A produção industrial de Goiás acumula nos últimos 12 meses o pior resultado no País, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com retração de 4,1% até março deste ano, devido a grande sequência de quedas sofridas pela indústria em 2018. Na comparação com março do ano passado, a produção da indústria goiana caiu 1,1% em março de 2019, a primeira queda do ano, interrompendo a sequência de três meses consecutivos de crescimento. Desde novembro de 2018, a produção industrial do Estado tem registrado o pior resultado do País, quando considerado o período acumulado de 12 meses.

Mas comparando março com fevereiro deste ano, a produção industrial goiana apresentou crescimento de 2,3%, o 3º maior do país, ficando atrás apenas do Espírito Santo e Rio de Janeiro, cuja produção industrial cresceu 3,6% e 2,9% respectivamente. Outra boa notícia é que Goiás também manteve positiva em 2,3% a variação acumulada no ano de 2019, registrando a quarta maior variação entre as unidades pesquisadas no País.

Dentre as atividades pesquisadas no Estado de Goiás, as que mais contribuíram para o aumento no acumulado do ano foram a fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, com 30,4%, seguida pela fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos, 9,3%; produtos alimentícios, 4%, e indústria de transformação, cuja produção cresceu 3,3%.
Conforme o IBGE, a produção industrial recuou em nove dos 15 locais pesquisados na passagem de fevereiro para março. O Estado de São Paulo, maior parque industrial do País, registrou queda de 1,3%, a mesma variação verificada na média global da produção, que recuou 1,3% em março ante fevereiro.

As quedas mais intensas foram no Pará (-11,3%) e na Bahia (-10,1%). Região Nordeste (-7,5%), Mato Grosso (-6,6%), Pernambuco (-6,0%), Minas Gerais (-2,2%) e Ceará (-1,7%) também tiveram baixas mais acentuadas do que a média nacional, segundo o IBGE. Amazonas registrou -0,5%. Na contramão, além do Espírito Santo (3,6%), Rio de Janeiro (2,9%) e Goiás (2,3%), também registraram taxas positivas Paraná (1,5%), Santa Catarina (1,2%) e Rio Grande do Sul (1,0%).


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