Igor Montenegro: “É preciso adicionar valor agregado à gestão e ao produto, para alcançarmos o caminho com o objetivo de desenvolver ainda mais a moda goiana, que é referência nacional”

O maior desafio do setor de moda em Goiás é unir gestão, produtividade e inovação. A análise é do superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Goiás (Sebrae-Goiás), Igor Montenegro, ao lançar nesta terça-feira (4/09) o Sebrae Fashion Business – E a Moda, como Vai?. O evento, que será realizado de setembro até dezembro, contará com  uma extensa programação e envolverá grandes empresas, instituições e profissionais da moda  goiana e do Brasil.

A iniciativa vai promover o empreendedorismo de moda e qualificar os profissionais que atuam no segmento com informações, conhecimento, rodas de conversas e métodos de diferenciação no mercado adicionando valor agregado à gestão e ao produto, propiciando o desenvolvimento e crescimento da marca. Serão oferecidas mais de 200 horas de cursos e oficinas gratuitos.

Importância

De acordo com Igor Montenegro, o setor da moda é uma importante cadeia produtiva para a economia do Estado, ao lembrar que Goiás ocupa a segunda posição em comercialização, principalmente em função do movimento registrado na Região da Rua 44. “É uma região que movimenta R$ 500 milhões mensalmente, em seus 20 mil postos de venda e gera 150 mil empregos diretos”, afirma.

Leandro Pires, consultor do Sebrae; Ivana Mendonça, secretária executiva da Agopa; Hector Ângelo, artista plástico e escritor; Elaine Moura, gerente Sebrae Regional Metropolitana Goiânia, e Igor Montenegro, superintendente do Sebrae Goiás, no lançamento do evento

Em Goiás, também estão sediados grandes polos industriais de confecção, nas cidades de Catalão, Pontalina e Taquaral, no segmento de underwear e homewear; Inhumas, em cama, mesa e banho; Jaraguá, em jeans, entre outros. O setor da moda tem ainda participação importante nas economias de Goianira, com produção de calçados, e Aparecida de Goiânia, de cosméticos. O Estado, explica, produz 50 milhões de peças mensalmente e atrai compradores de todo o Brasil – cerca de 40 mil pessoas vêm à capital diariamente para este fim específico.

Segundo o superintendente do Sebrae Goiás, investimentos em informação, conhecimento e diferenciação são importantes ferramentas para fazer o setor crescer ainda mais no Estado. “É preciso adicionar valor agregado à gestão e ao produto, para alcançarmos o caminho com o objetivo de desenvolver ainda mais a moda goiana, que é referência nacional”, afirmou. Lembrou também que muitos empresários não se deram conta do poder do digital para alavancar seus produtos e serviços, ao destacar a necessidade de investirem em inovação tecnológica.

Evento

O Sebrae Fashion Business – E a Moda, como Vai? faz parte do Programa de Negócios de Moda do Sebrae Goiás. A Associação Goiana de Produtores de Algodão (Agopa) é um dos principais parceiros na iniciativa. O Estado é o terceiro maior produtor de algodão do Brasil.

O símbolo do evento, o Anjo de Algodão, foi idealizado pelo artista goiano Hector Ângelo. Entre os eventos programados, está o Natal de Algodão, que conta também com parceria do Clube de Costura e da Casa Irmã Dulce (entidade filantrópica) para ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade e será realizado de 11 a 16 de setembro. Serão arrecadadas peças de vestuário que serão ajustadas e comercializadas em um grande bazar. Todo recurso arrecadado será revertido na aquisição de alimentos para pessoas carentes.

“Os participantes terão a oportunidade de alinhar conhecimento, experiências, criatividade, métodos de inovação e gestão para o segmento, aumentando a capacidade de potencializar seus empreendimentos e fortalecendo a permanência das micro e pequenas empresas de moda em um mercado cada vez mais competitivo”, frisou. O evento vai contemplar quatro setores: têxtil e confecção, couros e calçados, joias e acessórios, cosmetologia e perfumaria.


Deixe seu comentário