Na medida em que o crescimento urbano se torna um dos principais componentes da realidade das cidades tornou-se necessário desfazer algumas falácias sobre os empresários e operadores do mercado imobiliário que não condizem com a realidade demonstrada pelos fatos.

A primeiro delas é incluir o empreendedor imobiliário na categoria dos agentes econômicos especuladores. Com base nessa ideia equivocada, defende-se que os empreendimentos sejam sobretaxados no Imposto Territorial Urbano (ITU), desconsiderando que o empreendedor imobiliário é, na verdade, um fabricante de espaços urbanos planejados.

O empresário do setor assume toda a infraestrutura destinada a conferir base concreta ao estabelecimento de uma área habitacional/ comercial/ industrial, tais como: rede de água, esgoto, energia, iluminação, drenagem e asfalto, é paga pelo empreendedor e repassada ao comprador. Há empreendimentos nos quais são feitos investimentos em equipamentos urbanos destinados, inclusive, a suprir alguns dos deveres constitucionais do poder público, como é o caso da construção de muros e portarias para proporcionar a segurança que o poder público não tem conseguido oferecer a sociedade.

Nos casos de bairros planejados para verticalização residencial ou grandes equipamentos comerciais/ industriais, normalmente sua maturação acontece num período de 10 a 20 anos. Caso a prefeitura venha a sobretaxar esta atividade, estará destruindo o empreendedorismo nesta modalidade em Goiânia. Não podemos esquecer que dinheiro não tem cerca. Certamente nossos empreendedores irão construir espaços dos sonhos das pessoas e gerar emprego e renda em outras cidades do Brasil ou em outros países.

Sobre o tema da especulação, também se faz necessário esclarecer que o equívoco responsável por esse processo de construção da imagem negativa dos empreendedores imobiliários se deve a uma visão distorcida acerca da real propriedade de terrenos nas manchas urbanas das cidades. A verdade é que os terrenos não estão na mão dos empreendedores, com exceção dos estoques ainda não vendidos por contingência de mercado ou com projetos em aprovação. Estão, sim, sob propriedade de cidadãos que têm um ou dois lotes para projeto do futuro da família.


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