Quem pretender abrir o negócio próprio este ano e também nos próximos é bom conferir o Estudo de Tendências e Oportunidades de Negócios 2019 que, utilizando-se de informações oficiais e de empresas e profissionais especializados no assunto, no Brasil e no mundo, identificou 17 macrotendências em Goiás. Dentre elas, as cinco principais são o Mundo digital, O futuro do trabalho, Consumo consciente e sustentabilidade, Economia compartilhada e Agronegócio.

As outras 12 macrotendências identificadas pela pesquisa são: Prazer e saúde à mesa, Nichos de mercado, As novas famílias e seu cantinho no mundo, Faça você mesmo, Mercado pet, Envelhecimento da população, O poder da mulher no mercado, Consumo precoce, Economia de tempo e praticidade, Saúde e beleza, (In) segurança e Franquias; que apontam para mais de 50 oportunidades de negócios em Goiás.

Quem não ficar atento ao que acontece no mercado perde a chance de ser competitivo, pois os consumidores estão cada vez mais conscientes e em busca de novas soluções. De acordo com o diretor superintendente do Sebrae Goiás, Leonardo Guerra de Rezende Guedes, o foco é fomentar a criação de um ambiente favorável para geração de oportunidades de negócios e estimular o surgimento, a ampliação e a diversificação de empreendimentos sustentáveis, além de difundir o empreendedorismo como um estilo de vida.

Leonardo Guerra destacou as mudanças trazidas pela Geração Z. “Essa geração mostra que tem um comportamento diferente com relação a mercado e consumo. Para ela experimentar é mais importante do que ter. Os empreendedores devem observar o que é necessidade, o que as pessoas anseiam por experimentar e ofertar isso”, observa. O Sebrae oferece todo o suporte para uma boa gestão e os interessados podem acessar o portal do Sebrae www.sebraego.com.br, que tem uma série de cursos para todos os tipos de negócios.


Mundo Digital

Um dos estudos de tendências utilizados para realização deste material foi o desenvolvido pelo IPEA que traz as megatendências mundiais para 2030 e destaca as Tecnologias de Informação e Comunicação, afirmando que elas continuarão modificando a natureza do trabalho, a estrutura de produção, da educação, da relação entre as pessoas e o lazer. Até 2030, haverá crescimento da conectividade e a convergência tecnológica e a interatividade e com acesso difundido de forma onipresente. Também é tida como certa, a manutenção da revolução tecnológica, integrando a biotecnologia, a nanotecnologia, as TIC e as tecnologias dos materiais em ritmo acelerado.


O futuro do trabalho

Conforme abordado no primeiro item das macrotendências sobre o Mundo Digital, a natureza do trabalho e a estrutura de produção vêm se modificando rapidamente desde o surgimento das TIC. As indústrias hoje investem cada vez mais em automação e robótica, reduzindo o número de operários e mudando o perfil de quem trabalha nelas. O home office e a videoconferência são os frutos dessas tecnologias que revolucionam o mercado de trabalho e a natureza do trabalho.


Consumo consciente e sustentabilidade
Em previsões para 2030, a Roland Berger Strategy Consulting aponta agravamento em fatores como aquecimento global e outras mudanças climáticas, a escassez de água, o aumento do consumo de energia, a escassez de outros recursos e o aumento de emissões de CO2. Como oportunidades de negócios surgem os sistemas de aproveitamento e reuso da água, os produtos ecofriendly, a comercialização de artigos usados como roupas e acessórios, móveis, artigos eletrônicos, entre outros, as oficinas de reparos de roupas e os serviços de consertos e manutenção.


Economia compartilhada
A economia compartilhada surge como alternativa para um mundo onde a expansão do consumo passa a ser um problema e a mudança de hábitos, um objetivo para muitas pessoas. O grande atrativo da economia compartilhada, além da vantagem financeira é o acesso a um serviço ou a um bem, exatamente do tamanho da sua necessidade. Para a especialista Rachel Botsman, a economia compartilhada contempla três possíveis tipos de sistemas: mercados de redistribuição, lifestyles colaborativos e sistemas de produtos e serviços, quando o consumidor paga pelo benefício do produto e não pelo produto em si.


Agronegócio
Em relação às perspectivas para o Brasil para o período entre 2015-2024, tantos os mercados internos como internacionais devem crescer proporcionando maiores oportunidades para a agricultura comercial. Quanto aos agricultores familiares, surgirão oportunidades em produtos nos quais as economias de escala são menos evidentes, notadamente café, frutas tropicais e horticultura. Outros fatores que influenciam a posição competitiva do setor são: o aperfeiçoamento na infraestrutura logística e de transportes, o fortalecimento dos sistemas de inspeção de saúde animal e vegetal.


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