A Cooperativa dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo) vai aumentar a sua capacidade de armazenagem de grãos dos atuais 1,5 milhão para 1,8 milhão de toneladas, com as inaugurações dos armazéns em Palmeiras, Indiara e Piranhas no próximo ano. Atualmente, a capacidade de secagem de grãos chega a 5.120 toneladas/hora. Os investimentos são da ordem de R$ 360 milhões para os próximos 12 meses e serão realizados, segundo o presidente da Comigo, Antônio Chavaglia, porque já estavam programados. Novos projetos, frisou ao EMPREENDER EM GOIÁS, estão suspensos em Goiás até uma definição mais clara sobre os incentivos fiscais concedidos pelo Estado.

São 11 plantas industriais e mais duas em construção, uma de ração em Rio Verde para produzir 240 toneladas/hora, dobrando a atual capacidade das duas fábricas que é de 120 toneladas/hora, e uma fábrica de sal mineral em Jatai para 30 toneladas/hora.

A Cooperativa tem uma moageira de soja com capacidade para 5.500 toneladas/dia, uma refinaria de óleo de soja que produz 250 toneladas/dia, além de fábricas de suplemento mineral (350 t/dia), uma misturadora de fertilizantes (240 t/hora), uma unidade de moagem de farelo de soja (80 t/hora), uma de beneficiamento de sementes (200 mil sacos/ano), além de áreas de florestas com 7 mil hectares, sendo 5 mil cultivados que garantem uma produção de 250 mil metros cúbicos de madeira por ano.

Do total da produção e industrialização de soja – 1,3 milhão de toneladas/ano – da Comigo, cerca de 25% são exportados para vários países.

A Comigo está presente em Rio Verde com sua sede administrativa, lojas, armazéns, indústrias de óleo e farelo de soja, misturador de fertilizantes, fábricas de rações para todos as raças de animais, de sabão, além de laboratórios, Instituto de Ciência e Tecnologia Comigo e áreas de reflorestamento. Também tem lojas e revendas de implementos agrícolas e armazéns em Acreúna, Caiapônia, Caçu, Indiara, Iporá, Jandaia, Jataí (fábrica de suplemento mineral), Montes Claros ( fábrica de suplemento mineral), Montividiu, Palmeiras de Goiás, Paraúna, Piranhas, Santa Helena e Serranópolis.

Chavaglia mostra-se preocupado com a inauguração do armazém de Palmeiras, onde estão sendo investidos R$ 55 milhões, devido a falta de energia elétrica para garantir o seu funcionamento. “Nos contatos com a concessionária Enel Goiás, ela nos garantiu o fornecimento de energia e, agora, prestes a ser inaugurada a unidade, a empresa diz não ter condições de atender a nossa demanda, o que significa um prejuízo enorme para a cooperativa”, reclama.

História
Em 1974, os produtores rurais de Rio Verde, no Sudoeste Goiano, tinham um costume de reunir-se no Posto Horizonte, às margens da BR-060, no km 421, local onde abasteciam seus veículos. Ao lado do restaurante do posto, havia um banco e, sentados ali, os agricultores conversavam e debatiam os problemas. Foi ali que a Cooperativa Mista dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano Ltda (Comigo), fundada oficialmente em 6 de julho de 1975, começou a ser rascunhada com o objetivo inicial de remover alguns obstáculos como a aquisição de sacaria, óleo lubrificante e secagem de arroz.

Na tentativa de superar estas barreiras e criar mecanismos de defesa dos produtores rurais, como fornecer insumos de qualidade, prestar serviços de comercialização, armazenagem e assistência técnica – a ideia da construção de uma cooperativa foi evoluindo. Liderado por Paulo Roberto Cunha, Antonio Chavaglia, John Lee Ferguson e Hadovaldo Vilela Horbilon, o movimento começou e hoje a Comigo é uma das cinco maiores cooperativas do Brasil.

Entre os principais eventos promovidos pela Comigo está a Feira Tecnoshow Comigo que na última edição, realizada em abril, promoveu vendas que somaram R$ 3,4 bilhões – o maior valor já contabilizado no Brasil até o momento – superior a Agrishow, realizada em Ribeirão Preto (SP), que vendeu R$ 2,9 bilhões.


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Depois da reforma da Previdência, felizmente, avançar na Câmara dos Deputados, outra reforma tão ou até mesmo mais importante começa a dar seus primeiros passos no Congresso: a tributária. Desta vez, a promessa é de não fazer apenas um remendo no emaranhado sistema de impostos do País, mas promover de fato a sua simplificação para o contribuinte e, principalmente, para o empreendedor. De quebra, se possível, com alguma redução da carga tributária que incide sobre as empresas.

A principal proposta do projeto da reforma tributária em tramitação na Câmara dos Deputados aponta para a criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), um único tributo que substituiria o PIS, o Cofins, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS).

Não é algo fácil. Os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal querem, por exemplo, que o IVA seja administrado apenas pelos Estados e municípios. A União somente receberia a sua parcela da arrecadação. Pela proposta original da reforma, o novo imposto seria administrado por União, estados e municípios em composição paritária.

A maioria dos governos estaduais defende que seja criada o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), com a mesma junção de PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS, administrado por um comitê gestor com igual participação de União, Estados e municípios. A distribuição da arrecadação seria calibrada ao longo de uma transição de 50 anos. Outra ideia (defendida principalmente pela Receita Federal) é que o IVA uniria, inicialmente, apenas os impostos federais: PIS, Cofins, IPI e parte do IOF. Os Estados e municípios seriam incluídos (com a junção do ICMS e do ISS no IVA) num segundo momento.

Outro obstáculo a ser vencido é que a cobrança do novo imposto ocorreria no consumo. Hoje os cinco tributos são cobrados sobre a produção. Ou seja: Estados e municípios que têm mercados consumidores menores correriam o risco de perder receitas. Outro problema para as economias em desenvolvimento (caso da de Goiás) é que o IVA ou IBS acabaria com os incentivos fiscais, principal ferramenta para atração de investimentos em Estados com menor mercado consumidor.

Se a proposta do governo federal vingar no Congresso e prevalecer a criação do IVA, governos estaduais devem propor um modelo dual: uma contribuição federal e um imposto estadual justapostos, ambos incidentes sobre o valor agregado, combinados a um imposto adicional incidente nas vendas ao varejo, de titularidade dos municípios.

Recriar a CPMF

Mas tem surgido uma nova ideia totalmente diferente no Ministério da Economia: propor a criação de único imposto semelhante ao CPMF, que vigorou no País entre 1996 e 2007. Seria uma proposta mais radical. O Imposto sobre Movimentação Financeira (IMF) unificaria em única alíquota o IPI, PIS, Cofins, Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL). Ao ser cobrado sobre transações financeiras nas duas pontas (tanto por quem paga quanto por quem recebe), esse modelo de tributo tornaria a sonegação impossível, ao mesmo tempo que não demanda uma grande estrutura de fiscalização, tampouco instrumentos complexos para pagamento e declaração.

Esta é a avaliação de parte importante da equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro. Já quem crítica afirma que o IMF provocaria distorções nos preços relativos por ser cumulativo e incidir sobre todas as etapas do processo produtivo.

Há décadas que se tenta promover uma verdadeira reforma tributária no País, para promover um desenvolvimento econômico sustentável, duradouro e justo. A estimativa do governo federal é que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil daria um salto significativo nos próximos 15 anos com a aprovação desta reforma, junto com a da Previdência. Mas alterar e simplificar o sistema tributário brasileiro sempre esbarra nos interesses diferentes da União, Estados e municípios. Ainda mais quando a maioria dos governos lutam desesperadamente para gerar caixa que seja suficiente para cumprir com as suas obrigações básicas.


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A produção industrial goiana cresceu 13,9% em maio passado em comparação com maio de 2018, registrando o quarto melhor desempenho dentre as localidades pesquisadas no país. Além disso, registrou o melhor resultado da indústria goiana nessa base de comparação desde novembro de 2017 e o maior crescimento para o mês de maio desde 2012, quando a variação alcançou 17,6%.

As informações são da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O órgão destacou que esse avanço foi influenciado pelo efeito-calendário (maio de 2019 teve um dia útil a mais do que igual mês do ano anterior) e pela baixa base de comparação – maio de 2018, quando a atividade industrial havia recuado em todo o País, refletindo os efeitos da paralisação dos caminhoneiros. Já a indústria nacional também avançou 7,1% na mesma base de comparação, sendo o melhor resultado desde abril de 2018.

Em consequência desses avanços, a indústria goiana teve um acumulado de 3,2% até maio de 2019. Contudo, quando analisado o acumulado nos últimos 12 meses, a indústria goiana mostra uma retração de 2,5% Em relação a abril de 2019, a produção industrial goiana em maio de 2019 avançou 1,6%, na série com ajustes sazonais. O terceiro melhor desempenho dentre as localidades pesquisadas no país.

Fabricação de cimento também puxou para cima a produção da indústria goiana em maio, de acordo com o IBGE

Segmentos

Em maio no Estado de Goiás, 7 das 9 atividades industriais tiveram crescimento. A indústria de transformação puxou as principais variações positivas, com destaque para os setores de fabricação de outros produtos químicos (65,7%), que compreendem a fabricação de adubos ou fertilizantes; de fabricação de produtos de minerais não-metálicos (22,2%), que envolvem fabricação de cimento, misturas betuminosas, massa de concreto, chapas, painéis, telhas e etc; e de fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (21,1%).

