no dia 21 de janeiro e seguem até o dia 15 de março de 2019. Serão selecionadas até 10 startups que apresentem soluções para três temas. O primeiro deles propõe que a startup desenvolva monitoramento online para garantias físico químicas das matérias-primas e solução automatizada para determinação de peso de materiais baseado no volume versus densidade.

O outro diz respeito à mobilidade com segurança e pede à startup que crie tecnologia para carros industriais autônomos de transporte de metal líquido nos processos siderúrgicos. E, por fim, uma solução para rastreamento e monitoramento online dos resíduos e coprodutos gerados no processo siderúrgico.

Como funciona

O Edital de Inovação para a Indústria é uma iniciativa do Senai, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Serviço Social da Indústria (SesiI). Desde que foi criado, em 2004, ajudou mais de 800 empresas a serem competitivas por meio de novos produtos e processos inovadores.

As chamadas funcionam da seguinte maneira: grandes empresas fazem parceria com o Senai, Sebrae e Sesi para abrir a chamada e atrair startups interessadas em resolver desafios propostos. As grandes empresas financiam parte dos projetos, a outra parte é financiada por Senai, Sesi e Sebrae. O Senai disponibiliza ainda laboratórios e centros de inovação para a execução dos projetos. (Agência Sebrae de Notícias)


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Governador Ronaldo Caiado discursa no lançamento da pedra fundamental da Crown Embalagens em Rio Verde (Foto: Divulgação)

Com investimento de R$ 350 milhões, a Crown Embalagens lançou nesta quinta-feira (17) a pedra fundamental de sua nova indústria, em Rio Verde, no Sudoeste goiano. A unidade deve ser inaugurada em novembro e gerar 600 empregos diretos e indiretos.

O grupo é especializado na produção de latas e tampas de alumínio para empresas do setor de bebidas. A nova indústria, a sexta da Crown Embalagens no Brasil, terá capacidade para produzir 1 bilhão de latas por ano, de acordo com o presidente da empresa, Wilmar Arinelli.

“Após avaliar aspectos como localização geográfica, estrutura logística, disponibilidade de energia elétrica, água, recursos humanos, terreno e incentivos fiscais, resolvemos nos instalar no Estado de Goiás”, afirmou Arinelli, durante o evento que teve a presença do governador de Goiás, Ronaldo Caiado; do secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico, Adriano da Rocha Lima, e do futuro secretário de Indústria, Comércio e Turismo, senador Wilder Morais.

Wilder Morais lembra que, como a Crown, outras empresas demonstraram interesse em se instalar em Goiás. “É algo ainda sigiloso, porque estamos concorrendo com outros Estados, mas com a posição geográfica de Goiás e as condições que o Estado oferece, com certeza teremos atrativos para as empresas virem para cá”, explicou.

Sobre a indústria

A Crown Embalagens está em atividade há 22 anos, com fabricação de latas e tampas de alumínio para empresas do setor de bebidas, como cerveja, refrigerante, suco, chá, energético e água. Em 2018, as fábricas nos Estados de São Paulo, Sergipe, Paraná, Piauí e Amazonas produziram 8 bilhões de latas.

A empresa é uma joint venture entre a americana Crown Holdings e a brasileira Évora S.A. Uma das maiores empresas do mundo em seu segmento, a Crown Holding está em atividade há mais de 120 anos, com operação em 36 países e mais de 24 mil funcionários. Já a Évora S.A. é uma holding company com mais de 30 anos de mercado e operação em 11 países no segmento de não-tecidos, embalagens e reflorestamento.


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O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae em Goiás) realizará dia 30/1 palestra ‘Oportunidades para o MEI em 2019’, das 9h às 11h, no auditório da sede da instituição, nesta capital. O propósito do evento é mostrar cenários e tendências que surgem a partir das mudanças que entram em vigor neste ano. Uma das mudanças do MEI para 2019 é a adição de atividades econômicas, como, comerciante de peças e acessórios novos para motocicletas e motonetas independente, proprietário (a) de bar e congêneres, sem entretenimento, independente e proprietário (a) de bar e congêneres, com entretenimento, independente.

Com a formalização, o MEI passa a ter o seu Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e passa a ter benefícios como a abertura de conta bancária, no pedido de empréstimos e na emissão de notas fiscais, além de ter obrigações e direitos de uma pessoa jurídica. Além disso, tem benefícios como direito a auxílio-maternidade, afastamento remunerado por problemas de saúde, aposentadoria e o MEI é enquadrado no Simples Nacional e fica isento dos tributos federais, tais como Imposto de Renda, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), dentre outros.

A palestra é uma oportunidade para que os participantes possam se informar sobre as novas atividades, assim como as que já existem, que somam cerca de 550, além de se informar sobre as características quando se torna um MEI. A palestra é gratuita e as inscrições podem ser feitas através da loja virtual do Agente ou pela Central de Relacionamento.


Serviço

Evento: palestra ‘Oportunidades para o MEI em 2019’
Data: 30/01/2019
Horário: das 9h às 11h
Local: auditório do Sebrae Goiás – Avenida T-3, nº 1000, Setor Bueno, Goiânia (GO)
Informações: 0800 570 0800 e pelo site http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ufs/go?codUf=10#this
Inscrições: loja virtual do Sebrae – https://lojavirtual.sebraego.com.br/loja/


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Com a ajuda da Black Friday, as vendas no varejo goiano no mês de novembro aumentaram 5,4% na comparação com outubro, a maior alta na série histórica da Pesquisa Mensal de Comércio, iniciada em 2000 (série com ajuste sazonal). Com isso, o comércio goiano compensou os primeiros meses negativos, permanecendo estável com um acumulado no ano de 2018 de 0,0%.

A alta de 5,4% interrompe duas taxas negativas consecutivas, -0,8% e -1,6% de outubro e setembro, respectivamente. No mesmo sentido, em novembro de 2018 o Brasil também teve um avanço de 2,9% no volume de vendas, em comparação com outubro de 2018, na série com ajustes sazonais.

Em novembro de 2018, o volume de vendas do comércio varejista de Goiás subiu 6,9% na comparação com o mesmo mês em 2017. Goiás registrou a segunda alta consecutiva na variação no volume de vendas. É a oitava variação positiva na Pesquisa Mensal de Comércio para Goiás este ano. O Brasil subiu 4,4%, na mesma base de comparação.

O comércio varejista ampliado goiano (varejo e mais as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção) registrou avanço de 9,2%, na comparação com mesmo mês do ano anterior. As taxas acumuladas no ano e nos últimos 12 meses foram de 2,6% e 1,3%, respectivamente.

Atividades

O crescimento de 6,9% no volume de vendas do comércio varejista em novembro de 2018,quando comparado com novembro de 2017, foi puxado positivamente por cinco atividades. As que tiveram maior crescimento foram: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (+49,9%), Tecidos, vestuário e calçados (+22,0%) e Móveis e eletrodomésticos (+8,8%). Já as atividades que tiveram queda, vale ressaltar a de Livros, jornais, revistas e papelaria (-61,3%), 23ª queda consecutiva, e Combustíveis e lubrificantes (-1,8%).

Já em relação ao Comércio Varejista Ampliado, o volume de vendas, em novembro de 2018, teve uma variação de positiva de 9,2%, na mesma base de comparação. Destaque para o setor de Veículos e motos, partes e peças que teve um aumento de 18%.

Regionalmente, para o volume mensal de vendas do comércio varejista, 24 das 27 unidades da federação assinalaram avanço em novembro de 2018 sobre o mesmo mês do ano anterior. Goiás foi o Estado que teve o oitavo maior aumento quando comparado com as outras unidades da federação.


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A Receita Federal excluiu 21.598 micro e pequenas empresas de Goiás que não quitaram dívida de R$ 561.576.149,75 com o Simples Nacional, regime especial de tributação para as pessoas jurídicas de menor porte. No Brasil, foram excluídas 521.018 micro e pequenas empresas que devem R$ 14,46 bilhões ao Simples.

Em setembro, 732.664 empresas haviam sido notificadas de débitos previdenciários e não previdenciários com a Receita e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Quem não regularizou a situação foi excluído em 1º de janeiro.

As empresas excluídas podem pedir a reinclusão no regime especial até 31 de janeiro, desde que quitem os débitos antes dessa data. A dívida pode ser paga à vista ou seguir o parcelamento ordinário, em até cinco anos, com pagamento de multas e juros.

A consulta à situação fiscal da empresa e os pedidos de regularização podem ser feitos por meio do Portal do Simples Nacional na internet. As instruções referentes ao parcelamento estão disponíveis no menu Simples – Serviços do Portal do Simples Nacional.

Regime simplificado de pagamentos de tributos federais, estaduais e municipais, o Simples Nacional beneficia micro e pequenas empresas que faturam até R$ 4,8 milhões por ano.


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O Brasil encerrou 2018 com 1.408 pedidos de recuperações judiciais, uma queda de 0,8% na comparação com 2017 (1.420), informa a Serasa Experian. Já no confronto com o recorde histórico registrado pela entidade, em 2016 (1.863), houve declínio de 24,4% nas recuperações. No ano passado, as micro e pequenas empresas lideraram os pedidos, com 871 requerimentos, seguidas pelas médias (327) e grandes companhias (210).

