O faturamento bruto anual do Laboratório Teuto, em Anápolis, está cada vez mais próximo de superar a casa de R$ 1 bilhão. Cresceu 3,7% no ano passado para R$ 916,5 milhões. Em 2017 tinha sido de R$ 884 milhões. Com este resultado, o lucro líquido do laboratório foi de R$ 12,2 milhões em 2018, 33% a mais que o obtido no ano anterior. O balanço foi divulgado recentemente pela empresa.

O Teuto espera uma melhora na expectativa para a retomada do crescimento econômico, “mesmo que lentamente”, do País neste e nos próximos anos. “Espera-se que esse viés possibilite menos sobressaltos econômicos e maior resiliência da economia brasileira”, declara no seu balanço. No segmento farmacêutico a variação cambial possui um peso relativo nos custos industriais, motivo pelo qual a empresa espera que esse ambiente mais comportado resulte num câmbio com menos sobressaltos.

O laboratório garante que concluiu no ano passado o reperfilamento de sua dívida junto aos bancos, em condições compatíveis com seu fluxo de caixa e perspectiva de crescimento nos próximos anos, sem afetar sua capacidade de reinvestimento. A empresa tem também intensificado ações para a redução de custos e perdas, melhoria da margem e do lucro.

Desde 2017, quando a família Mello recomprou o controle acionário da empresa, com aquisição de 40% que estavam com a multinacional Pfizer (leia mais sobre isto aqui), o Teuto busca um novo sócio. Em 2011, a Pfizer comprou 40% do Teuto por R$ 400 milhões. O contrato dava aos norte-americanos a opção de adquirir o restante das ações até 2016. Pois a Pfizer não só abriu mão do direito como entregou os 40%do laboratório aos seus controladores, para dar um fim aos constantes desentendimentos com a família Melo.

Depois disto, fundos de investimentos chegaram a avaliar o laboratório goiano, entre eles o fundo soberano de Cingapura, o GIC, e o brasileiro Principia, que veria a Teuto como uma forma de ampliar sua presença na área farmacêutica – o fundo já tem a Cellera entre os negócios de seu portfólio. O Teuto também já foi cortejado por laboratórios nacionais e internacionais, entre eles, a Eurofarma, controlada pelo empresário Maurizio Billi, e a suíça Novartis. Mas o elevado endividamento da empresa goiana era um obstáculo para as negociações avançarem.

Para superar este obstáculo, o Teuto começou um processo de reestruturação de seu passivo financeiro, alongando entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões em dívidas com os bancos Bradesco, Itaú e Santander. A expectativa da empresa, concluída essa reestruturação, é voltar a trabalhar para atrair um sócio para financiar os planos de expansão da companhia. Em março a empresa completou 72 anos de fundação.


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