A fabricação de produtos químicos, que cresceu 36,9%, puxou o aumento de 20,8% da produção industrial de Goiás, em junho, conforme o IBGE

A produção industrial goiana cresceu 20,8% em junho na comparação com maio deste ano, registrando a maior taxa de crescimento da história e a terceira maior do Brasil no mês, perdendo apenas para o Paraná (28,4%) e Rio Grande do Sul (25,6%). O índice médio de todos os Estados foi de 13,1% e apenas dois tiveram taxa negativa, Espírito Santo (-2%) e Amazonas (-1,1%), de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), compilados pelo Instituto Mauro Borges da Secretaria de Gestão e Planejamento (IMB/Segplan).

O aumento de 20,8% da produção industrial de Goiás, em junho, foi puxado pela fabricação de produtos químicos (36,9%), de produtos de minerais não-metálicos (cimento, telhas e outros) em 24,9%, de biocombustíveis e derivados do petróleo em 2,3% e de produtos de metal (7,5%). A fabricação de produtos alimentícios – que é o carro chefe da indústria goiana – caiu 5,8%, em junho na comparação com o mesmo período do ano passado.

Para os técnicos do IMB/Segplan, a elevada taxa de crescimento da produção industrial de Goiás e da maioria dos Estados brasileiros é reflexo do fim da greve dos caminhoneiros que impactou sobremaneira na economia nacional no mês de maio último. Em maio, a produção industrial goiana teve queda 2,1% . Isso refletiu no acumulado do ano numa queda de 3,2%, embora nos últimos 12 meses, o índice esteja positivo em 2,1%. Eles acreditam num crescimento nas métricas de acumulado do ano (de janeiro ao mês de junho) e no acumulado em 12 meses tanto para Goiás, quanto para todo País

“Este percentual de crescimento da indústria goiana impacta positivamente na atração de novos investimentos e na geração de empregos. É, também, uma demonstração da confiança dos empresários na economia do Estado”, afirma o secretário de Desenvolvimento (SED), Leandro Ribeiro.

Reação

O presidente da Associação Pró-Desenvolvimento de Goiás (Adial-GO), Otávio Lage Filho confirma que a indústria goiana está reagindo, apesar das indefinições políticas, para atender a demanda do mercado. “Muitas empresas voltaram a investir para suprir a capacidade ociosa. Estamos otimistas”, afirma. Ele cita que o setor sucroenergético (etanol, açúcar e energia) deverá crescer 5% este ano.

Já o diretor da Geolab Indústria Farmacêutica, Georges Hajjar Júnior, está ainda mais otimista com os rumos da economia goiana e nacional e anuncia um aumento de 20% na produção de medicamentos genéricos este ano, na comparação com 2017. Ele revela que a atual empresa, localizada no DAIA, já trabalha com 95% da capacidade instalada. Mas para atender a demanda do mercado, a empresa vai construir uma nova unidade em Anápolis, com investimentos de R$ 250 milhões

O empresário Moacir Lázaro de Melo, da Plumatex Colchões, garante que o os dados da pesquisa do IBGE goiana condizem com a realidade. “Estamos superando a crise, com mais profissionalismo e, este ano nossa produção de colchões deverá aumentar em 10%, ultrapassando os 2 milhões de peças/ano.


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