Antônio Carlos: “O projeto contribuirá para a geração de renda, a promoção de desenvolvimento rural e a agregação de valor ao produto”

Com previsão inicial de implantação em 23 municípios goianos, o projeto ‘Rede de cooperação de empreendimentos econômicos solidários em ranicultura de Goiás’ pretende articular, formar e fortalecer a cadeia produtiva de ranicultura no Estado.

Segundo os representantes das instituições idealizadoras do projeto – Universidade Federal de Goiás (UFG), Associação de Ranicultores do Estado de Goiás (Goiás Rã) e Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape) – a intenção ainda é criar um Centro de Pesquisa, na UFG, fortalecer a atuação da Associação e estruturar polos nas cidades goianas com potencial para sediar módulos de produção solidária familiar.

O projeto, estruturado desde o segundo semestre de 2018, foi apresentado, oficialmente, nesta quinta-feira ( 7), na sede da Superintendência Executiva de Agricultura, em Goiânia (GO). O evento reuniu representantes das três entidades envolvidas no projeto – UFG, Goiás Rã e Funape -, assim como da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), da Superintendência Executiva de Agricultura, de Prefeituras Municipais e produtores de rãs.

Cronograma

Para o desenvolvimento do projeto, foi estabelecido um cronograma que prevê prazo de três anos para a realização de todas as etapas e a necessidade de orçamento no valor de R$ 24,8 milhões. Com a criação da rede de cooperação, deverão ser beneficiadas 260 unidades de produção familiar goianas, por meio do fornecimento de infraestrutura necessária para que o ranicultor de base familiar possa garantir a sustentabilidade da atividade.

Entre as vantagens do projeto estão o desenvolvimento de empreendimentos sustentáveis, a formação de corpo técnico para atuar no campo, promovendo assistência técnica e extensão, assim como a transformação do meio rural por meio da geração de emprego e renda, e até o incentivo à alimentação saudável.

O superintendente executivo de Agricultura, Antônio Carlos de Souza Lima Neto, disse que o governo estadual tem o compromisso de apoiar e promover o desenvolvimento econômico dos diferentes setores que integram o agronegócio. “Entre eles o da ranicultura, que está se organizando e estabelecendo parcerias para levantar demandas e fazer propostas de melhorias para o segmento”, disse. Antônio Carlos.

Manoel Rodrigues: “A Sudeco e a Secretaria de Pesca têm interesse em contribuir com o desenvolvimento das ações”

Organizar o setor

O presidente da Goiás Rã, José Messias, avalia que o projeto ajudará a organizar o setor, que ainda é pouco explorado no Estado. “Nós produzimos muito pouco. E para produzir mais é preciso se organizar. Quando se estrutura um projeto como esse, abrimos possibilidade de organização, de fomento à cadeia, desde a parte produtiva até a comercial. Até porque não adianta incentivarmos a produção, se não existir mercado. É preciso investir em frigoríficos, por exemplo. Com essas parcerias, vamos promover as mudanças necessárias e organizar o segmento. Em breve, esse mercado vai crescer e o consumidor goiano terá mais carne de rã à disposição”, informa.

O secretário de Projetos Especiais da UFG, Manoel Rodrigues Chaves, destaca que cada um dos três parceiros terá sua contribuição dentro do projeto, inclusive para ajudar a identificar os principais problemas enfrentados pela ranicultura. Apesar de o projeto estar em um estágio ‘embrionário’, ele informa que a Sudeco e a Secretaria de Pesca têm interesse em contribuir com o desenvolvimento das ações

Por indicação da Goiás Rã, 23 municípios irão compor a rede com Módulos de Produção Solidária Familiar (MPSF): Abadia de Goiás, Abadiânia, Alexânia, Aragoiânia, Bela Vista, Brazabrantes, Bonfinópolis, Bom Jesus de Goiás, Caldazinha, Campestre, Cromínia, Gameleira, Guapó, Hidrolândia, Itaberaí, Itapirapuã, Iporá, Nova Veneza, Orizona, Professor Jamil, Santo Antônio de Goiás, Santa Bárbara e Valparaíso. (Fotos: Natália Cruz)


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