Os produtos que mais influenciaram para o resultado em cada setor foram adubos ou fertilizantes com fósforo e potássio, cimentos “Portland” e automóveis com motor a gasolina, álcool ou bicombustível respectivamente. Além disso, a indústria goiana de produtos alimentícios, que apresenta maior peso no crescimento da indústria geral no Estado, cresceu 16,2% em maio, quarto resultado positivo no ano, acumulando alta de 6,0% em 2019.

Indústria de transformação puxou as principais variações positivas, com destaque para a fabricação de fertilizantes

Queda

As únicas variações negativas na indústria goiana foram nos setores de fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-23,2%) e na indústria extrativa (-14,2%), influenciado, em grande parte, pela menor produção de esquadrias de alumínio na primeira e de fosfatos de cálcio naturais, fosfatos aluminocálcicos e cré fosfatado, na segunda. A indústria extrativa goiana apresentou queda em todos os meses de 2019, acumulando recuo de 13,9% no ano.


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A Medida Provisória da Liberdade Econômica, que reduz burocracias para empresários, foi aprovada na Comissão Especial criada para discutir a proposta. O relator do texto, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), manteve pontos acrescentados por ele que foram alvo de críticas de entidades da Justiça trabalhista, como a permissão de trabalho aos domingos e a proteção da legislação trabalhista apenas para trabalhadores que ganhem até 30 salários mínimos.

O texto aprovado mantém a espinha dorsal da medida enviada pelo governo, com pontos como o fim de todo o tipo de licença e alvará para atividades de baixo risco e a criação de prazo para a concessão desses documentos para outras atividades. Também haverá redução de burocracia para startups e pequenas empresas e impedimento de que fiscais tratem dois cidadãos em situações similares de forma diferente, entre outros.

A MP 881 tem agora de ser aprovada nos plenários do Senado e da Câmara até setembro. De acordo com o relator, como já houve intensa negociação entre os parlamentares e o governo ainda na comissão, haverá prazo suficiente para a votação. Estudo do governo mostra que a medida tem potencial de gerar 3,7 milhões de empregos e aumentar o PIB em 7% em um período de 10 a 15 anos. “É uma MP muito importante, é uma alforria na geração de emprego no País. O Brasil hoje obriga o trabalho a ser feito de forma irregular”, afirmou o relator.

eSocial
O relatório também prevê a extinção do eSocial quatro meses depois que a MP convertida em lei entrar em vigor. Por pressão do relator, o governo anunciou que acabará com o sistema e lançará, em janeiro de 2020, dois novos programas para envio de informações trabalhistas, previdenciárias e tributárias

Em acordo com o governo, Goergen também criou em seu parecer a carteira de trabalho digital, que substituirá a de papel. A expectativa do governo é lançar o aplicativo em setembro. Ele também anistiou multas aplicadas por descumprimento da tabela do frete e previu a criação de um documento único para transporte de carga para reduzir os custos. O relator incluiu ainda no texto aprovado os principais pontos da MP 876, que facilita a abertura e o fechamento de empresas. A MP caducaria esta semana sem votação.

O relator retirou pontos polêmicos que haviam sido incluídos por ele, como a permissão de remédios sem exigência de receita serem vendidos em supermercados e estabelecimentos do comércio varejista. Ele também excluiu a criação de um regime especial de contratação “anticrise” que vigoraria enquanto o desemprego fosse maior que 5 milhões de pessoas e suspenderia artigos da CLT, como o que estabelece jornadas especiais de trabalho. (Com agências)


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Schmidt disse estar disposta a ouvir o setor produtivo sobre as medidas econômicas a serem tomadas

A secretária da Economia de Goiás, Cristiane Schmidt, afirmou que o governo não entrará em uma guerra jurídica com o setor produtivo por causa do possível corte de incentivos fiscais devido ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Schmidt se referiu ao parecer dos advogados Álvaro Mariano, Eléia Alvim, Flávio Rodovalho e Frederico Medeiros, encomendado pela Adial, que concluiu que os incentivos não podem ser atingidos pelo programa do governo federal, ao qual Goiás pretende aderir (saiba mais aqui).

“O governo não quer guerra com ninguém. A gente está estudando. Recebemos a liminar [do ministro do STF Gilmar Mendes, que permite ao governo de Goiás aderir ao RRF] há pouco tempo e estamos estudando o que vamos fazer”, afirmou. Schmidt disse estar disposta a ouvir o setor produtivo sobre as medidas econômicas a serem tomadas. “Tem um estudo da Adial, feito por juristas? Vamos estudá-lo. Esse é o momento de sentar e estudar. Estou sempre aberta a ouvir novos estudos, novas opiniões”, reforçou.

A adesão ao Regime de Recuperação Fiscal foi aprovada pela Assembleia Legislativa antes do início do recesso parlamentar. Para ingressar no programa, porém, o governo de Goiás tem de adotar uma série de medidas, como limitação de gastos com o funcionalismo, privatização de empresas estatais e revisão de benefícios fiscais na ordem de 10%. Segundo o parecer jurídico da Adial, os incentivos relacionados aos programas Produzir e Fomentar não podem ser alterados para atender os critérios do RRF, por não se caracterizarem como renúncia fiscal. Além disso, eles foram convalidados pelo Confaz.

As declarações da secretária foram feitas pouco antes da participação de um encontro com empresários promovido pela Associação Comercial e Industrial de Goiás (Acieg), em Goiânia, na quinta-feira (dia 11). Os participantes puderam questioná-la sobre ações do governo, especialmente em relação aos incentivos fiscais e ao Difal (Diferença de Alíquota).

O presidente da Acieg, Rubens José Fileti, afirmou que apoia o parecer jurídico da Adial sobre o RRF. “Esse estudo toca em alguns pontos que têm uma dissonância jurídica. Não queremos ir para o embate, queremos o diálogo. Mas não podemos aceitar as medidas da forma com que elas foram colocadas”, disse. Em relação ao Difal, Fileti disse que as empresas têm sofrido com o mecanismo. Em resposta, a secretária Cristiane Schmidt disse que não há como o governo abrir mão totalmente, mas que está aberta a conversar.


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Chavaglia diz que o Estado deveria era cobrar sonegadores e deixar de penalizar empresas que produzem e geram empregos (foto: Samir Machado/Comigo)

A Cooperativa dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo) é uma das cinco maiores do País no ramo da agropecuária. No ano passado teve faturamento de R$ 4,4 bilhões, cifra que deve se repetir este ano, e conta com 7,5 mil cooperados e quase 4 mil trabalhadores diretos e indiretos. Criada há 44 anos, com sede em Rio Verde e filial em 15 municípios do Estado, prevê investir R$ 350 milhões nos próximos 12 meses em novos armazéns para grãos, fábricas de rações e novas lojas de produtos nos municípios onde atua.

Só que o presidente, Antônio Chavaglia, afirma ao EMPREENDER EM GOIÁS que a Comigo só vai cumprir os projetos já em andamento e não fará planejamento de novos investimentos até que os governos federal e de Goiás, sinalizem, com maior precisão, os rumos para as economias brasileira e goiana. Ele enfatiza que, na sua opinião, no momento não vale a pena investir em Goiás.

Chavaglia, um dos 50 fundadores da cooperativa, manifesta-se apreensivo com o futuro após as últimas medidas adotadas pelos governos federal e do Estado no que dizem respeito a quebra de contratos, com a redução dos incentivos fiscais dos programas Produzir e Fomentar de Goiás, com a fixação da tabela de preços de fretes e com os aumentos dos custos de produção, em média em 30%, enquanto os preços da soja e do milho estão estabilizados, em baixa.

“Dependendo do que for acordado na reforma tributária e as decisões sobre os incentivos fiscais, deixaremos de construir novas fábricas para industrializar nossos grãos e vamos exportá-los in natura, como fazem as multinacionais”. Além disso, completa, ainda teremos de fazer muitas contas e ajustes para não fechar em “vermelho” a contabilidade, disse.

O presidente da Comigo entende que governo de Goiás deveria ir atrás de devedores de impostos e tributos, que estão acomodados à espera de anistias fiscais – que inclusive ele considera injusta – e deixar de penalizar aquelas empresas que estão produzindo, gerando empregos e cumprindo suas obrigações fiscais e trabalhistas.


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Os incentivos fiscais concedidos para empresas que investiram em Goiás não podem ser alvos de cortes no programa federal do Regime de Recuperação Fiscal (RRF), que o Estado pleiteia adesão. É o que aponta parecer jurídico dos advogados Álvaro Mariano, Eléia Alvim, Flávio Rodovalho e Frederico Medeiros, solicitado pela Adial Goiás.

Recentemente, a Assembleia aprovou projeto de lei do governo Ronaldo Caiado o qual pede uma autorização (embora considerada desnecessária pelo Tesouro Nacional) para o Estado aderir ao RRF. Agora, o governo goiano, para ter a sua adesão de fato aprovada pelo Ministério da Economia, terá de aprovar um conjunto de medidas que promova forte ajuste fiscal. Entre as alternativas, está a redução de incentivos fiscais.

