Guilherme Alves Ferreira, diretor de Produção da Cosmefar

Produtos que utilizam alta tecnologia, à base de microemulsões e nanoemulsões, chegam ao mercado neste mês de maio pela Cosmefar, uma empresa goiana que atua no ramo de pesquisa, desenvolvimento e produção de produtos destinados aos cuidados com cabelos, corpo e face. “Esta nova tecnologia vai ajudar o consumidor a obter resultados melhores com menos efeitos adversos”, afirma Guilherme Alves Ferreira, diretor de Produção da Cosmefar.

A história da Cosmefar começou no início dos anos 2000. O então estudante Guilherme Ferreira, influenciado pelos negócios da família – os pais eram proprietários da distribuidora Goiânia Médica Produtos Hospitalares – decidiu-se pela Faculdade de Farmácia. Ainda durante a graduação iniciou um curso de cosmetologia no Instituto Racine, no qual também fez pós-graduação, e acabou recebendo a indicação para estudar na unidade de Araraquara (SP), da Universidade do Estado de São Paulo, com o professor Marcos Antônio Correa, do Departamento de Fármacos e Medicamentos.

A disciplina exerceu um grande fascínio sobre Guilherme Ferreira, que decidiu cursá-lo duas vezes. “Usei o método da repetição para absorver melhor as técnicas e teorias. Deixei muita coisa da minha vida particular para estudar e hoje vejo que isto deu resultado”, afirma o empreendedor, que tem 29 anos de idade. Os estudos coincidiram com uma fase de importantes decisões familiares. Os pais decidiram vender a distribuidora de produtos hospitalares e partiram para investir na produção de cosméticos.

Enquanto Guilherme Ferreira estudava, o pai, Lino Alves Ferreira, deu início à construção da indústria. O primeiro passo foi conseguir uma área no Parque Industrial de Aparecida de Goiânia, em 2006. Em 2011 a indústria entrou em operação. “Enfrentamos um problema muito sério, pois não tínhamos formação em vendas. Sabíamos produzir, mas não sabíamos comercializar. Foram dois anos muito difíceis”, lembra-se o empresário.

Foi nesta época que o proprietário da Gláucia Cosméticos, Lorentino Felício Chaves, buscou solução para uma linha de produtos que enfrentava problemas de fabricação. O erro foi detectado e corrigido a partir das análises feitas por Guilherme Ferreira. Esta foi a senha para o início de uma parceria que alavancou a Cosmefar. “A partir desse momento, o nosso faturamento triplicou. Passamos a ter giro de mercadoria e capital para comprar em melhores condições e aumentar a nossa participação no mercado”, afirma.

Alta tecnologia

A Cosmefar passou a ser procurada para resolver problemas de outras empresas. Hoje, trabalha com 30 marcas e desenvolvimento de 490 produtos diferentes, com capacidade produtiva mensal de 144 toneladas para públicos de todas as classes sociais. Atualmente, oferece 23 empregos diretos e gera outros 20 indiretos. Atua na análise, pesquisa de mercado e planejamento de marketing, desenvolvimento de produtos, regularização nos órgãos oficiais e fabricação.

O foco da Cosmefar agora é produzir com alta tecnologia e de forma pioneira. A empresa já desenvolveu 20 insumos nanotecnológicos para serem aplicados em produtos cosméticos, destinados aos cuidados com cabelo, corpo e face. Três insumos já foram adicionados em produtos fabricados pela empresa, com a utilização de processos industriais que não geram resíduos, nem problemas para o meio ambiente e o ser humano.

“Não estamos inventando a roda, estamos inovando com a utilização de tecnologia de ponta”, explica Nichollas Serafim Camargo, diretor de Desenvolvimento da empresa, outro jovem estudioso, que aos 22 anos de idade prepara-se para cursar a segunda fase de doutorado na área de Nanobiotecnologia e Síntese Química, na Polônia.

Nichollas Serafim Camargo, diretor de Desenvolvimento e Guilherme Alves

Novos produtos

As três linhas de produtos – Nano Matrix, para uso capilar; Nano Acids, para uso facial, e Nano Lift, de uso corporal – passarão a ser comercializadas ainda em maio. Os produtos utilizam conceitos de sustentabilidade, com a utilização de matéria-prima oriunda da biodiversidade brasileira, como manteigas de cupuaçu e karité, cera de carnaúba e óleos de açaí e copaíba. De acordo com Guilherme Ferreira, a nanotecnologia propicia liberação controlada e prolongada do produto após ser utilizado, por possuir sistema homogêneo, proporcionando absorção mais efetiva com resultados melhores.

A meta é posicionar a Cosmefar – através a Nanoceuticals, braço da empresa que utiliza a nanotecnologia – na base tecnológica de Goiás. “Estamos amadurecendo a gestão do nosso negócio para sermos uma empresa modelo no segmento de alta tecnologia em cosméticos”, afirma Guilherme Ferreira. Segundo ele, a tendência é oferecer um trabalho ainda mais profissional aos clientes, com a realização de estudo mercadológico para promover o desenvolvimento sustentável. “Além da fabricação, vamos oferecer inteligência de mercado e alta tecnologia. Quem não se diferenciar não seguirá no mercado”, explica.


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Nem mesmo questões trabalhistas e tributárias, constantemente alvo de queixas do setor produtivo, fazem do Brasil um ambiente mais hostil ao empreendedor em comparação com outros países. É o que defende o fundador da Suno Research, consultoria de investimentos, , Tiago Reis, que estará em Goiânia na próxima quinta-feira (24) para participar do 1º Fórum Mundial de Empreendedorismo. “Aqui no Brasil, a competição é muito mais amigável em quase todos os setores, é muito mais fácil se destacar e fazer um bom produto ou serviço”, afirmou ao EMPREENDER EM GOIÁS.

Isso porque, aponta Tiago Reis, no geral, as empresas brasileiras tratam o consumidor como um “mal necessário” ao invés de “um parceiro”. E quem faz “o mínimo”, na visão dele, sai na frente da concorrência. Para ele, com o avanço da internet, dinheiro deixa de ser o gargalo para quem sonha em criar o próprio negócio. “Dinheiro pode ajudar? Pode, mas não é esse o gargalo. O gargalo é ter uma combinação de boas ideias, visão e execução. Não faltam exemplos de empreendedores que começaram com pouco ou nada, na internet, e estão avançando”, diz.

O Fórum ocorre nos dias 24 e 25 de maio, na Unialfa (Unidade Perimetral). O evento é realizado pela Federação das Associações de Jovens Empreendedores e Empresários do Estado de Goiás (Faje Goiás) e Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje), em programação com palestras e workshops. Confira a entrevista!

 

Empreender em Goiás: O empreendedor brasileiro enfrenta muitas dificuldades para se manter no Brasil. No exterior seria mais fácil do que aqui?

Tiago Reis: Não, não. Acho que empreender é difícil em qualquer lugar do mundo. O Brasil tem algumas dificuldades que existem em outros países e tem outras coisas boas que não têm em outros países. Um exemplo é um mercado gigante de 200 milhões de consumidores. Quantos países no mundo têm isso? Tem imposto, isso é ruim, mas imposto existe em todo lugar. Nos Estados Unidos, não é essa ‘mil maravilhas’, a competição é feroz. Aqui no Brasil, a competição é muito mais amigável em quase todos os setores, é muito mais fácil se destacar e fazer um bom produto ou serviço.

 

EG: Como é esse ambiente competitivo lá fora?

TR: Obviamente, depende de cada país ou setor. Não dá para fazer uma generalização. Mas nos Estados Unidos, a principal economia do mundo, o ambiente competitivo é muito, muito, muito mais feroz. As margens são menores, a competição por preço, qualidade, atendimento do consumidor é muito maior. Existem grandes corporações atuando em quase todas as verticais. Empreender no Brasil é muito mais fácil do que lá fora, nos Estados Unidos, por exemplo. As pessoas vão discordar, mas essa é a verdade, pelo menos para mim.

EG: Existem muitas queixas em relação às questões tributária e trabalhistas quando se fala em empreender no Brasil. Como você avalia essas críticas?

TR: Acho que a questão da reforma trabalhista ajuda um pouco e, realmente, a questão tributária precisa ser equacionada. O que se paga de imposto no Brasil, em todas as frentes, é um certo exagero, sobretudo em relação ao que se recebe. Isso não é novidade. De certa forma, o empreendedor tem que passar isso para preço. A pior coisa é um competidor que não paga imposto. Se você compete com todo mundo pagando igual é menos mal porque é um custo que todo mundo tem a mais, repassa para preço, se o consumidor aguentar. Quando você começa a competir com quem tem alguma vantagem tributária, complica, né?

O empreendedor tem que escolher muito bem aonde ele quer operar. Se ele for competir com um importado chinês, esquece, acabou, não tem a mínima chance. Mas se competir com players nacionais que jogam o jogo do jeito correto, vai da competência de ser melhor do que esses caras. É muito difícil ser competitivo com produtos que você vai exportar ou compete com players de fora. A não ser que você opere no segmento de commodities, como mineração, soja etc. Mas se você opera oferecendo produto e serviço no Brasil que não precisa importar, aí você só precisa ser melhor do que o concorrente do lado.

 

EG: Depende muito do empreendedor, então, focar nos seus pontos positivos e se alavancar…

TR: O empresário tem que escolher muito bem o segmento que vai operar. Muito bem. Se ele escolhe um segmento que compete com players internacionais, como produzir brinquedo, está competindo com chinês. Não vai ter a mínima chance de ser competitivo. Agora, se ele busca uma vertical que não tem importação, e existem várias, as chances aumentam brutalmente, porque vai competir com brasileiro.

Na média, as empresas no Brasil são muito mal tocadas. Então, só precisa ser melhor do que seu concorrente e isso é muito fácil. Na média, elas fazem produtos péssimos, tratam o cliente como mal necessário, não tem a visão do cliente como parceiro, que precisa ser respeitado, bem tratado. Quem faz minimamente isso já sai na frente.

 

EG: Ou seja, as áreas prósperas existem quando o empreendedor enxerga quem está na concorrência. Nesse processo de escolha de onde vai atuar é que ele pode fazer seu projeto ser próspero ou não?

TR: Isso, o empreendedor tem que escolher o segmento que ele consiga ter uma diferenciação. Só que no Brasil as empresas tratam o cliente tão mal, isso eu falo até das empresas grandes. Basta ver quem são os campeões [de reclamação] no Procon: bancos, empresas de telefonias. Não é à toa que existe um monte de fintechs, algumas até com precificação bilionária, por quê? Porque elas operam em cima de alguma deficiência do sistema bancário brasileiro, que não é pouca, inclusive de ética, qualidade do serviço e de preço.

Por que essas empresas têm prosperado ou pelo menos conseguido avaliação elevada de preço? Porque a concorrência, que seriam os bancos, são muito mal tocados, tratam o cliente como se fosse gado, e qualquer um que tem uma visão de tratá-lo como um parceiro e não como um mal necessário tem chance de prosperar, porque o consumidor, no final do dia, volta com a carteira, quer ir pra aonde é bem-tratado. Se você o trata bem, tende a ganhar mercado do que trata mal. É só uma questão de tempo para dominar o mercado.

 

EG: Falando de negócios fora do Brasil, o senhor acha que há investidores dispostos a bancar negócios brasileiros?