Em dezembro, os requerimentos de recuperação judicial caíram 5,9% em relação a novembro e também no confronto com o último mês de 2017. As micro e pequenas empresas seguiram na liderança, com 78 pedidos. As médias responderam por 24 requerimentos, e as grandes, por 9.

Em 2018, 1.459 pedidos de falência foram efetuados em todo o País, sendo 761 requeridos por micro e pequenas empresas, 355 por médias e 343 por grandes. O resultado representa um declínio de 14,6% ante 2017 (1.708). Conforme a Serasa, o dado de 2018 é o menor da série histórica, posição até então ocupada pelo índice de 2014 (1.661), desde que a Nova Lei de Falências (junho/2005) entrou em vigor. Em relação a 2016 (1.852), a queda foi de 21,2%.

As falências requeridas em dezembro (105) caíram 14,6% ante novembro (123). Já no confronto com o último mês de 2017 houve elevação de 1,9% (105). As médias empresas (43) e as micro e pequenas (42) empataram na liderança dos pedidos, seguidas pelas grandes (20).

De acordo com a equipe econômica da Serasa, a manutenção do indicador de pedidos de recuperação judicial em 2018 praticamente no mesmo nível de 2017, em contraponto à queda observada nas falências requeridas nos últimos 12 meses, demonstra o efeito prolongado da estagnação da atividade econômica no País.

Conforme a nota, o ritmo lento da retomada, que ficou bem abaixo das expectativas, teve impacto sobre o desempenho empresarial, afetando principalmente micro e pequenos empreendedores. Isso, acrescenta, provocou retração dos negócios e aumento de dificuldades financeiras.


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As vendas de automóveis e comerciais leves subiram mais em Goiás no ano passado que no Brasil

Na esteira da força do agronegócio, o mercado goiano de automóveis e utilitários fechou 2018 com alta de 21,06% sobre o resultado de 2017. Foram emplacadas 75.671 unidades contra 62.507. No Brasil, o resultado foi um crescimento de 13,73% no mesmo segmento e período comparado, com comercialização de 2,4 milhões de unidades em 2018 contra 2,1 milhões em 2017.

Para Lincon Vargas da Silva, gerente do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos Automotores de Goiás (Sincodive/GO), o resultado ficou dentro das expectativas do setor e reflete a continuidade da retomada dos negócios impulsionada pela maior oferta de crédito e força da economia do Estado, baseada no agronegócio.

“A conjuntura mudou, as pessoas e as empresas estão investindo mais com a volta do crédito e o agronegócio mantendo seus resultados positivos na economia. Somado a isso, você tem uma estratégia agressiva de vendas, que sempre foi uma marca do concessionário goiano”, avalia o dirigente do Sincodive/GO.

Comparados apenas os resultados de dezembro, o relatório da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), entidade que representa mais de 7,4 mil concessionários de veículos do país, mostra que Goiás também ficou à frente do resultado nacional. Foram emplacados 6.742 veículos contra 6.081 em dezembro de 2017 (alta de 10,87%). No Brasil, a mesma comparação resultou em 225.000 unidades contra 204.837 (+ 9,84%).

Segmentos de caminhões e ônibus e motocicletas também apresentaram altas no resultado anual, mas com Goiás ficando atrás do Brasil em ambos os casos. No primeiro houve crescimento de 42,2% no Brasil e 34,8% em Goiás; em motocicletas o salto total de 2018 para 2017 foi de 10,4% no Brasil e 5,1% em Goiás.

Boas perspectivas

Para o Sincodive/GO, o resultado confirma as boas perspectivas do setor para este ano. “A Anfavea prevê para este ano aumento de 11,4% nas vendas, chegando a 2,86 milhões de unidades. Vamos esperar pelo próximo relatório da Fenabrave, que faz também uma análise de conjuntura para embasar o que poderá ser este ano. Mas seguimos acreditamos que será um ano bom, melhor ainda do que o de 2018”, concluiu Lincon Vargas.

A Anfavea chegou a essa conta com base nas premissas de que o PIB de 2019 deve ficar entre 2,5% e 3%, as condições de crédito, juros e inflação continuarão razoáveis e a confiança dos investidores e dos consumidores continuará crescente. A entidade também coloca no cálculo, entre outros itens, a expectativa de aprovação de reformas, principalmente a da Previdência.


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A falta de investimentos em mobilidade urbana, saneamento básico, urbanismo, em obras que garantam os desenvolvimentos social e humano e de um planejamento urbano apoiado pela sociedade civil, fez com que Goiânia perdesse a competitividade entre as grandes melhores cidades para fazer negócios no Brasil. No ranking de 2018 das Melhores Cidades para Fazer Negócios, produzido pela Urban Systems para a Revista Exame, a Capital goiana despencou para a 32ª posição. Em 2017, a cidade ocupava o 11º lugar entre as 100 melhores do País.

A boa notícia é que no ranking além de Goiânia, figuram Catalão (77º lugar) e Anápolis (78º). Essas duas cidades ganharam posição na listagem. Em 2017, Catalão ocupava o 88º lugar e a Anápolis o 93º. No Brasil, a melhor cidade para  fazer negócios, em 2018, era Vitória (ES), seguida de São Caetano do Sul (SP), São Paulo, Porto Alegre e Barueri (SP).

Vitória assume a 1ª colocação, depois de quatro anos fora do topo. Os eixos destaques da cidade são: capital humano e desenvolvimento econômico. 98,3% dos docentes do ensino médio tem curso superior, 35% dos trabalhadores passaram por uma faculdade e 71,2% dos domicílios tem coleta de esgoto, que é totalmente tratado. Entre as 10 posições estão municípios apenas das regiões Sudeste e Sul. Já entre as 20 melhores aparecem penas dois municípios da Região Centro-Oeste: Brasília e Cuiabá.

O ex-presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável, e Estratégico de Goiânia e da Região Metropolitana (Codese), Renato de Sousa Correia, lamenta que Goiânia tenha perdido o andar da carruagem entre as cidades melhores para fazer negócios. “Precisamos aperfeiçoar o modelo de fazer negócio em nossa cidade. A sociedade civil precisa de engajar mais com o Poder Público e fazer um planejamento de longo prazo. Não dá mais ficar esperando ações apenas do Governo”, alerta.

Ele entende que se faz necessário, com urgência, mais investimentos em infraestrutura – este é o item que Goiânia está em melhor posição na pesquisa da Urban Systems, embora tenha caído da 6ª para a 8ª posição -, como água, esgoto, energia, e sobretudo, na mobilidade urbana para garantir, inclusive, melhor qualidade de vida aos cidadãos. Outro ponto destacado por Renato Correia diz respeito ao plano diretor de Goiânia. Ele defende incentivos para a criação de parques industriais, para agregar valor à produção, e despertar investimentos em tecnologia. “Nossa economia não pode mais viver a base do setor de serviços”, opina.

Faltam obras

O empresário Geraldo Rocha, da Partner Corporate, empresa responsável pela viabilização de grandes negócios em Goiânia e em cidades do interior, como grandes redes de supermercados, shoppings e outros, lembra que a Capital goiana vem, ao longo dos últimos anos, passando por processos de administrações de visões de curto prazo, sem planejamento.

Ele lembra que, na última década não foi feita nenhuma obra de grande relevância em Goiânia e faltam investimentos em estrutura de mobilidade urbana, água, saneamento básico, energia e aumentou a burocracia para se abrir negócios”, lamenta. Geraldo conta que o prazo para se obter um alvará de construção chega a 24 meses e de uma licença de operação a mais de 12 meses. “Isso, sem falar, da qualidade de vida da população que está só caindo e da falta de uma política de incentivo de atração de investimentos privados”, disse.

A expectativa é que a economia brasileira cresça 4% este ano, mas os empresários goianos acreditam que Goiás, e automaticamente Goiânia, ficarão para trás caso não sejam tomadas medidas urgentes para mudar este quadro. “Temos de discutir a cidade e fazer a sociedade se engajar ao lado do Poder Público”, sugere o diretor da Partner Corporate.

Outros segmentos

O Ranking de Desenvolvimento Econômico transparece o recorte econômico e financeiro do estudo principal, acrescido de informações de comércio exterior (importação e exportação), diversidade econômica e também empreendedorismo. Neste item Goiânia surge na 78ª posição, sendo que no ano anterior, nem figurava entre as 100 cidades principais do País. As outras cidades goianas são: Aparecida de Goiânia (60º), Catalão (68) e Luziânia (94).

O capital humano é condição fundamental para o desenvolvimento e atração de qualquer segmento de empresa ou negócio, de acordo com os analistas da Urban Systems. Por ser a mão de obra estratégia fundamental para o sucesso de negócios, não importando o perfil do emprego, é necessário que haja mão de obra qualificada nas cidades. Neste recorte do Ranking das Melhores Cidades para Fazer Negócios, foram analisadas questões sociodemográfica, econômicas e do setor de educação, em diferentes níveis de ensino, contrapondo não apenas a oferta do capital humano atual, como olhando também para o cenário futuro.