O RRF foi implantado em maio de 2017 para permitir os Estados, em grave desequilíbrio financeiro, o ajuste de suas contas, desde que atendidos alguns requisitos legais, geralmente para redução e contenção de gastos públicos e aumento da arrecadação. É neste último que se enquadra a exigência dos Estados de reduzirem em 10% ao ano os incentivos fiscais concedidos para fomentar a atração de novos investimentos privados. Os Estados também ficam restringidos de conceder novos incentivos para as empresas.

Os advogados argumentam, em primeiro lugar, que não se pode classificar os incentivos fiscais como renúncia de receitas tributárias, no caso em especial, de ICMS. “Para que haja a renúncia, é necessária que antes a receita já exista”, afirmam. “Incentivo fiscal não se vincula a qualquer receita programada ou recorrente. Como não há qualquer projeção de gastos vinculada, portanto, o custo orçamentário é zero”, enfatizam.

Outro parecer dos advogados é que, pela própria lei que instituiu o RRF, os incentivos fiscais que foram concedidos e convalidados pelo Confaz não enquadram na obrigatoriedade dos cortes nos Estados que aderirem ao programa de socorro federal. Argumentam que os incentivos exigem contrapartidas das empresas (inclusive com a arrecadação de parte dos impostos) e têm tempo determinado, portanto, não são passíveis de redução parcial ou total pela RRF ou leis estaduais. Além disto, constituem “direito adquirido”.

O presidente da Adial Goiás, Otávio Filho, entregou o parecer jurídico para o governador Ronaldo Caiado e para o presidente da Assembleia, Lissauer Vieira. No entanto, descarta qualquer ação da entidade, até mesmo na Justiça, porque o Estado ainda não enviou os projetos de lei para a Assembleia que vão determinar quais as exigências e contrapartidas do Estado para aderir ao RRF.


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Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Secex/Mdic) mostram que as exportações de soja goiana desabaram no primeiro semestre de 2019. O tombo de 36%, na comparação com igual período de 2018, deve-se, principalmente, à febre suína africana, que eliminou mais de um quinto do rebanho da China, destino de quase 87% de toda a soja exportada por Goiás. No total, foram comercializados US$ 554,424 milhões a menos de soja, sendo 75% desse valor influenciado pela crise chinesa.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, os números comprovam a necessidade de se investir em políticas que incentivem a industrialização do grão em Goiás. “A atual política de exportação está na contramão do desenvolvimento. O resultado está aí! Um ‘espirro’ na China causa um prejuízo de mais de R$ 2 bilhões aos produtores goianos”, afirma.

Temos uma política errada! Não podemos continuar incentivando a exportação dos grãos e tributando a industrialização da matéria-prima.”
Sandro Mabel

Desde que assumiu a Fieg, Sandro Mabel defende incentivos à industrialização de commodities no Estado como forma de fomentar a geração de emprego e renda para a população e de incrementar a arrecadação de impostos, sobretudo em momento que o governo estadual passa por séria crise fiscal.

“Temos uma política errada! Não podemos continuar incentivando a exportação dos grãos e tributando a industrialização da matéria-prima. Não queremos prejudicar o produtor, o que buscamos é gerar empregos e riqueza para a população. Ao fomentar a industrialização, nos resguardamos, inclusive, das instabilidades que a dependência de um único parceiro comercial pode causar à economia goiana”, observa.

De acordo com estudo preparado por um grupo de empresas e de empresários que participam do Fórum das Entidades Empresariais, a industrialização dos grãos pode gerar mais de R$ 450 milhões em pagamentos de salários diretos, contribuindo para a abertura de milhares de empregos e aumentando a arrecadação em Goiás. Atualmente, a indústria de processamento instalada no Estado opera com 32% de capacidade ociosa. Números levantados pela Fieg estimam que, ao não estimular a industrialização, Goiás deixa de arrecadar quase R$ 1 bilhão por ano.


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Os empreendedores seniores – com idade de 65 anos ou mais – são donos de 8% dos negócios em Goiás, de acordo com estudo realizado pelo Sebrae, com base na pesquisa Global Entrepreneurschip Monitor (GEM). No Brasil, eles são responsáveis por 7% dos negócios na mesma faixa etária, o que representa cerca de 2,2 milhões de empreendedores. Nesse grupo, 91% toca o negócio há mais de dois anos, trabalhando primordialmente em estabelecimentos fixos (loja, escritório ou galpão), na área rural (fazenda, sítio ou granja) ou no domicílio.

No país, de acordo com o estudo do Sebrae, nesta faixa etária predominam chefes de família. O principal fator que motiva esses donos de pequenos negócios a abrir a própria empresa é conseguir uma fonte de renda adicional, enquanto os empreendedores de 18 a 24 anos de idade buscam o sonho da independência financeira.

Tais donos de negócio apresentam maior rendimento mensal do que seus colegas de empreendedorismo – 14% deles ganham cinco salários mínimos ou mais mensalmente. Também são a faixa etária que mais emprega, representando 18% do total de empregos gerados. O Mato Grosso do Sul é o Estado com maior proporção de donos de negócios com 65 anos ou mais (10%).

Alguns obstáculos que os empreendedores seniores enfrentam são a baixa escolaridade e a falta de informatização na gestão. Eles também possuem menor representatividade de negros e mulheres se comparados com negócios liderados por jovens. Os microempreendedores individuais com 65 anos ou mais têm a mais alta proporção de informais como ocupação anterior, o que indica uma profissionalização recente.

Jovens Empreendedores

A pesquisa GEM também revela que a nova geração de empreendedores brasileiros – com idade entre 18 a 24 anos – está mudando o perfil da atividade no país. O Brasil tem a 10ª maior proporção de Empreendedores Iniciais nesta faixa etária (aqueles que – nos últimos 12 meses – fizeram alguma ação para ter um negócio próprio e/ou estão à frente de empreendimento com menos de 42 meses de existência). Esses jovens empresários apresentam um maior nível de escolaridade, maior participação de negros e mulheres, maior presença de empreendedores por oportunidade e melhor nível de informatização.

Segundo o Sebrae, o principal fator que motiva esses empreendedores na criação do próprio negócio é o sonho de se tornarem independentes. Em contraposição, os empresários com idade acima de 65 anos criam seus negócios principalmente como forma de conseguir uma fonte de renda adicional.

PRINCIPAIS NÚMEROS

Empreendedor Sênior

  • Mato Grosso do Sul é o Estado com maior proporção de donos de negócios com 65 anos ou mais (10%).
  • Os donos de negócios com até 24 anos e com 65 anos ou mais são os que trabalham menos horas por semana (comparado às demais faixas etárias).
  • Os empreendedores com 65 anos ou mais são os que apresentam maior rendimento: 14% destes ganham cinco salários mínimos ou mais.
  • Os com 65 ou mais têm a mais alta proporção de Empregadores (18%).
  • Os MEI com 65 anos ou mais tem a mais alta proporção de informais (como ocupação anterior).

Jovens Empreendedores

  • A participação relativa das mulheres é maior nas faixas mais jovens. Chega a 35% na faixa de até 24 anos.
  • A participação relativa de negros é maior nas faixas mais jovens. Chega a 61% na faixa de até 24 anos.
  • Os Empresários com até 24 anos são os que mais registram eletronicamente a gestão financeira. Os com 65 ou + usam muito o caderno.
  • 52% dos donos de negócio com até 24 anos, abriram a empresa há menos de 2 anos.
  • Os donos de negócios com até 24 anos têm a mais alta proporção de Conta Própria (94%). Já os empreendedores com mais de 65 anos, têm a mais alta proporção de Empregadores (18%).


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A estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia este ano continua em queda. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central feita junto a instituições financeiras, a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – desta vez foi reduzida de 0,85% para 0,82%. Foi a 19ª redução consecutiva.

Para 2020, a expectativa é que a economia tenha crescimento maior – de 2,20% -, a mesma da semana passada. A previsão para 2021 e 2022 permanece em 2,50%.

A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), se manteve em 3,80% este ano. A meta de inflação de 2019, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

A projeção do mercado financeiro para a inflação em 2020 é de 3,91%. A meta para o próximo ano é de 4%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para 2021, o centro da meta de inflação é 3,75% e para 2022, 3,5%, também com intervalos de tolerância de 1,5 ponto percentual. A previsão do mercado financeiro para a inflação em 2021 e 2022 permanece em 3,75%.

Taxa básica de juros

Ao final de 2019, as instituições financeiras esperam que a a taxa básica de juros, a Selic, esteja em 5,50% ao ano, mesma projeção da semana passada. Para o fim de 2020, a expectativa é que a taxa básica seja de 6% ao ano e, no fim de 2021 e 2022, chegue a 7,5% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.


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De uma pequena fábrica de manteiga e queijo no interior de Goiás, com produção de 2 mil litros de leite por dia, para uma das maiores indústrias de derivados de laticínio do País, que processa diariamente 3,2 milhões de litros, comercializa 140 produtos, tem três fábricas e faturou no ano passado R$ 3 bilhões. É a história de pouco mais de três décadas da Laticínios Bela Vista, empresa goiana comandada pelos irmãos engenheiros Cesar Helou e Marcos Helou, que ainda muito jovens assumiram em 1985 o negócio, em dificuldades financeiras, iniciado pelo pai Saladi Helou em 1955.