TR: As empresas brasileiras têm uma linha de crescimento muito clara no Brasil, que é simplesmente ganhar mercado. É muito fácil ganhar mercado, basta tratar o cliente um pouquinho melhor que os demais [concorrentes] e o boca a boca começa a prosperar. Vamos falar uma realidade brasileira: existe pouco dinheiro no Brasil. As pessoas não têm cultura de poupança. São poucas famílias muito ricas que têm dinheiro. A desigualdade realmente existe e não vejo um interesse muito grande de investidores brasileiros, que são poucos, querendo financiar a expansão internacional. Acho que existe mais um interesse direto lá fora. Como comprar a ação de uma empresa estrangeira, etc.

 

EG: Em relação ao mercado empreendedor goiano, qual seria a melhor área a ser explorada?

TR: A internet derrubou barreiras. É possível empreender de qualquer lugar. Não tem muita barreira, qualquer empresa pode ser bem-sucedida. No passado, se você queria começar um negócio realmente tinha que estar em São Paulo ou no Rio, os grandes centros consumidores.

Hoje em dia, com a internet, é possível ter uma empresa de sucesso em qualquer cidade do Brasil, porque a internet tem uma distribuição própria, o consumo de conteúdo está na ponta final, e não na originação. Se você origina conteúdo em Goiás ou em Tóquio, o consumidor do Acre, de Manaus, ou seja, onde for, vai conseguir igual. Eu já vejo empreendedores de internet prosperando em vários polos do Brasil. Óbvio, algumas cidades têm mais talentos do que outra, mas isso é uma vantagem e uma desvantagem. Tenho funcionários em Goiânia, em Goiás, que ficam aí. E para mim é muito bom contratar gente do Brasil inteiro. Aqui em São Paulo, a competição é brutal por talentos. Você contrata, dois meses depois o cara vai embora. Eu não perco ninguém de fora de São Paulo.

 

EG: Qual é o principal desafio?

TR: Empreender digitalmente é o futuro. Toda empresa terá que ter uma estratégia de internet. E não faltam empreendedores avançando em diversas regiões do país que antes poderiam ser mais difíceis de prosperar. A internet já é o presente.

Um ponto importante é que não existe mais desculpa. No passado, fala-se que não tinha dinheiro para empreender. Hoje em dia, com R$ 20 mil, é possível empreender. Não é esse o desafio. O desafio é ter boas ideias, visão e execução. Se tiver isso, vai prosperar. Dinheiro pode ajudar? Pode, mas não é esse o gargalo. O gargalo é ter uma combinação de boas ideias, visão e execução. Não faltam exemplos de empreendedores que começaram com pouco ou nada, na internet, e estão avançando.


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A partir deste ano, a segunda maior feira do agronegócio em Goiás e uma das maiores do Centro-Oeste, passará a ser chamada de AgroTecnoleite Complem. Se em sete edições, o principal foco era apresentar ferramentas que promovem o desenvolvimento na pecuária leiteira, agora o leque se ampliou. Nesta oitava edição, a AgroTecnoleite concentrará em um só local, muito do que é necessário para tornar o produtor rural independente da atividade, mais eficiente e competitivo em campo. Neste período, a trajetória de crescimento da feira acompanhou a evolução do mercado, bem como o aumento na produção pecuária e agrícola de Morrinhos e região.

Com foco em ampliar as ferramentas que aperfeiçoem a produção, a feira de negócios será realizada de 23 a 25 de maio, no Centro Tecnológico da Complem (CTC), em Morrinhos, das 9h às 18h. São esperados mais de 20 mil visitantes durante os três dias, um público recorde, e a movimentação de mais de R$ 100 milhões. O produtor que visitar o evento poderá contar com preços promocionais de produtos e os bancos vão oferecer linhas especiais de financiamentos.

A feira contará com a presença dos diversos elos da cadeia. A expectativa é da participação de 150 expositores, que vão mostrar desde a semente cuja planta servirá de forrageira, empresas de higienização de tanques e ordenhas, máquinas e implementos até a cobertura que permite o maior conforto animal. O espaço de 12,7 mil metros quadrados será aproveitado em quase toda totalidade para exposição de produtos e demonstrações técnicas.

Mais que negócios

Além de bons negócios, a feira proporciona conhecimento ao produtor rural. Serão ministradas nove palestras, além de oficinas e exposições. Faz parte do objetivo da feira não apenas vender tecnologia, mas mostrar como ela deve ser aplicada para que o produtor tenha o melhor rendimento.

Não é por acaso que a feira é realizada em um centro tecnológico. Lá, além do produtor se sentir mais confortável, em um ambiente próximo à sua propriedade, há espaço para demonstração de cultivares e para realização de experimentos. Para esta edição, será disponibilizada uma área de três mil metros quadrados, para este fim.

Neste ano, a grande novidade será a mini-fazenda (Caminhos do Leite) que terá cultivos e animais em miniatura. O projeto piloto, iniciado no ano passado, agradou em cheio às crianças e pais que visitaram a feira e estão ansiosos para as novidades de 2018.

Além de conhecer a mini-fazenda e o seu funcionamento, as crianças recebidas em caravanas escolares participarão de palestras educativas sobre reciclagem de materiais, descarte correto e preservação do meio ambiente.


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Goiás teve o melhor abril dos últimos quatro anos na criação de empregos formais. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no mês passado, foram criados 8.791 novos postos de trabalho com carteira assinada no Estado o quarto maior do País, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e do Paraná.

Em abril, o setor que mais criou vagas de emprego em Goiás foi a indústria da transformação, com 3.801 contratações a mais que desligamentos no mês. Em seguida, foi o setor agropecuário, com 2.564 vagas de saldo, seguida da construção civil, com 1.451, e do setor de serviços, com 1.263 novos postos de trabalho.

No comparativo com o mesmo mês do ano passado, o saldo positivo foi 22% maior. A mesma tendência tem sido observada desde o início do ano, o que projeta que o ano pode terminar com mais empregos criados que 2017, quando o mercado de trabalho goiano teve saldo positivo de 25.370, o segundo melhor do Brasil, atrás apenas de Santa Catarina.

Em todo o primeiro quadrimestre de 2018, Goiás atinge a marca de 27.982 empregos formais de saldo. O desempenho coloca o Estado em sexto lugar entre todas as unidades da federação, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Municípios

Em relação aos municípios goianos, Goianésia foi o que teve melhor desempenho em abril. No mês, o saldo de empregos com carteira assinada no município foi de 972 postos de trabalho. Em segundo lugar, ficou Formosa, com 729 e, em seguida, Goiânia, com 683.

No acumulado do primeiro quadrimestre, Goiânia lidera, com 3.138 vagas de saldo. O segundo lugar, neste período, é de Cristalina, com 2.104, aparecendo, na sequência, Anápolis, com 1.568.

País

No Brasil, foram criados 115.898 postos de trabalho com carteira assinada em abril. Trata-se do melhor resultado para o mês em cinco anos. O número de abril superou as 56.151 vagas abertas em março. O resultado apurado está abaixo da média histórica de abril, que é de 122,4 mil.

Os números do governo revelam que, em abril, houve abertura de vagas em todos oito setores da economia. O maior número de empregos criados foi no setor de serviços. O resultado, diz o ministério, reforça “o quadro de otimismo para o emprego”. O órgão também afirma que houve saldo positivo em 22 Estados.


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Douglas Rodrigues: “Muitas projeções feitas pelo governo não se concretizaram. A mais expressiva é a do contrato intermitente”

Seis meses depois de entrar em vigor – completados no último dia 10 –, a reforma trabalhista está longe de pacificar os conflitos decorrentes das relações de trabalho. Com inovações que flexibilizaram as possibilidades de contrato e de acordos e mais de cem alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a Lei 13.467, que instituiu a reforma, é alvo de
questionamentos, inclusive no Supremo Tribunal Federal (STF), que já iniciou o julgamento da ação direta de inconstitucionalidade (ADI) proposta pela Procuradoria-Geral da República, que questiona mudanças relacionadas à gratuidade da Justiça.

Nesse contexto, com inovações, avanços, redução no número de processos na Justiça do Trabalho e muitos questionamentos, foi realizado na sexta-feira (18), na Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), o seminário Impactos da Reforma Trabalhista para Empregadores, com
palestras do ministro Douglas Alencar Rodrigues, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), e da presidente do Instituto Goiano de Direito do Trabalho (IGT), Carla Zannini.

Eles chamaram a atenção para novas modalidades de contrato de trabalho, como o trabalho intermitente (no qual a prestação de serviços não é contínua, ocorrendo em alternância com períodos de inatividade), e a possibilidade de rescisão por meio de acordo, bem como esclareceram as principais dúvidas dos participantes.

Contrato intermitente
O ministro Douglas Alencar Rodrigues abordou aspectos sobre a possibilidade de contratação individual em relação a jornada de trabalho e negociação coletiva, que tiveram mudanças expressivas. “Em primeiro lugar, até o advento da Lei 13.467, prevalecia a ideia de que a
negociação coletiva apenas podia ser usada para ampliar direitos previstos na CLT. Agora, a negociação coletiva pode dispor para melhorar ou reduzir direitos, ressaltando, claro, que num contexto de concessões mútuas”, ponderou o ministro em entrevista ao Empreender em Goiás.

Outra inovação destacada pelo ministro é a possibilidade de quitação anual de obrigações trabalhistas, por meio da qual empregado e empregador podem se dirigir ao sindicato e pedir que ele certifique a quitação dos direitos trabalhistas daquele ano. “O pano de fundo dessas
renovações todas é conferir segurança jurídica ao passado das relações de trabalho”, avalia Douglas Rodrigues. “Há um novo ambiente para tentar estabelecer uma situação de mais estabilidade e segurança.”
O ministro reconhece, no entanto, que muitas projeções feitas pelo governo não se concretizaram. A mais expressiva é a do contrato intermitente. O governo federal acenava com a projeção de criação de 3 milhões de vagas em três anos, com uma média de 55 mil por mês. Nesses seis meses,
segundo dados do IBGE, o número total de contratos não passou de 15 mil.

Carla Zannini: “Estou preocupada com a questão do acesso à Justiça, especialmente dos trabalhadores pobres”

Lacunas

A presidente do IGT, Carla Zannini, observa que a reforma ainda possui várias lacunas legais, pontos que precisam de regulamentação, o que foi feito com a Medida Provisória (MP) 808, mas, sem consenso e aprovação no Congresso Nacional, a MP caducou no dia 23 do mês passado, depois de ter sido prorrogada. “Isso significa que as lacunas ainda estão abertas da
forma primitiva da reforma, o que me preocupa muito”, diz a advogada. Ela se diz preocupada também com a questão do acesso à Justiça, especialmente dos trabalhadores pobres, ponto que está sendo questionado na ação da PGR no Supremo Tribunal Federal. “Não estou falando
de litigante de má-fé. Acho que eles têm de ser condenados por isso quando mentem, quando não usam a Justiça de boa-fé. Mas também acredito que o juiz tem de ponderar muito a sucumbência de acordo com o salário e a situação econômica de cada empregado”.

Carla Zannini também se diz preocupada com o contrato de trabalho intermitente e, mais ainda, com a visão equivocada de muitos empregadores, que estão vendo a reforma como proteção ao empregador.”Não é bem assim. Tem muito empregador deixando de cumprir normas que não foram retiradas pela reforma. As obrigações do empregador continuam as mesmas, o que houve foi algumas flexibilizações”, alerta.

Pedro Alves: “Está crescendo o entendimento de que o interesse dos trabalhadores e das empresas é o mesmo”

Otimismo

O presidente da Fieg, Pedro Alves de Oliveira tem uma visão otimista sobre os impactos já perceptíveis da reforma trabalhista para o País. “Obviamente que o resultado mais marcante poderá ser mensurado quando ela completar um ano, mas os números mostram a tendência:
tivemos neste ano uma queda de 45% no número de processos na Justiça do Trabalho, o que gera uma grande economia para a sociedade.” Ele cita ainda que houve, no primeiro trimestre deste ano, uma queda de 3,4% número de desempregados em comparação com o mesmo período do ao anterior, além de um aumento de 0,15% emprego formal no Brasil em março.

