Marcelo e Joana D’Arc de Alcântara Abrão comandam o Restaurante Árabe

O tradicional Restaurante Árabe comemora 55 anos e, para se manter e crescer no mercado, tem buscado se reinventar e atender novos nichos de consumidores em Goiânia. Além de servir os já conhecidos e apreciados rodízios da culinária árabe, com a reforma e ampliação do estabelecimento na Avenida 83, a casa passou a servir pratos executivos para os clientes que desejam uma refeição mais rápida e mais em conta no preço, porções para os clientes querem apenas apreciar uma boa cerveja ou vinho acompanhado dos petiscos, opções à la carte e até festival de pratos.

Também um empório foi aberto dentro da unidade aos clientes que desejam levar para casa ou encontro com amigos quitutes feitos pelo restaurante. “Introduzimos o delivery com cardápio do restaurante e também levamos o bufê para eventos fora da nossa sede”, afirma o empresário Marcelo de Alcântara Abrão ao EMPREENDER EM GOIÁS. “Estamos sempre inovando no cardápio, sem perder nossa tradição árabe”, garante o empresário que administra o restaurante ao lado de sua mãe Joana D’Arc de Alcântara Abrão, que cuida dos detalhes do cardápio.

Marcelo e Joana D´Arc contam com 35 funcionários fixos, mais alguns indiretos, dependendo da programação de eventos e datas especiais, principalmente no salão Maktub, também da família. Inaugurado em maio de 2016, o salão tem capacidade para 300 pessoas, quatro pavimentos, estacionamento, escada panorâmica e espaço para noivas se arrumarem. “No espaço de eventos, temos feito muitas festas”, informa Marcelo. O cardápio servido nos eventos é variado, com predominância dos pratos árabes.

Empresa familiar
A saga da família na gastronomia começou um pouco antes com o libanês Elia Abrão, avô de Marcelo. Depois de se mudar do Líbano para o Brasil, ele viveu em Uberaba (MG), Silvânia e Goiânia (GO). As irmãs de Elia tiveram restaurante na cidade mineira. Já vivendo em Goiânia, Elia montou uma cerâmica em Aparecida de Goiânia e foi lá que recebeu um bar como forma de pagamento de uma dívida.

Era 31 de março de 1964. O bar Caiçara, na Praça Joaquim Lúcio, em Campinas, passou a vender alimentos árabes, entre outros itens. Foi pioneiro na venda de cerveja em lata. Um dos seis filhos de Elia e pai de Marcelo, Miguel Abrão começou a administrar o bar. As tias ajudavam dona Ramiza Abrão, a matriarca da família, na cozinha.

Em 1972, Elia montou o Restaurante Árabe, na Avenida Araguaia, próximo ao Mutirama, introduzindo o serviço de rodízio. Enquanto isso, Miguel administrava um bar e lanchonete. “Meu pai sempre cuidou muito da família, ajudava os irmãos, era arrimo”, conta Marcelo.
Elia fechou o primeiro restaurante e convidou Miguel para juntos gerenciarem um novo Restaurante Árabe, desta vez no início da Avenida Araguaia. Miguel já estava casado com Joana e iniciava uma nova família. Ali, a família se tornou conhecida na gastronomia.

Marcelo, aos 9 anos, já trabalhava no restaurante. Aos 16 anos, montou sua própria lanchonete, em sociedade com a mãe. Marcelo iniciou graduação em Biomedicina, Administração e Direito, mas optou pelos negócios da família. Chegou a ter dois restaurantes dentro do call center da Embratel em Goiânia e outros em Vila Velha (ES) e Juiz de Fora (MG), após vencer concorrência.

O crescimento levou os empresários a transferirem o endereço do restaurante e montar uma sede própria na Avenida 83, onde ainda permanecem Marcelo e Joana. Na mudança, Joana, que tinha loja de roupas e joias, assumiu a cozinha do empreendimento. Elia morreu em 1996 e o restaurante ficou a cargo de Miguel, Joana e Marcelo. Até a morte de Miguel, em 2011.

“Deixei tudo para assumir a unidade da 83. Eu tomava conta quando meus pais viajavam e realmente assumi após meu pai adoecer”, revela Marcelo. Segundo ele, a transição foi tranquila. “A doença afastou meus pais do negócio e eu naturalmente passei a administrar”, diz.


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1 comment

  1. Jefferson Porto Araújo Responder

    Parabéns, referência de perseverança e muito trabalho nestes dias difíceis isso só nos fortalece a seguir mais este exemplo e tradição na gastronomia de nossa cidade, história linda