O faturamento anual de R$ 3 bilhões coloca a empresa, dona das marcas Piracanjuba, Pirakids, Leitbon e Chocobon, entre as cinco maiores de alimento do Brasil. Atualmente, o grupo goiano tem cerca de 1,9 mil empregados nas suas três fábricas: Bela Vista (GO), Maravilha (SC) e Governador Valadares (MG). Uma quarta fábrica já foi adquirida na cidade de Doutor Maurício Cardoso (RS) e deve iniciar as operações até o fim deste ano. O negócio já faz parte dos planos de expansão da marca, que pretender voltar a investir na produção de queijo.

Um dos pontos importantes para o sucesso do grupo goiano é o investimento em tecnologia. “Nossa margem é de apenas 2% a 4%. Então, precisamos ter escala. Para isso, investimos em tecnologia. Temos equipamentos que processam 60 mil litros por hora, enquanto concorrentes usam máquinas que processam só 10 mil litros por hora”, afirma Cesar Helou.

A atual grave crise econômica reduziu o consumo de derivados de leite, mas a expectativa da Laticínios Bela Vista é pela retomada do mercado. “Acreditamos que o brasileiro vai voltar a comprar queijo. Isso aconteceu em outros países, quando o poder aquisitivo aumenta, o cidadão quer consumir mais proteína. Queijo é o primeiro da fila”, diz o empresário.

Em caso de sucesso na retomada da comercialização do queijo, fica mais próxima a meta da Piracanjuba se tornar ainda mais forte nacionalmente até 2020. Além disso, mesmo com mais de 30 anos no negócio, o desafio de crescer sempre ainda motiva o empresário.

“Nunca imaginamos que chegaríamos aonde chegamos. Mas é como aquele ditado: pagamos caro para não entrar na briga, mas depois que entramos estamos pagando caro para não sair”, diz Cesar, referindo-se ao plano de crescimento da empresa para os próximos anos. “Esperamos crescer. Para os próximos cinco anos, temos um planejamento, que não posso divulgar, mas é de crescimento”, conta.

Marcos e Cesar Helou, da Laticínios Bela Vista (Piracanjuba): parceria de 30 anos e faturamento anual de R$ 3 bilhões

Trajetória

A história da Laticínios Bela Vista tem início em 1955, quando dois irmãos de uma família e dois de outra decidiram construir uma fábrica de manteiga em Piracanjuba. Um deles era Saladi, pai de Cesar e Marcos. Seis anos depois, uma das irmãs decide comprar a pequena fábrica com o marido e filhos. Saladi decide então se mudar com a família para São Paulo, onde comprou uma casa após muito trabalho como contador prático.

Mas, no início da década de 70, com a morte da irmã, decide trocar a residência pela fábrica no interior goiano. Em 1974 a família volta para Piracanjuba para administrar a empresa, que cresce sob a administração de Saladi.

Os filhos Cesar e Marcos não demonstram interesse pelo negócio e vão estudar engenharia em São Paulo. Depois de formados, Cesar começa a trabalhar no mercado financeiro e Marcos monta empresa na área de construção.

Tudo começou a mudar em 1985, quando o pai deles começa a passar por dificuldades. Marcos já tinha seu próprio negócio e Cesar, como era empregado, decidiu ajudar na fábrica. Dois meses depois, Saladi morre de ataque cardíaco e os irmãos assumem o negócio da família. “Eu já gostava do negócio de leite. Meu irmão gostava mais da engenharia e disse que me ajudaria a colocar tudo em ordem. Costumamos brincar que até hoje ainda não conseguiu”, conta, de forma bem humorada, Cesar Helou.

Mudanças

Ao assumirem o negócio da família, que passava por dificuldades financeiras, uma das primeiras decisões foi promover forte enxugamento nos custos. A produção na época era de apenas 2 mil litros de leite por dia, com margens pequenas de lucro. Como os irmãos tinham grande facilidade com números e planilhas, se debruçaram nas contas da empresa. Logo viram que precisam promover mudanças e rápidas. Cesar demitiu o motorista da fábrica e assumiu a entrega por caminhão dos produtos aos clientes. “Queríamos enxugar a empresa e pagar as contas. Deu certo. Um ano depois já tínhamos duas fábricas”, frisa.

Em 1994 os irmãos tiveram de tomar uma nova decisão importante, que também consolidaria o crescimento da Piracanjuba. “Ganhamos uma boa quantia de dinheiro naquele ano e tínhamos três opções: investir na aquisição de fazenda, no mercado imobiliário ou investir em nossa empresa. Decidimos pela última e começamos a obra da fábrica em Bela Vista”, conta.

No primeiro momento a ideia não pareceu dar muito certo. Era a primeira vez que o grupo tinha uma fábrica que demandava refeitório, lavandeira e gastos com segurança. Além disso, a unidade tinha capacidade para processar 150 mil litros de leite por dia, mas só produzia 70 mil. Portanto, atuava com menos da metade da sua capacidade e com custos altos. “Começamos a entrar em decadência. Não havia mercado”, conta Cesar.

Na crise, porém, os irmãos descobrem uma nova oportunidade de negócio: produzir queijo e manteiga para redes de supermercado, como Carrefour e Pão de Açúcar, que tinham interesse de investir em marcas próprias e de qualidade para atrair mais clientela. A Piracanjuba conseguiu fechar rapidamente contratos para suprir a demanda de 15 grandes clientes, chegando a atingir quase a capacidade máxima de produção da fábrica e, claro, aumentar seu faturamento.

A segunda boa sacada dos irmãos empreendedores foi em 2001, quando começaram a produzir leite longa vida. Foi um novo fôlego financeiro para a empresa. “Isso nos deu um capital de giro enorme, pois era possível envasar o produto e vendê-lo no mesmo dia. O queijo, por outro lado, precisa de pelo menos 30 dias para maturar e ser entregue”, explica Cesar.

 

A partir de uma oferta de compra, o ano de 2007  foi decisivo para o crescimento da Laticínios Bela Vista. Como a economia nacional e mundial vivia momentos de forte crescimento, investidores (de olho no crescimento do grupo goiano e do mercado de derivados de leite) fizeram ofertas altas para comprar a empresa. Os irmãos recusaram todas e decidiram continuar no negócio. Não era ainda hora de aposentadoria. Aliás, até hoje ainda não fazem ideia de quando esta hora vai chegar.

Nesta época haviam também decidido não mais produzir marcas de terceiros para redes supermercadistas, mas investir no lançamento de suas próprias marcas. “Chegamos a ter 65% do faturamento com produtos de outras empresas, mas decidimos que era hora de mudar. Promovemos grande profissionalização na empresa, promovemos gerentes para cargos de diretor e a contratamos gerentes comerciais em São Paulo e no Nordeste para ampliar nosso mercado”, diz Cesar.


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O centro comercial da região da Rua 44, em Goiânia, vai ganhar mais um shopping destinado aos lojistas de moda que vendem seus produtos no atacado e se consolidar como o segundo maior polo atacadista de moda do País. Na próxima terça-feira (dia 3), um consórcio de investidores vai lançar o Mega Moda Park, com a inauguração do estande de vendas e uma forte campanha de mídia para divulgar o empreendimento.

O Grupo Mega Moda, formado pelo grupo Novo Mundo (50% das ações) e pelas famílias Hugo Goldfeld (25%) e Ian Goldfeld (25%), vai investir R$ 160 milhões na construção do novo shopping atacadista, que terá 800 lojas de 5 a 50 metros quadrados, quatro praças de alimentação, praça de eventos, mais de 1 mil vagas de estacionamento para carros e, como diferencial, oferecerá o primeiro subsolo de Goiânia com 80 vagas para ônibus.

O projeto prevê, ainda, torres comerciais com mais de 120 salas de escritórios, elevador panorâmico, boulevard externo e uma passarela sobre a futura avenida Leste-Oeste. Outro diferencial do empreendimento é a sustentabilidade. O Mega Moda Park será o primeiro shopping de Goiás a ter um telhado verde e fotovoltaico. A ideia é aproveitar a área de 10.600 metros quadrados e fazer uma grande horta com alimentos orgânicos para os lojistas e colaboradores.

O Mega Moda Park será construído na famosa região da 44, no Centro de Goiânia, nas confluências de quatro importantes avenidas: Contorno, Independência, Marginal Botafogo e a futura Leste-Oeste, o que facilitará o acesso dos clientes ao shopping.

No subsolo, haverá uma usina de lixo pra fazer a compostagem dos alimentos da praça de alimentação, que servirão como adubos para a horta. As placas fotovoltaicas garantirão o fornecimento de energia elétrica, tornando o shopping autossustentável e ajudando a preservar o meio ambiente.

Confiança
Presidente do Mega Moda, Carlos Luciano Ribeiro diz ao EMPREENDER EM GOIÁS que o shopping Mega Moda Park será construído em três anos. A primeira etapa está prevista para ser inaugurada em novembro próximo, a segunda em 2019 e a terceira em 2020. Quando estiver todo em operação, estima que serão gerados 8 mil empregos.

Há um ano, a empresa trabalha no projeto do shopping e com pesquisas de mercado para garantir a viabilidade do empreendimento. “Chegou a hora do lançamento comercial para os investidores. O cenário econômico é favorável, com a economia confirmando, a cada dia, uma reação consistente. Esta é a oportunidade dos lojistas montarem ou expandirem seus negócios dentro de um polo que já atrai compradores do Brasil e do exterior”, afirma Carlos Luciano.