Goiânia, mais uma vez perde posição entre as 100 melhores cidades, saindo da 17ª colocação, em 2017, para a 22ª no ano passado. A outra cidade goiana que aparece no ranking é Anápolis, na 81ª posição.

O ranking de desenvolvimento social mede o reflexo do desenvolvimento de negócios na cidade sobre a população local, avaliando indicadores sociodemográficos e econômicos, de educação, de saúde e de segurança. Em Goiás, só duas cidades estão entre as melhores: Itumbiara (65ª) e Goiânia (81º lugar).

Os indicadores de infraestrutura estão condicionados às facilidades que proporcionam ao desenvolvimento de empresas e negócios nas cidades. Com indicadores que tratam desde a infraestrutura básica (distribuição de água, por exemplo) até a questão de telecomunicação, os indicadores apontam cidades que não possuem barreiras para o desenvolvimento de negócios de diferentes segmentos.

Em uma economia cíclica, com altos e baixos de diferentes setores, é importante que a cidade apresente condições favoráveis, tanto para indústrias, quanto para empresas de serviços, sendo elas nacionais ou internacionais. E é nesse item que Goiânia aparece em melhor posição, entre os analisados, ficando em 8º lugar (embora tenha perdido duas posições na comparação com 2017). Também aparecem na listagem Anápolis (40º lugar) e Itumbiara (87).

Empreender em Goiás procurou a assessoria do prefeito Iris Rezende e da  Secretaria Municipal de Planejamento e Habitação, por telefone e por email, mas não obteve retorno dos pedidos de entrevistas.

O estudo da Urban Systems tem o objetivo de avaliar as cidades mais atrativas para o desenvolvimento de negócios, considerando condições e infraestrutura disponíveis. A pesquisa apresenta também quatro recortes do tema: desenvolvimento econômico, capital humano, desenvolvimento social e infraestrutura.

As cidades pesquisas contam com mais de 100 mil habitantes, representam 70,4% do Produto Interno Brasileiro, 62,1% das empresas, 72,6% dos empregos formais e 56,5% da população brasileira.

Melhores Cidades para se Fazer Negócios

Posição Cidade

1 – Vitória

2 – São Caetano do Sul

3 – São Paulo

32 – Goiânia

77 – Catalão

78 – Anápolis

Desenvolvimento Econômico

Posição Cidade

1 – Barueri

60 – Aparecida de Goiânia

68 – Catalão

78 – Goiânia

94 – Luziânia

Capital Humano

Posição Cidade

22 – Goiânia

81 – Anápolis

Desenvolvimento Social

Posição Cidade

65 – Itumbiara

81 – Goiânia

Infraestrutura

Posição Cidade

8 – Goiânia

40 – Anápolis

87 – Itumbiara

Fonte: Urban Systems


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A inflação mais baixa do que o esperado no ano passado também pesará menos nas contas da Previdência, já que o reajuste dos benefícios será menor do que o previsto no Orçamento deste ano. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) – que corrige as aposentadorias e benefícios previdenciários acima do salário mínimo – ficou em 3,43%, bem abaixo da projeção de 4,2% usada para calcular a lei orçamentária de 2019.

Com a inflação oficial divulgada na sexta-feira (11) pelo IBGE, o teto do INSS subirá de R$ 5.645,80 para R$ 5.839,45. Esse valor será confirmado em uma portaria do Ministério da Economia, que será publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias. Pelos parâmetros considerados no Orçamento de 2019, o teto do INSS seria R$ 43,47 maior, chegando a R$ 5.882,92 neste ano.

Com uma inflação mais baixa, o reajuste para quem recebe benefício do INSS acima do mínimo será menor que o aumento do salário mínimo neste ano. Na semana passada, logo após a sua posse, o presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto aumento o mínimo em 4,61%, de R$ 954 para R$ 998. Além da inflação do ano passado, o cálculo também incorporou o crescimento da economia há dois anos (alta de 1% em 2017).

Um reajuste menor para os aposentados e pensionistas que recebem mais de um salário mínimo foi o padrão por 19 anos seguidos até 2016. Somente em 2017 e 2018 a correção do salário mínimo foi inferior – em função da recessão nos anos anteriores (2015 e 2016), que não resultou em ganho real para o piso salarial.

Faixas

A portaria a ser publicada também trará as novas faixas de contribuição do INSS para os empregados com carteira assinada, domésticos e trabalhadores avulsos. A primeira faixa, com alíquota de 8%, valerá para aqueles com salário mensal de até R$ 1.751,81.

A alíquota de 9% incidirá sobre os salários entre R$ 1.751,82 e R$ 2.919,73. Os rendimentos mensais entre R$ 2.919,73 e o novo teto de R$ 5.839,45 recolherão pela alíquota de 11%.

Ja o valor mínimo dos benefícios pagos pelo INSS – aposentadorias, auxílio-doença, pensão por morte – será idêntico ao salário mínimo de R$ 998,00. Também terão o valor de R$ 998,00 os benefícios da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) para idosos e pessoas com deficiência. (Com agências)


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Os donos de pequenos negócios estão otimistas quanto à melhoria de seus empreendimentos este ano, segundo a Sondagem Conjuntural realizada pelo Sebrae. O estudo mostrou que mais de 95% deles acreditam que o Brasil vai crescer mais com o novo governo e mais de 77% preveem que o faturamento de suas empresas vai melhorar.

Além do otimismo em relação à economia do país, 78,5% dos micro e pequenos empresários também acreditam que as perspectivas gerais para a empresa irão melhorar este ano. Mas, para que isso aconteça, é necessário tomar algumas medidas estratégicas em 2019 para não ser surpreendido.

Estratégias

De acordo com o especialista em empreendedorismo do Sebrae, Enio Duarte Pinto, aproveitar o início do ano e a baixa de movimento, em alguns setores, para concentrar esforços em cinco estratégias principais pode favorecer o sucesso do negócio ao longo dos meses.

A primeira medida é iniciar o ano revisando algum problema que tenha sido verificado com seu público alvo no decorrer do ano passado. “É a partir do feedback dos clientes que o empreendedor saberá se sua empresa está sendo efetiva na entrega daquilo que o público deseja. Por isso, é necessário buscar um constante diálogo com o consumidor para fazer os ajustes necessários”, avalia Enio.

Além disso, é preciso que o empresário fortaleça sua presença digital, tanto para ser facilmente encontrado pelo cliente, como para diversificar seus canais de relacionamento, uma tendência que vem se acentuando entre os pequenos negócios. Segundo pesquisa feita pelo Sebrae, nos últimos três anos, mais de 70% dos micro e pequenos empreendedores apostaram na informatização e na utilização das redes sociais.

“Para obter o sucesso em 2019, o empresário de pequeno negócio deve ainda tentar delegar o operacional a alguém, de modo que possa concentrar sua energia e agenda na gestão estratégica, que vai diferenciar a empresa no mercado. Mas é preciso entender que delegar não é se omitir. Por isso, é fundamental continuar supervisionando o trabalho do seu time”, orienta o especialista. Por fim, em 2019, o empreendedor deve investir de forma continuada na sua qualificação como gestor. A acelerada dinâmica à frente dos negócios exige um processo constante de atualização. (Agência Sebrae de Notícias)

O que fazer

– Busque o feedback junto a seus clientes

– Certifique-se que o seu negócio está de fato entregando “Valor” ao seu cliente

– Fortaleça sua presença digital

– Delegue o operacional e concentre-se no estratégico

– Invista na sua profissionalização como gestor


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De uma pequena fábrica de manteiga e queijo no interior de Goiás, com produção de 2 mil litros de leite por dia, para uma das maiores indústrias de derivados de laticínio do País, que processa diariamente 3,2 milhões de litros, comercializa 140 produtos, tem três fábricas e faturou no ano passado R$ 3 bilhões. É a história de pouco mais de três décadas da Laticínios Bela Vista, empresa goiana comandada pelos irmãos engenheiros Cesar Helou e Marcos Helou, que ainda muito jovens assumiram em 1985 o negócio, em dificuldades financeiras, iniciado pelo pai Saladi Helou em 1955.

O faturamento anual de R$ 3 bilhões coloca a empresa, dona das marcas Piracanjuba, Pirakids, Leitbon e Chocobon, entre as cinco maiores de alimento do Brasil. Atualmente, o grupo goiano tem cerca de 1,9 mil empregados nas suas três fábricas: Bela Vista (GO), Maravilha (SC) e Governador Valadares (MG). Uma quarta fábrica já foi adquirida na cidade de Doutor Maurício Cardoso (RS) e deve iniciar as operações até o fim deste ano. O negócio já faz parte dos planos de expansão da marca, que pretender voltar a investir na produção de queijo.

Um dos pontos importantes para o sucesso do grupo goiano é o investimento em tecnologia. “Nossa margem é de apenas 2% a 4%. Então, precisamos ter escala. Para isso, investimos em tecnologia. Temos equipamentos que processam 60 mil litros por hora, enquanto concorrentes usam máquinas que processam só 10 mil litros por hora”, afirma Cesar Helou.

