Entrar e se manter no mercado internacional é bem menos complicado do que julga o senso comum. O mito da dificuldade – a começar pela língua e pelos costumes diferentes – acaba afastando desse competitivo mercado empreendedores com grande potencial, que se retraem antes mesmo de avaliar as potencialidades e a viabilidade de tentar expandir as fronteiras do negócio. A avaliação é do presidente da Federação das Associações de Jovens Empreendedores e Empresários do Estado de Goiás (Faje Goiás), Lucas Souza., ao afirmar que Desmistificar essa ideia e mostrar as potencialidades são alguns dos principais desafios do 1º Fórum Mundial de Empreendedorismo, que está sendo realizado hoje (24) e amanhã (25) em Goiânia, no Centro Universitário Alves de Faria (Unialfa), na Perimetral Norte.

São esperados para o evento cerca de 500 participantes do Brasil, Paraguai e Uruguai. Temas como cultura de inovação, investimentos fora do Brasil, perspectivas globais para empreender, aplicativos e a renovação dos startups serão abordados nas palestras e exposições. Serão 24 palestras, voltadas para a capacitação e para despertar nos jovens empreendedores as possibilidades. “Temos oportunidades em todos os ramos no mercado internacional, mas o mais prático e fácil é apostar nas atividades que tenham alguma ligação com tecnologia da informação”, sugere o presidente da Faje Goiás, citando o exemplo da Netflix, que vende filmes e séries para o mundo inteiro. “A globalização e a internet abriram essas portas. Tudo ficou mais fácil”, acredita.

Para Lucas, o mais importante, no momento atual, é que os empreendedores compreendam – e quanto mais cedo isso acontecer, melhor – que há muito mercado e que é mais fácil do que parece. “É claro que há obrigações legais a serem observadas e há ainda a parte tributária, talvez a mais difícil, porque a tributação no Brasil é pesada e complicada”, observa. No Fórum Mundial de Empreendedorismo, estarão contemplados os três pilares da Faje, que têm ligação estreita com a internacionalização: capacitação (por meio das mais de duas dezenas de palestras), relacionamento (há um espaço de network para que os participantes troquem experiências e contatos) e representatividade, o que foi contemplado com a presença, no evento, das Embaixadas da Holanda e da Bulgária. “Fizemos questão de trazê-las para mostrar que elas não estão distantes como pode parecer”, diz Lucas.

Programa

O primeiro Fórum Mundial de Empreendedorismo, segundo seus organizadores, oferece uma imersão no universo dos negócios através de workshops e palestras. Mas o principal foco é preparar o empreendedor goiano para a internacionalização, com debates sobre a importância da exportação, importação e da logística. Na abertura, foi realizado o painel que discutiu o tema Ambiente empreendedor: Perspectivas globais.

Participam do evento vários palestrantes, dentre eles Carlos Moyses, CEO do Ifood; Tiago Reis, fundador da Suno Research; Erik Nybo, co-fundador da Edevoi; Ricardo Bellino, da Elite Models; Han Peter, embaixador da Holanda no Brasil; Wyndson Oliveira, CEO da Congressy; Vinícius Neris, fundador do InEvent; e Paulina Sygulska, fundadora da GrantTree. Nesta sexta-feira (25), das 9h15 às 11 horas, o Fórum Mundial de Empreendedorismo terá painel sobre o Empreendedorismo no Mundo, seguido de palestra sobre Case Easy Taxi Global. À tarde, às 14 horas, palestra sobre Inovação: A renovação das startups, e às 15h30, painel sobre Goiás no Mundo. O evento, organizado pela Federação das Associações de Jovens Empreendedores e Empresários do Estado de Goiás (Faje Goiás) e pela Confederação Nacional de Jovens Empresários, se encerra com duas palestras: uma sobre o case do Ifood e outra sobre Um acelerador de pessoa.


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