Fabricação de veículos impulsionou a produção industrial na passagem de janeiro para fevereiro, apontou o IBGE

A produção industrial cresceu 0,7% na passagem de janeiro para fevereiro. Entre as atividades industriais, a influência positiva mais significativa sobre o desempenho de fevereiro foi do segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias (6,7%).
No período, 16 dos 26 ramos investigaram registraram crescimento. Também impactaram positivamente a média global da indústria a fabricação de produtos alimentícios e derivados do petróleo.

De acordo com Pesquisa Industrial Mensal divulgada nesta terça-feira (2), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado não foi mais elevado por conta da paralisação de parte da produção da mineradora Vale, devido ao rompimento da barragem da mineradora Vale na região de Brumadinho, em Minas Gerais, em 25 de janeiro. Por conta do acidente, as indústrias extrativas registraram uma queda recorde de 14,8%, que foi amenizada no total nacional pelo avanço de 1,0% na produção da indústria de transformação.

“Em veículos, o aumento de produção teve como consequência um aumento do nível de estoques do setor. É claro que isso pode trazer mais à frente algum tipo de controle do ritmo de produção dessa atividade. E muito dessa expansão pode estar diretamente relacionada a uma antecipação da produção relacionada ao feriado de carnaval (que ocorreu no mês seguinte, em março)”, ponderou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE.

CNI

A pesquisa Indicadores Industriais, também divulgada nesta terça-feira (2), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que a atividade industrial inicia o ano em leve recuperação. Segundo o levantamento, as horas trabalhadas na produção tiveram alta de 1,6% em fevereiro em comparação com janeiro, o que representou o quarto aumento consecutivo. O resultado das horas trabalhadas da produção em fevereiro é 3% superior ao registrado em fevereiro de 2018.

O faturamento real também subiu 1,6% ante janeiro, na série livre de influências sazonais. Em comparação com fevereiro do ano passado, o faturamento, no entanto, ainda apresenta queda de 1,2%.

Em fevereiro, a utilização da capacidade instalada (UCI) cresceu 0,1 ponto porcentual na comparação com janeiro, atingindo 78%. Quando comparada com fevereiro de 2018, a UCI é 0,3 ponto porcentual menor.
A pesquisa mostra que os indicadores vinculados ao mercado de trabalho apresentaram recuo em fevereiro. O emprego teve queda de 0,1% em fevereiro; a massa salarial real, queda de 0,7%; e o rendimento médio real diminuiu 0,7%, na série livre de influências sazonais. “A massa salarial paga em fevereiro de 2019 é 3% inferior à do mesmo mês de 2018”, informa a CNI. O rendimento médio do trabalhador é 2,9% menor do que o do mesmo mês de 2018. (Com agências)


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