A atual grave crise econômica reduziu o consumo de derivados de leite, mas a expectativa da Laticínios Bela Vista é pela retomada do mercado. “Acreditamos que o brasileiro vai voltar a comprar queijo. Isso aconteceu em outros países, quando o poder aquisitivo aumenta, o cidadão quer consumir mais proteína. Queijo é o primeiro da fila”, diz o empresário.

Em caso de sucesso na retomada da comercialização do queijo, fica mais próxima a meta da Piracanjuba se tornar ainda mais forte nacionalmente até 2020. Além disso, mesmo com mais de 30 anos no negócio, o desafio de crescer sempre ainda motiva o empresário.

“Nunca imaginamos que chegaríamos aonde chegamos. Mas é como aquele ditado: pagamos caro para não entrar na briga, mas depois que entramos estamos pagando caro para não sair”, diz Cesar, referindo-se ao plano de crescimento da empresa para os próximos anos. “Esperamos crescer. Para os próximos cinco anos, temos um planejamento, que não posso divulgar, mas é de crescimento”, conta.

Marcos e Cesar Helou, da Laticínios Bela Vista (Piracanjuba): parceria de 30 anos e faturamento anual de R$ 3 bilhões

Trajetória

A história da Laticínios Bela Vista tem início em 1955, quando dois irmãos de uma família e dois de outra decidiram construir uma fábrica de manteiga em Piracanjuba. Um deles era Saladi, pai de Cesar e Marcos. Seis anos depois, uma das irmãs decide comprar a pequena fábrica com o marido e filhos. Saladi decide então se mudar com a família para São Paulo, onde comprou uma casa após muito trabalho como contador prático.

Mas, no início da década de 70, com a morte da irmã, decide trocar a residência pela fábrica no interior goiano. Em 1974 a família volta para Piracanjuba para administrar a empresa, que cresce sob a administração de Saladi.

Os filhos Cesar e Marcos não demonstram interesse pelo negócio e vão estudar engenharia em São Paulo. Depois de formados, Cesar começa a trabalhar no mercado financeiro e Marcos monta empresa na área de construção.

Tudo começou a mudar em 1985, quando o pai deles começa a passar por dificuldades. Marcos já tinha seu próprio negócio e Cesar, como era empregado, decidiu ajudar na fábrica. Dois meses depois, Saladi morre de ataque cardíaco e os irmãos assumem o negócio da família. “Eu já gostava do negócio de leite. Meu irmão gostava mais da engenharia e disse que me ajudaria a colocar tudo em ordem. Costumamos brincar que até hoje ainda não conseguiu”, conta, de forma bem humorada, Cesar Helou.

Mudanças

Ao assumirem o negócio da família, que passava por dificuldades financeiras, uma das primeiras decisões foi promover forte enxugamento nos custos. A produção na época era de apenas 2 mil litros de leite por dia, com margens pequenas de lucro. Como os irmãos tinham grande facilidade com números e planilhas, se debruçaram nas contas da empresa. Logo viram que precisam promover mudanças e rápidas. Cesar demitiu o motorista da fábrica e assumiu a entrega por caminhão dos produtos aos clientes. “Queríamos enxugar a empresa e pagar as contas. Deu certo. Um ano depois já tínhamos duas fábricas”, frisa.

Em 1994 os irmãos tiveram de tomar uma nova decisão importante, que também consolidaria o crescimento da Piracanjuba. “Ganhamos uma boa quantia de dinheiro naquele ano e tínhamos três opções: investir na aquisição de fazenda, no mercado imobiliário ou investir em nossa empresa. Decidimos pela última e começamos a obra da fábrica em Bela Vista”, conta.

No primeiro momento a ideia não pareceu dar muito certo. Era a primeira vez que o grupo tinha uma fábrica que demandava refeitório, lavandeira e gastos com segurança. Além disso, a unidade tinha capacidade para processar 150 mil litros de leite por dia, mas só produzia 70 mil. Portanto, atuava com menos da metade da sua capacidade e com custos altos. “Começamos a entrar em decadência. Não havia mercado”, conta Cesar.

Na crise, porém, os irmãos descobrem uma nova oportunidade de negócio: produzir queijo e manteiga para redes de supermercado, como Carrefour e Pão de Açúcar, que tinham interesse de investir em marcas próprias e de qualidade para atrair mais clientela. A Piracanjuba conseguiu fechar rapidamente contratos para suprir a demanda de 15 grandes clientes, chegando a atingir quase a capacidade máxima de produção da fábrica e, claro, aumentar seu faturamento.

A segunda boa sacada dos irmãos empreendedores foi em 2001, quando começaram a produzir leite longa vida. Foi um novo fôlego financeiro para a empresa. “Isso nos deu um capital de giro enorme, pois era possível envasar o produto e vendê-lo no mesmo dia. O queijo, por outro lado, precisa de pelo menos 30 dias para maturar e ser entregue”, explica Cesar.

 

A partir de uma oferta de compra, o ano de 2007  foi decisivo para o crescimento da Laticínios Bela Vista. Como a economia nacional e mundial vivia momentos de forte crescimento, investidores (de olho no crescimento do grupo goiano e do mercado de derivados de leite) fizeram ofertas altas para comprar a empresa. Os irmãos recusaram todas e decidiram continuar no negócio. Não era ainda hora de aposentadoria. Aliás, até hoje ainda não fazem ideia de quando esta hora vai chegar.

Nesta época haviam também decidido não mais produzir marcas de terceiros para redes supermercadistas, mas investir no lançamento de suas próprias marcas. “Chegamos a ter 65% do faturamento com produtos de outras empresas, mas decidimos que era hora de mudar. Promovemos grande profissionalização na empresa, promovemos gerentes para cargos de diretor e a contratamos gerentes comerciais em São Paulo e no Nordeste para ampliar nosso mercado”, diz Cesar.


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O centro comercial da região da Rua 44, em Goiânia, vai ganhar mais um shopping destinado aos lojistas de moda que vendem seus produtos no atacado e se consolidar como o segundo maior polo atacadista de moda do País. Na próxima terça-feira (dia 3), um consórcio de investidores vai lançar o Mega Moda Park, com a inauguração do estande de vendas e uma forte campanha de mídia para divulgar o empreendimento.

O Grupo Mega Moda, formado pelo grupo Novo Mundo (50% das ações) e pelas famílias Hugo Goldfeld (25%) e Ian Goldfeld (25%), vai investir R$ 160 milhões na construção do novo shopping atacadista, que terá 800 lojas de 5 a 50 metros quadrados, quatro praças de alimentação, praça de eventos, mais de 1 mil vagas de estacionamento para carros e, como diferencial, oferecerá o primeiro subsolo de Goiânia com 80 vagas para ônibus.

O projeto prevê, ainda, torres comerciais com mais de 120 salas de escritórios, elevador panorâmico, boulevard externo e uma passarela sobre a futura avenida Leste-Oeste. Outro diferencial do empreendimento é a sustentabilidade. O Mega Moda Park será o primeiro shopping de Goiás a ter um telhado verde e fotovoltaico. A ideia é aproveitar a área de 10.600 metros quadrados e fazer uma grande horta com alimentos orgânicos para os lojistas e colaboradores.

O Mega Moda Park será construído na famosa região da 44, no Centro de Goiânia, nas confluências de quatro importantes avenidas: Contorno, Independência, Marginal Botafogo e a futura Leste-Oeste, o que facilitará o acesso dos clientes ao shopping.

No subsolo, haverá uma usina de lixo pra fazer a compostagem dos alimentos da praça de alimentação, que servirão como adubos para a horta. As placas fotovoltaicas garantirão o fornecimento de energia elétrica, tornando o shopping autossustentável e ajudando a preservar o meio ambiente.

Confiança
Presidente do Mega Moda, Carlos Luciano Ribeiro diz ao EMPREENDER EM GOIÁS que o shopping Mega Moda Park será construído em três anos. A primeira etapa está prevista para ser inaugurada em novembro próximo, a segunda em 2019 e a terceira em 2020. Quando estiver todo em operação, estima que serão gerados 8 mil empregos.

Há um ano, a empresa trabalha no projeto do shopping e com pesquisas de mercado para garantir a viabilidade do empreendimento. “Chegou a hora do lançamento comercial para os investidores. O cenário econômico é favorável, com a economia confirmando, a cada dia, uma reação consistente. Esta é a oportunidade dos lojistas montarem ou expandirem seus negócios dentro de um polo que já atrai compradores do Brasil e do exterior”, afirma Carlos Luciano.

Para tornar o complexo ainda mais atraente, o Mega Moda Park oferecerá transfer do Aeroporto Santa Genoveva para o shopping – serviço que passou a ser oferecido em fevereiro último por outro empreendimento do grupo, o Mega Moda Shopping, que foi inaugurado há sete anos, também na Região da 44.

MEGA MODA
O Mega Moda, do Grupo Novo Mundo, é formado pelos dois maiores shoppings atacadistas do país: o Mega Moda Shopping, inaugurado em 2011, e o Mega Moda Park, que será inaugurado em novembro deste ano, ambos na região da 44, em Goiânia. O Mega Moda Hotel, o maior hotel de Goiânia, com 270 apartamentos, o Mini Moda – espaço especializado em moda infanto-juvenil e o Clube de Costura também fazem parte do complexo, que oferece transfer exclusivo para os compradores que chegam pelo aeroporto Santa Genoveva. O Mega Moda Shopping possui área construída de 34 mil m2, com mais de 1.300 lojas e um amplo estacionamento.


