O Movimento Goiás Competitivo (MGC) reuniu três empresários goianos, de diversos segmentos, para que compartilhem o principal segredo do sucesso nos seus negócios, que se destacam nos segmentos que atuam. O trio foi unânime: investir nas pessoas, especialmente nos funcionários e na relação com clientes e fornecedores/parceiros. “A adoção dessas práticas não é um bicho de sete cabeças”, afirma Pedro Bittar, presidente do MGC. Diretor-superintendente do Sebrae Goiás, Igor Montenegro, diz o mais importante para uma empresa é a sua reputação. “A gente precisa de um País com reputação, que precisa valer para todos os públicos”, frisa. Confira as principais dicas dos empresários:

OTÁVIO LAGE FILHO
Presidente da Jalles Machado

Com um faturamento que deve fechar este ano em R$ 900 milhões e 3.600 funcionários, a Jalles Machado exporta para mais de 20 países. “Primeiro o colaborador, depois as máquinas”, diz Otávio Lage Fillho, ao lembrar que o bem-estar de seus funcionários e também da comunidade em volta da empresa está entre suas principais práticas de gestão. Além de benefícios como plano de saúde, a Jalles Machado mantém uma escola que atende 450 alunos, filhos de funcionários da empresa e de pessoas da comunidade em geral. Inovações, principalmente tecnológica, são outras iniciativas de gestão responsáveis pelo sucesso da Jalles Machado. As áreas de plantio de cana, por exemplo, são mapeadas com auxílio de drones. Um sistema automatizado de máquinas é empregado tanto no plantio como na colheita da cana.

SANDRO MARQUES SCODRO
Presidente da GSA

Até há oito anos, a Gama Suco e Alimentos (GSA), uma das maiores empresas do ramo em Goiás, sediada em Aparecida de Goiânia, trabalhava dentro do lema “Queremos ser grande como empresa e grande como gente”. Hoje o lema é “Queremos ser grande como gente e grande como empresa”. A simples mudança na disposição das palavras mostra uma das atitudes básicas que fizeram a GSA deixar de ser apenas fabricante de balas e chicletes, há 15 anos, para se tornar hoje uma indústria com grande variedade de produtos, que incluem de sucos a massas prontas para uso, distribuídos em todo o País: valorização humana, seja em relação aos seus 604 colaboradores ou à clientela final. “O sucesso de uma empresa não pode ser medido apenas pela sua capacidade de ganhar dinheiro, mas principalmente pela valorização das pessoas nela envolvidas, de diretores a funcionários de todos os escalões”, afirma Sandro Scodro. Pelo terceiro ano seguido, a GSA vai pagar bônus aos seus colaboradores.

FREDERICO JUNQUEIRA
Diretor Comercial da Fast Açaí

“Para se tornar um empresário de sucesso, a pessoa tem de acreditar no seu negócio e fazer as coisas acontecerem”, afirma Frederico Junqueira. A rede de franquias Fast Açaí começou em 2012 com duas lojas próprias, em Goiânia, e deve fechar este ano com mais de 200 no Brasil e no exterior, com atendimento de 25 mil pessoas por dia. O faturamento deve fechar este ano a R$ 60 milhões. “Todos os cuidados de gestão foram tomados para que a Fast Açaí se tornasse hoje uma empresa jovem mas com grandes metas. A começar pela marca, pensada para ser entendida em qualquer idioma e assim atender aos objetivos de expansão do negócio para outros países”, afirma. Outras regras básicas para o sucesso, lembra Junqueira, são visão de longo prazo, metas claras, foco e disciplina e treinamento de colaboradores e franqueados.


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