Para tornar o complexo ainda mais atraente, o Mega Moda Park oferecerá transfer do Aeroporto Santa Genoveva para o shopping – serviço que passou a ser oferecido em fevereiro último por outro empreendimento do grupo, o Mega Moda Shopping, que foi inaugurado há sete anos, também na Região da 44.

MEGA MODA
O Mega Moda, do Grupo Novo Mundo, é formado pelos dois maiores shoppings atacadistas do país: o Mega Moda Shopping, inaugurado em 2011, e o Mega Moda Park, que será inaugurado em novembro deste ano, ambos na região da 44, em Goiânia. O Mega Moda Hotel, o maior hotel de Goiânia, com 270 apartamentos, o Mini Moda – espaço especializado em moda infanto-juvenil e o Clube de Costura também fazem parte do complexo, que oferece transfer exclusivo para os compradores que chegam pelo aeroporto Santa Genoveva. O Mega Moda Shopping possui área construída de 34 mil m2, com mais de 1.300 lojas e um amplo estacionamento.


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Cotril Motors, há mais de dez anos na Avenida 85, se tornará uma revenda multimarcas

A rede de concessionárias de veículos está menor em Goiás. A Govesa Veículos, primeira revenda Volkswagen no Estado e também uma das pioneiras da montadora alemã no Brasil, e a Cotril Motors, que comercializava os produtos da marca Mitsubishi em Goiás, fecharam as portas, demitindo mais de 100 funcionários.

Por que? Não conseguiram suportar os efeitos da crise econômica, que atingiram em cheio o setor automotivo goiano com a queda das vendas em 2015 e 2016, que só melhoraram no ano passado, como antecipado (leia aqui) com exclusividade pelo EMPREENDER EM GOIÁS. Mas, tarde demais para os dois grupos que, de acordo com informações de analistas do setor, também enfrentaram problemas financeiros, de gestão e, nos últimos anos, falta de competitividade dos produtos das marcas que representavam.

Star Motors
A Mitsubishi Motors, representada pela HPE Automotores do Brasil (ex-MMC) e que tem fábrica em Catalão (GO), agiu rápido. Nomeou o Grupo Star Motors, novo concessionário das marcas Mitsubishi e Suzuki em Goiânia e Anápolis, além de Imperatriz e Balsas, no Maranhão. Nesta quarta-feira (dia 10), a Star Motors abre as portas com 40 carros da marca japonesa, na Avenida 85, onde funcionou por vários anos como concessionário Mercedes-Benz em Goiânia, cuja operação foi vendida em 2016 para o Grupo Tecar. Há mais de um ano, a Star Motors também adquiriu a Akar, revenda Kia Motors, e espera a carta de anuência para iniciar a venda de veículos da marca coreana, embora já dê assistência aos clientes na oficina.

A partir de 18 de janeiro, a Cotril Motors, que há 16 anos era concessionário Mitsubishi, completados em novembro do ano passado, vai se transformar em Cotril Multimarcas, na esquina da Avenida 85 com a Avenida Edmundo Pinheiro de Abreu. A empresa, que foi referência em vendas dos produtos da montadora japonesa em 2011 na Região Centro-Oeste, também tinha uma estrutura pesada e a situação se complicou com a inauguração em dezembro de 2011 de um novo concessionário da marca no Estado, a Azuka, do grupo Belcar Veículos. O grupo goiano Cotril, fundado em 1965, continua com a Cotril Máquinas, representante da New Holland, e a Cotril Agropecuária.

Concessionária pioneira em Goiás, sede da Govesa próxima a rodoviária de Goiânia vai se tornar um centro comercial popular

Grupo Govesa
Após um casamento de mais de 60 anos, a Govesa Veículos deve assinar nos próximos dias um acordo de separação amigável com a Volkswagen do Brasil. A filial da T-63 já se transformou em loja multimarcas e a revenda da Avenida Independência, com seus 12 mil metros quadrados, dará lugar a um shopping popular, no qual serão investidos R$ 70 milhões, conforme informações publicadas em dezembro pelo jornal O Popular.

Além de enfrentar os efeitos da crise econômica, a Govesa adquiriu uma concessionária Volkswagen em Brasília, o que elevou o endividamento da empresa num momento de agravamento da recessão, provocando queda nas vendas e, consequente, redução da receita da empresa. Além do segmento de veículos, o Grupo Govesa continua operando o Consórcio Govesa, bem como a Govesa Construtora, Govesa Locadora de Equipamentos e a Govesa Mineradora.

A história do Grupo Govesa começa em 1942, quando Ignacy Goldfeld fundou a Emig – Eletrônica Mecânica Importadora de Goiás Ltda, uma loja de rádios e materiais elétricos. Com o crescimento da indústria automobilística nacional, mudou seu nome para Emeve – Eletro Mecânica de Veículos Ltda, se tornando em 1957 a primeira concessionária Volkswagen em Goiás e uma das primeiras a se instalar no Brasil. Anos depois, recebeu o nome definitivo de Govesa Goiânia Veículos S/A.


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Filipe Peixoto aposta na inovação do tradicional espetinho para se tornar franqueador

Publicitário por formação e empreendedor por desejo, o jovem Filipe Peixoto sonhava em abrir seu próprio negócio, mas que fosse inovador na área de alimentação. Há um ano e meio abriu o Jantinha Fast: um drive trhu para a venda de espetinhos de carne e de queijo, além de acompanhamentos, como arroz e vinagrete. “Sempre quis abrir meu próprio negócio e um amigo disse que jantinha dava dinheiro. Queria algo inovador”, afirma Peixoto ao EMPREENDER EM GOIÁS na sede da sua empresa (Avenida D, em Goiânia).

Da ideia do negócio à inauguração da empresa, em abril de 2016, foram apenas dois meses. Com o apoio dos pais, Peixoto teve ajuda também de uma amiga que mostrou o local escolhido para montar o Jantinha Fast, de aproximadamente 40 metros quadrados, onde antes funcionou um drive thru de pães. Enquanto o local passava por reforma, o empresário foi em busca da cozinheira, churrasqueiro e demais pessoas para a sua equipe. O primeiro profissional responsável pelo churrasco foi um tio, que “era o churrasqueiro da família”. Ficou por dois meses colaborando na construção do projeto.

O Jantinha Fast começou com o drive thru, a ideia inicial. Um mês após inaugurado, Peixoto expandiu o atendimento para o modelo delivery. Um ano depois abriu o deck, espaço para atender os clientes interessados em comer no local. O quantitativo da equipe se mantém desde o início: cinco, entre cozinheira, atendentes, caixa e churrasqueiro. O atendente do drive thru também anota os pedidos dos clientes no deck. Não há garçom e a entrega é terceirizada.

No primeiro mês de atividade do Jantinha Fast, o negócio teve faturamento de R$ 40 mil. Hoje vende R$ 65 mil por mês e a expectativa para 2018 é passar de R$ 1 milhão ao ano – o que representaria mais de R$ 80 mil/mês. No início vendia de 80 a 90 ‘jantinhas’ por dia. Hoje saem entre 120 a 150 unidades. Das vendas realizadas, 60% são via drive thru, 20% delivery e 20% feitas no deck. A média de espera entre o pedido e entrega é de 7 minutos, garante Peixoto.

Demanda
Natural de Jaraguá, Filipe Peixoto tem 26 anos de idade e mora sozinho em Goiânia há oito anos. Diz que sempre teve dificuldade para encontrar comida fresca, caseira e com comodidade, “sem ter de sair do carro”. Foi nisto que viu a oportunidade de montar um negócio diferente para atender, pelo menos inicialmente, o público que tem perfil semelhante ao seu. Com o Jantinha Fast, Peixoto diz ser concorrente indiretamente de todo restaurante que está aberto no mesmo horário (de segunda-feira a sábado, das 17h30 às 23h30) que o empreendimento dele. Mas para drive trhu, frisa, a concorrência são grandes redes de fast-food e pizzarias.

“É o único ainda de jantinha. Concorrência sempre tem, mas quem trabalha direitinho tem sempre clientes também”, afirma. “Acho interessante essa vontade de empreender quando a gente passa por situação de crise. Foi de onde eu tive uma ideia”, conta o publicitário, responsável por todo o marketing da sua própria empresa, como redes sociais e o processo criativo dos pratos. Além disso trabalha como operador, no caixa e atendimento. Faz “de tudo um pouco”, menos o preparo da comida.

“Acredito muito no meu negócio. Isso faz com que eu tenha sempre ânimo para estar aqui, para criar, para atender meu cliente. Porque meu plano não é só para esse ano ou ano que vem. É para vida toda. Para crescer, virar uma rede grande. Sou muito otimista. Meu pai me ajudou a por meus pés no chão, falar para ir com calma. O retorno tanto financeiro como pessoal me dá mais vontade de continuar”, diz.

META É TRANSFORMAR EM FRANQUIA

A ideia de transformar o Jatinha Fast em franquia já nasceu quase junto com o próprio estabelecimento. O empresário Felipe Peixoto teve contato com um escritório de consultoria e, dois meses depois da inauguração do negócio, começou essa modelagem de franquia, que foi lançada e está disponível para franqueados desde julho passado. O investimento total previsto para o franqueado é de R$ 150 mil, que inclui a taxa de franquia de R$ 15 mil, além de prever gastos com estrutura, capital de giro e primeira compra. O retorno é calculado para ocorrer entre 16 a 24 meses.

