O Hospital Órion, a ser administrado pela Sociedade Beneficente Israelita Albert Einstein e que funcionará no Órion Business & Health Complex, no Setor Marista, em Goiânia, irá atender também os clientes dos principais planos de saúde. A informação foi dada nesta segunda-feira (7), em Goiânia, por diretores do Albert Einstein, que ainda confirmaram que o corpo clínico do Hospital Órion, que começará a funcionar no primeiro semestre de 2019, será todo do Estado Goiás, com assistência dos especialistas de São Paulo.

O contrato, pelo qual a Sociedade Beneficente Israelita Albert Einstein, através do Instituto de Consultoria e Gestão Einstein, assumirá a gestão e governança corporativa do hospital goiano, deverá ser assinado pelas partes nos próximos dias e representará a primeira parceria de gestão do Hospital Albert Einstein fora do Estado de São Paulo.

O Hospital Órion já nasce com o DNA do Einstein, como frisaram seus diretores na apresentação oficial do complexo. Eles pretendem evoluir um sistema que já é bom e essa expertise, segundo eles, garantirá a qualidade e a segurança dos serviços médicos. José Carlos Teixeira, gerente médico do Pronto Socorro e do Centro Médico Ambulatorial do Albert Einstein, será o CEO do Hospital Órion.

O foco do projeto é a eficiência na área da Medicina. Isso atraiu os interesses da direção da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein, mantenedora do Hospital Albert Einstein em São Paulo, instituição referência na América Latina, que se juntou ao Órion em uma parceria. Inicialmente seria apenas uma consultoria prestada da instituição paulista à equipe goiana.

Leandro Daher (Tropical Urbanismo), Frank Guimarães Vaz de Campos (GVC Engenharia), José Henrique Ferreira (Albert Einstein), Miguel Cendoroglo (Albert Einstein), José Manuel Toledo França (Joule Engenharia), Artur Rassi (FR Incorporadora) Haggeas da Silveira Fernandes (Albert Einstein)

Durante as obras do complexo, os empreendedores contaram com consultoria do Albert Einstein, que sugeriu adequações no projeto arquitetônico para as necessidades dos procedimentos médicos-hospitalares, além do compartilhamento de know how para a implantação de tecnologias médicas.

Hospital

O Órion Hospital terá mais de 20 mil m² de espaço físico, com 140 leitos, que poderão ser expandidos para até 240. Para a Unidade de Tratamento Intensiva (UTI), serão destinados 40 leitos em conceito humanizado, onde o paciente fica em quarto individual. O centro cirúrgico terá 11 salas, sendo preparado para realização de cirurgias de alta complexidade.

Algumas das especialidades atendidas no Hospital Órion serão voltadas ao sistema cardiorrespiratório, oncologia inter-relacionada a outras áreas como neurologia, cardiologia, transplantes de medula, ortopedia e traumatologia, plástica reconstrutiva e estética; especialidades do sistema digestivo e oftalmologia também serão contempladas.

Além do hospital, o complexo terá em torno de 200 clínicas e consultórios a serem implantados em 664 salas e suas junções, totalizando em torno de 32.500 m2 de área privativa. A estimativa é de que até 1.600 médicos das mais variadas especialidades (mais de 30) atendam simultaneamente no complexo.. No topo, um heliponto receberá casos de emergência e pacientes de outras regiões que precisem de transporte aéreo.

Mais de 30 especialidades médicas serão atendidas no Hospital Órion, entre elas dos sistemas cardiorrespiratório, oncologia inter-relacionada a outras áreas como neurologia, cardiologia, transplantes de medula, ortopedia e traumatologia, plástica reconstrutiva e estética; especialidades do sistema digestivo e oftalmologia também serão contempladas.

Padrão internacional

Sob o conceito mixed use e aproximadamente 125 mil m2 de área construída, o Órion Business & Health Complex, com 50 pavimentos e 190 meros de altura, terá também hotel cinco estrelas com 148 unidades administrado pela Atlantica e com bandeira Clarion, centro de convenções, polo gourmet e shopping center com 59 lojas. O espaço também abrigará a nova sede da Associação Médica de Goiás, o Museu Médico e a Corte de Conciliação Médica.

As obras foram iniciadas em junho de 2014 e finalizadas no final de 2017. Lançado em 2013, o empreendimento foi erguido em 39 meses e está com 93% das salas comercializadas. Como os empreendedores reservaram 3% do espaço para a implantação de outro centro de excelência ainda em estudo, restam apenas 4% de áreas disponíveis para venda.

A história do Órion começou com a união dos sócios goianienses da GVC Engenharia com a FR Incorporadora, que perceberam a carência de serviços de saúde em Goiânia, conhecida nacionalmente pela excelência na medicina. Mas já com uma realidade de sobrecarga no sistema de saúde, muito em função da grande procura de pacientes de outras cidades do País. Goiânia ainda não conta com um espaço para atendimento de serviços integrados de saúde em um mesmo lugar.

Em 2011, a Associação Médica de Goiás disponibilizou a área onde a obra foi erguida. Após 43 versões, o projeto foi aprovado. Naquele momento passaram a integrar a sociedade a Tropical Urbanismo e a Joule Engenharia, que ajudaram nos estudos até a consolidação do Órion Business & Health Complex. Em 2012, as empresas FR Incorporadora, GVC Engenharia, Joule Engenharia e Tropical Urbanismo formaram então um consórcio para conquistar essa qualidade médica. Elas se uniram à MKZ Arquitetura, Sociedade Beneficente Israelita Albert Einstein e com Atlantica Hotels.

Construído no encontro das Avenidas Mutirão e Portugal, no Setor Marista, e com fachada de 360º, o projeto arquitetônico do complexo utilizou um jogo de volume assimétricos e curvilíneos. O obra consumiu tecnologia alemã, inglesa, italiana e americana, incluindo recursos de inteligência artificial.


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1 comment

  1. Kátia Dias Pereira Responder

    Excelente empreendimento, parabenizo a toda a equipe de engenheiros, a Dr; FRank, que é meu conhecido, excelente profissional e a todos outros profissionais. E Goiânia, está precisando de mais hospitais.