Segundo dados da Caio Calfat Real Estate Consulting, o mercado de multipropriedades cresceu cerca de 48% entre 2017 e 2018, chegando a um valor global de vendas (VGV) em torno de R$ 16,3 bilhões em empreendimentos lançados. Em 2017, o montante em lançamentos havia sido de R$ 11,1 bilhões. Os números robustos impressionam, diante uma economia que ainda sofre com a crise dos últimos três anos, em especial o setor imobiliário, que neste período perdeu mais de um milhão de empregos, segundo Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias.

Diante das cifras acima, muitos empresários imobiliários já percebem no mercado de multipropriedades a chance de investimentos com ótimos retornos, especialmente agora com a recente aprovação pelo Congresso de lei que regulamenta o segmento. Grandes incorporadoras e construtoras já percebem no sistema de comercialização fracionada uma eficiente forma de financiamento de seus projetos imobiliários. Os empreendimentos comercializados de forma fracionada geram emprego, não só em sua fase de construção, mas também depois disso, criando postos de trabalho e fomentando o turismo onde são edificados.

Imóveis fracionados possibilitam aos seus compradores um aporte financeiro bem menor para aquisição de um imóvel de alto padrão para o lazer e turismo, e sem a preocupação com manutenção, IPTU e outros itens burocráticos, já que nessa modalidade é a administradora do condomínio que assume tais atribuições. Isso ocorre graças a divisão dos custos de compra e de manutenção pelos co-proprietários do imóvel já que se paga apenas pelo percentual ou pela fração que se adquiriu, que tem relação com a quantidade de semanas por ano que se tem direito para uso. Por isso os valores de compra e manutenção caem consideravelmente nessa modalidade imobiliária.

Com um investimento da ordem de R$ 60 mil, por exemplo, é possível ser proprietário, de forma compartilhada, de um imóvel com valor de R$ 1 milhão, em área turística altamente valorizada em com infraestrutura de resort.

Com a recente regulamentação do setor, segundo lei aprovada no Congresso Nacional, a expectativa é de se destrave dezenas de projetos que estavam parados, movimentando ainda mais o mercado imobiliário que começa a se restabelecer. Diante disso, as expectativas são de que os números citados acima, não só se repitam, mas sejam ainda maiores em 2019. Há também a expectativa que as linhas de crédito para o fomento desses empreendimentos passem a ser mais abundantemente oferecidas em razão dessa regulamentação, trazendo a segurança que algumas instituições financeiras aguardavam.


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