O formato prevê que a franqueadora oferecerá os espetos, para manter o padrão de qualidade da carne, e as embalagens. “O restante fica por conta do franqueado. Porque facilita a negociação e a compra dele. É um modelo de negócio fácil de operar. Porque é pequeno, cardápio enxuto”, informa Peixoto. A ideia, frisa o empresário, é expandir em Goiânia, Anápolis, Brasília. “Mesmo com o pessoal estando com medo desta crise toda, a procura está grande”, diz Peixoto. Sua expectativa é, até o fim deste ano, fechar o primeiro contrato.

Opções
O menu tem 14 tipos de espetos, entre opções de cortes de bovinos e aves, além de queijos. A ‘jantinha’ tradicional é composta por arroz, feijão tropeiro, mandioca e vinagrete. Mandioca ao alho desidratado é uma opção de adicional. Há ainda a opção fitness (arroz integral ou mandioca e vinagrete) e a premium (carne angus e o entrecôte, corte que vem acompanhado de batata frita e molho de pequi, de alho ou de ervas). Os valores dos pratos completos variam entre R$ 18,90 a R$ 22,90, dependendo do tipo de espeto. Também há opção para comprar só os espetos, que custam entre R$ 9,50 a R$ 13,50.

Os espetos são feitos diariamente e de carne fresca. “Trabalhamos com açougues pequenos”, frisa o empresário. Os acompanhamentos são preparados todo dia em poucas porções e em panelas pequenas. “Aqui dentro não tem micro-ondas. É fogão mesmo. O espeto é na brasa, na churrasqueira”. Peixoto diz tomar esses cuidados para a comida estar sempre com “gosto caseiro e fresca”. O espeto vai embrulhado em papel alumínio e dentro de uma caixa de papelão para manter a temperatura. Os acompanhamentos vão numa embalagem de plástico, dividida em três compartimentos, e que pode ser levada ao congelador e ao micro-ondas.


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Quando Mariana Perdomo se formou em Gastronomia, em 2015, ela só queria ser independente e continuar vivendo em Goiânia. Deu o primeiro passo importante: fez 220 unidades de bolo de pote e levou para a feira do Centro Cultural Oscar Niemeyer. Vendeu todos em poucas horas. Um ano depois, montou uma confeitaria no Setor Bueno. Agora, dois anos após abrir sua loja, ela se muda para uma confeitaria com 300 metros quadrados. Para a abertura, que vai acontecer nesta segunda-feira (19), e com o crescimento na produção, a empresária vai ampliar de 30 para 40 o quadro de funcionários.

O gosto pela gastronomia veio das raízes. A caçula Mariana nasceu em Iporá, onde seus pais têm espaço de festas e fazem eventos. Ela se mudou para Goiânia para estudar Gastronomia. “Meus pais pensavam que depois eu voltaria para trabalhar com eles. Mas nunca foi desejo do meu coração”, revela. E foi em Iporá que nasceram os primeiros potes de bolo, durante uma viagem de férias. “Os iporaenses foram os primeiros a acreditar em mim”, lembra.

Sucesso

Aos 19 anos, terminando a faculdade e com dificuldade para revelar seus planos aos pais, a jovem fez bolos e ovos de Páscoa para vender aos colegas e trabalhou em um restaurante para se sustentar. A boa aceitação dos produtos e a certeza de que queria permanecer na capital a levaram a se estabelecer na feira, utilizando o lucro que teve em Iporá para a primeira produção em maior escala.

No dia seguinte à estreia bem sucedida na feira, saiu do apartamento que dividia com parentes e alugou um para morar sozinha. Logo chegou a uma média de 600 potes vendidos ao dia. “Foi a melhor coisa que me aconteceu. Sou muito decidida. Quando quero, eu faço acontecer. Enfiei a cara e fui com uma certeza grande que daria certo”, justifica.

Mariana decidiu investir o que ganhou na feira com a produção dos bolos. “Deus foi abrindo portas”, diz. Produzindo em casa, sua vontade era ter uma cozinha confortável e vender todos os dias. Para isso alugou um pequeno ponto no Edifício Absolut, na Avenida T-4, “Eu fabricava em casa e na loja só tinha geladeira”, recorda. As redes sociais foram grandes aliadas na divulgação, assim como o “boca-a-boca”. Os pais, mesmo assustados, apoiaram a filha, alertando sobre os custos de ser empresária.

Com algumas reformas, Mariana inaugurou a confeitaria em setembro de 2016, onde passou a produzir e vender. Em pouco tempo, a loja se tornou um dos points mais atrativos de Goiânia. Foi preciso contratar funcionários e trazer uma das irmãs para trabalhar com ela. “Passei a ser o orgulho da família e meu sonho agora é trazer meus pais e minha outra irmã”, conta a confeiteira.

Aos 24 anos, Mariana Perdomo ampliou o cardápio da confeitaria e trabalha entre 10 e 12 horas diárias. “Hoje, já consigo parar nos fins de semana”, frisa. As datas comemorativas como Páscoa e Natal são as de maior movimento, com mais encomendas. “Tenho um consumidor fiel, desde os tempos da feira”, comemora.

Para Mariana, o sucesso vem não só de sua dedicação, mas da qualidade do que produz. “Só faz sentido estar onde estou se eu estiver feliz e se meu produto tiver qualidade. Fui contratando pessoas para me ajudar, mas sempre me mantive na produção”. Por isso, ela não pretende abrir franquias. Pretende ter novas lojas, mas todas próprias e apenas quando se sentir segura. “Quero ter qualidade de vida, ser feliz e ter controle da qualidade no meu produto”, afirma.

Superação

Apesar do rápido sucesso, a trajetória não foi tão doce o tempo todo. “Os desafios são diários. Se você faz contas demais, não abre empresa. Eu não entendia nada de fechamento de caixa, de RH. O primeiro ano foi muito difícil. Sofri, não sabia lidar com o financeiro nem com fornecedores. Fui roubada. Pensei em voltar a produzir no apartamento, mas fui aprendendo. Primeiro, entraram só pessoas erradas na minha vida, depois vieram as pessoas boas. Minha equipe é unida e faz parte do meu sucesso”, destaca.

A diversidade que já vinha sendo aplicada na produção, está ainda maior na nova loja. O cardápio inclui bolo gelado, cone trufado, palha italiana, bala de coco e tortas. Mas o bolo de pote ainda é a marca da jovem empreendedora Mariana Perdomo, que também conquistou espaço como fornecedora de doces para eventos, outra responsabilidade.

“Tento nunca ficar estagnada, mas sempre procurar coisas novas. Sobre o sucesso, faço de conta que ainda sou a Mariana da feira. Lógico, com mais experiência e muita gratidão a Deus. Minha essência é a mesma. Sinto até um calafrio quando vejo como cresci. A responsabilidade assusta, mas aprendi a lidar com ela. Deus me colocou nesse mundo para fazer doce. Essa é minha maior alegria, é minha vida”, afirma.


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José Garrote começou a empreender com 19 anos de idade em Itaberaí. Seu grupo hoje fatura mais de R$ 1 bilhão por ano

A indústria goiana São Salvador Alimentos (SSA), dona das marcas SuperFrango e Boua, abate 270 mil aves por dia para abastecer mercados de oito Estados brasileiros e do Distrito Federal, além de vender para 62 países. No ano passado, quando a economia brasileira retraiu 3,6%, o faturamento da SSA cresceu 21% e rompeu a barreira de R$ 1 bilhão. Para contar a história da empresa, o CEO do grupo, José Carlos Garrote de Souza recebeu a equipe do EMPREENDER EM GOIÁS na sede em Itaberaí (GO). De jeitão simples e cordial, pediu apenas mais 20 minutos de espera. É que naquele momento concluía parceria com representantes da terceira maior distribuidora de alimentos do Japão.

Com fábrica de rações, de recria, unidade de recria de aves matrizes, unidade de produção de ovos férteis, incubatório, armazéns graneleiros, sistema de integração de aves e um dos maiores e mais modernos abatedouros de aves do País, a empresa goiana emprega diretamente 3,6 mil trabalhadores e contrata outros 1,5 mil terceirizados. Em 2005, depois de participar de uma missão comercial chefiada pelo governador Marconi Perillo no mercado da Ásia, começou a fechar contratos de exportação. Em 2011, fez a primeira venda para a Europa e, há dois anos, entrou no maior mercado do mundo, na China. Hoje o grupo goiano exporta três mil toneladas por mês, que representa 22% do seu faturamento.

Com a expansão no mercado internacional, também aumentaram as exigências sobre a qualidade dos produtos e a vigilância sanitária sobre a empresa, que investe alto. Só no ano passado foram R$ 30 milhões em sistemas de tratamento e disposição de resíduos, serviços externos de gestão ambiental e em certificação externa dos sistemas de gestão. A SSA também construiu sua própria estação de tratamento de efluentes (ETE), onde a água captada para abastecer sua produção é depois tratada e devolvida mais pura ao Rio das Pedras, de Itaberaí.

