No fim do ano, entre 200 mil e 250 mil pessoas passam pela Região da 44 nos finais de semana

O vai e vem de lojistas e compradores faz da Região da 44 não só o maior polo de moda do Centro-Oeste. O faturamento anual de quase R$ 7 bilhões dá ao local a quinta colocação no ranking de Produto Interno Bruto (PIB) municipal do Estado. Os dados foram levantados pelo EMPREENDER EM GOIÁS e confirmados pela Associação Empresarial da Região da 44 (AER44). O montante só perde para o PIB de Goiânia (46,6 bilhões), Anápolis (R$ 13,3 bilhões), Aparecida de Goiânia (R$ 11,5 bilhões) e Rio Verde (R$ 8,0 bilhões), conforme dados do Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Sócio Econômicos, da Secretaria de Gestão e Planejamento (IMB/Segplan).

O fluxo de negócios da  44 é maior do que os PIBs  de Catalão (R$ 5,6 bilhões), Itumbiara (R$ 3,9 bilhões) e Jataí (R$ 3,8 bilhões). A economia das três cidades conta com a pujança do agronegócio e tem a participação da indústria automobilística. Completam ainda o ranking dos 10 maiores PIBs g oianos Luziânia (R$ 3,3 bilhões), São Simão (R$ 3,1 bilhões) e Senador Canedo (R$ 2,6 bilhões).

O presidente da AER44, Jairo Gomes, explica que o faturamento médio mensal da Região da 44 é de R$ 580 milhões, incrementado entre 20% a 30% durante a alta temporada, que vai de outubro a dezembro.  “Aqui, no fim do ano, você não anda, é conduzido”, brinca, informando que a cada fim de semana passam pelo local entre 200 mil e 250 mil pessoas, procedentes  principalmente do interior de Goiás, Tocantins. Pará, Maranhão, Minais Gerais, São Paulo,  Espírito Santo e de alguns Estados do Nordeste.

Jairo Gomes: “Somos o maior empregador de Goiás, gerando 150 mil empregos diretos”

Empregos

Com 10 ruas e 16 quadras, a região tem 12.860 lojas divididas entre 96 empreendimentos, entre shoppings e galerias. Todo o comércio, conforme o presidente da entidade, gera 150 mil empregos diretos. “Somos o maior empregador de Goiás. Cada loja tem dois, três funcionários, mas por trás dela há uma indústria de confecção. A grande maioria dos nossos lojistas tem fabricação própria. A nossa confecção é forte. E eles empregam facções, costureiras”, analisa.

Gomes cita ainda hotéis, facções, malharias, lavanderias, armarinhos, restaurantes e postos de combustíveis como estabelecimentos que são movimentados indiretamente pelo comércio da Região da 44.  “Andamos na contramão da crise. Tivemos um crescimento. Em 2014, éramos 61 galerias. Em 2015, ficamos em 72. Em 2016, 83. E já somos 96. Mesmo com a crise, conseguimos crescer. Se a crise passou por aqui, encheu a sacola, fez compra e foi embora”, filosofa Jairo, comerciante na região há 23 anos.

Com 10 ruas e 16 quadras, a região tem 12.860 lojas divididas entre 96 empreendimentos, entre shoppings e galerias

Incremento esperado

O faturamento anual da Região da 44 deve receber um incremento nos próximos meses, uma vez que três grandes empreendimentos já estão em andamento e começam a ter suas primeiras etapas entregues ainda em 2018.

É o caso do Mega Moda Park, cuja primeira etapa, com 250 lojas, deve ser concluída já em novembro deste ano, como explica o presidente do Grupo Novo Mundo, Carlos Luciano. A segunda, com 228 unidades, e a terceira, com 322, chegam aos lojistas em 2019 e 2020, respectivamente. As lojas variam de 5 a 50 metros quadrados.  “A gente calcula que cada loja vende R$ 150 mil por mês. Com 800 lojas, estamos falando de R$ 120 milhões por mês, o que daria R$ 1,5 bilhão por ano”, calcula Carlos Luciano, do Grupo Novo Mundo.

Ele informa que a venda da primeira etapa está praticamente esgotada e que a segunda já registra alta procura de lojistas. “O novo empreendimento que vamos abrir ajuda a tornar a região cada vez mais atrativa para um comprador novo, estamos sendo procurados por lojistas de fora, de São Paulo, que querem deixar o Brás e montar loja aqui”, comenta.

Além do Novo Mundo, com 50% das ações, o Grupo Mega Moda tem ainda os investimentos das famílias Hugo Goldfeld (25%) e Ian Goldfeld (25%). No total estão sendo injetados R$ 160 milhões na construção do novo shopping atacadista, localizado na confluência de quatro importantes avenidas: Contorno, Independência, Marginal Botafogo e a futura Leste-Oeste. O empreendimento terá também quatro praças de alimentação, praça de eventos, mais de 1 mil vagas de estacionamento para carros e, como diferencial, oferecerá o primeiro subsolo de Goiânia com 80 vagas para ônibus.

Vista aérea da Região 44, com destaque para o Mega Moda, o principal shopping da área

Já o Shopping Gallo Premium, o primeiro empreendimento planejado da região, que deve ter sua primeira etapa entregue em junho de 2019 – três meses antes do inicialmente previsto – como adiantou ao EMPREENDER EM GOIÁS o diretor superintendente da Planalto Malls, Célio Abba. O investimento é de R$ 50 milhões.

Localizado na esquina das Avenidas Independência e Contorno, o centro de compras terá espaço total de 18.000 m², a segunda maior área bruta construída da 44. Serão três pavimentos, com mais de 400 lojas, com espaço entre 5m² a 180m², no primeiro e no segundo andar. No segundo piso, também estarão abrigadas 38 operações de serviços (advogados, contadores, salões de beleza, etc.) e de alimentação, entre redes de fast food e restaurantes. A expectativa é gerar 1.100 empregos diretos e 3.000 indiretos.

Outro empreendimento é a revitalização do shopping Estação Goiânia, que recebe investimentos de R$ 40 milhões em um projeto que inclui mudança na fachada e até no nome do empreendimento, que passará a se chamar Estação da Moda. A previsão é que a conclusão ocorra no final de 2018.

Com isso, passa a abrigar câmpus da Estácio de Sá na cidade, com 11 mil metros quadrados e 11 mil alunos, além de uma unidade de inspeção veicular credenciada pelo Detran Goiás, que deve gerar uma movimentação diária de cerca de 500 veículos. Uma segunda etapa do projeto também prevê a instalação de lojas âncoras.


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