“Podemos dizer que essa reforma foi fundamental para adequação do mercado de trabalho à realidade produtiva do país. Ela veio em benefício dos trabalhadores e da economia do País de modo geral e isso possibilitou, dentro do que a lei define, o diálogo entre trabalhadores e
empresários”, define Pedro Alves. Para ele, está mudando a mentalidade de antagonismo, o que é muito importante para o País. “Está crescendo o entendimento de que o interesse dos trabalhadores e das empresas é o mesmo, ambos têm a mesma importância no contexto socioeconômico do País, um depende do outro. Devemos, cada vez mais, setor produtivo e
lideranças dos trabalhadores, buscar união em prol da geração de emprego”, acredita o presidente da Fieg.


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Diego Siqueira (TG Core), Guilherme Pinheiro (GP), Ricardo Reis (GPL), José Marcos (GMP), Roberto Carlos, Jaime Sirena, Ubirajara Guimarães e Dody Sirena, da Emocões Incorporadora, brindam no lançamento

“Tenho paixão pelo mercado imobiliário. Sempre digo que se não fosse cantor, seria engenheiro ou arquiteto”, revelou nesta quinta-feira (17)o cantor e compositor Roberto Carlos no coquetel de lançamento do residencial Horizonte Flamboyant. Ele lembrou que tem investido em algumas coisas na vida que não tiveram a projeção deste seu atual investimento em Goiânia, que foi escolhida para iniciar a etapa de expansão da empresa, que inclui o Centro-Oeste do País. Até o momento, apenas São Paulo e Sergipe receberam empreendimentos com chancela de Roberto Carlos.

A elegância foi citada por Roberto Carlos ao elogiar o nome do residencial e ao frisar a importância que dá em seguida às normas na construção do edifício. Ele confessou ser detalhista em tudo que faz e que essa riqueza de detalhes será usada na construção. “Olho tudo pessoalmente”, disse, ao lado dos sócios Ubirajara Guimarães, Dody e Jaime Sirena, na Emoções Incorporadora.

Ao dar um palinha cantando a música “Emoções”, Roberto também falou de seu carinho especial por Goiânia e da felicidade de participar do lançamento do residencial Horizonte Flamboyant, do qual a Emoções Incorporadora é sócia juntamente com as empresas goianas GMP Incorporação e GPL Construtora e Incorporadora. Como empresário, manifestou certeza de sucesso no projeto, que já tem 60 unidades vendidas das 148 distribuídas nos 39 andares residenciais do edifício, que terá 45 pavimentos. Também agradeceu aos operários da obra, manifestando respeito ao trabalho deles.

Roberto Carlos fala da emoção ao lançar residendial Horizonte Flamboyant em Goiânia, cidade que ele tem carinho especial

Investimento

Com investimento estimado em R$ 100 milhões e geração de 400 empregos diretos e indiretos durante a obra, o residencial Horizonte Flamboyant será construído num terreno de 3.794 m², localizado na Avenida H, no Jardim Goiás, com vista para o Parque Flamboyant e a Praça das Artes. O empreendimento terá apartamentos de três e quatro quartos com metragens que variam de 177 a 204m², com preços a partir de R$ 1 milhão.

O residencial também terá quatro penthouses com metragem de 444m² a 507m², que custam R$ 3,5 milhões cada. Das quatro, três já foram vendidas: uma para o cantor Leonardo, que prestigiou a festa nesta quinta-feira (17), outra para a empresária Lucimeire Rocha, que recebeu as chaves das mãos do diretor da GMP Incorporação, José Marcos Pimentel, e uma terceira para um comprador que não teve o nome divulgado.

Roberto Carlos cumprimenta o cantor Leonardo, que comprou uma das unidades do residencial e foi prestigiar o lançamento do empreendimento

Sustentabilidade

“Além de uma concepção arquitetônica moderna assinada por Alexandre Leite, a sustentabilidade está entre os diferenciais do Horizonte Flamboyant”, frisou Guilherme Pinheiro de Lima, da GPL Incorporação. O empreendimento contará com um sistema central de captação de energia solar com apoio a gás, para o aquecimento da água dos chuveiros das suítes. O consumo também será impactado por meio dos elevadores, que terão sistema de regeneração de energia.

Dentro dos apartamentos, as salas e varandas serão entregues com vidros com proteção contra raios UV, bloqueando até 77% do calor e reduzindo, portanto, o uso do ar-condicionado e iluminação artificial. Na área comum, iluminação 100% LED e automatizada, acionamento por sensor de presença no estacionamento e piscina com aquecimento solar.

Os pontos de coleta seletiva contarão também com coleta para óleo de cozinha, pilhas e baterias. Além disso, o projeto prevê, em ao menos uma garagem de cada apartamento, um ponto de recarga para carros elétricos.

Lazer

A área de lazer será instalada no mezanino, e uma segunda área comum e de convivência será construída no 33º andar: o Sky Club, um espaço com vista panorâmica da cidade que abrigará a academia. O local receberá SPA com hidromassagem, sala de massagem, saunas secas e molhadas, espaço beleza, sala de pilates e academia.

No terceiro pavimento, dois salões de festas, com possibilidade de integração entre os dois para recepcionar um maior número de convidados. Um deles possui uma praça de convivência para receber convidados em ambiente aberto.

Quadra poliesportiva, sala de jogos, brinquedoteca, playground que comunica com salão de festas, churrasqueira integrada com praça, solarium piscina, piscina adulto climatizada com deck molhado e borda infinita e piscina infantil com solarium completam os itens.

No item segurança, as guaritas são blindadas e com passa volumes; central de alarme com duplo monitoramento e controle de acesso com fotos digitalizadas e biometria. O empreendimento será entregue com circuito interno de TV com gravação digital e colorida com 20 câmeras e previsões para mais instalações e botão de pânico em cada portaria em caso de tentativa de invasão.


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Embora o empreendedor tenha potencial para mudar o mundo, no Brasil, a atividade ainda precisa de ferramentas para que o país se torne um expoente mundial quando se fala da criação de negócios inovadores. É o que defende o fundador do InEvent, aplicativo mobile de comunicação e interação durante eventos, Vinicius Neris, em entrevista ao EMPREEENDER EM GOIÁS (confira abaixo).

Ele estará nos dias 24 e 25 de maio, em Goiânia, para participar do 1º Fórum Mundial de Empreendedorismo, que acontecerá na Unialfa (Unidade Perimetral). “O que vai continuar a transformar o mundo é o empreendedor, pessoas que buscam melhoria constante, resolver o seu próprio problema ou o de muitas pessoas”, diz.

O evento é realizado pela Federação das Associações de Jovens Empreendedores e Empresários do Estado de Goiás (Faje Goiás) e Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje), em programação com palestras e workshops.

 

Empreender em Goiás: Quais são as tendências do empreendedorismo no mundo?

Vinicius Neris: O mundo caminha para uma mudança drástica no ambiente de trabalho, né? Tudo vai ser automatizado, sofrer impacto direto da tecnologia. Então, as pessoas terão cada vez mais que empreender ou nas suas próprias empresas, ou intraempreender [empreender na empresa em que trabalha]. Não tem mais como achar que você vai ter uma função muito específica e sempre seguir aquilo.

Tudo está mudando muito rápido, então, as empresas precisam inovar. Têm que criar tendências, se adaptar àquilo que os clientes necessitam para facilitar o seu dia-a-dia, para tornar a sua vida mais fácil. Então, é necessário que todos tenham um mindset empreendedor, uma cultura empreendedora para criar algo, resolver algum problema. É nisso que o mundo está se delineando, uma cultura que já é muito forte no Vale do Silício [na Califórnia, Estados Unidos, região onde estão situadas várias empresas de alta tecnologia,].

 

EG: O Brasil tem seguido estas tendências?

VN: O país procura seguir essas tendências mundiais, de certa forma. Claro, não dá simplesmente para copiar porque o Brasil é muito diferente dos Estados Unidos, por exemplo. Aqui, cada vez mais, as pessoas têm buscado empreender sem depender de um trabalho fixo, com uma função muito simples ou repetitiva. Empreender é uma atividade complexa que requer mudanças o tempo inteiro.

EG: O Brasil está bem no contexto mundial? Por que?

VN: O Brasil vem desenvolvendo essa cultura empreendedora cada vez mais, mas não é, em certos aspectos, um expoente mundial. Ainda faltam ferramentas, uma estrutura correta para que o empreendedorismo brasileiro se torne referência.

Temos bons empreendedores, nomes respeitados globalmente, porém é pouco se comparado a Israel, por exemplo, que se autointitula startup nation. Está muito longe de países europeus, como Alemanha e Inglaterra, e muito distante da realidade do Vale do Silício – onde empreender é a primeira, segunda e terceira opção para todos.

Estamos evoluindo muito bem nos últimos anos, com certeza. O empreendedorismo vem se tornando uma característica do brasileiro, mas falta difundir melhor as ferramentas; criar um ambiente de maior colaboração. Ainda temos uma cultura de subsistência enraizada.

 

EG: O empreendedorismo no Brasil está preparado para os novos tempos? Por que?

VN: Ainda está se preparando. Acredito que não tão rapidamente como a China, por exemplo, que já se tornou um país empreendedor. O Brasil vai sofrer como todos os países do mundo, como o próprio Estados Unidos, que com a crise parou de gerar empregos como em anos anteriores. No Brasil, acontece a mesma coisa, ainda vivemos uma crise, muita gente está desempregada. Mas estamos avançando, seja por meio das empresas atuais que estão se desenvolvendo, seja pelo aumento do interesse de novos empreendedores.

Portanto, a mudança vai acontecer de alguma forma, de dentro para fora ou de fora para dentro: vão vir chineses, americanos ou latino americanos. Vão vir pessoas de vários lugares do mundo para empreender aqui. Ou nós, brasileiros, iremos criar nossas oportunidades.

Ainda não estamos no nosso modelo ideal, porém estamos melhorando. Bons cases, seja de empresas mais tradicionais – saindo na bolsa, captando investimentos -, seja de empresas de bases tecnológicas como a 99 [aplicativo de transporte individual] e a Nubank [startup brasileira de serviços financeiros], que tiveram boas rodadas de investimento.

 

EG: Você concorda que há mais empreendedorismo de oportunidade e não de talento?

VN: Empreender é algo que pode ser desenvolvido. Mas acredito que é inato do ser humano querer criar algo. Em alguns ambientes isso é mais aflorado, como nos Estados Unidos, em Israel e na China, cada vez mais.

Mas, independente se o empreendedorismo é por talento ou por necessidade, o importante é ter resiliência para continuar. Entender que é importante errar, mas errar barato. Não fazer porque o seu risco é muito alto no começo. Tomar riscos que pode tomar, que são permitidos, que você não pode quebrar logo de cara. Mas às vezes vai ser necessário quebrar. Quebrar uma, duas, três vezes para dar certo. Isso não faz de ninguém melhor ou pior do que um outro empreendedor.

Os grandes empreendedores do mundo empreenderam porque viram que podiam resolver o problema de alguém. Eles não eram empreendedores natos quando eles iniciaram. Ninguém é um grande empreendedor quando começa. Não é o seu talento que vai definir se você vai dar certo ou não. É a sua persistência. É quanto você melhora e aprende mais rápido do que o seu concorrente, o quanto você não se deixa levar pelos erros. Mas como usa os seus erros como uma fonte de inspiração.