Seu complexo industrial impressiona, não apenas pelo tamanho, mas também pela organização, limpeza e automação. O grupo investe apenas na área de tecnologia mais de R$ 500 mil por mês. A SSA continua a investir na expansão e, mais recentemente, na diversificação de seus produtos. Em 2014 lançou uma nova marca, a Boua, que produz e comercializa itens como vegetais congelados, defumados, batatas palitos e embutidos. Para os próximos dois anos prevê investir mais de R$ 200 milhões em novas unidades fabris e produtos, sem revelar detalhes.

Início da sociedade
A história de São Salvador Alimentos começa na década de 80. O produtor rural Carlos Vieira da Cunha tinha granja na região de Itaberaí com capacidade para 40 mil aves, uma das maiores no Estado. Era sogro de José Garrote que, com pouco apenas 21 anos, administrava as duas farmácias do seu pai na cidade e tinha aberto um novo negócio, de produção de sementes de arroz para vender em Goiânia. Mas, por causa de grave problema de saúde na família, Carlos Vieira teve de ausentar da administração da granja em 1981. Recorreu ao genro. “Além de assumir a responsabilidade, vendi todos meus negócios para investir na granja”, afirma Garrote.

O aporte de recursos permitiu o crescimento do empreendimento, agora uma sociedade entre sogro e genro. Durante os primeiros oito anos, Garrote teve de buscar pintinhos em Uberlândia. Isto cinco viagens por semana, com ajuda de um funcionário, numa Kombi. Neste período o jovem empresário conheceu Alfredo Rezende, da Granja Rezende, que foi praticamente seu mentor no segmento de avicultura.

Carlos Vieira e José Garrote decidiram dar novo salto em 1986: construir um abatedouro. A ideia era comprar equipamento para o abate de quatro mil aves por dia. Compraram um com capacidade seis vezes maior. “Disse para meu sogro que a empreitada ia ficar pesada demais. Ele retrucou que nunca tinha voltado de mãos vazias de um negócio”, frisa Garrote.

Foram cinco anos até inaugurarem o Abatedouro São Salvador, em 1991, com 73 funcionários. O investimento na época foi de US$ 2 milhões. “Vendi mais uma vez todo o meu patrimônio, inclusive a casa que morava, e peguei muito dinheiro emprestado. Meu sogro vendeu a metade do patrimônio dele. Apesar do elevado risco, sempre acreditamos no negócio”, afirma Garrote.

No início nada saiu como planejado. Para começar, por conta dos altos custos para construir e equipar o abatedouro, a empresa ficou sem capital de giro. Para piorar, surgiram vários problemas na linha de produção. “O primeiro frango saiu todo esgarçado porque as máquinas não estavam ajustadas”, lembra o empresário. Isto tudo exigiu adequações nas máquinas, redução de custos com a troca de fornecedores, aumento da produtividade e mudança na política comercial da empresa, passando a vender diretamente para os frigoríficos.

Quitadas as dívidas, realizados os ajustes na produção e remodelada a política comercial, a indústria goiana passou a crescer rápido na década de 90. Com o apoio de incentivos fiscais e financiamentos do FCO, ganhou fôlego financeiro para investir na expansão e estar hoje entre as maiores indústrias de aves do País, concorrendo com gigantes como Perdigão e Sadia. “Até parece que foi fácil, mas foram 30 anos de muito trabalho, sacrifícios pessoais e correndo riscos. Cheguei a vender tudo o que tinha três vezes na minha vida para investir no negócio. Nunca me arrependi”, enfatiza Garrote.

“Vendi tudo o que tinha três vezes na minha vida para investir no negócio. Nunca me arrependi”, afirma José Garrote


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Claudionor e Shirley posam orgulhosos diante de foto que mostra as empresas do grupo

Quase todas as histórias de empreendedores de sucesso têm um momento em que decidem correr riscos para a realização de um sonho ou projeto. No caso de Claudionor Rodrigues e Shirley Leal, sócios do Grupo Belcar, beirou a irresponsabilidade. Resolveram vender todo o patrimônio que juntaram em quase 20 anos como empregados para comprarem metade de um negócio à beira da falência. Mais: sem terem o menor conhecimento do que iriam encontrar na empresa.

“Era uma vontade muito grande de ganhar dinheiro. Éramos até certo ponto irresponsáveis. Na faixa dos 30 e 40 anos de idade, você tem maior disposição ao risco. Hoje, tenho mais ponderação, não sei se teria essa mesma coragem”, afirma Claudionor, sobre a decisão de comprar a metade da Belcar sem nunca ter entrado na loja.

Era abril de 1993. Naquela época, a Belcar vendia apenas 15 veículos novos por mês, quase 10% das vendas registradas pela Govesa, onde Claudionor e Shirley trabalharam por muito anos antes de decidirem ter sua própria concessionária.

Mais de vinte anos depois, a Belcar é uma das principais concessionárias da Volkswagen no Brasil e teve no ano passado faturamento bruto de R$ 277 milhões. A empresa tem hoje 430 funcionários em concessionárias da Volkswagen e Mitsubishi, bem como em revendas da Yamaha.

Isto num segmento que sofreu queda média de 40% nas vendas nos últimos três anos, por conta da grave crise econômica no País.

Casamento perfeito
De origem humilde, característica que mantém até hoje, Shirley e Claudionor contam ao EMPREENDER EM GOIÁS como a experiência, talento e força de vontade ajudaram a ter sucesso no empreendimento. Ele sempre foi da área de vendas e comercial, enquanto o forte dela era finanças e cadastro. Ambos formam um casal (não são marido e mulher, convém frisar) quase imbatível no segmento de veículos em Goiás.

“Sempre fui muito ambiciosa. Meu pai foi tratorista, passava muito tempo longe de casa e minha mãe sofria muito. Eu sempre quis vencer na vida para não passar as dificuldades da minha mãe”, afirma Shirley, que trabalhou pela primeira vez aos 13 anos, quando um amigo da família a empregou numa papelaria no Bairro Feliz. “Ele era japonês e me ensinou tudo, desde a importância da disciplina até a abrir a loja e fechar um balancete”, conta.

Baiano de Guanambi, Claudionor mudou para Goiânia aos 17 anos de idade e conseguiu o primeiro emprego num banco e, depois, para fazer o cadastro de clientes de uma revenda (garagem) de veículos seminovos.

O destino levou Claudionor e Shirley a trabalharem na concessionária Govesa (Volkswagen), em Goiânia. Ele como vendedor, ela como telefonista e depois no crédito. Logo ganharam confiança dos donos da empresa e assumiram postos de gerentes e diretores das áreas comercial e financeira, respectivamente.

Em decorrência de mudanças na direção da Govesa, Claudionor e Shirley deixaram a empresa, na qual trabalharam por duas décadas. Cada um tinha planos diferentes para o futuro. Mas uma oportunidade surgiu: comprar a metade da Belcar que, mesmo quase falida, cobrava um preço alto para a dupla.

Chamados de loucos por parentes e familiares, os dois venderam tudo que tinham e juntaram o dinheiro para adquirirem 50% do negócio. A outra metade permaneceu nas mãos da família Bernardino.

“Tínhamos na época a opção de sermos donos de 100% de uma concessionária Fiat, mas o Claudionor sempre foi apaixonado pela Volkswagen e, por isso, decidimos fechar o negócio”, afirma Shirley. Apesar da “irresponsabilidade” de terem arriscado tudo, os empresários creditam o sucesso à experiência adquirida ao longo da trajetória como empregados.

Dupla de empresários trabalha com veículos da Volkswagen desde 1973

Superação
O início foi complicado. Os processos na Belcar eram tão arcaicos que uma das primeiras vendas nas mãos dos novos sócios demorou um dia para ser concretizada. Além disso, o Brasil vivia grave crise econômica que antecedeu o Plano Real, além da concorrência com as outras concessionárias, claro. Shirley e Claudionor viram que era preciso virar a Belcar de cabeça para baixo e exigiram que todas as decisões seriam dos dois, mostrando a confiança na experiência.

Claudionor vendia sozinho 50 carros por mês quando trabalhava na antiga concessionária. Não via porque não conseguiria vender este mesmo volume na empresa que acabara de ser sócio. Lançou um plano para concorrer com os consórcios, batizado de Plano Belcar. “O crescimento nas vendas foi imediato. No primeiro mês, dobramos o volume mensal de 15 para 30 carros”, conta Claudionor.

A estratégia agressiva de vendas e a nova gestão financeira da empresa implantadas pelos empresários deram tão certo que, em 1996, a nova Belcar inaugurava sua sede própria no Alto da Glória. Aliás, uma das exigências da Volkswagen para os novos sócios da concessionária.

O Grupo Belcar, nas mãos de Claudionor e Shirley, não parou mais de crescer e se expandir em Goiânia. Entrou na área de motocicletas ao abrir duas revendas autorizadas da Yamaha e, em 2011, inaugurou a Asuka, concessionária de veículos Mitsubishi. No mesmo ano, a nova concessionária já conquistava prêmio da montadora japonesa.


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Conforme antecipado (confira aqui) pelo EMPREENDER EM GOIÁS, a Incorporadora Emoções, que tem entre seus sócios o rei Roberto Carlos, confirmou para o próximo dia 7 de março a apresentação do primeiro empreendimento de alto luxo da empresa em Goiânia, que será construído em parceria com a GMP Incorporação e GPL Incorporadora.

