Os Estados da Região Sudeste são responsáveis por 58% do valor da transformação industrial, mas têm perdido terreno especialmente para os Estados do Centro-Oeste, região que teve maior crescimento da industrialização no País entre 2008 e 2017, segundo estudos do IBGE. O Sudeste se mantém na liderança, seguido pelas Regiões Sul (19,6%), Nordeste (9,9%), Norte (6,9%) e Centro-Oeste (5,6%). Mas, desde 2008, houve um recuo de 4.2 pontos porcentuais (p.p.) na participação do Sudeste, em favor do Centro-Oeste, que teve o maior avanço (1,9 p.p.), seguido pelo Sul (1,3 p.p.).

O valor da transformação industrial é o valor bruto da produção menos os custos das operações, e serve como uma aproximação do valor adicionado pela atividade industrial. O deslocamento produtivo em direção ao Centro-Oeste se deu principalmente em razão da migração de plantas agroindustriais que eram dedicadas à fabricação de produtos alimentícios e passaram a participar da produção de biocombustíveis, fazendo com que essa atividade se tornasse uma das três mais relevantes da região.

A Pesquisa Industrial Anual (PIA) Produto 2017 do IBGE mostrou que carnes de bovinos frescas ou refrigeradas (12,9%), tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja (8,8%) e álcool etílico (etanol) não desnaturado para fins carburantes (7,3%), que foram responsáveis por 29,0% do valor de vendas na indústria do Centro-Oeste.

De 2008 a 2017, as Regiões Norte e Nordeste mostraram o maior número de atividades industriais que ingressaram, pela primeira vez, entre as três com os maiores valores de transformação industrial de cada estado: foram 8 no Nordeste e 6 no Norte. Dos nove estados do Nordeste, apenas Paraíba e Sergipe não tiveram novas atividades industriais entre as três mais importantes.

Na região Norte, 5 dos 7 Estados tiveram atividades estreantes entre aquelas com os três maiores valores de transformação industrial. O destaque foi o Amapá, onde a metalurgia (26,1%) e os produtos alimentícios (16,7%) já representam quase 43% do valor de transformação industrial local. No Amazonas, a fabricação de bebidas (21,5%) figura na segunda posição entre os três maiores. No Tocantins, a fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis já representa 10,8%.


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