 

EG: Como o empreendedorismo pode transformar o mundo?

VN: O empreendedorismo transforma o mundo. Hoje, trazemos a palavra ‘empreendedor’ de forma muito mais recorrente. Mas, lá atrás, Da Vinci, Michelangelo foram empreendedores, né? Empreendiam as suas ideias de forma artística, de forma conceitual, algumas vezes como produtos. Quem descobriu o fogo estava precisando resolver o problema dele de frio, de luz. Então, foi um empreendedor.

As transformações do mundo acontecem pelos empreendedores. O que vai continuar a transformar o mundo é o empreendedor, pessoas que buscam melhoria constante, resolver o seu próprio problema ou o de muitas pessoas.

E é dessa forma que a gente vem transformando o mundo. É dessa forma que consigo estar na Europa, enviar um áudio para o Brasil e participar de uma palestra em Brasília. É porque tem empreendedores querendo transformar o mundo e permitindo que a gente se conecte e faça coisas melhores.


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O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Pedro Alves de Oliveira, anunciou nesta terça-feira que Sandro Mabel será o novo presidente da entidade, a partir de 2019. Pedro Alves destacou que a união e fortalecimento da Federação das Indústrias foram prioridade e por isso chegou-se ao consenso de forma a manter a instituição coesa. A notícia foi dada durante reunião de presidentes de sindicatos que compõem a Fieg.

Sandro Mabel milita no segmento associativo empresarial desde 1984 e atualmente preside o Sindicato das Indústrias de Alimentação no Estado de Goiás (Siaeg). Após o anúncio, Sandro Mabel agradeceu o trabalho de Pedro Alves em busca de consenso e relatou intensas conversas que teve com vários empresários nas últimas semanas. Sandro se comprometeu a trabalhar para manter a Federação das Indústrias atuante e representativa e convidou os presidentes de sindicatos presentes para comporem a chapa de sua diretoria. Os empresários Antônio Almeida, André Rocha e Wilson de Oliveira também eram pré-candidatos à presidência e abriram mão de suas pretensões em favor de Sandro.

Tradicionalmente o registro de chapa para concorrer à eleição ocorre em agosto, mas o presidente da Fieg avalia a antecipação desse prazo. A eleição será realizada em outubro. O mandato da diretoria atual segue até 31 de dezembro de 2018, sob a presidência de Pedro Alves de Oliveira.


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Em apenas um fim de semana, nos dias 5 e 6 de maio, 116 apartamentos foram vendidos no Residencial New Way Aeroporto, lançamento da Terral Incorporadora, Toctao Engenharia e Somos Desenvolvimento Imobiliário no bairro que estava há anos sem receber um lançamento imobiliário. O número corresponde a mais de 50% do empreendimento e já é considerado um recorde nos últimos quatro anos. O Valor Global de Vendas (VGV) é de R$ 80 milhões.

“Ao longo da primeira semana, chegamos a 134 contratos assinados, o que representa 68% do total das 198 unidades”, afirma Fernando Razuk, diretor da Somos Desenvolvimento Imobiliário. Ainda há 22 propostas aprovadas que deverão se concretizar em vendas até o dia 18, o que levará o empreendimento a atingir 80% de vendas. “O bom resultado, além de sinalizar o reaquecimento do mercado, é indicativo também de que os empreendedores acertaram em apostar em um nicho”, frisou.

Para Fernando Razuk, a região do Setor Aeroporto é completa em infraestrutura e muito próxima dos principais equipamentos urbanos, como o Lago das Rosas e Shopping Bougainville. “O setor vai muito além de sua área comercial. Preserva uma parte mais tranquila e, ao mesmo tempo, oferece avenidas de bom fluxo, como a República do Líbano, Fernando Pires e Independência, possui escolas tradicionais e uma rede ampla de serviços”, complementa Marcelo Borges, diretor da Terral.

Além disso, os incorporadores comprovaram que ela continua sendo muito querida pelos goianienses em pesquisa realizada no final de 2017 pela Core Inteligence, que constatou que o Setor Aeroporto está entre os cinco preferidos entre os consumidores com intenção de comprar um imóvel para uso residencial nos próximos dois anos.

Bruno Menezes, diretor da Toctao Engenharia, observa que a pesquisa foi fundamental para atingir o sucesso e entender os anseios dessa população. “Ela também nos mostrou que, apesar de existir uma alta procura por moradia na região, as edificações são muito antigas, com mais de 10 anos, o que não atrai o público”, explica.

Fernando Razuk, Marcelo Borges e Bruno Alvarenga

Residencial

O residencial New Way Aeroporto será construído na Rua 28-A próximo ao Colégio Agostiniano. Serão 198 apartamentos divididos em plantas de dois quartos, três quartos e três suítes de 64, 87 e 102 metros quadrados, respectivamente, tendo como característica a flexibilidade, ou seja, sem pilares. A área de lazer virá com os equipamentos que se tornaram indispensáveis, como academia, salão de festas, espaço gourmet com churrasqueira e forno de pizza, piscina aquecida com raia de 25 metros, entre outros.

A empresária Christiane Fleury, que mora em Brasília há 20 anos, pretende voltar para Goiânia, sua cidade natal, e por isso começou a pesquisar seu futuro endereço. Criada pelas ruas e praças do Setor Aeroporto, a empresária não esconde o carinho pelo bairro. “Gosto da calmaria do fim de semana, da tranquilidade das praças, a proximidade com os serviços e comércio”, conta.

Mas foi modernidade do New Way Aeroporto que a fez considerar a volta para o setor. “O apartamento é amplo, a janela balcão é enorme, achei muito bem dividido. O lançamento de um edifício com uma proposta contemporânea por aqui me agrada muito” conta a empresária.


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Alair Júnior e Júlio César: Jaicar tem mais de 100 mil itens registrados em seu catálogo e é a maior varejista de autopeças em Goiás e no Centro-Oeste

O sonho de deixar de ser empregado para ser patrão tornou-se realidade para Júlio César Naves e Alair Carlos de Araújo Júnior. Os dois são proprietários da Jaicar Auto Peças, a maior varejista do segmento no Estado de Goiás e no Centro-Oeste, com mais de 100 mil itens registrados em seu catálogo. A empresa está presente em cinco cidades – Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Senador Canedo e Inhumas -, conta com 370 colaboradores e é referência no Great Place Work, que premia as melhores empresas para trabalhar, por dois anos seguidos.

Mas tem planos de crescer ainda mais. O projeto de expansão da Jaicar inclui a abertura, até 2019, de mais duas unidades em Goiânia, em áreas adquiridas no Setor Pedro Ludovico e no Setor Universitário, e outras três ainda a definir. Além disso, vai aumentar a área e dobrar a capacidade de estocagem do Centro de Distribuição, localizado na Perimetral Norte.

Atentos às mudanças tecnológicas, os proprietários da Jaicar preparam para este ano a implantação de um modelo mais moderno de gestão telefônica, com implantação de programas computadorizados apropriados para proporcionar maior conhecimento e controle dos processos do telemarketing. Também estão sendo desenvolvidas novas plataformas de e-commerce, além de buscar maior presença nas redes sociais.

Os empresários resumem a fórmula do sucesso da Jaicar em atendimento personalizado aos clientes, que são recebidos com tapete vermelho, comercializar produtos de primeira linha, ter processos administrativos e comerciais bem delineados e gestão adequada de pessoas.

Empreendedorismo

Esta história de sucesso começou a se concretizar em 18 de fevereiro de 1992, quando os dois empresários adquiriram uma loja, que funcionava em uma pequena sala de 30 metros na Avenida Dom Emanuel, no Setor Rodoviário. Os dois empresários, que são cunhados, vieram de Corumbaíba, na Região Sudeste de Goiás, na década de 1970.

Júlio César começou como entregador e logo passou a ser vendedor em uma loja de autopeças, depois de uma rápida experiência em uma oficina mecânica de um primo. Alair Júnior, por sua vez, foi funcionário extinto Banco Real, da petrolífera Shell e também atuou como representante comercial. Quando ainda era vendedor na loja de autopeças, Júlio César alimentava o sonho de ter o seu próprio negócio. Nesta época, percebeu que o segmento era rentável e bastante promissor.

Aprendeu que aqueles que se preocupavam em realizar um bom atendimento e fazer as entregas com rapidez poderiam ter êxito. Depois de casar-se, começou a adquirir peças de veículos e armazenar em um dos cômodos do apartamento em que morava, utilizando o que conomizava do salário.

Quando viu a possibilidade de montar a sua própria empresa, ouviu uma proposta do patrão para que adquirisse uma de suas lojas. Juntou-se com Alair Júnior para comprar a empresa. “Percebemos que seria mais fácil adquirir a loja que já estava estabelecida, com prateleiras, estoque e telefone”, afirmou. Fechado o negócio, começou a trabalhar.

Guinada

Em 1995, a Jaicar Auto Peças passou por uma reestruturação financeira e administrativa, que foi o passo decisivo para dar início ao crescimento e consolidação no mercado. Em 2002, a Jaicar adquiriu o terreno em frente ao imóvel em que funcionava e construiu a atual sede, já com 15 colaboradores. Depois disso, em sete anos, se estruturou para expandir. “Aumentamos a clientela, crescemos e melhoramos o atendimento e a entrega”, afirma Alair Júnior, lembrando-se de que nesta época a empresa vislumbrou a necessidade de expandir a sua atuação.

O primeiro passo para a expansão, em 2012, foi a reestilização da loja, que passou a ter atendimento diferenciado, em ambiente climatizado, com distribuição de senhas de atendimento. A Jaicar já contava com 80 colaboradores. “Logo na entrada, o cliente é atendido por uma recepcionista, em ambiente climatizado”, conta Alair Júnior. As lojas contam com wi-fi livre, carregador de celular, lanchonete e banheiros.

A empresa também investiu com sucesso em telemarketing, que hoje responde por 60% das vendas. O plano de expansão da Jaicar deu grande salto em 2013, com a aquisição de um centro de distribuição na Avenida Perimetral Norte. Em 2014, foi aberta a primeira filial, no Setor Garavelo, em Aparecida de Goiânia. Daí para frente não parou de crescer.

“Sempre trabalhamos com recursos próprios e nos instalamos em imóveis próprios. Isso dá credibilidade no mercado”, orgulha-se Júlio César. A empresa tem como estratégia comprar e vender produtos de qualidade, garantindo segurança aos consumidores. “Aqui, sempre resolvemos, em primeiro lugar, o problema dos nossos clientes, por isso privilegiamos fazer parceria com marcas fortes. Só trabalhamos com peças de primeira linha e com garantia”, afirma.

Alair Júnior ressalta que a gestão de pessoas da empresa é feita de modo a possibilitar o melhor rendimento dos colaboradores. Oferecemos planos de saúde e odontológico, atendimento psicológico personalizado, seguro de vida e outros benefícios. Também priorizamos a meritocracia. Quanto maior o rendimento, maior o reconhecimento”, frisa.


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De uma pequena fábrica de manteiga e queijo no interior de Goiás, com produção de 2 mil litros de leite por dia, para uma das maiores indústrias de derivados de laticínio do País, que processa diariamente 3,2 milhões de litros, comercializa 140 produtos, tem três fábricas e faturou no ano passado R$ 3 bilhões. É a história de pouco mais de três décadas da Laticínios Bela Vista, empresa goiana comandada pelos irmãos engenheiros Cesar Helou e Marcos Helou, que ainda muito jovens assumiram em 1985 o negócio, em dificuldades financeiras, iniciado pelo pai Saladi Helou em 1955.

