Mazda2, produzido no México, é um dos veículos de maior sucesso da marca japonesa

A coluna Mercado S/A, do jornal O Estado de Minas, publicou nesta segunda-feira (17/12) a informação de que a montadora nipônica Mazda, com sede em Hiroshima, estaria com planos de construir uma fábrica em Goiás para iniciar a produção de veículos em 2021. “A empresa já solicitou uma reunião com representantes do governo de Goiás, primeiro local escolhido para abrigar a unidade. O diálogo, no entanto, foi adiado para o próximo ano, por razões de transição política, segundo uma fonte a par das negociações”, informa a nota no jornal mineiro. Segundo a coluna, uma das possibilidades é locar áreas ociosas de montadoras já instaladas em Goiás, que tem o quarto maior polo automotivo do País.

O EMPREENDER EM GOIÁS foi checar. Na Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, onde se inicia qualquer negociação envolvendo grandes investimentos privados que buscam incentivos fiscais e parcerias com o Governo, não há informação sobre interesse da montadora Mazda em produzir veículos em solo goiano. Entretanto, há cerca de dois meses, representantes da renomada consultoria Deloitte estiveram em Goiânia para tratativas sobre interesses de um cliente com projeto de produzir veículos em Goiás. Foi apenas esta única reunião e não foram dados maiores detalhes. Procurada, a Deloitte não se manifesta.

Fábrica da Mazda no México, onde também tem outra unidade que opera em parceria com a Toyota

Dificuldades

Em outubro do ano passado, o presidente da Mazda na América do Norte, Masahiro Moro, descartou o retorno da montadora para o Brasil. Sim, porque a Mazda atuou no mercado nacional de forma oficial por apenas dez anos, de 1990 até 2000. O executivo japonês afirmou que a marca chegou a cogitar um retorno ao Brasil, mas desistiu por conta dos “altos impostos” e pelas “dificuldades para estabelecer” uma fábrica no País. Masahiro Moro disse para o site AutoPapo que as prioridades da Mazda para a América Latina são uma fábrica no México e outra nos Estados Unidos em parceria com a Toyota.

Dois fatores, mais recentes, podem também dificultar novos investimentos para ampliar o polo automotivo goiano: o Estado ficou excluído do Programa Rota 2030, a nova política industrial automotiva do País, que garante a extensão de benefícios fiscais (federais) principalmente para as empresas instaladas no Nordeste brasileiro; e o fato do governador eleito Ronaldo Caiado ter anunciado que pretende reduzir os incentivos fiscais (estaduais) para alguns segmentos em Goiás, dentre eles as montadoras de veículos, com o objetivo de aumentar a arrecadação do Estado.


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