Estão em ascensão no Brasil as empresas optantes do regime tributário Simples. Elas já lideram o número de registros do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJs), embora o regime tenha sido criado apenas em 2006. Do total dos registros, 65,34%, ou seja 14,083 milhões, são de empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. Seis meses atrás, esse porcentual era de 59,85%. E Goiás está entre os 10 Estados com mais empresas no Simples. No ranking nacional, ocupa a 8ª posição, com 490.044 empresas, ou 3,48% do total nacional, perdendo apenas para São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia e Santa Catarina (veja quadro).

Entre as maiores cidades do País, incluindo as capitais, Goiânia está no 7º lugar, com 142.052 empresas optantes do Simples, o que representa 1,01% do total. Os dados fazem parte do último Mapa das Empresas Brasileiras, publicado pela BigData Corp, e foram obtidos com exclusividade em Goiás pelo EMPREENDER EM GOIÁS.

Thoran Rodrigues, CEO e fundador da BigData Corp

O CEO e fundador da BigData Corp, Thoran Rodrigues, observa que, a cada ano, aumenta o contingente de empresários que tocam sozinhos suas empresas, sejam eles enquadrados como MEIs ou Simples, sem qualquer vínculo empregatício associado a seus CNPJs. No mês passado, segundo ele, esse perfil de empresa equivalia a 84,52% do total de CNPJs no Brasil.

Motor da economia

As vantagens tributárias estão na essência da expansão de empresas optantes do Simples ou enquadradas como Micro Empreendedor Individual (MEI). Elas abrangem a isenção ou redução de impostos federais, a exemplo do Imposto de Renda, do Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

De acordo com Thoran Rodrigues, estudos que mostram que, no Brasil e em outros países, as pequenas empresas são o motor da economia tanto em abertura de empresas quanto nas realizações de negócios e nas contratações de trabalhadores. Além disso, acrescenta, “o MEI e o Simples são a porta de entrada dos empreendedores no mundo empresarial”, destaca.

Para o CEO da BigData Corp, devemos ter em mente que um CNPJ de MEI permite aos desempregados em busca de uma nova fonte renda se formalizarem como vendedores autônomos ou para oferecerem pequenos serviços, ao mesmo tempo que lhes permite maior acesso a crédito e a atraentes pacotes corporativos, a exemplo dos serviços de telefonia, muito mais vantajosos que os planos individuais.

O fato de que o faturamento permitido às empresas do Simples ter sido ampliado de R$ 3,6 milhões, em 2017, para R$ 4,8 milhões este ano tornou o regime ainda mais atraente e permitiu o enquadramento de um maior número de empresas, frisa o coordenador do Mapa das Empresas Brasileiras.

Próprio negócio

Em Goiás, de acordo com levantamento da Junta Comercial do Estado (Juceg), os empresários estão direcionando mais seus investimentos para o próprio negócio. Isso só é feito num cenário de aumento de confiança e quando existe a oferta de serviço mais ágil, frutos de uma estratégia que coloca o Estado como facilitador do empreendedorismo, analisa Rafael Lousa, presidente da Juceg.

De janeiro a março, foram registradas no Estado 2.165 empresas do tipo individual de responsabilidade Ltda (com apenas um titular); 1.779 do tipo sociedade empresária limitada (com dois sócios, no mínimo); 1.323 empresários individuais (aqueles que exercem a atividade econômica em nome próprio e integralizam o seu patrimônio à exploração do negócio); 9 sociedades anônimas fechadas e 10 cooperativas. Os dados não incluem as empresas Micro Empreendedores Individuais (MEIs).

Goiânia registrou a maioria dos pedidos de abertura em empresas (1.830), seguida de Aparecida (302) e Anápolis (287). Na divisão por gênero, os homens representaram 64% dos negócios abertos contra 36% das mulheres. A extinção de empresas cadastradas na Junta Comercial teve avanço de 2,7% no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Brasil

No Brasil, as empresas criadas entre outubro de 2017 e março de 2018 representam 2,63% da base total de empresas. Já as que têm entre seis e 12 meses, ou seja, que foram abertas no semestre imediatamente anterior, são 6,16% da base. A grande maioria, no entanto, concentra-se na faixa dos cinco a dez anos, ou 29,52%; e entre dois e três anos, 10,92%.

O Mapa das Empresas Brasileiras da BigData Corp estimou, ainda, faturamento e número total de empregados das empresas do Simples cruzando dados oficiais com informações deixadas pelas empresas em sites abertos da internet e adotando modelos estatísticos.

Assim, o maior grupo do Simples, com 71,9% dos CNPJs, diz respeito às empresas de menor movimento – de até R$ 250 mil anuais. Essa proporção cresceu nos últimos seis meses, perto de três (2,89) pontos percentuais. Em outubro, as empresas que se encontravam nessa faixa de faturamento eram 69,01%. Já, o intervalo das empresas que faturam de R$ 250 mil a R$ 500 mil compreendia 4,38% das empresas em março, versus 3,9% em outubro de 2017.

Atividades

Quando se olha para as principais atividades das empresas do regime de Simples na Classificação Nacional das Atividades Econômicas (CNAE), o comércio varejista se desponta, de longe, como a categoria de maior adesão – 21,92%, seguida de alimentação, 5,98%, e outras atividades de serviços pessoais, 4,39%. Já, quando se coloca a lupa, mirando as micro atividades registadas na CNAE, a que encabeça a lista é o comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios, com 7,01% dos registros, seguida por cabelereiros, com 4,12%, e o comércio varejista de mercadorias em geral (categoria com predominância de produtos alimentícios, a exemplo dos minimercados, mercearias e armazéns), com 3,07%.

Os dados do início de outubro de 2017 e de março de 2018 para o Mapa das Empresas Brasileiros foram obtidos por meio de varreduras de big data em mais de 10 milhões de sites ativos da internet brasileira e cruzados com bases de dados oficiais. Os dados sobre faturamento e número de funcionários são estimativas da BigData Corp com base em referências deixadas por empresas em sites abertos na internet, sobre as quais foram aplicados modelos estatísticos.

Quem é?

A BigData Corp. opera um dos maiores processos de coleta e estruturação de dados do mundo. Captura todas as semanas informações de mais de 700 milhões de sites globalmente, incluindo os cerca de 20 milhões disponíveis hoje no Brasil, para atender negócios e instituições de todos os portes e segmentos. Os dados tratados pela empresa podem ter origem nas redes sociais, em sites de notícias ou em quaisquer outros endereços na web, além de outras fontes de parceiros.

A BigData Corp é brasileira e foi fundada em 2013. Possui escritório no Rio de Janeiro, onde está localizada a sua sede, em uma filial em São Paulo. Conheça mais sobre a empresa acessando www.bigdatacorp.com.br.


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