O faturamento anual de R$ 3 bilhões coloca a empresa, dona das marcas Piracanjuba, Pirakids, Leitbon e Chocobon, entre as cinco maiores de alimento do Brasil. Atualmente, o grupo goiano tem cerca de 1,9 mil empregados nas suas três fábricas: Bela Vista (GO), Maravilha (SC) e Governador Valadares (MG). Uma quarta fábrica já foi adquirida na cidade de Doutor Maurício Cardoso (RS) e deve iniciar as operações até o fim deste ano. O negócio já faz parte dos planos de expansão da marca, que pretender voltar a investir na produção de queijo.

Um dos pontos importantes para o sucesso do grupo goiano é o investimento em tecnologia. “Nossa margem é de apenas 2% a 4%. Então, precisamos ter escala. Para isso, investimos em tecnologia. Temos equipamentos que processam 60 mil litros por hora, enquanto concorrentes usam máquinas que processam só 10 mil litros por hora”, afirma Cesar Helou.

A atual grave crise econômica reduziu o consumo de derivados de leite, mas a expectativa da Laticínios Bela Vista é pela retomada do mercado. “Acreditamos que o brasileiro vai voltar a comprar queijo. Isso aconteceu em outros países, quando o poder aquisitivo aumenta, o cidadão quer consumir mais proteína. Queijo é o primeiro da fila”, diz o empresário.

Em caso de sucesso na retomada da comercialização do queijo, fica mais próxima a meta da Piracanjuba se tornar ainda mais forte nacionalmente até 2020. Além disso, mesmo com mais de 30 anos no negócio, o desafio de crescer sempre ainda motiva o empresário.

“Nunca imaginamos que chegaríamos aonde chegamos. Mas é como aquele ditado: pagamos caro para não entrar na briga, mas depois que entramos estamos pagando caro para não sair”, diz Cesar, referindo-se ao plano de crescimento da empresa para os próximos anos. “Esperamos crescer. Para os próximos cinco anos, temos um planejamento, que não posso divulgar, mas é de crescimento”, conta.

Marcos e Cesar Helou, da Laticínios Bela Vista (Piracanjuba): parceria de 30 anos e faturamento anual de R$ 3 bilhões

Trajetória

A história da Laticínios Bela Vista tem início em 1955, quando dois irmãos de uma família e dois de outra decidiram construir uma fábrica de manteiga em Piracanjuba. Um deles era Saladi, pai de Cesar e Marcos. Seis anos depois, uma das irmãs decide comprar a pequena fábrica com o marido e filhos. Saladi decide então se mudar com a família para São Paulo, onde comprou uma casa após muito trabalho como contador prático.

Mas, no início da década de 70, com a morte da irmã, decide trocar a residência pela fábrica no interior goiano. Em 1974 a família volta para Piracanjuba para administrar a empresa, que cresce sob a administração de Saladi.

Os filhos Cesar e Marcos não demonstram interesse pelo negócio e vão estudar engenharia em São Paulo. Depois de formados, Cesar começa a trabalhar no mercado financeiro e Marcos monta empresa na área de construção.

Tudo começou a mudar em 1985, quando o pai deles começa a passar por dificuldades. Marcos já tinha seu próprio negócio e Cesar, como era empregado, decidiu ajudar na fábrica. Dois meses depois, Saladi morre de ataque cardíaco e os irmãos assumem o negócio da família. “Eu já gostava do negócio de leite. Meu irmão gostava mais da engenharia e disse que me ajudaria a colocar tudo em ordem. Costumamos brincar que até hoje ainda não conseguiu”, conta, de forma bem humorada, Cesar Helou.

Mudanças

Ao assumirem o negócio da família, que passava por dificuldades financeiras, uma das primeiras decisões foi promover forte enxugamento nos custos. A produção na época era de apenas 2 mil litros de leite por dia, com margens pequenas de lucro. Como os irmãos tinham grande facilidade com números e planilhas, se debruçaram nas contas da empresa. Logo viram que precisam promover mudanças e rápidas. Cesar demitiu o motorista da fábrica e assumiu a entrega por caminhão dos produtos aos clientes. “Queríamos enxugar a empresa e pagar as contas. Deu certo. Um ano depois já tínhamos duas fábricas”, frisa.

Em 1994 os irmãos tiveram de tomar uma nova decisão importante, que também consolidaria o crescimento da Piracanjuba. “Ganhamos uma boa quantia de dinheiro naquele ano e tínhamos três opções: investir na aquisição de fazenda, no mercado imobiliário ou investir em nossa empresa. Decidimos pela última e começamos a obra da fábrica em Bela Vista”, conta.

No primeiro momento a ideia não pareceu dar muito certo. Era a primeira vez que o grupo tinha uma fábrica que demandava refeitório, lavandeira e gastos com segurança. Além disso, a unidade tinha capacidade para processar 150 mil litros de leite por dia, mas só produzia 70 mil. Portanto, atuava com menos da metade da sua capacidade e com custos altos. “Começamos a entrar em decadência. Não havia mercado”, conta Cesar.

Na crise, porém, os irmãos descobrem uma nova oportunidade de negócio: produzir queijo e manteiga para redes de supermercado, como Carrefour e Pão de Açúcar, que tinham interesse de investir em marcas próprias e de qualidade para atrair mais clientela. A Piracanjuba conseguiu fechar rapidamente contratos para suprir a demanda de 15 grandes clientes, chegando a atingir quase a capacidade máxima de produção da fábrica e, claro, aumentar seu faturamento.

A segunda boa sacada dos irmãos empreendedores foi em 2001, quando começaram a produzir leite longa vida. Foi um novo fôlego financeiro para a empresa. “Isso nos deu um capital de giro enorme, pois era possível envasar o produto e vendê-lo no mesmo dia. O queijo, por outro lado, precisa de pelo menos 30 dias para maturar e ser entregue”, explica Cesar.

 

A partir de uma oferta de compra, o ano de 2007  foi decisivo para o crescimento da Laticínios Bela Vista. Como a economia nacional e mundial vivia momentos de forte crescimento, investidores (de olho no crescimento do grupo goiano e do mercado de derivados de leite) fizeram ofertas altas para comprar a empresa. Os irmãos recusaram todas e decidiram continuar no negócio. Não era ainda hora de aposentadoria. Aliás, até hoje ainda não fazem ideia de quando esta hora vai chegar.

Nesta época haviam também decidido não mais produzir marcas de terceiros para redes supermercadistas, mas investir no lançamento de suas próprias marcas. “Chegamos a ter 65% do faturamento com produtos de outras empresas, mas decidimos que era hora de mudar. Promovemos grande profissionalização na empresa, promovemos gerentes para cargos de diretor e a contratamos gerentes comerciais em São Paulo e no Nordeste para ampliar nosso mercado”, diz Cesar.


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Filipe Peixoto aposta na inovação do tradicional espetinho para se tornar franqueador

Publicitário por formação e empreendedor por desejo, o jovem Filipe Peixoto sonhava em abrir seu próprio negócio, mas que fosse inovador na área de alimentação. Há um ano e meio abriu o Jantinha Fast: um drive trhu para a venda de espetinhos de carne e de queijo, além de acompanhamentos, como arroz e vinagrete. “Sempre quis abrir meu próprio negócio e um amigo disse que jantinha dava dinheiro. Queria algo inovador”, afirma Peixoto ao EMPREENDER EM GOIÁS na sede da sua empresa (Avenida D, em Goiânia).

Da ideia do negócio à inauguração da empresa, em abril de 2016, foram apenas dois meses. Com o apoio dos pais, Peixoto teve ajuda também de uma amiga que mostrou o local escolhido para montar o Jantinha Fast, de aproximadamente 40 metros quadrados, onde antes funcionou um drive thru de pães. Enquanto o local passava por reforma, o empresário foi em busca da cozinheira, churrasqueiro e demais pessoas para a sua equipe. O primeiro profissional responsável pelo churrasco foi um tio, que “era o churrasqueiro da família”. Ficou por dois meses colaborando na construção do projeto.

O Jantinha Fast começou com o drive thru, a ideia inicial. Um mês após inaugurado, Peixoto expandiu o atendimento para o modelo delivery. Um ano depois abriu o deck, espaço para atender os clientes interessados em comer no local. O quantitativo da equipe se mantém desde o início: cinco, entre cozinheira, atendentes, caixa e churrasqueiro. O atendente do drive thru também anota os pedidos dos clientes no deck. Não há garçom e a entrega é terceirizada.

No primeiro mês de atividade do Jantinha Fast, o negócio teve faturamento de R$ 40 mil. Hoje vende R$ 65 mil por mês e a expectativa para 2018 é passar de R$ 1 milhão ao ano – o que representaria mais de R$ 80 mil/mês. No início vendia de 80 a 90 ‘jantinhas’ por dia. Hoje saem entre 120 a 150 unidades. Das vendas realizadas, 60% são via drive thru, 20% delivery e 20% feitas no deck. A média de espera entre o pedido e entrega é de 7 minutos, garante Peixoto.

Demanda
Natural de Jaraguá, Filipe Peixoto tem 26 anos de idade e mora sozinho em Goiânia há oito anos. Diz que sempre teve dificuldade para encontrar comida fresca, caseira e com comodidade, “sem ter de sair do carro”. Foi nisto que viu a oportunidade de montar um negócio diferente para atender, pelo menos inicialmente, o público que tem perfil semelhante ao seu. Com o Jantinha Fast, Peixoto diz ser concorrente indiretamente de todo restaurante que está aberto no mesmo horário (de segunda-feira a sábado, das 17h30 às 23h30) que o empreendimento dele. Mas para drive trhu, frisa, a concorrência são grandes redes de fast-food e pizzarias.

“É o único ainda de jantinha. Concorrência sempre tem, mas quem trabalha direitinho tem sempre clientes também”, afirma. “Acho interessante essa vontade de empreender quando a gente passa por situação de crise. Foi de onde eu tive uma ideia”, conta o publicitário, responsável por todo o marketing da sua própria empresa, como redes sociais e o processo criativo dos pratos. Além disso trabalha como operador, no caixa e atendimento. Faz “de tudo um pouco”, menos o preparo da comida.

“Acredito muito no meu negócio. Isso faz com que eu tenha sempre ânimo para estar aqui, para criar, para atender meu cliente. Porque meu plano não é só para esse ano ou ano que vem. É para vida toda. Para crescer, virar uma rede grande. Sou muito otimista. Meu pai me ajudou a por meus pés no chão, falar para ir com calma. O retorno tanto financeiro como pessoal me dá mais vontade de continuar”, diz.

META É TRANSFORMAR EM FRANQUIA

A ideia de transformar o Jatinha Fast em franquia já nasceu quase junto com o próprio estabelecimento. O empresário Felipe Peixoto teve contato com um escritório de consultoria e, dois meses depois da inauguração do negócio, começou essa modelagem de franquia, que foi lançada e está disponível para franqueados desde julho passado. O investimento total previsto para o franqueado é de R$ 150 mil, que inclui a taxa de franquia de R$ 15 mil, além de prever gastos com estrutura, capital de giro e primeira compra. O retorno é calculado para ocorrer entre 16 a 24 meses.

O formato prevê que a franqueadora oferecerá os espetos, para manter o padrão de qualidade da carne, e as embalagens. “O restante fica por conta do franqueado. Porque facilita a negociação e a compra dele. É um modelo de negócio fácil de operar. Porque é pequeno, cardápio enxuto”, informa Peixoto. A ideia, frisa o empresário, é expandir em Goiânia, Anápolis, Brasília. “Mesmo com o pessoal estando com medo desta crise toda, a procura está grande”, diz Peixoto. Sua expectativa é, até o fim deste ano, fechar o primeiro contrato.

