Crescimento de 30% no volume de vendas de imóveis novos e de lançamento de unidades. Esta é a expectativa para este ano, revelada ao EMPREENDER EM GOIÁS pelo vice-presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi), Fernando Coe Razuk. Segundo ele, devem ser lançadas 4,5 mil novas unidades, com venda bruta de R$ 3,5 bilhões, em 7 mil unidades.

Esta expectativa positiva tem razão de ser. No ano passado, conforme dados divulgados nesta terça-feira (6) pela Ademi-GO, com base numa pesquisa do setor, a venda líquida – número de unidades vendidas menos os distratos – apresentou crescimento de 127% em relação a 2016. Foi comercializado o equivalente a R$ 2,5 bilhões, frente a R$ 1,1 bilhão de 2016. O Valor Geral de Vendas (VGV) de vendas brutas mensal ficou 40% superior – aumentou de R$ 224 milhões para R$ 315 milhões. Houve também queda significativa do VGV de distratos (23%) – de R$ 136 milhões para R$ 104 milhões.

De acordo com o presidente da Ademi- GO, Roberto Elias de Lima Fernandes, são vários os fatores que trouxeram a expectativa positiva. Segundo ele, além dos resultados positivos de 2017, a estabilidade econômica e política é benéfica para a economia por aumentar os níveis de confiança da população e do setor empresarial. Fernando Razuk explica que a expectativa de crescimento do mercado imobiliário tem relação direta com o aumento dos níveis de poupança e de recuperação do crédito. Segundo ele, com novas linhas de financiamento pelos bancos públicos e a confiança das instituições financeiras em conceder crédito, o volume de vendas deve alcançar o crescimento esperado pelo setor.

Além disso, a crise econômica levou o consumidor a mudar o seu comportamento, passando a realizar compras seguras, reduzindo o número de distratos. Em resumo: o mercado imobiliário em Goiânia e Região Metropolitana passa por um momento de recuperação nas vendas, depois de uma série histórica de redução no volume de comercialização nos últimos cinco anos.

Roberto Elias afirmou ainda que o setor imobiliário vive a expectativa de aprovação, ainda no primeiro semestre deste ano, do marco regulatório dos distratos. O sistema atual, segundo ele, prejudica a coletividade. “As empresas perdem, mas os consumidores também, pois o sistema utilizado atualmente coloca em risco o empreendimento. É preciso definir regras mais rigorosas, para melhorar a relação entre empreendedores e compradores”, afirmou.

Valorização
O setor imobiliário fechou 2017 com 5.169 unidades vendidas – em 2016 foram 4.209 –, crescimento de 22%. O número de lançamentos sofreu uma pequena redução no ano passado – 2.664 unidades lançadas, enquanto em 2016 este número chegou a 2.824. “Os empresários do setor estavam extremamente cautelosos, mas a tendência é de melhoria neste ano”, afirmou Fernando Razuk.

A valorização dos imóveis, de acordo com Roberto Elias, chegou a 5%, com tendência de aumento neste índice em 2018. O metro quadrado está sendo vendido, em média, a R$ 5,17 mil – em 2016 o valor médio era de R$ 4,91 mil. “O momento é excelente para comprar um imóvel, uma vez que as construtoras e incorporadoras estão com estoque alto, cerca de 10,2 mil unidades, o que leva à flexibilização da negociação. Mas a tendência é de mudança deste comportamento, uma vez que o mercado está mudando, com aumento no número de vendas, o que vai levar à redução dos estoques e consequente aumento de preços”, afirma.


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