E assim é definido no dicionário o termo capitalismo: “sistema econômico baseado na legitimidade dos bens privados e na irrestrita liberdade de comércio e indústria, com o principal objetivo de adquirir lucro”. Mas será realmente o ganho financeiro o maior propósito do capitalismo? Não mesmo. E se você pensa em abrir ou mantém um negócio apenas com esse intuito, saiba que está perdendo e muito.

Nos dias de hoje, para muita gente, o dinheiro é apenas um detalhe, vantajoso é claro, mas não é o principal. Mundo a fora são inúmeros os exemplos de profissionais já consolidados no mercado e que abriram mão de tudo que conquistaram em anos, porque já não enxergavam em suas carreiras algo essencial à vida como o ar, a água, o alimento: propósito. Creio, inclusive, que sem isso, ninguém chega a lugar algum ou sequer levanta da cama.

Sendo assim a união entre capitalismo e paixão é possível e traz uma nova forma de se pensar e administrar uma empresa, um novo jeito de se perceber o lucro, ou seja, a sua satisfação pessoal e profissional passam a contabilizar, e muito, no resultado do seu negócio.

É inegável que o capitalismo nutrido pelo lucro em primeiro lugar já não se sustenta, e tende a ser trocado por um novo modelo econômico, onde a principal razão de existir de um negócio não é mais o resultado financeiro, mas o seu propósito, e o que pode ser feito de diferente na vida das pessoas. Estamos falando de empresas que querem trazer ao mundo uma evolução do capitalismo, querem oferecer alternativas para criar prosperidade a todos, a partir da integração entre stakeholders (parte interessada), lideranças conscientes e de valores que traduzem uma visão além do lucro.

A necessidade de trazer propósitos claros para as empresas é, inclusive, fruto da evolução do próprio consumidor, que sendo mais exigente e engajado politicamente nas causas (ambientais, sociais, culturais) cobra isso diariamente das corporações.

Vale lembrar, é claro, que o lucro não deixa de ser importante, mas que deve vir naturalmente junto com outros objetivos igualmente preponderantes. Nenhum negócio deve ser uma aventura, mas sem paixão, não passa de um negócio, e no pior sentido da palavra, sem definição, sem forma, sem porque. Dentro desse capitalismo com propósito é preciso fazer o que ama e amar o que se faz, e o êxito pleno virá.


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