Opções
O menu tem 14 tipos de espetos, entre opções de cortes de bovinos e aves, além de queijos. A ‘jantinha’ tradicional é composta por arroz, feijão tropeiro, mandioca e vinagrete. Mandioca ao alho desidratado é uma opção de adicional. Há ainda a opção fitness (arroz integral ou mandioca e vinagrete) e a premium (carne angus e o entrecôte, corte que vem acompanhado de batata frita e molho de pequi, de alho ou de ervas). Os valores dos pratos completos variam entre R$ 18,90 a R$ 22,90, dependendo do tipo de espeto. Também há opção para comprar só os espetos, que custam entre R$ 9,50 a R$ 13,50.

Os espetos são feitos diariamente e de carne fresca. “Trabalhamos com açougues pequenos”, frisa o empresário. Os acompanhamentos são preparados todo dia em poucas porções e em panelas pequenas. “Aqui dentro não tem micro-ondas. É fogão mesmo. O espeto é na brasa, na churrasqueira”. Peixoto diz tomar esses cuidados para a comida estar sempre com “gosto caseiro e fresca”. O espeto vai embrulhado em papel alumínio e dentro de uma caixa de papelão para manter a temperatura. Os acompanhamentos vão numa embalagem de plástico, dividida em três compartimentos, e que pode ser levada ao congelador e ao micro-ondas.


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Cotril Motors, há mais de dez anos na Avenida 85, se tornará uma revenda multimarcas

A rede de concessionárias de veículos está menor em Goiás. A Govesa Veículos, primeira revenda Volkswagen no Estado e também uma das pioneiras da montadora alemã no Brasil, e a Cotril Motors, que comercializava os produtos da marca Mitsubishi em Goiás, fecharam as portas, demitindo mais de 100 funcionários.

Por que? Não conseguiram suportar os efeitos da crise econômica, que atingiram em cheio o setor automotivo goiano com a queda das vendas em 2015 e 2016, que só melhoraram no ano passado, como antecipado (leia aqui) com exclusividade pelo EMPREENDER EM GOIÁS. Mas, tarde demais para os dois grupos que, de acordo com informações de analistas do setor, também enfrentaram problemas financeiros, de gestão e, nos últimos anos, falta de competitividade dos produtos das marcas que representavam.

Star Motors
A Mitsubishi Motors, representada pela HPE Automotores do Brasil (ex-MMC) e que tem fábrica em Catalão (GO), agiu rápido. Nomeou o Grupo Star Motors, novo concessionário das marcas Mitsubishi e Suzuki em Goiânia e Anápolis, além de Imperatriz e Balsas, no Maranhão. Nesta quarta-feira (dia 10), a Star Motors abre as portas com 40 carros da marca japonesa, na Avenida 85, onde funcionou por vários anos como concessionário Mercedes-Benz em Goiânia, cuja operação foi vendida em 2016 para o Grupo Tecar. Há mais de um ano, a Star Motors também adquiriu a Akar, revenda Kia Motors, e espera a carta de anuência para iniciar a venda de veículos da marca coreana, embora já dê assistência aos clientes na oficina.

A partir de 18 de janeiro, a Cotril Motors, que há 16 anos era concessionário Mitsubishi, completados em novembro do ano passado, vai se transformar em Cotril Multimarcas, na esquina da Avenida 85 com a Avenida Edmundo Pinheiro de Abreu. A empresa, que foi referência em vendas dos produtos da montadora japonesa em 2011 na Região Centro-Oeste, também tinha uma estrutura pesada e a situação se complicou com a inauguração em dezembro de 2011 de um novo concessionário da marca no Estado, a Azuka, do grupo Belcar Veículos. O grupo goiano Cotril, fundado em 1965, continua com a Cotril Máquinas, representante da New Holland, e a Cotril Agropecuária.

Concessionária pioneira em Goiás, sede da Govesa próxima a rodoviária de Goiânia vai se tornar um centro comercial popular

Grupo Govesa
Após um casamento de mais de 60 anos, a Govesa Veículos deve assinar nos próximos dias um acordo de separação amigável com a Volkswagen do Brasil. A filial da T-63 já se transformou em loja multimarcas e a revenda da Avenida Independência, com seus 12 mil metros quadrados, dará lugar a um shopping popular, no qual serão investidos R$ 70 milhões, conforme informações publicadas em dezembro pelo jornal O Popular.

Além de enfrentar os efeitos da crise econômica, a Govesa adquiriu uma concessionária Volkswagen em Brasília, o que elevou o endividamento da empresa num momento de agravamento da recessão, provocando queda nas vendas e, consequente, redução da receita da empresa. Além do segmento de veículos, o Grupo Govesa continua operando o Consórcio Govesa, bem como a Govesa Construtora, Govesa Locadora de Equipamentos e a Govesa Mineradora.

A história do Grupo Govesa começa em 1942, quando Ignacy Goldfeld fundou a Emig – Eletrônica Mecânica Importadora de Goiás Ltda, uma loja de rádios e materiais elétricos. Com o crescimento da indústria automobilística nacional, mudou seu nome para Emeve – Eletro Mecânica de Veículos Ltda, se tornando em 1957 a primeira concessionária Volkswagen em Goiás e uma das primeiras a se instalar no Brasil. Anos depois, recebeu o nome definitivo de Govesa Goiânia Veículos S/A.


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O centro comercial da região da Rua 44, em Goiânia, vai ganhar mais um shopping destinado aos lojistas de moda que vendem seus produtos no atacado e se consolidar como o segundo maior polo atacadista de moda do País. Na próxima terça-feira (dia 3), um consórcio de investidores vai lançar o Mega Moda Park, com a inauguração do estande de vendas e uma forte campanha de mídia para divulgar o empreendimento.

O Grupo Mega Moda, formado pelo grupo Novo Mundo (50% das ações) e pelas famílias Hugo Goldfeld (25%) e Ian Goldfeld (25%), vai investir R$ 160 milhões na construção do novo shopping atacadista, que terá 800 lojas de 5 a 50 metros quadrados, quatro praças de alimentação, praça de eventos, mais de 1 mil vagas de estacionamento para carros e, como diferencial, oferecerá o primeiro subsolo de Goiânia com 80 vagas para ônibus.

O projeto prevê, ainda, torres comerciais com mais de 120 salas de escritórios, elevador panorâmico, boulevard externo e uma passarela sobre a futura avenida Leste-Oeste. Outro diferencial do empreendimento é a sustentabilidade. O Mega Moda Park será o primeiro shopping de Goiás a ter um telhado verde e fotovoltaico. A ideia é aproveitar a área de 10.600 metros quadrados e fazer uma grande horta com alimentos orgânicos para os lojistas e colaboradores.

O Mega Moda Park será construído na famosa região da 44, no Centro de Goiânia, nas confluências de quatro importantes avenidas: Contorno, Independência, Marginal Botafogo e a futura Leste-Oeste, o que facilitará o acesso dos clientes ao shopping.

No subsolo, haverá uma usina de lixo pra fazer a compostagem dos alimentos da praça de alimentação, que servirão como adubos para a horta. As placas fotovoltaicas garantirão o fornecimento de energia elétrica, tornando o shopping autossustentável e ajudando a preservar o meio ambiente.

Confiança
Presidente do Mega Moda, Carlos Luciano Ribeiro diz ao EMPREENDER EM GOIÁS que o shopping Mega Moda Park será construído em três anos. A primeira etapa está prevista para ser inaugurada em novembro próximo, a segunda em 2019 e a terceira em 2020. Quando estiver todo em operação, estima que serão gerados 8 mil empregos.

Há um ano, a empresa trabalha no projeto do shopping e com pesquisas de mercado para garantir a viabilidade do empreendimento. “Chegou a hora do lançamento comercial para os investidores. O cenário econômico é favorável, com a economia confirmando, a cada dia, uma reação consistente. Esta é a oportunidade dos lojistas montarem ou expandirem seus negócios dentro de um polo que já atrai compradores do Brasil e do exterior”, afirma Carlos Luciano.

Para tornar o complexo ainda mais atraente, o Mega Moda Park oferecerá transfer do Aeroporto Santa Genoveva para o shopping – serviço que passou a ser oferecido em fevereiro último por outro empreendimento do grupo, o Mega Moda Shopping, que foi inaugurado há sete anos, também na Região da 44.

MEGA MODA
O Mega Moda, do Grupo Novo Mundo, é formado pelos dois maiores shoppings atacadistas do país: o Mega Moda Shopping, inaugurado em 2011, e o Mega Moda Park, que será inaugurado em novembro deste ano, ambos na região da 44, em Goiânia. O Mega Moda Hotel, o maior hotel de Goiânia, com 270 apartamentos, o Mini Moda – espaço especializado em moda infanto-juvenil e o Clube de Costura também fazem parte do complexo, que oferece transfer exclusivo para os compradores que chegam pelo aeroporto Santa Genoveva. O Mega Moda Shopping possui área construída de 34 mil m2, com mais de 1.300 lojas e um amplo estacionamento.


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Conforme antecipado (confira aqui) pelo EMPREENDER EM GOIÁS, a Incorporadora Emoções, que tem entre seus sócios o rei Roberto Carlos, confirmou para o próximo dia 7 de março a apresentação do primeiro empreendimento de alto luxo da empresa em Goiânia, que será construído em parceria com a GMP Incorporação e GPL Incorporadora.

Caberão aos sócios Ubirajara Guimarães (Bira) e Jaime Sirena (Dody Siena, o outro sócio, não virá) a apresentação do empreendimento residencial que será construído no Parque Flamboyant, no Jardim Goiás, e terá o nome de uma das canções de Roberto, assim como são os de outros empreendimentos lançados pela empresa. O edifício será de alto padrão e contará com os mais modernos conceitos de arquitetura, tecnologia e sustentabilidade.

Em 2018, a Incorporadora Emoções também vai lançar mais dois prédios residenciais na cidade de São Paulo e um condomínio de casas em Indaiatuba (98 km da capital). Desde 2011, a empresa já entregou três prédios em São Paulo e um em Aracaju (SE).

Roberto Carlos tem um gosto especial pela arquitetura e, por isso, em 2011, decidiu entrar no mercado imobiliário criando a Incorporadora Emoções. O primeiro empreendimento da empresa foi lançado em 2011, na cidade de São Paulo, e recebeu o nome de Horizonte JK, uma junção do nome de uma das músicas de Roberto e o endereço em que o prédio é localizado, na Avenida Juscelino Kubitschek, no Itaim Bibi (zona oeste). O edifício foi entregue em 2014 e é uma mistura de comercial com residencial. São 80 unidades de escritório e quase 270 apartamentos.

Também foram entregues os prédios comerciais Horizonte Jardins, em Aracaju (Sergipe) e, em São Paulo, o Horizonte Vital Brasil, no Butantã (zona oeste), e o Coletânea Office Square, no Carrão (zona leste). Nesse último, não foi possível fazer a alteração do nome.

Palpite
Roberto Carlos dá palpites nos projetos e quando há uma brecha em sua agenda, ele faz visitas aos empreendimentos. Os edifícios tendem a seguir o gosto do cantor. “Os prédios puxam para o tom azul e remetem à personalidade de Roberto, mas não expõem a figura dele com fotos. É muito sutil. Ele tem participação ativa, gosta de ver os projetos e opinar”, afirma Jaime Sirena ao portal UOL.

