A Volkswagen do Brasil não irá nomear, por enquanto, um novo concessionário da marca em Goiânia em decorrência do fechamento, no final do ano passado, da Govesa Veículos, primeira revenda da marca alemã no Estado e também uma das pioneiras da montadora no Brasil.

De acordo com o comunicado da Volkswagen enviado ao EMPREENDER EM GOIÁS caberão aos Grupos Saga e Belcar Veículos, por meio dos seus quatro pontos-de-venda, “manter a qualidade no atendimento e prestação de serviços a seus clientes, tanto para a aquisição de automóveis e comerciais leves como a venda de peças e a realização de serviços em garantia ou de manutenção para os veículos da marca”.

O comunicado não especifica, mas Saga e Belcar também estão com a tarefa de reconquistar o market share de 30% da marca, registrado em 2012/2013, que garantiu à Volkswagen a liderança absoluta no mercado de automóveis e comerciais de leves em Goiás. Atualmente, a marca continua líder, mas com apenas 22% de participação de mercado no Estado. Isto em consequência do aumento da concorrência, com a chegada de novos marcas e modelos, falta de competitividade dos produtos da marca e também da crise econômica.

Expectativa
A expectativa é de que o lançamento de novos produtos da Volkswagen no Brasil, que é parte da maior ofensiva de produtos da marca em âmbito global, contribua para o êxito desta missão dos Grupos Saga e Belcar em Goiás e dos concessionárias da marca em todo o País. Até 2020, estão previstos os lançamentos de 20 novos veículos no Brasil, dos quais 13 serão produzidos no país. Até lá, os investimentos chegarão a R$ 7 bilhões.

A nova era da Volkswagen no Brasil começou com a chegada do Novo Polo, desenvolvido na inovadora estratégia modular MQB. O segundo modelo desta ofensiva é o sedã Virtus, que será lançado no próximo dia 22 (segunda-feira) no mercado brasileiro. Além de Polo e do Virtus, a marca terá também uma picape e um SUV produzidos no Brasil sob a Estratégia Modular MQB.

Recuperação
Outro fator positivo e animador é que a Volkswagen foi a marca que mais avançou no mercado brasileiro em 2017. A montadora alemã, que foi a que mais sofreu com a queda nas vendas durante a crise econômica, começa a recuperar parte do espaço que perdeu ao longo da recessão. As vendas de veículos leves da empresa cresceram 19% no ano passado, com o emplacamento de 272 mil unidades.

Com isso, a alemã viu a sua participação de mercado subir de 11,6% em 2016 para 12,5% em 2017, depois de quatro anos em que a montadora só perdeu espaço – em 2013 chegou a ser de 18,6%. Apesar da melhora, a Volkswagen não conseguiu subir no ranking de marcas e permaneceu na terceira posição. A norte-americana GM, que atua no mercado brasileiro com os veículos da marca Chevrolet, manteve-se em primeiro lugar com participação de 18,1%. Também não houve alteração na vice-liderança, que segue com a Fiat, que ficou com 13,4% de participação de mercado.


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