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Cotril Motors, há mais de dez anos na Avenida 85, se tornará uma revenda multimarcas

A rede de concessionárias de veículos está menor em Goiás. A Govesa Veículos, primeira revenda Volkswagen no Estado e também uma das pioneiras da montadora alemã no Brasil, e a Cotril Motors, que comercializava os produtos da marca Mitsubishi em Goiás, fecharam as portas, demitindo mais de 100 funcionários.

Por que? Não conseguiram suportar os efeitos da crise econômica, que atingiram em cheio o setor automotivo goiano com a queda das vendas em 2015 e 2016, que só melhoraram no ano passado, como antecipado (leia aqui) com exclusividade pelo EMPREENDER EM GOIÁS. Mas, tarde demais para os dois grupos que, de acordo com informações de analistas do setor, também enfrentaram problemas financeiros, de gestão e, nos últimos anos, falta de competitividade dos produtos das marcas que representavam.

Star Motors
A Mitsubishi Motors, representada pela HPE Automotores do Brasil (ex-MMC) e que tem fábrica em Catalão (GO), agiu rápido. Nomeou o Grupo Star Motors, novo concessionário das marcas Mitsubishi e Suzuki em Goiânia e Anápolis, além de Imperatriz e Balsas, no Maranhão. Nesta quarta-feira (dia 10), a Star Motors abre as portas com 40 carros da marca japonesa, na Avenida 85, onde funcionou por vários anos como concessionário Mercedes-Benz em Goiânia, cuja operação foi vendida em 2016 para o Grupo Tecar. Há mais de um ano, a Star Motors também adquiriu a Akar, revenda Kia Motors, e espera a carta de anuência para iniciar a venda de veículos da marca coreana, embora já dê assistência aos clientes na oficina.

A partir de 18 de janeiro, a Cotril Motors, que há 16 anos era concessionário Mitsubishi, completados em novembro do ano passado, vai se transformar em Cotril Multimarcas, na esquina da Avenida 85 com a Avenida Edmundo Pinheiro de Abreu. A empresa, que foi referência em vendas dos produtos da montadora japonesa em 2011 na Região Centro-Oeste, também tinha uma estrutura pesada e a situação se complicou com a inauguração em dezembro de 2011 de um novo concessionário da marca no Estado, a Azuka, do grupo Belcar Veículos. O grupo goiano Cotril, fundado em 1965, continua com a Cotril Máquinas, representante da New Holland, e a Cotril Agropecuária.

Concessionária pioneira em Goiás, sede da Govesa próxima a rodoviária de Goiânia vai se tornar um centro comercial popular

Grupo Govesa
Após um casamento de mais de 60 anos, a Govesa Veículos deve assinar nos próximos dias um acordo de separação amigável com a Volkswagen do Brasil. A filial da T-63 já se transformou em loja multimarcas e a revenda da Avenida Independência, com seus 12 mil metros quadrados, dará lugar a um shopping popular, no qual serão investidos R$ 70 milhões, conforme informações publicadas em dezembro pelo jornal O Popular.

Além de enfrentar os efeitos da crise econômica, a Govesa adquiriu uma concessionária Volkswagen em Brasília, o que elevou o endividamento da empresa num momento de agravamento da recessão, provocando queda nas vendas e, consequente, redução da receita da empresa. Além do segmento de veículos, o Grupo Govesa continua operando o Consórcio Govesa, bem como a Govesa Construtora, Govesa Locadora de Equipamentos e a Govesa Mineradora.

A história do Grupo Govesa começa em 1942, quando Ignacy Goldfeld fundou a Emig – Eletrônica Mecânica Importadora de Goiás Ltda, uma loja de rádios e materiais elétricos. Com o crescimento da indústria automobilística nacional, mudou seu nome para Emeve – Eletro Mecânica de Veículos Ltda, se tornando em 1957 a primeira concessionária Volkswagen em Goiás e uma das primeiras a se instalar no Brasil. Anos depois, recebeu o nome definitivo de Govesa Goiânia Veículos S/A.


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Filipe Peixoto aposta na inovação do tradicional espetinho para se tornar franqueador

Publicitário por formação e empreendedor por desejo, o jovem Filipe Peixoto sonhava em abrir seu próprio negócio, mas que fosse inovador na área de alimentação. Há um ano e meio abriu o Jantinha Fast: um drive trhu para a venda de espetinhos de carne e de queijo, além de acompanhamentos, como arroz e vinagrete. “Sempre quis abrir meu próprio negócio e um amigo disse que jantinha dava dinheiro. Queria algo inovador”, afirma Peixoto ao EMPREENDER EM GOIÁS na sede da sua empresa (Avenida D, em Goiânia).

Da ideia do negócio à inauguração da empresa, em abril de 2016, foram apenas dois meses. Com o apoio dos pais, Peixoto teve ajuda também de uma amiga que mostrou o local escolhido para montar o Jantinha Fast, de aproximadamente 40 metros quadrados, onde antes funcionou um drive thru de pães. Enquanto o local passava por reforma, o empresário foi em busca da cozinheira, churrasqueiro e demais pessoas para a sua equipe. O primeiro profissional responsável pelo churrasco foi um tio, que “era o churrasqueiro da família”. Ficou por dois meses colaborando na construção do projeto.

O Jantinha Fast começou com o drive thru, a ideia inicial. Um mês após inaugurado, Peixoto expandiu o atendimento para o modelo delivery. Um ano depois abriu o deck, espaço para atender os clientes interessados em comer no local. O quantitativo da equipe se mantém desde o início: cinco, entre cozinheira, atendentes, caixa e churrasqueiro. O atendente do drive thru também anota os pedidos dos clientes no deck. Não há garçom e a entrega é terceirizada.

No primeiro mês de atividade do Jantinha Fast, o negócio teve faturamento de R$ 40 mil. Hoje vende R$ 65 mil por mês e a expectativa para 2018 é passar de R$ 1 milhão ao ano – o que representaria mais de R$ 80 mil/mês. No início vendia de 80 a 90 ‘jantinhas’ por dia. Hoje saem entre 120 a 150 unidades. Das vendas realizadas, 60% são via drive thru, 20% delivery e 20% feitas no deck. A média de espera entre o pedido e entrega é de 7 minutos, garante Peixoto.

Demanda
Natural de Jaraguá, Filipe Peixoto tem 26 anos de idade e mora sozinho em Goiânia há oito anos. Diz que sempre teve dificuldade para encontrar comida fresca, caseira e com comodidade, “sem ter de sair do carro”. Foi nisto que viu a oportunidade de montar um negócio diferente para atender, pelo menos inicialmente, o público que tem perfil semelhante ao seu. Com o Jantinha Fast, Peixoto diz ser concorrente indiretamente de todo restaurante que está aberto no mesmo horário (de segunda-feira a sábado, das 17h30 às 23h30) que o empreendimento dele. Mas para drive trhu, frisa, a concorrência são grandes redes de fast-food e pizzarias.

“É o único ainda de jantinha. Concorrência sempre tem, mas quem trabalha direitinho tem sempre clientes também”, afirma. “Acho interessante essa vontade de empreender quando a gente passa por situação de crise. Foi de onde eu tive uma ideia”, conta o publicitário, responsável por todo o marketing da sua própria empresa, como redes sociais e o processo criativo dos pratos. Além disso trabalha como operador, no caixa e atendimento. Faz “de tudo um pouco”, menos o preparo da comida.

“Acredito muito no meu negócio. Isso faz com que eu tenha sempre ânimo para estar aqui, para criar, para atender meu cliente. Porque meu plano não é só para esse ano ou ano que vem. É para vida toda. Para crescer, virar uma rede grande. Sou muito otimista. Meu pai me ajudou a por meus pés no chão, falar para ir com calma. O retorno tanto financeiro como pessoal me dá mais vontade de continuar”, diz.

META É TRANSFORMAR EM FRANQUIA

A ideia de transformar o Jatinha Fast em franquia já nasceu quase junto com o próprio estabelecimento. O empresário Felipe Peixoto teve contato com um escritório de consultoria e, dois meses depois da inauguração do negócio, começou essa modelagem de franquia, que foi lançada e está disponível para franqueados desde julho passado. O investimento total previsto para o franqueado é de R$ 150 mil, que inclui a taxa de franquia de R$ 15 mil, além de prever gastos com estrutura, capital de giro e primeira compra. O retorno é calculado para ocorrer entre 16 a 24 meses.

O formato prevê que a franqueadora oferecerá os espetos, para manter o padrão de qualidade da carne, e as embalagens. “O restante fica por conta do franqueado. Porque facilita a negociação e a compra dele. É um modelo de negócio fácil de operar. Porque é pequeno, cardápio enxuto”, informa Peixoto. A ideia, frisa o empresário, é expandir em Goiânia, Anápolis, Brasília. “Mesmo com o pessoal estando com medo desta crise toda, a procura está grande”, diz Peixoto. Sua expectativa é, até o fim deste ano, fechar o primeiro contrato.