Segundo ele, na mesma entrevista, a reputação de Roberto Carlos ajuda nos negócios. “É evidente que é difícil fazer a separação. O artista ajuda. Ele tem mais de 50 anos de carreira e nada que tire a credibilidade e segurança para quem quer adquirir um empreendimento. Aquele que vai fazer um investimento no início da obra tem que acreditar que o prédio vai ficar pronto. Dá credibilidade por ser dele”.


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Claudionor e Shirley posam orgulhosos diante de foto que mostra as empresas do grupo

Quase todas as histórias de empreendedores de sucesso têm um momento em que decidem correr riscos para a realização de um sonho ou projeto. No caso de Claudionor Rodrigues e Shirley Leal, sócios do Grupo Belcar, beirou a irresponsabilidade. Resolveram vender todo o patrimônio que juntaram em quase 20 anos como empregados para comprarem metade de um negócio à beira da falência. Mais: sem terem o menor conhecimento do que iriam encontrar na empresa.

“Era uma vontade muito grande de ganhar dinheiro. Éramos até certo ponto irresponsáveis. Na faixa dos 30 e 40 anos de idade, você tem maior disposição ao risco. Hoje, tenho mais ponderação, não sei se teria essa mesma coragem”, afirma Claudionor, sobre a decisão de comprar a metade da Belcar sem nunca ter entrado na loja.

Era abril de 1993. Naquela época, a Belcar vendia apenas 15 veículos novos por mês, quase 10% das vendas registradas pela Govesa, onde Claudionor e Shirley trabalharam por muito anos antes de decidirem ter sua própria concessionária.

Mais de vinte anos depois, a Belcar é uma das principais concessionárias da Volkswagen no Brasil e teve no ano passado faturamento bruto de R$ 277 milhões. A empresa tem hoje 430 funcionários em concessionárias da Volkswagen e Mitsubishi, bem como em revendas da Yamaha.

Isto num segmento que sofreu queda média de 40% nas vendas nos últimos três anos, por conta da grave crise econômica no País.

Casamento perfeito
De origem humilde, característica que mantém até hoje, Shirley e Claudionor contam ao EMPREENDER EM GOIÁS como a experiência, talento e força de vontade ajudaram a ter sucesso no empreendimento. Ele sempre foi da área de vendas e comercial, enquanto o forte dela era finanças e cadastro. Ambos formam um casal (não são marido e mulher, convém frisar) quase imbatível no segmento de veículos em Goiás.

“Sempre fui muito ambiciosa. Meu pai foi tratorista, passava muito tempo longe de casa e minha mãe sofria muito. Eu sempre quis vencer na vida para não passar as dificuldades da minha mãe”, afirma Shirley, que trabalhou pela primeira vez aos 13 anos, quando um amigo da família a empregou numa papelaria no Bairro Feliz. “Ele era japonês e me ensinou tudo, desde a importância da disciplina até a abrir a loja e fechar um balancete”, conta.

Baiano de Guanambi, Claudionor mudou para Goiânia aos 17 anos de idade e conseguiu o primeiro emprego num banco e, depois, para fazer o cadastro de clientes de uma revenda (garagem) de veículos seminovos.

O destino levou Claudionor e Shirley a trabalharem na concessionária Govesa (Volkswagen), em Goiânia. Ele como vendedor, ela como telefonista e depois no crédito. Logo ganharam confiança dos donos da empresa e assumiram postos de gerentes e diretores das áreas comercial e financeira, respectivamente.

Em decorrência de mudanças na direção da Govesa, Claudionor e Shirley deixaram a empresa, na qual trabalharam por duas décadas. Cada um tinha planos diferentes para o futuro. Mas uma oportunidade surgiu: comprar a metade da Belcar que, mesmo quase falida, cobrava um preço alto para a dupla.

Chamados de loucos por parentes e familiares, os dois venderam tudo que tinham e juntaram o dinheiro para adquirirem 50% do negócio. A outra metade permaneceu nas mãos da família Bernardino.

“Tínhamos na época a opção de sermos donos de 100% de uma concessionária Fiat, mas o Claudionor sempre foi apaixonado pela Volkswagen e, por isso, decidimos fechar o negócio”, afirma Shirley. Apesar da “irresponsabilidade” de terem arriscado tudo, os empresários creditam o sucesso à experiência adquirida ao longo da trajetória como empregados.

Dupla de empresários trabalha com veículos da Volkswagen desde 1973

Superação
O início foi complicado. Os processos na Belcar eram tão arcaicos que uma das primeiras vendas nas mãos dos novos sócios demorou um dia para ser concretizada. Além disso, o Brasil vivia grave crise econômica que antecedeu o Plano Real, além da concorrência com as outras concessionárias, claro. Shirley e Claudionor viram que era preciso virar a Belcar de cabeça para baixo e exigiram que todas as decisões seriam dos dois, mostrando a confiança na experiência.

Claudionor vendia sozinho 50 carros por mês quando trabalhava na antiga concessionária. Não via porque não conseguiria vender este mesmo volume na empresa que acabara de ser sócio. Lançou um plano para concorrer com os consórcios, batizado de Plano Belcar. “O crescimento nas vendas foi imediato. No primeiro mês, dobramos o volume mensal de 15 para 30 carros”, conta Claudionor.

A estratégia agressiva de vendas e a nova gestão financeira da empresa implantadas pelos empresários deram tão certo que, em 1996, a nova Belcar inaugurava sua sede própria no Alto da Glória. Aliás, uma das exigências da Volkswagen para os novos sócios da concessionária.

O Grupo Belcar, nas mãos de Claudionor e Shirley, não parou mais de crescer e se expandir em Goiânia. Entrou na área de motocicletas ao abrir duas revendas autorizadas da Yamaha e, em 2011, inaugurou a Asuka, concessionária de veículos Mitsubishi. No mesmo ano, a nova concessionária já conquistava prêmio da montadora japonesa.


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Raridade: Itamar e Jerônimo são amigos e sócios desde a juventude

Poucos restaurantes goianos conseguem passar dos 50 anos no mesmo local, mantendo a tradição, oferecendo praticamente o mesmo cardápio e conservando e, ainda por cima, atraindo novos clientes. É o caso da Pizzaria Cento e Dez, a mais famosa e antiga pizzaria de Goiás, que completa 52 anos de atividade em 10 de março, dos quais 47 anos sob a direção dos mesmos donos, Jerônimo Antônio de Carvalho e Itamar Roberto, amigos e sócios desde a juventude. Aliás, outro fato muito raro no mundo dos negócios.

Desde que foi aberta em 1966, pelas mãos dos sócios Bose e Bonelli e depois repassada a um empresário português, a Cento e Dez está localizada em pleno coração de Goiânia, na Rua 3, entre a Avenida Tocantins e a Rua 9, e faz parte da história do Centro da capital. É possível atestar a tradicionalidade do restaurante através do documento do registro da empresa, em 28 de fevereiro de 1966, que está num quadro estampado na parede do restaurante.

O ex-governador Otávio Lage tinha a sua mesa cativa na pizzaria. Já passaram por lá também outros ex-governadores e hoje é frequentada, ainda, por políticos, empresários, artistas, inclusive de outras cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, que visitam Goiânia. No local, as únicas adaptações realizadas foram as modernizações do banheiro e da cozinha, bem como a instalação de um elevador que leva ao segundo piso, para servir as pessoas que têm dificuldades em usar escadas.

Sociedade
Jerônimo e Itamar contam ao EMPREENDER EM GOIÁS que desde a juventude são amigos e sócios. Antes da Cento e Dez, eles comandavam a Panificadora Seleta, localizada na Avenida Goiás, quando o Setor Central era o auge do comércio e do lazer dos seus moradores. O segredo dessa união ter rendido e ainda estar durando negócios de sucesso e amizade está no respeito que um tem pelo outro. “Sempre colocamos os problemas na mesa e buscamos juntos as soluções”, diz Jerônimo.

No negócio, os dois sócios sempre se posicionaram em defesa da qualidade das matérias-primas para garantir a oferta de produtos de qualidade e a satisfação dos clientes. Outro ponto importante, em qualquer negócio, lembram, é o bom atendimento aos clientes. “O atendimento diferenciado faz a diferença”, afirma Itamar.

A Pizzeria Cento e Dez tem em seu cardápio 60 variedades de pizzas, além de saladas e massas, preparadas artesanalmente. O tipo de pizza mais pedido sempre foi e continua sendo a Moda da Casa. O dito popular que domingo é dia de pizza se confirma na Cento e Dez. Realmente, domingo é o dia que mais se vende pizzas, sendo que 40% são entregues pelo serviço delivery.

O nome Cento e Dez foi criado, em 1966, associando o nome da pizzaria ao número do imóvel que se localiza – 110. Contudo, alguns anos depois, a Prefeitura de Goiânia renumerou os imóveis e o prédio passou a ter o número 1.000. Mas o nome da pizzaria permanece o mesmo. Até as mesas e cadeiras da pizzaria são as mesmas, embora, passem por reformas constantes. Muitos dos 22 funcionários trabalham na casa há mais de 30 anos.

Os donos da Cento e Dez não tem planos de expansão do restaurante. Porém, alguns dos filhos abriram negócios dentro do ramo, mantendo a tradição dos pais.


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José Garrote começou a empreender com 19 anos de idade em Itaberaí. Seu grupo hoje fatura mais de R$ 1 bilhão por ano

A indústria goiana São Salvador Alimentos (SSA), dona das marcas SuperFrango e Boua, abate 270 mil aves por dia para abastecer mercados de oito Estados brasileiros e do Distrito Federal, além de vender para 62 países. No ano passado, quando a economia brasileira retraiu 3,6%, o faturamento da SSA cresceu 21% e rompeu a barreira de R$ 1 bilhão. Para contar a história da empresa, o CEO do grupo, José Carlos Garrote de Souza recebeu a equipe do EMPREENDER EM GOIÁS na sede em Itaberaí (GO). De jeitão simples e cordial, pediu apenas mais 20 minutos de espera. É que naquele momento concluía parceria com representantes da terceira maior distribuidora de alimentos do Japão.

Com fábrica de rações, de recria, unidade de recria de aves matrizes, unidade de produção de ovos férteis, incubatório, armazéns graneleiros, sistema de integração de aves e um dos maiores e mais modernos abatedouros de aves do País, a empresa goiana emprega diretamente 3,6 mil trabalhadores e contrata outros 1,5 mil terceirizados. Em 2005, depois de participar de uma missão comercial chefiada pelo governador Marconi Perillo no mercado da Ásia, começou a fechar contratos de exportação. Em 2011, fez a primeira venda para a Europa e, há dois anos, entrou no maior mercado do mundo, na China. Hoje o grupo goiano exporta três mil toneladas por mês, que representa 22% do seu faturamento.

Com a expansão no mercado internacional, também aumentaram as exigências sobre a qualidade dos produtos e a vigilância sanitária sobre a empresa, que investe alto. Só no ano passado foram R$ 30 milhões em sistemas de tratamento e disposição de resíduos, serviços externos de gestão ambiental e em certificação externa dos sistemas de gestão. A SSA também construiu sua própria estação de tratamento de efluentes (ETE), onde a água captada para abastecer sua produção é depois tratada e devolvida mais pura ao Rio das Pedras, de Itaberaí.

Seu complexo industrial impressiona, não apenas pelo tamanho, mas também pela organização, limpeza e automação. O grupo investe apenas na área de tecnologia mais de R$ 500 mil por mês. A SSA continua a investir na expansão e, mais recentemente, na diversificação de seus produtos. Em 2014 lançou uma nova marca, a Boua, que produz e comercializa itens como vegetais congelados, defumados, batatas palitos e embutidos. Para os próximos dois anos prevê investir mais de R$ 200 milhões em novas unidades fabris e produtos, sem revelar detalhes.

