Garantir incentivos fiscais para as indústrias, criar mais empregos, operacionalizar a Plataforma Logística, desburocratizar processos, implantar o Polo Industrial de Defesa e o Parque Tecnológico nas dependências do Centro de Convenções. Estes são os eixos prioritários que vão guiar a atuação da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) em Anápolis, numa parceria com Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia) e o Comdefesa.

O compromisso foi anunciado pelo presidente da Fieg, Sandro Mabel, durante debate realizado quarta-feira (dia 10) na Câmara Municipal de Anápolis, com a presença do prefeito Roberto Naves e lideranças empresariais da cidade. Na oportunidade, Sandro Mabel apresentou o planejamento da entidade para o quadriênio 2019-2022 e buscou o apoio dos parlamentares para a aprovação de matérias ao desenvolvimento do município.

Incentivos fiscais
O presidente da Fieg afirmou que, como empresário em Anápolis (ele tem investimento em uma fábrica de pimenta no Daia), entende a necessidade do município ser mais dinâmico na atração de investimentos e citou que a Federação quer dar sua colaboração, por meio da capacitação profissional e da melhoria do ambiente de negócios. Sandro Mabel destacou, ainda, a necessidade de garantir incentivos fiscais para atrair investimentos para o Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), de retomar terrenos no Daia que estão com empresas que não constroem, e a criação de um núcleo simplificado de negócios. “Instalou-se uma guerra com relação aos incentivos fiscais. Não podemos assustar as empresas, mas sim atraí-las para investir no Estado”, ressaltou.

O prefeito de Anápolis, Roberto Naves, também demonstrou preocupação e conclamou os deputados estaduais Amilton Filho e Coronel Adailton, presentes na sessão, a defenderem a bandeira na Assembleia Legislativa e também junto ao governo estadual. Segundo o prefeito, já há um movimento do Grupo Caoa no sentido de paralisar o investimento na linha de montagem dos modelos Chery, na planta localizada em Anápolis. A motivação estaria diretamente ligada à instalação, pela Assembleia Legislativa, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a concessão de incentivos fiscais.

Roberto Naves alertou os deputados, sobretudo, os representantes de Anápolis, para o risco que representaria a retração de investimentos da Caoa e até, possivelmente, sua saída. “Outros Estados já sentiram essa fragilidade e estão assediando empresas instaladas em Goiás. Se a gente vender a ideia que não tem segurança jurídica para investir no Estado e não mantivermos os incentivos, por que uma indústria vai instalar no Estado?”, questionou Naves. (Com informações da assessoria de imprensa da Fieg e do Jornal Contexto)


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