Opções
O menu tem 14 tipos de espetos, entre opções de cortes de bovinos e aves, além de queijos. A ‘jantinha’ tradicional é composta por arroz, feijão tropeiro, mandioca e vinagrete. Mandioca ao alho desidratado é uma opção de adicional. Há ainda a opção fitness (arroz integral ou mandioca e vinagrete) e a premium (carne angus e o entrecôte, corte que vem acompanhado de batata frita e molho de pequi, de alho ou de ervas). Os valores dos pratos completos variam entre R$ 18,90 a R$ 22,90, dependendo do tipo de espeto. Também há opção para comprar só os espetos, que custam entre R$ 9,50 a R$ 13,50.

Os espetos são feitos diariamente e de carne fresca. “Trabalhamos com açougues pequenos”, frisa o empresário. Os acompanhamentos são preparados todo dia em poucas porções e em panelas pequenas. “Aqui dentro não tem micro-ondas. É fogão mesmo. O espeto é na brasa, na churrasqueira”. Peixoto diz tomar esses cuidados para a comida estar sempre com “gosto caseiro e fresca”. O espeto vai embrulhado em papel alumínio e dentro de uma caixa de papelão para manter a temperatura. Os acompanhamentos vão numa embalagem de plástico, dividida em três compartimentos, e que pode ser levada ao congelador e ao micro-ondas.


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Claudionor e Shirley posam orgulhosos diante de foto que mostra as empresas do grupo

Quase todas as histórias de empreendedores de sucesso têm um momento em que decidem correr riscos para a realização de um sonho ou projeto. No caso de Claudionor Rodrigues e Shirley Leal, sócios do Grupo Belcar, beirou a irresponsabilidade. Resolveram vender todo o patrimônio que juntaram em quase 20 anos como empregados para comprarem metade de um negócio à beira da falência. Mais: sem terem o menor conhecimento do que iriam encontrar na empresa.

“Era uma vontade muito grande de ganhar dinheiro. Éramos até certo ponto irresponsáveis. Na faixa dos 30 e 40 anos de idade, você tem maior disposição ao risco. Hoje, tenho mais ponderação, não sei se teria essa mesma coragem”, afirma Claudionor, sobre a decisão de comprar a metade da Belcar sem nunca ter entrado na loja.

Era abril de 1993. Naquela época, a Belcar vendia apenas 15 veículos novos por mês, quase 10% das vendas registradas pela Govesa, onde Claudionor e Shirley trabalharam por muito anos antes de decidirem ter sua própria concessionária.

Mais de vinte anos depois, a Belcar é uma das principais concessionárias da Volkswagen no Brasil e teve no ano passado faturamento bruto de R$ 277 milhões. A empresa tem hoje 430 funcionários em concessionárias da Volkswagen e Mitsubishi, bem como em revendas da Yamaha.

Isto num segmento que sofreu queda média de 40% nas vendas nos últimos três anos, por conta da grave crise econômica no País.

Casamento perfeito
De origem humilde, característica que mantém até hoje, Shirley e Claudionor contam ao EMPREENDER EM GOIÁS como a experiência, talento e força de vontade ajudaram a ter sucesso no empreendimento. Ele sempre foi da área de vendas e comercial, enquanto o forte dela era finanças e cadastro. Ambos formam um casal (não são marido e mulher, convém frisar) quase imbatível no segmento de veículos em Goiás.

“Sempre fui muito ambiciosa. Meu pai foi tratorista, passava muito tempo longe de casa e minha mãe sofria muito. Eu sempre quis vencer na vida para não passar as dificuldades da minha mãe”, afirma Shirley, que trabalhou pela primeira vez aos 13 anos, quando um amigo da família a empregou numa papelaria no Bairro Feliz. “Ele era japonês e me ensinou tudo, desde a importância da disciplina até a abrir a loja e fechar um balancete”, conta.

Baiano de Guanambi, Claudionor mudou para Goiânia aos 17 anos de idade e conseguiu o primeiro emprego num banco e, depois, para fazer o cadastro de clientes de uma revenda (garagem) de veículos seminovos.

O destino levou Claudionor e Shirley a trabalharem na concessionária Govesa (Volkswagen), em Goiânia. Ele como vendedor, ela como telefonista e depois no crédito. Logo ganharam confiança dos donos da empresa e assumiram postos de gerentes e diretores das áreas comercial e financeira, respectivamente.

Em decorrência de mudanças na direção da Govesa, Claudionor e Shirley deixaram a empresa, na qual trabalharam por duas décadas. Cada um tinha planos diferentes para o futuro. Mas uma oportunidade surgiu: comprar a metade da Belcar que, mesmo quase falida, cobrava um preço alto para a dupla.

Chamados de loucos por parentes e familiares, os dois venderam tudo que tinham e juntaram o dinheiro para adquirirem 50% do negócio. A outra metade permaneceu nas mãos da família Bernardino.

“Tínhamos na época a opção de sermos donos de 100% de uma concessionária Fiat, mas o Claudionor sempre foi apaixonado pela Volkswagen e, por isso, decidimos fechar o negócio”, afirma Shirley. Apesar da “irresponsabilidade” de terem arriscado tudo, os empresários creditam o sucesso à experiência adquirida ao longo da trajetória como empregados.

Dupla de empresários trabalha com veículos da Volkswagen desde 1973

Superação
O início foi complicado. Os processos na Belcar eram tão arcaicos que uma das primeiras vendas nas mãos dos novos sócios demorou um dia para ser concretizada. Além disso, o Brasil vivia grave crise econômica que antecedeu o Plano Real, além da concorrência com as outras concessionárias, claro. Shirley e Claudionor viram que era preciso virar a Belcar de cabeça para baixo e exigiram que todas as decisões seriam dos dois, mostrando a confiança na experiência.

Claudionor vendia sozinho 50 carros por mês quando trabalhava na antiga concessionária. Não via porque não conseguiria vender este mesmo volume na empresa que acabara de ser sócio. Lançou um plano para concorrer com os consórcios, batizado de Plano Belcar. “O crescimento nas vendas foi imediato. No primeiro mês, dobramos o volume mensal de 15 para 30 carros”, conta Claudionor.

A estratégia agressiva de vendas e a nova gestão financeira da empresa implantadas pelos empresários deram tão certo que, em 1996, a nova Belcar inaugurava sua sede própria no Alto da Glória. Aliás, uma das exigências da Volkswagen para os novos sócios da concessionária.

O Grupo Belcar, nas mãos de Claudionor e Shirley, não parou mais de crescer e se expandir em Goiânia. Entrou na área de motocicletas ao abrir duas revendas autorizadas da Yamaha e, em 2011, inaugurou a Asuka, concessionária de veículos Mitsubishi. No mesmo ano, a nova concessionária já conquistava prêmio da montadora japonesa.


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José Garrote começou a empreender com 19 anos de idade em Itaberaí. Seu grupo hoje fatura mais de R$ 1 bilhão por ano

A indústria goiana São Salvador Alimentos (SSA), dona das marcas SuperFrango e Boua, abate 270 mil aves por dia para abastecer mercados de oito Estados brasileiros e do Distrito Federal, além de vender para 62 países. No ano passado, quando a economia brasileira retraiu 3,6%, o faturamento da SSA cresceu 21% e rompeu a barreira de R$ 1 bilhão. Para contar a história da empresa, o CEO do grupo, José Carlos Garrote de Souza recebeu a equipe do EMPREENDER EM GOIÁS na sede em Itaberaí (GO). De jeitão simples e cordial, pediu apenas mais 20 minutos de espera. É que naquele momento concluía parceria com representantes da terceira maior distribuidora de alimentos do Japão.

Com fábrica de rações, de recria, unidade de recria de aves matrizes, unidade de produção de ovos férteis, incubatório, armazéns graneleiros, sistema de integração de aves e um dos maiores e mais modernos abatedouros de aves do País, a empresa goiana emprega diretamente 3,6 mil trabalhadores e contrata outros 1,5 mil terceirizados. Em 2005, depois de participar de uma missão comercial chefiada pelo governador Marconi Perillo no mercado da Ásia, começou a fechar contratos de exportação. Em 2011, fez a primeira venda para a Europa e, há dois anos, entrou no maior mercado do mundo, na China. Hoje o grupo goiano exporta três mil toneladas por mês, que representa 22% do seu faturamento.

Com a expansão no mercado internacional, também aumentaram as exigências sobre a qualidade dos produtos e a vigilância sanitária sobre a empresa, que investe alto. Só no ano passado foram R$ 30 milhões em sistemas de tratamento e disposição de resíduos, serviços externos de gestão ambiental e em certificação externa dos sistemas de gestão. A SSA também construiu sua própria estação de tratamento de efluentes (ETE), onde a água captada para abastecer sua produção é depois tratada e devolvida mais pura ao Rio das Pedras, de Itaberaí.

