Izídio Inácio e Juliano Carrilho, dois dos três sócios do Bahrem: meta da rede é chegar a 40 unidades até 2020

Goiânia é conhecida como a cidade dos bares e das mulheres bonitas. Essas características deram início a uma história de sucesso. Dois amigos, o empresário Juliano Carrilho, então dono da boate Santafé, e Izídio Inácio, promotor de festas, resolveram se unir no sonho de abrir um boteco. O cantor Jorge, da dupla Jorge & Mateus, entrou na sociedade, mas desistiu antes da abertura do bar. Na escolha do nome, um amigo sugeriu algo que lembrasse harém, em alusão à fama das mulheres bonitas. Assim nasceu o Bahrem Bar, inaugurado em dezembro de 2009, no Setor Marista. Os donos gostaram da sonoridade no nome, que também lembra o pequeno e rico país do Golfo Pérsico.

Em poucos anos o Bahrem se tornou uma marca de referência. Mas nem sempre foi assim. “Os dois primeiros anos foram bem difíceis. Numa época em que o dinheiro circulava mais, muitos bares foram abertos na cidade. Poucos conheciam a cerveja Itaipava com a qual tínhamos exclusividade”, revela ao EMPREENDER EM GOIÁS o empresário Juliano Carrilho. Somente em 2012 a marca de cerveja e o bar foram bem aceitos pelos consumidores. “Muitos diziam: ‘o bar é muito bom, pena é a fila para entrar’”, contam os donos. Com o crescimento da marca e para atender essa demanda, já com o terceiro sócio, Giordano Carrilho, em 2014 transferiram o bar para um espaço melhor, também no Marista.

Dois anos depois, em meio à crise na economia brasileira, desistiram do ponto do primeiro bar e ficaram apenas com o segundo, que já era um dos mais frequentados na cidade. Mas queriam expandir os negócios e, em outubro de 2016, abriram a segunda casa, o Bahrem Burger. “A gente se mantém pela persistência”, afirma Izídio. “E pela qualidade dos serviços. O cliente é muito exigente”, acrescenta Juliano.

Crescimento
A primeira unidade do bar, que foi fechada, tinha capacidade para 240 lugares. A segunda foi construída para 600 pessoas. O Bahrem Burger, steak house especializado em hambúrguer, com capacidade para 270 lugares, é a matriz de uma rede que acaba de nascer e ganhou em outubro deste ano filial na Avenida Jamel Cecílio, com 86 lugares e atendimento até a madrugada.

Além das três lojas em funcionamento, os sócios vão abrir no primeiro semestre de 2018 mais três em Goiânia: uma com 72 lugares e a novidade de servir café da manhã, almoço executivo e jantar, no Setor Oeste, outra steak house no Shopping Eldorado, com 220 lugares, e uma terceira no Setor Bueno, com capacidade para 100 clientes. “Servir café da manhã é o novo desafio, tivemos que buscar pessoal especializado para atender uma região de rede hoteleira e oferecer praticidade aos executivos”, assinala Juliano.

Investimento para a abertura do segundo bar somou R$ 3 milhões

Com as seis lojas funcionando até julho de 2018, os sócios abrirão a primeira fora do Estado, no Shopping DF Plaza, em Brasília. Negociam também uma unidade em Caldas Novas e outra em Rio Verde, além de novos pontos na capital. O grupo começou a trajetória com 190 funcionários e chegou a 500. A cada semana, passam cerca de 6 mil clientes em um dos bares. Vendem 16 mil hambúrgueres por mês em duas lojas. “O Bahren Bar é o bar que mais vende cerveja no Estado”, garantem.

Com a marca conhecida, começa a ser requisitada por empresários locais, shopping centers e até de cidades como São Paulo e Salvador. Mas os proprietários preferem crescer em Goiás, para depois alcançar o mercado nacional. “É preciso saber trabalhar a credibilidade da marca em cada ponto da cidade. Precisamos de resultados. A loja dando receita, montamos a próxima. Trabalhamos com o que temos. Se não temos, esperamos. Chegaremos a outras praças quando tivermos mais força”, frisa Juliano.

Os empresários não pensam em abrir franquias e preferem manter controle sobre toda a rede, conquistando, no máximo, sócios locais nas cidades de expansão. Para isso cuidam dos investimentos. O primeiro bar foi conquistado com recursos próprios, numa soma de R$ 650 mil. O segundo bar já consumiu R$ 3 milhões e a matriz do Burger, chegou a R$ 3,3 milhões de investimentos. As outras unidades consumiram, cada uma, entre R$ 300 mil e R$ 800 mil. “Nosso crescimento veio com um passo atrás do outro”, frisa Juliano, ao dizer que evitam linhas de crédito e investidores. “Preferimos demorar um pouco mais para chegar onde queremos”, explica.

E o sonho é audacioso: 40 lojas até 2020.


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2 comments

  1. Carlos Queiroz Responder

    Parabéns amigos. Com trabalho , seriedade e Deus , tudo da certo.

  2. Paulo Nasciutti Responder

    São de empreendedores como Izidio e Juliano que o Brasil precisa, corajosos trabalhadores e muita segurança nas decisões, parabéns ao grupo também ao Giordano.