Caberão aos sócios Ubirajara Guimarães (Bira) e Jaime Sirena (Dody Siena, o outro sócio, não virá) a apresentação do empreendimento residencial que será construído no Parque Flamboyant, no Jardim Goiás, e terá o nome de uma das canções de Roberto, assim como são os de outros empreendimentos lançados pela empresa. O edifício será de alto padrão e contará com os mais modernos conceitos de arquitetura, tecnologia e sustentabilidade.

Em 2018, a Incorporadora Emoções também vai lançar mais dois prédios residenciais na cidade de São Paulo e um condomínio de casas em Indaiatuba (98 km da capital). Desde 2011, a empresa já entregou três prédios em São Paulo e um em Aracaju (SE).

Roberto Carlos tem um gosto especial pela arquitetura e, por isso, em 2011, decidiu entrar no mercado imobiliário criando a Incorporadora Emoções. O primeiro empreendimento da empresa foi lançado em 2011, na cidade de São Paulo, e recebeu o nome de Horizonte JK, uma junção do nome de uma das músicas de Roberto e o endereço em que o prédio é localizado, na Avenida Juscelino Kubitschek, no Itaim Bibi (zona oeste). O edifício foi entregue em 2014 e é uma mistura de comercial com residencial. São 80 unidades de escritório e quase 270 apartamentos.

Também foram entregues os prédios comerciais Horizonte Jardins, em Aracaju (Sergipe) e, em São Paulo, o Horizonte Vital Brasil, no Butantã (zona oeste), e o Coletânea Office Square, no Carrão (zona leste). Nesse último, não foi possível fazer a alteração do nome.

Palpite
Roberto Carlos dá palpites nos projetos e quando há uma brecha em sua agenda, ele faz visitas aos empreendimentos. Os edifícios tendem a seguir o gosto do cantor. “Os prédios puxam para o tom azul e remetem à personalidade de Roberto, mas não expõem a figura dele com fotos. É muito sutil. Ele tem participação ativa, gosta de ver os projetos e opinar”, afirma Jaime Sirena ao portal UOL.

Segundo ele, na mesma entrevista, a reputação de Roberto Carlos ajuda nos negócios. “É evidente que é difícil fazer a separação. O artista ajuda. Ele tem mais de 50 anos de carreira e nada que tire a credibilidade e segurança para quem quer adquirir um empreendimento. Aquele que vai fazer um investimento no início da obra tem que acreditar que o prédio vai ficar pronto. Dá credibilidade por ser dele”.


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Raridade: Itamar e Jerônimo são amigos e sócios desde a juventude

Poucos restaurantes goianos conseguem passar dos 50 anos no mesmo local, mantendo a tradição, oferecendo praticamente o mesmo cardápio e conservando e, ainda por cima, atraindo novos clientes. É o caso da Pizzaria Cento e Dez, a mais famosa e antiga pizzaria de Goiás, que completa 52 anos de atividade em 10 de março, dos quais 47 anos sob a direção dos mesmos donos, Jerônimo Antônio de Carvalho e Itamar Roberto, amigos e sócios desde a juventude. Aliás, outro fato muito raro no mundo dos negócios.

Desde que foi aberta em 1966, pelas mãos dos sócios Bose e Bonelli e depois repassada a um empresário português, a Cento e Dez está localizada em pleno coração de Goiânia, na Rua 3, entre a Avenida Tocantins e a Rua 9, e faz parte da história do Centro da capital. É possível atestar a tradicionalidade do restaurante através do documento do registro da empresa, em 28 de fevereiro de 1966, que está num quadro estampado na parede do restaurante.

O ex-governador Otávio Lage tinha a sua mesa cativa na pizzaria. Já passaram por lá também outros ex-governadores e hoje é frequentada, ainda, por políticos, empresários, artistas, inclusive de outras cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, que visitam Goiânia. No local, as únicas adaptações realizadas foram as modernizações do banheiro e da cozinha, bem como a instalação de um elevador que leva ao segundo piso, para servir as pessoas que têm dificuldades em usar escadas.

Sociedade
Jerônimo e Itamar contam ao EMPREENDER EM GOIÁS que desde a juventude são amigos e sócios. Antes da Cento e Dez, eles comandavam a Panificadora Seleta, localizada na Avenida Goiás, quando o Setor Central era o auge do comércio e do lazer dos seus moradores. O segredo dessa união ter rendido e ainda estar durando negócios de sucesso e amizade está no respeito que um tem pelo outro. “Sempre colocamos os problemas na mesa e buscamos juntos as soluções”, diz Jerônimo.

No negócio, os dois sócios sempre se posicionaram em defesa da qualidade das matérias-primas para garantir a oferta de produtos de qualidade e a satisfação dos clientes. Outro ponto importante, em qualquer negócio, lembram, é o bom atendimento aos clientes. “O atendimento diferenciado faz a diferença”, afirma Itamar.

A Pizzeria Cento e Dez tem em seu cardápio 60 variedades de pizzas, além de saladas e massas, preparadas artesanalmente. O tipo de pizza mais pedido sempre foi e continua sendo a Moda da Casa. O dito popular que domingo é dia de pizza se confirma na Cento e Dez. Realmente, domingo é o dia que mais se vende pizzas, sendo que 40% são entregues pelo serviço delivery.

O nome Cento e Dez foi criado, em 1966, associando o nome da pizzaria ao número do imóvel que se localiza – 110. Contudo, alguns anos depois, a Prefeitura de Goiânia renumerou os imóveis e o prédio passou a ter o número 1.000. Mas o nome da pizzaria permanece o mesmo. Até as mesas e cadeiras da pizzaria são as mesmas, embora, passem por reformas constantes. Muitos dos 22 funcionários trabalham na casa há mais de 30 anos.

Os donos da Cento e Dez não tem planos de expansão do restaurante. Porém, alguns dos filhos abriram negócios dentro do ramo, mantendo a tradição dos pais.


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Confirmado e, conforme antecipado pelo EMPREENDER EM GOIÁS, o cantor e compositor Roberto Carlos participará da avant-première do empreendimento Horizonte Flamboyant, que acontecerá no próximo dia 17 de maio, às 19 horas, em Goiânia, dois dias antes do lançamento oficial do empreendimento. O residencial de alto padrão é o quinto que será construído pela Emoções Incorporadora, empresa criada em 2011, em São Paulo, pelo cantor e seus sócios Ubirajara Guimarães e os irmãos Dody e Jaime Sirena. Em Goiânia, são parceiros no projeto as empresas goianas GMP Incorporação e GPL Construtora e Incorporadora.

Na oportunidade, Roberto Carlos fará a abertura oficial dos apartamentos decorados. Dois dias depois, no dia 19 de maio, às 21 horas, conforme antecipou no dia 7 de março o EMPREENDER EM GOIÁS,  o cantor fará show especial no Goiânia Arena. A recepção será feita para um grupo petit comité formada por clientes do empreendimento e será realizada no próprio estande do Horizonte Flamboyant, localizado na Rua H, do Jardim Goiás, de frente para o Parque Flamboyant.

Cerca de R$ 140 milhões é o valor a ser investido no empreendimento Horizonte Flamboyant . O residencial será construído em terreno de 3,79 mil metros quadrados no Jardim Goiás, entre o Parque Flamboyant e a Praça das Artes, cujo proprietário, o empresário Lourival Louza, é um dos parceiros no empreendimento. O Horizonte Flamboyant terá 45 pavimentos, com 39 andares residenciais, 148 apartamentos, com metragens de 177 a 204 metros quadrados, e 4 penthouses, de 444 a 507,55 metros quadrados. O Horizonte Flamboyant terá torre única, com duas alas independentes. Os apartamentos serão de três ou de quatro quartos, além das quatro penthouses. Além da área de lazer no mezanino, será construída outra área de lazer e convivência, no 33º andar, o Sky Club, com vista panorâmica da cidade, dotada de academia, longe e bistrô, entre outros itens de comodidade. Outro diferencial é o oferecimento de serviços personalizados para os moradores.

As obras terão início a partir de maio e a entrega está programada para março de 2022. “Estamos aproveitando o bom momento econômico do País, com a volta da confiança dos consumidores e dos empresários na retomada do crescimento brasileiro”, afirmou Guilherme Pinheiro, da GPL Incorporadora.


Diferenciais

Segundo ele, será um produto diferenciado, com preço atrativo, concebido levando em consideração os conceitos de confiabilidade, qualidade e foco no cliente”, explicou. Entre os diferenciais do empreendimento está a arquitetura inovadora – o prédio foi concebido de forma a lembrar uma rosa e teve inspiração na prática do Rei Roberto Carlos de distribuir flores ao final de seus shows. Também foram levados em consideração a utilização de tecnologias avançadas e os conceitos de sustentabilidade.

Um dos sócios da Emoções Incorporadora, Ubirajara Guimarães, lembrou que Roberto Carlos, que sempre foi apaixonado pela arquitetura e pela construção, demonstrou muita satisfação com a parceria que está sendo celebrada com as empresas de Goiás. Segundo ele, Goiânia é uma das mais prósperas, produtivas e acolhedoras capitais brasileiras. A Emoções atua em São Paulo e Sergipe e está com plano de expansão para todo o País. “A capital de Goiás é a primeira do Centro-Oeste, onde estamos chegando. Estávamos procurando outras capitais para levarmos o nosso nome e conhecimento e houve um encantamento imediato pela área que nos foi apresentada e muita sinergia com o grupo de empreendedores local”, explicou.


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