Seu complexo industrial impressiona, não apenas pelo tamanho, mas também pela organização, limpeza e automação. O grupo investe apenas na área de tecnologia mais de R$ 500 mil por mês. A SSA continua a investir na expansão e, mais recentemente, na diversificação de seus produtos. Em 2014 lançou uma nova marca, a Boua, que produz e comercializa itens como vegetais congelados, defumados, batatas palitos e embutidos. Para os próximos dois anos prevê investir mais de R$ 200 milhões em novas unidades fabris e produtos, sem revelar detalhes.

Início da sociedade
A história de São Salvador Alimentos começa na década de 80. O produtor rural Carlos Vieira da Cunha tinha granja na região de Itaberaí com capacidade para 40 mil aves, uma das maiores no Estado. Era sogro de José Garrote que, com pouco apenas 21 anos, administrava as duas farmácias do seu pai na cidade e tinha aberto um novo negócio, de produção de sementes de arroz para vender em Goiânia. Mas, por causa de grave problema de saúde na família, Carlos Vieira teve de ausentar da administração da granja em 1981. Recorreu ao genro. “Além de assumir a responsabilidade, vendi todos meus negócios para investir na granja”, afirma Garrote.

O aporte de recursos permitiu o crescimento do empreendimento, agora uma sociedade entre sogro e genro. Durante os primeiros oito anos, Garrote teve de buscar pintinhos em Uberlândia. Isto cinco viagens por semana, com ajuda de um funcionário, numa Kombi. Neste período o jovem empresário conheceu Alfredo Rezende, da Granja Rezende, que foi praticamente seu mentor no segmento de avicultura.

Carlos Vieira e José Garrote decidiram dar novo salto em 1986: construir um abatedouro. A ideia era comprar equipamento para o abate de quatro mil aves por dia. Compraram um com capacidade seis vezes maior. “Disse para meu sogro que a empreitada ia ficar pesada demais. Ele retrucou que nunca tinha voltado de mãos vazias de um negócio”, frisa Garrote.

Foram cinco anos até inaugurarem o Abatedouro São Salvador, em 1991, com 73 funcionários. O investimento na época foi de US$ 2 milhões. “Vendi mais uma vez todo o meu patrimônio, inclusive a casa que morava, e peguei muito dinheiro emprestado. Meu sogro vendeu a metade do patrimônio dele. Apesar do elevado risco, sempre acreditamos no negócio”, afirma Garrote.

No início nada saiu como planejado. Para começar, por conta dos altos custos para construir e equipar o abatedouro, a empresa ficou sem capital de giro. Para piorar, surgiram vários problemas na linha de produção. “O primeiro frango saiu todo esgarçado porque as máquinas não estavam ajustadas”, lembra o empresário. Isto tudo exigiu adequações nas máquinas, redução de custos com a troca de fornecedores, aumento da produtividade e mudança na política comercial da empresa, passando a vender diretamente para os frigoríficos.

Quitadas as dívidas, realizados os ajustes na produção e remodelada a política comercial, a indústria goiana passou a crescer rápido na década de 90. Com o apoio de incentivos fiscais e financiamentos do FCO, ganhou fôlego financeiro para investir na expansão e estar hoje entre as maiores indústrias de aves do País, concorrendo com gigantes como Perdigão e Sadia. “Até parece que foi fácil, mas foram 30 anos de muito trabalho, sacrifícios pessoais e correndo riscos. Cheguei a vender tudo o que tinha três vezes na minha vida para investir no negócio. Nunca me arrependi”, enfatiza Garrote.

“Vendi tudo o que tinha três vezes na minha vida para investir no negócio. Nunca me arrependi”, afirma José Garrote


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Conforme antecipado (confira aqui) pelo EMPREENDER EM GOIÁS, a Incorporadora Emoções, que tem entre seus sócios o rei Roberto Carlos, confirmou para o próximo dia 7 de março a apresentação do primeiro empreendimento de alto luxo da empresa em Goiânia, que será construído em parceria com a GMP Incorporação e GPL Incorporadora.

Caberão aos sócios Ubirajara Guimarães (Bira) e Jaime Sirena (Dody Siena, o outro sócio, não virá) a apresentação do empreendimento residencial que será construído no Parque Flamboyant, no Jardim Goiás, e terá o nome de uma das canções de Roberto, assim como são os de outros empreendimentos lançados pela empresa. O edifício será de alto padrão e contará com os mais modernos conceitos de arquitetura, tecnologia e sustentabilidade.

Em 2018, a Incorporadora Emoções também vai lançar mais dois prédios residenciais na cidade de São Paulo e um condomínio de casas em Indaiatuba (98 km da capital). Desde 2011, a empresa já entregou três prédios em São Paulo e um em Aracaju (SE).

Roberto Carlos tem um gosto especial pela arquitetura e, por isso, em 2011, decidiu entrar no mercado imobiliário criando a Incorporadora Emoções. O primeiro empreendimento da empresa foi lançado em 2011, na cidade de São Paulo, e recebeu o nome de Horizonte JK, uma junção do nome de uma das músicas de Roberto e o endereço em que o prédio é localizado, na Avenida Juscelino Kubitschek, no Itaim Bibi (zona oeste). O edifício foi entregue em 2014 e é uma mistura de comercial com residencial. São 80 unidades de escritório e quase 270 apartamentos.

Também foram entregues os prédios comerciais Horizonte Jardins, em Aracaju (Sergipe) e, em São Paulo, o Horizonte Vital Brasil, no Butantã (zona oeste), e o Coletânea Office Square, no Carrão (zona leste). Nesse último, não foi possível fazer a alteração do nome.

Palpite
Roberto Carlos dá palpites nos projetos e quando há uma brecha em sua agenda, ele faz visitas aos empreendimentos. Os edifícios tendem a seguir o gosto do cantor. “Os prédios puxam para o tom azul e remetem à personalidade de Roberto, mas não expõem a figura dele com fotos. É muito sutil. Ele tem participação ativa, gosta de ver os projetos e opinar”, afirma Jaime Sirena ao portal UOL.

Segundo ele, na mesma entrevista, a reputação de Roberto Carlos ajuda nos negócios. “É evidente que é difícil fazer a separação. O artista ajuda. Ele tem mais de 50 anos de carreira e nada que tire a credibilidade e segurança para quem quer adquirir um empreendimento. Aquele que vai fazer um investimento no início da obra tem que acreditar que o prédio vai ficar pronto. Dá credibilidade por ser dele”.


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Raridade: Itamar e Jerônimo são amigos e sócios desde a juventude

Poucos restaurantes goianos conseguem passar dos 50 anos no mesmo local, mantendo a tradição, oferecendo praticamente o mesmo cardápio e conservando e, ainda por cima, atraindo novos clientes. É o caso da Pizzaria Cento e Dez, a mais famosa e antiga pizzaria de Goiás, que completa 52 anos de atividade em 10 de março, dos quais 47 anos sob a direção dos mesmos donos, Jerônimo Antônio de Carvalho e Itamar Roberto, amigos e sócios desde a juventude. Aliás, outro fato muito raro no mundo dos negócios.

Desde que foi aberta em 1966, pelas mãos dos sócios Bose e Bonelli e depois repassada a um empresário português, a Cento e Dez está localizada em pleno coração de Goiânia, na Rua 3, entre a Avenida Tocantins e a Rua 9, e faz parte da história do Centro da capital. É possível atestar a tradicionalidade do restaurante através do documento do registro da empresa, em 28 de fevereiro de 1966, que está num quadro estampado na parede do restaurante.

O ex-governador Otávio Lage tinha a sua mesa cativa na pizzaria. Já passaram por lá também outros ex-governadores e hoje é frequentada, ainda, por políticos, empresários, artistas, inclusive de outras cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, que visitam Goiânia. No local, as únicas adaptações realizadas foram as modernizações do banheiro e da cozinha, bem como a instalação de um elevador que leva ao segundo piso, para servir as pessoas que têm dificuldades em usar escadas.

Sociedade
Jerônimo e Itamar contam ao EMPREENDER EM GOIÁS que desde a juventude são amigos e sócios. Antes da Cento e Dez, eles comandavam a Panificadora Seleta, localizada na Avenida Goiás, quando o Setor Central era o auge do comércio e do lazer dos seus moradores. O segredo dessa união ter rendido e ainda estar durando negócios de sucesso e amizade está no respeito que um tem pelo outro. “Sempre colocamos os problemas na mesa e buscamos juntos as soluções”, diz Jerônimo.

No negócio, os dois sócios sempre se posicionaram em defesa da qualidade das matérias-primas para garantir a oferta de produtos de qualidade e a satisfação dos clientes. Outro ponto importante, em qualquer negócio, lembram, é o bom atendimento aos clientes. “O atendimento diferenciado faz a diferença”, afirma Itamar.

A Pizzeria Cento e Dez tem em seu cardápio 60 variedades de pizzas, além de saladas e massas, preparadas artesanalmente. O tipo de pizza mais pedido sempre foi e continua sendo a Moda da Casa. O dito popular que domingo é dia de pizza se confirma na Cento e Dez. Realmente, domingo é o dia que mais se vende pizzas, sendo que 40% são entregues pelo serviço delivery.