Início da sociedade
A história de São Salvador Alimentos começa na década de 80. O produtor rural Carlos Vieira da Cunha tinha granja na região de Itaberaí com capacidade para 40 mil aves, uma das maiores no Estado. Era sogro de José Garrote que, com pouco apenas 21 anos, administrava as duas farmácias do seu pai na cidade e tinha aberto um novo negócio, de produção de sementes de arroz para vender em Goiânia. Mas, por causa de grave problema de saúde na família, Carlos Vieira teve de ausentar da administração da granja em 1981. Recorreu ao genro. “Além de assumir a responsabilidade, vendi todos meus negócios para investir na granja”, afirma Garrote.

O aporte de recursos permitiu o crescimento do empreendimento, agora uma sociedade entre sogro e genro. Durante os primeiros oito anos, Garrote teve de buscar pintinhos em Uberlândia. Isto cinco viagens por semana, com ajuda de um funcionário, numa Kombi. Neste período o jovem empresário conheceu Alfredo Rezende, da Granja Rezende, que foi praticamente seu mentor no segmento de avicultura.

Carlos Vieira e José Garrote decidiram dar novo salto em 1986: construir um abatedouro. A ideia era comprar equipamento para o abate de quatro mil aves por dia. Compraram um com capacidade seis vezes maior. “Disse para meu sogro que a empreitada ia ficar pesada demais. Ele retrucou que nunca tinha voltado de mãos vazias de um negócio”, frisa Garrote.

Foram cinco anos até inaugurarem o Abatedouro São Salvador, em 1991, com 73 funcionários. O investimento na época foi de US$ 2 milhões. “Vendi mais uma vez todo o meu patrimônio, inclusive a casa que morava, e peguei muito dinheiro emprestado. Meu sogro vendeu a metade do patrimônio dele. Apesar do elevado risco, sempre acreditamos no negócio”, afirma Garrote.

No início nada saiu como planejado. Para começar, por conta dos altos custos para construir e equipar o abatedouro, a empresa ficou sem capital de giro. Para piorar, surgiram vários problemas na linha de produção. “O primeiro frango saiu todo esgarçado porque as máquinas não estavam ajustadas”, lembra o empresário. Isto tudo exigiu adequações nas máquinas, redução de custos com a troca de fornecedores, aumento da produtividade e mudança na política comercial da empresa, passando a vender diretamente para os frigoríficos.

Quitadas as dívidas, realizados os ajustes na produção e remodelada a política comercial, a indústria goiana passou a crescer rápido na década de 90. Com o apoio de incentivos fiscais e financiamentos do FCO, ganhou fôlego financeiro para investir na expansão e estar hoje entre as maiores indústrias de aves do País, concorrendo com gigantes como Perdigão e Sadia. “Até parece que foi fácil, mas foram 30 anos de muito trabalho, sacrifícios pessoais e correndo riscos. Cheguei a vender tudo o que tinha três vezes na minha vida para investir no negócio. Nunca me arrependi”, enfatiza Garrote.

“Vendi tudo o que tinha três vezes na minha vida para investir no negócio. Nunca me arrependi”, afirma José Garrote


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Confirmado e, conforme antecipado pelo EMPREENDER EM GOIÁS, o cantor e compositor Roberto Carlos participará da avant-première do empreendimento Horizonte Flamboyant, que acontecerá no próximo dia 17 de maio, às 19 horas, em Goiânia, dois dias antes do lançamento oficial do empreendimento. O residencial de alto padrão é o quinto que será construído pela Emoções Incorporadora, empresa criada em 2011, em São Paulo, pelo cantor e seus sócios Ubirajara Guimarães e os irmãos Dody e Jaime Sirena. Em Goiânia, são parceiros no projeto as empresas goianas GMP Incorporação e GPL Construtora e Incorporadora.

Na oportunidade, Roberto Carlos fará a abertura oficial dos apartamentos decorados. Dois dias depois, no dia 19 de maio, às 21 horas, conforme antecipou no dia 7 de março o EMPREENDER EM GOIÁS,  o cantor fará show especial no Goiânia Arena. A recepção será feita para um grupo petit comité formada por clientes do empreendimento e será realizada no próprio estande do Horizonte Flamboyant, localizado na Rua H, do Jardim Goiás, de frente para o Parque Flamboyant.

Cerca de R$ 140 milhões é o valor a ser investido no empreendimento Horizonte Flamboyant . O residencial será construído em terreno de 3,79 mil metros quadrados no Jardim Goiás, entre o Parque Flamboyant e a Praça das Artes, cujo proprietário, o empresário Lourival Louza, é um dos parceiros no empreendimento. O Horizonte Flamboyant terá 45 pavimentos, com 39 andares residenciais, 148 apartamentos, com metragens de 177 a 204 metros quadrados, e 4 penthouses, de 444 a 507,55 metros quadrados. O Horizonte Flamboyant terá torre única, com duas alas independentes. Os apartamentos serão de três ou de quatro quartos, além das quatro penthouses. Além da área de lazer no mezanino, será construída outra área de lazer e convivência, no 33º andar, o Sky Club, com vista panorâmica da cidade, dotada de academia, longe e bistrô, entre outros itens de comodidade. Outro diferencial é o oferecimento de serviços personalizados para os moradores.

As obras terão início a partir de maio e a entrega está programada para março de 2022. “Estamos aproveitando o bom momento econômico do País, com a volta da confiança dos consumidores e dos empresários na retomada do crescimento brasileiro”, afirmou Guilherme Pinheiro, da GPL Incorporadora.


Diferenciais

Segundo ele, será um produto diferenciado, com preço atrativo, concebido levando em consideração os conceitos de confiabilidade, qualidade e foco no cliente”, explicou. Entre os diferenciais do empreendimento está a arquitetura inovadora – o prédio foi concebido de forma a lembrar uma rosa e teve inspiração na prática do Rei Roberto Carlos de distribuir flores ao final de seus shows. Também foram levados em consideração a utilização de tecnologias avançadas e os conceitos de sustentabilidade.

Um dos sócios da Emoções Incorporadora, Ubirajara Guimarães, lembrou que Roberto Carlos, que sempre foi apaixonado pela arquitetura e pela construção, demonstrou muita satisfação com a parceria que está sendo celebrada com as empresas de Goiás. Segundo ele, Goiânia é uma das mais prósperas, produtivas e acolhedoras capitais brasileiras. A Emoções atua em São Paulo e Sergipe e está com plano de expansão para todo o País. “A capital de Goiás é a primeira do Centro-Oeste, onde estamos chegando. Estávamos procurando outras capitais para levarmos o nosso nome e conhecimento e houve um encantamento imediato pela área que nos foi apresentada e muita sinergia com o grupo de empreendedores local”, explicou.


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Os empresários e irmãos Patrick e Clayton Gonçalves. Segredo do sucesso é a qualidade e a quantidade dos pratos

Num mercado altamente competitivo e saturado em Goiânia – o de bar e restaurante -, os irmãos Clayton e Patrick Gonçalves, há dez anos, ainda muito jovens, com idade de 30 e 24 anos, conseguiram romper barreiras e ilustrar as estatísticas dos empreendedores que deixaram o emprego com carteira de trabalho assinada e partiram para montar o próprio negócio, o Carne de Sol 1008.

E a iniciativa deu certo. Tão certo que, após cinco anos, expandiram o negócio, abrindo uma nova unidade, que fica a menos de 200 metros de distância da matriz, na Avenida Leopoldo de Bulhões, no Setor Pedro Ludovico, em Goiânia. Recentemente, montaram também uma indústria, ao lado dos dois bares/restaurantes, para cuidar de toda a linha de produção dos petiscos e carnes servidos aos clientes, tudo sob a supervisão de nutricionistas que garantem a qualidade dos produtos.  

Eles anunciam ao EMPREENDER EM GOIÁS que, se a economia brasileira entrar nos trilhos, como preveem os analistas de mercado, vão abrir outra filial do Carne de Sol 1008 em Goiânia, partir para franquear a marca e também expandir a indústria, uma vez que a marca da empresa já está consolidada no mercado. “Temos clientes que vêm aqui no nosso restaurante há 10 anos, desde quando abrimos as portas e cada dia chega um novo”, se orgulham os irmãos Clayton e Patrick.

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As duas unidades do Carne de Sol 1008 estão entre os cinco maiores bares/restaurantes de Goiás na venda de cervejas. São servidas, de mesa em mesa, por mês, 31.200 garrafas de 600 ml. de cervejas, ou seja 1.300 caixas,  outros 800 litros de chope, sem contar as cervejas long neck e em lata.  

Na indústria do 1008, onde trabalham oito pessoas, são processadas por mês 25 toneladas (25 mil quilos) de carnes, entre bovina, suína e de aves que são servidas no dia a dia das duas unidades e também atendendo aos pedidos dos clientes, via delivery. Os produtos caíram tanto no gosto dos consumidores que, pelo menos uma vez por semana, tem pessoas que vão ao bar/restaurante comprar paçoca de carne, manteiga de garrafa, também conhecida como manteiga do sertão, e até molho de pimenta, tudo de fabricação própria, para enviar para amigos e familiares que moram em outros países, como Inglaterra, Estados Unidos, França, Alemanha e outros.

 

Bar e Restaurante 1008: duas unidades com 200 mesas, 150 trabalhadores e sete maîtres

Determinação

Antes de serem empresários, Clayton e Patrick trabalharam como garçom e churrasqueiro. Partiram para abrir o próprio negócio apenas com a cara e a coragem para vencer obstáculos e com o CPF limpo. “Tudo foi muito difícil e ainda é devido à concorrência desleal que existe no mercado, a carga de impostos e a instabilidade da economia que provoca desequilíbrio nos preços das matérias-primas”, afirmam. Por isso mesmo, estão sempre cortando despesas para evitar repassar o aumento dos custos operacionais aos clientes. Mas uma coisa é certa: jamais se descuidam da qualidade dos produtos, da quantidade dos pratos servidos e da atenção ao cliente. “Acho que este é segredo do nosso sucesso”, revelam os irmãos empreendedores.

Várias vezes premiada pela Veja Goiânia, Sebrae e pela Associação Comercial e Industrial do Estado, a história do restaurante   Casa de Carne 1008 começou em 2007, num pequeno espaço na rua 1008, no Setor Pedro Ludovico, em Goiânia. No local, eram servidos apenas espetinhos com alguns acompanhamentos, tudo preparado pelos dois irmãos, pela mãe Odaisa Gonçalves que os ajudava na cozinha, pelo pai João Lopes, pelo primo José Braz e outro funcionário. Eles se revezavam na cozinha, no balcão, no caixa do bar e nos serviços das 11 mesas que comportavam 44 pessoas.

Atualmente, nas duas unidades do 1008 são 200 mesas e 150 trabalhadores e outros sete maîtres que chegam a atender até 1.600 clientes num único dia, nos finais de semana. Os dois salões ocupam uma área de quase 1,5 mil metros quadrados. A administração e a área de atendimento delivery ficam na parte superior do prédio localizado na rua 1008. As vendas delivery representam 30% do faturamento da empresa.

Os empresários lembram que o Carne de Sol 1008 foi o primeiro bar na região da rua 1008. Mas a iniciativa  deles atraiu outros negócios, como dois restaurantes de comida japonesa, duas lojas de açaí, uma pizzaria, outro bar/restaurante e sete estacionamentos. “Nosso pequeno negócio abriu oportunidades de renda para outras pessoas, agregou valor aos imóveis, gerou muitos empregos e melhorou a qualidade de vida de muitas pessoas”, comemoram Clayton e Patrick.


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