Dois dados divulgados na imprensa apontam para o crescimento do consumo em Goiás, não apenas das classes de menor renda, mas também no mercado de luxo. Reportagem do jornal O Popular (14/05) afirma que as famílias goianas devem consumir 9,5% a mais neste ano, com potencial de consumo no Estado estimado em R$ 159,9 bilhões, segundo estudo do IPC Maps 2019. Já matéria publicada no mesmo dia no jornal Valor destaca que as grifes Louis Vuitton, Hugo Boss e Dolce & Gabbana ampliam operações, com lojas em Goiás.

A participação do consumo goiano (que ficou represado nos últimos anos) no ranking nacional deve crescer de 3,2% para 3,4%. Embora Goiânia responde por 26,4% dos gastos das famílias no Estado, o crescimento maior do consumo será no interior do Estado (fenômeno em quase todo o País) e na classe C: aumento de 16%. Já os gastos das famílias goianas nas classes D e E devem crescer 13,9%. A maior parte dos gastos em Goiás devem ir para manutenção do domicílio e com alimentação, ou seja, com despesas básicas, o que aponta queda do poder de renda dos goianos.

Entretanto, o consumo de famílias nas classes A e D também devem crescer em Goiás, aponta o estudo publicado pelo Popular. O que faz grifes de marcas famosas no mundo investirem na abertura de lojas físicas em Goiânia, como a italiana Dolce & Gabbana, que chegou ao país em 2013, tem seis lojas e abriu uma temporária de 130 m2 em fevereiro na capital goiana para testar a demanda. A francesa Louis Vuitton, marca do maior grupo de luxo do mundo, o LVMH, já vinha fazendo essa experimentação há quase dois anos em Goiânia, mas decidiu abrir uma loja definitiva na capital goiana, informa o Valor.

“Acreditamos no poder do agronegócio e também nos números que mostram o crescimento da economia na região”, diz o executivo-chefe operacional da D&G, Fabrizio Cardinali. A grife “tem muitos clientes com compras expressivas no Estado de Goiás”. No Brasil, o crescimento das vendas de artigos de luxo é reflexo de um movimento de alcance global – o consumidor está comprando mais no país em que mora do que nas viagens internacionais. A valorização do euro e do dólar em relação a outras moedas ajuda a explicar o movimento. A internet e a idade dos compradores também.


Deixe seu comentário