Menos de um mês após a Enel Distribuição Goiás anunciar novos procedimentos para credenciamento de fornecedores de materiais, representantes da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) estiveram reunidos com diretores da companhia para levar as dificuldades enfrentadas por empresários goianos para adequação às mudanças. Na
oportunidade, ficou acertado que a distribuidora irá avaliar a implantação de um programa para desenvolvimento de fornecedores em parceria com o IEL Goiás, além de estudar a liberação de um prazo de transição para que os industriais goianos possam implementar as mudanças requeridas pela nova normatização. A empresa comprometeu-se a dar uma resposta na segunda-feira (25) às solicitações encaminhadas pelo setor produtivo.

As novas regras fazem parte da Portaria Interministerial nº 104, editada pelo governo federal em 2013, mas somente em janeiro deste ano a normativa passou a ser requerida dos industriais goianos. Presente ao encontro na Enel, o vice-presidente da Fieg, Flávio Rassi, ressaltou que o setor produtivo enxerga as mudanças como positivas, entretanto frisou a importância de um prazo para a transição. “Entendemos que a intenção é trazer ainda mais qualidade para o setor e vemos a normatização como uma oportunidade para a indústria goiana conquistar inclusive novos mercados ao buscar a certificação de seus produtos. Mas isso requer um prazo para implantação”, ponderou.

Empresários dos setores de transformadores e de fabricação de postes participaram do encontro e pontuaram as dificuldades que as indústrias vêm enfrentando desde o descredenciamento da lista de fornecedores de materiais da Enel. “Desde novembro, estamos batendo com a cara na porta com o descredenciamento do Labmetro da UFG, que fazia os ensaios para certificação dos transformadores produzidos aqui em Goiás. Não temos para onde ir e a certificação de um laboratório dentro da indústria demora meses”, pontuou Cardec Mateus, proprietário da indústria Nathusa Transformadores.

A reunião foi acompanhada pelos presidentes do Conselho Temático de Infraestrutura (Coinfra), Célio Eustáquio de Moura, e da Câmara da Indústria da Construção de Goiás (CIC), Sarkis Nabi Kuri, que foram unânimes em defender o diálogo, inclusive disponibilizando as instituições do Sistema Fieg (Senai, IEL e ICQ Brasil) para construir junto com a Enel soluções para o impasse. “Queremos quebrar as dificuldades, ao instrumentalizar as empresas para o atendimento às novas exigências. Nossa preocupação é não parar a linha de produção das indústrias goianas”, observou Moura.

O presidente do Sindicato da Indústria de Produtos de Cimento do Estado de Goiás (Sinprocimento), Olavo Barros, e o executivo do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Goiás (Simelgo), Orizomar Araújo, também compareceram ao encontro e levaram aos dirigentes da Enel Goiás as principais preocupações dos industriais com a mudança das regras.

A reunião foi mediada pelo diretor de Relações Institucionais da Enel Brasil, José Nunes, e teve participação do diretor de Relações Institucionais da Enel Goiás, Humberto Eustáquio, e do responsável pela área de Grandes Clientes da companhia, Marcelo Mundim.


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