O nome Cento e Dez foi criado, em 1966, associando o nome da pizzaria ao número do imóvel que se localiza – 110. Contudo, alguns anos depois, a Prefeitura de Goiânia renumerou os imóveis e o prédio passou a ter o número 1.000. Mas o nome da pizzaria permanece o mesmo. Até as mesas e cadeiras da pizzaria são as mesmas, embora, passem por reformas constantes. Muitos dos 22 funcionários trabalham na casa há mais de 30 anos.

Os donos da Cento e Dez não tem planos de expansão do restaurante. Porém, alguns dos filhos abriram negócios dentro do ramo, mantendo a tradição dos pais.


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Quando Mariana Perdomo se formou em Gastronomia, em 2015, ela só queria ser independente e continuar vivendo em Goiânia. Deu o primeiro passo importante: fez 220 unidades de bolo de pote e levou para a feira do Centro Cultural Oscar Niemeyer. Vendeu todos em poucas horas. Um ano depois, montou uma confeitaria no Setor Bueno. Agora, dois anos após abrir sua loja, ela se muda para uma confeitaria com 300 metros quadrados. Para a abertura, que vai acontecer nesta segunda-feira (19), e com o crescimento na produção, a empresária vai ampliar de 30 para 40 o quadro de funcionários.

O gosto pela gastronomia veio das raízes. A caçula Mariana nasceu em Iporá, onde seus pais têm espaço de festas e fazem eventos. Ela se mudou para Goiânia para estudar Gastronomia. “Meus pais pensavam que depois eu voltaria para trabalhar com eles. Mas nunca foi desejo do meu coração”, revela. E foi em Iporá que nasceram os primeiros potes de bolo, durante uma viagem de férias. “Os iporaenses foram os primeiros a acreditar em mim”, lembra.

Sucesso

Aos 19 anos, terminando a faculdade e com dificuldade para revelar seus planos aos pais, a jovem fez bolos e ovos de Páscoa para vender aos colegas e trabalhou em um restaurante para se sustentar. A boa aceitação dos produtos e a certeza de que queria permanecer na capital a levaram a se estabelecer na feira, utilizando o lucro que teve em Iporá para a primeira produção em maior escala.

No dia seguinte à estreia bem sucedida na feira, saiu do apartamento que dividia com parentes e alugou um para morar sozinha. Logo chegou a uma média de 600 potes vendidos ao dia. “Foi a melhor coisa que me aconteceu. Sou muito decidida. Quando quero, eu faço acontecer. Enfiei a cara e fui com uma certeza grande que daria certo”, justifica.

Mariana decidiu investir o que ganhou na feira com a produção dos bolos. “Deus foi abrindo portas”, diz. Produzindo em casa, sua vontade era ter uma cozinha confortável e vender todos os dias. Para isso alugou um pequeno ponto no Edifício Absolut, na Avenida T-4, “Eu fabricava em casa e na loja só tinha geladeira”, recorda. As redes sociais foram grandes aliadas na divulgação, assim como o “boca-a-boca”. Os pais, mesmo assustados, apoiaram a filha, alertando sobre os custos de ser empresária.

Com algumas reformas, Mariana inaugurou a confeitaria em setembro de 2016, onde passou a produzir e vender. Em pouco tempo, a loja se tornou um dos points mais atrativos de Goiânia. Foi preciso contratar funcionários e trazer uma das irmãs para trabalhar com ela. “Passei a ser o orgulho da família e meu sonho agora é trazer meus pais e minha outra irmã”, conta a confeiteira.

Aos 24 anos, Mariana Perdomo ampliou o cardápio da confeitaria e trabalha entre 10 e 12 horas diárias. “Hoje, já consigo parar nos fins de semana”, frisa. As datas comemorativas como Páscoa e Natal são as de maior movimento, com mais encomendas. “Tenho um consumidor fiel, desde os tempos da feira”, comemora.

Para Mariana, o sucesso vem não só de sua dedicação, mas da qualidade do que produz. “Só faz sentido estar onde estou se eu estiver feliz e se meu produto tiver qualidade. Fui contratando pessoas para me ajudar, mas sempre me mantive na produção”. Por isso, ela não pretende abrir franquias. Pretende ter novas lojas, mas todas próprias e apenas quando se sentir segura. “Quero ter qualidade de vida, ser feliz e ter controle da qualidade no meu produto”, afirma.

Superação

Apesar do rápido sucesso, a trajetória não foi tão doce o tempo todo. “Os desafios são diários. Se você faz contas demais, não abre empresa. Eu não entendia nada de fechamento de caixa, de RH. O primeiro ano foi muito difícil. Sofri, não sabia lidar com o financeiro nem com fornecedores. Fui roubada. Pensei em voltar a produzir no apartamento, mas fui aprendendo. Primeiro, entraram só pessoas erradas na minha vida, depois vieram as pessoas boas. Minha equipe é unida e faz parte do meu sucesso”, destaca.

A diversidade que já vinha sendo aplicada na produção, está ainda maior na nova loja. O cardápio inclui bolo gelado, cone trufado, palha italiana, bala de coco e tortas. Mas o bolo de pote ainda é a marca da jovem empreendedora Mariana Perdomo, que também conquistou espaço como fornecedora de doces para eventos, outra responsabilidade.

“Tento nunca ficar estagnada, mas sempre procurar coisas novas. Sobre o sucesso, faço de conta que ainda sou a Mariana da feira. Lógico, com mais experiência e muita gratidão a Deus. Minha essência é a mesma. Sinto até um calafrio quando vejo como cresci. A responsabilidade assusta, mas aprendi a lidar com ela. Deus me colocou nesse mundo para fazer doce. Essa é minha maior alegria, é minha vida”, afirma.


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Confirmado e, conforme antecipado pelo EMPREENDER EM GOIÁS, o cantor e compositor Roberto Carlos participará da avant-première do empreendimento Horizonte Flamboyant, que acontecerá no próximo dia 17 de maio, às 19 horas, em Goiânia, dois dias antes do lançamento oficial do empreendimento. O residencial de alto padrão é o quinto que será construído pela Emoções Incorporadora, empresa criada em 2011, em São Paulo, pelo cantor e seus sócios Ubirajara Guimarães e os irmãos Dody e Jaime Sirena. Em Goiânia, são parceiros no projeto as empresas goianas GMP Incorporação e GPL Construtora e Incorporadora.

Na oportunidade, Roberto Carlos fará a abertura oficial dos apartamentos decorados. Dois dias depois, no dia 19 de maio, às 21 horas, conforme antecipou no dia 7 de março o EMPREENDER EM GOIÁS,  o cantor fará show especial no Goiânia Arena. A recepção será feita para um grupo petit comité formada por clientes do empreendimento e será realizada no próprio estande do Horizonte Flamboyant, localizado na Rua H, do Jardim Goiás, de frente para o Parque Flamboyant.

Cerca de R$ 140 milhões é o valor a ser investido no empreendimento Horizonte Flamboyant . O residencial será construído em terreno de 3,79 mil metros quadrados no Jardim Goiás, entre o Parque Flamboyant e a Praça das Artes, cujo proprietário, o empresário Lourival Louza, é um dos parceiros no empreendimento. O Horizonte Flamboyant terá 45 pavimentos, com 39 andares residenciais, 148 apartamentos, com metragens de 177 a 204 metros quadrados, e 4 penthouses, de 444 a 507,55 metros quadrados. O Horizonte Flamboyant terá torre única, com duas alas independentes. Os apartamentos serão de três ou de quatro quartos, além das quatro penthouses. Além da área de lazer no mezanino, será construída outra área de lazer e convivência, no 33º andar, o Sky Club, com vista panorâmica da cidade, dotada de academia, longe e bistrô, entre outros itens de comodidade. Outro diferencial é o oferecimento de serviços personalizados para os moradores.

As obras terão início a partir de maio e a entrega está programada para março de 2022. “Estamos aproveitando o bom momento econômico do País, com a volta da confiança dos consumidores e dos empresários na retomada do crescimento brasileiro”, afirmou Guilherme Pinheiro, da GPL Incorporadora.


Diferenciais

Segundo ele, será um produto diferenciado, com preço atrativo, concebido levando em consideração os conceitos de confiabilidade, qualidade e foco no cliente”, explicou. Entre os diferenciais do empreendimento está a arquitetura inovadora – o prédio foi concebido de forma a lembrar uma rosa e teve inspiração na prática do Rei Roberto Carlos de distribuir flores ao final de seus shows. Também foram levados em consideração a utilização de tecnologias avançadas e os conceitos de sustentabilidade.

Um dos sócios da Emoções Incorporadora, Ubirajara Guimarães, lembrou que Roberto Carlos, que sempre foi apaixonado pela arquitetura e pela construção, demonstrou muita satisfação com a parceria que está sendo celebrada com as empresas de Goiás. Segundo ele, Goiânia é uma das mais prósperas, produtivas e acolhedoras capitais brasileiras. A Emoções atua em São Paulo e Sergipe e está com plano de expansão para todo o País. “A capital de Goiás é a primeira do Centro-Oeste, onde estamos chegando. Estávamos procurando outras capitais para levarmos o nosso nome e conhecimento e houve um encantamento imediato pela área que nos foi apresentada e muita sinergia com o grupo de empreendedores local”, explicou.


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